quarta-feira, 21 de março de 2012

Luizianne: oito anos após a grande virada

Quando, há oito anos atrás, despontou no cenário político uma mulher candidata a prefeita, ninguém punha muita fé que conseguisse vencer no pleito, mas aconteceu o inesperado, saindo de uma média de 3 (três) pontos percentuais, a então quase desconhecida Luizianne Lins, pelo Partido dos Trabalhadores, alcançou o êxito maior vencendo as eleições para prefeitura de Fortaleza.
Passados agora tantos momentos, de intempéries a festivos encontros, de exoterismo-marxista à construtora da Fortaleza Bela, a então prefeita encontra-se em estado de liderança mais que nunca, deixando aos seus eleitores uma cidade, que, de acordo com ela mesma, é totalmente diferente do que era quando subiu ao mais alto cargo; de prefeiturável à líder do executivo; de anônima para digna de reconhecimento, e de esperança para realidade.
Soube conduzir sua política apesar dos constantes ataques da imprensa ao seu mandato. Discerniu sobre o que é o poder e aquilo que significa tê-lo em mãos, realizou um trabalho constante e fiscalizou durante esse tempo todo tudo sob sua administração. Além disso, mostrou não ter vindo apenas para fazer papel da “boa moça” e enfrentou de frente as dificuldades surgidas mantendo sob sua égide as responsabilidades ditas de alguém esforçada e respeitosa aos adversários políticos; estes surgiram aos montes e as críticas não foram poucas, entretanto Luizianne fez muito bem sua manobra enquanto governante, entregando agora ao seu sucessor em 2012, a cidade em estado de superávit econômico mais que de déficit; ao que tange o seu consentimento.
Em saber controlar as tribulações do poder, teve êxito na maioria de suas ações em prol dos fortalezenses, fez reformas como as da Beira Mar, evitou a descaracterização do Centro de Cultura Dragão do Mar, efetivou a entrega do CUCA – Che Guevara, sem falar das obras de infra-estrutura intensificadas agora que seu período de governante chega ao fim em sem deixar enormes buracos nos setores financeiros como alguns de seus antecessores deixaram, um rombo nas contas.
Agora, Luizianne Lins está às vésperas de uma eleição em que sua força apresenta-se como revigorada por tantos embates, seu discurso – sempre o mesmo desde o primeiro mandato – denuncia uma formação boa de civilidade e caráter, o que deve ter aprendido nos anos como professora na Universidade Federal do Ceará; a sua voz é ouvida e respeitada, ninguém nega ter ela sabido fazer as alianças certas e no atual momento político, poder assistir e participar, como vem participando, ativamente na evolução do modo de fazer política.
Se, a pessoa de Lins foi alguma vez confrontada, não houve motivo para não dar a volta por cima e mostrar as garras, característica de quem sabe a hora de guerrear e, também, de suavizar enquanto as cousas andam a perigo. Destinada a cumprir oito anos no poder, mostrou a garra da mulher quando é convocada à responsabilidade, e, talvez será o dia de sentirmos saudades de uma cidadã que, se não com uma aprovação total das pessoas, conseguiu erguer a patamares respeitáveis os políticos deste país, sem tramóias ou favorecimentos, ou seja, Luizianne, foi uma igualitária.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

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