Surgem em meio às agremiações partidárias, nas cotas eleitoreiras e sob os acordes de uma nova política, as previsões para o cenário político-eleitoreiro de 2014.
Os evidentes pré-candidatos, nutridos à base de uma fermentação de egos inextrincável, aos encadeamentos dos seus mandatos e ao dos cargos pretendidos, enumeram-se às siglas, amontoando alguns partidos e esvaziando outros; como ainda, inaugurando novas alas da política independente na qual o viés do novo milênio aponta para um futuro incognoscível.
Políticos, agora tidos como “entidades”, reverberam farpas aos seus inimigos e resguardam aos aliados adjetivos suspeitos.
À corte, os mandantes; ao pleito, as devassas.
No continuum onde apresentam-se propostas – tendo sido a mais evidente, a de mudança – que acentuam no modo de fazer política um tônus avantajado de arrogante despeito; há falta de decoro. Por menos que se espere uma reviravolta nos rumos ao quadro dominante do ano próximo, é verdade que surgem novíssimas expressões de ideologias dormidas há tempos; agora a despertarem nos cidadãos vontade de ir às ruas por não mais aceitarem as condições propostas por seus governantes.
Neste clima de “ninguém é de ninguém”, algumas parcas exceções enumeram um pontificado desnutrido ante uma vazão mínima de seus apoiadores, a falácia reina nos media e a ética clama como jamais clamou. Seguros, esperdícios das contendas que os referiram os representantes do povo, nossos políticos adentram o imbróglio globalizante numa barca furada. A população cava a cova deles, na face mascarada do vandalismo e o impróprio advindo reina uma incógnita.
Suplantada advertência, o clamor das próximas eleições promete uma farsa inédita para o populacho, a ser vista sob um otimismo desfundado e carente de evasão. Extrínsecas fórmulas de governo extintas, pede a celeuma a prioridade ao menor – o cidadão minimalista ascende ao poder.
Por cada notícia impressa, a necessidade de governar, assumida a todas as camadas da sociedade, é então a nota de rodapé que a imprensa esqueceu de inscrever.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
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