quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O Impossível Impessoal

Destemperos à parte, o que toma de conta de minha pessoa, referente à nova administração de Fortaleza, não descamba pelos arbitrários e chulos argumentos baixos contra o nome o qual carrega o governador, seus comparsas e demagogias sem princípios em alusão ao quanto fazem ou deixam de fazer enquanto nos seus postos de comando.

Pelo plano local, entretanto, encontro não mais do que uma inexpressividade gritante; um soluço no tempo administrativo municipal proveniente da garganta do gigante pessebista que agora doma a rédeas curtas o povoado fortalezense. A capacidade da antiga prefeita, era de inegável conveniência; esperando por aí despachar de vez o que sinto e que anda preso na garganta durante muito tempo, fico triste por ver minha cidade agora comandada por um boneco de massa, que apenas responde aos respeitos do doutor Ciro Gomes e sua língua afiada. Luizianne Lins representava uma parte do Partido dos Trabalhadores resguardada ainda a um projeto de mudança; sincera e eloqüente, a “Lôra” fez e aconteceu, tanto como figura pública como quanto governante. Ergueu plácidas e paritárias eficientes políticas há muito dormidas sob os comandos antigos já do PSDB de Tasso Jereissati; peitou a mídia, desabou o preço da passagem dos ônibus, mantendo-as paralisadas por quatro anos, enquanto as empresas lutavam por um lucro líquido maior, e, sem que estas últimas parassem de fornecer o serviço – a muito bem poder acontecer, devido ao estado das cousas então – ou a classe referendar greve. Foi política dedicada, não desrespeitando o voto dado a sua pessoa; e, fulgiria mesmo em tons de humildade quanto a escolha de um praticamente desconhecido Elmano Freitas para sua sucessão mas em quem piamente acreditava para dar rumos aos planos de seu marxismo exotérico.

Com a subida de RC ao palanque principal, acredito, não morre a expectativa numa boa herança do poder nas mãos de Lins, mas, ao certo, uma imposição de um grupo menor e heterogêneo; donde agruras se espere e mesmo discórdia entre eles. Terá, assim, Roberto Cláudio a força mister para o governo de uma cidade tão importante quanto a nossa Fortaleza – que, diga-se de passagem, por pouco ou algum tempo, fora “bela”; estética ou politicamente falando; quando acredita-se no posto ante os seus olhares, ó, cidadãos.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

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