terça-feira, 17 de maio de 2011
Oxi
Mais devastadora do que o crack, a droga chega e já está presente em algumas das maiores cidades do Brasil. Uma mistura de borra da cocaína, solução de bateria e cal, os cientistas ainda têm dificuldades em medir seus danos ao organismo. Mas, o que significa a entrada de uma qualidade diferente de entorpecente no cenário brasileiro? O tráfico está, no mínimo sorrindo das autoridades competentes, que, ao combate ao crack já enfrentavam diversas dificuldades e que, a partir de agora terão de encarar o novo processo de inserção da droga dentro da sociedade. De custo mínimo (uma unidade ao valor de R$ 2,00), é o oxi vendido também na forma de pedra, e, além disso já evidencia-se seu caráter alucinógeno, extra em relação ao crack. A tarefa dos combatentes ao tráfico, entre estes políticos proeminentes já abraçados à causa, terão, sem dúvida alguma, uma grande dificuldade para manter o controle e, oxalá, disseminar a distribuição do oxi, veneno de conseqüências imponderáveis. Para a classe média, o risco é de mais e mais de nossos jovens simpatizarem com este novo catalisador da loucura. Uma válvula de escape em outros tempos, as drogas hoje nos surgem feito mazela social, para as quais devem ser feitas medidas de apreensão e cada vez mais incluir nas pautas de discussão as políticas de recuperação para os já atacados por tais degenerescências. Então, voltando agora o olhar para esta nova premência, é preciso combater com todas as forças, seja com união à comunidade ou ao meio político, para erradicar mais esta “doença.”
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