terça-feira, 26 de novembro de 2013

As Noivas do Mensalão

Espremidos na pauta midiática do dia, acercamo-nos dos reclames sob os quais a decisão ministerial da Ação Penal 470, o processo do mensalão, julgara e executara ordem de prisão aos envolvidos no esquema de desvio de dinheiro público para partidos políticos.

Vemo-nos alavancados a torcer pela condenação à privação de liberdade deles, uma vez que tomamos por uma punição aceitável o recluso domiciliar concedido ao Genuíno – por um caso mais sério de saúde – ou, a gerência de hotel por quem passa José Dirceu agora como vínculo empregatício. Os petistas defendem a fuga de Pizzolato, do Banco do Brasil, para a Itália, onde não poderá ser julgado. Nada disso parece com um desfecho elementar, trivial de um inquérito comum; apenas ao legado do costume de que os poderosos sempre se safam das maiores maracutaias que cometem, está a opinião pública consternada com este circo – cadeia para todos, aí sim, uma cousa certa a se fazer não respeitando cargos ou poderio referente ao réu.

Prejudicados ficamos.

Se em cada nova admoestação, muito embora houvera a condenação, esperemos as penas a serem cumpridas este circo no qual tornou-se toda a grande patota de mesma medida, o que poderemos esperar para os futuros debandes de políticos que extraviam a si próprios para outro país; ou aos que acontecem de receber exorbitantes salários em tendo perdido seus direitos, e ainda, alegando problemas de saúde para aliviar a prisão?, senão vejamos: os petistas continuam no poder, a oposição está a ver navios mesmo após ter conseguido com a agremiação fossem penalizados seus opositores e uma vertente das manifestações das ruas, conformam o quadro finalizado sob um último golpe mais uma vez sobre o povo.

Vingaremos a passagem para uma cena improvável, a saber, que quem pratique um crime tenha por jugo sua pena correspondente; e não este cadafalso em que cada qual usa do poder para resfolegar ao quanto se possa por força de suas grinaldas – as noivas do mensalão deverão pagar com mais um casamento entre a infâmia e a falta de vontade política.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

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