Essas foram as olimpíadas em que menos assisti.
Não sei se por desinteresse num dos maiores eventos esportivos mundiais, ou por terem sido dados outros interesses para minha pessoa, o fato é que não dei bola nem para o futebol, a paixão nacional. Talvez, o resultado inexpressivo do Brasil em suas várias competições tenham me deixado um tanto decepcionado. Ou, ainda, que os jogos olímpicos não seduzam mais como dantes.
Afora as exceções, tivemos um quadro comum de vitórias: EUA, China e Inglaterra, os maiores vencedores.
Ao que parece o fervor de informação trocada nas redes sociais está superando a excelência da televisão e isto prova estarmos vivendo outros tempos.
Devemos notar, claro, ainda apesar de tudo, o esporte ser uma grande vertente deste milênio, com a sua geração mais saudável e menos sedentária; por ironia, estes últimos enfiam-se em suas poltronas para assistir aos primeiros não entreterem ou ainda convencerem nas diversas modalidades.
Em 2016, teremos no Rio o grande acontecimento esportivo. Esperamos em nossos governantes planejamento para fazer disso uma festa do povo. A esperança nos esportes é uma verdade constante desde tempos imemoráveis. No entanto, as atenções se viram para outros acontecimentos, a saber, as crises nos países desenvolvidos, as novas nuances da política e o entorno frisson para as maravilhas da era de Aquário, tão cantada pelos poetas na década de 1960.
Tal distração pôs-nos a contenda das olimpíadas, e, o que assistimos foi apenas mais um “show” televisivo, menos interessante por sua desimportância que pelos índices de que vivemos uma nova Era.
Pedro Costa
Universidade Federal do Ceará
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