Nestes últimos dias, nós amigos da boa política e entusiastas do fim da ditadura e redemocratização, que teve seu ápice na eleição do governo Lula, estamos chocados com a repercussão do câncer do ex-gestor no meio social.
Há, inclusive, algumas partes que enxergam no coletivo que atingiu a América Latina, com Chavez, também diagnosticado com a mesma doença, Dilma, e a própria morte suspeita de Nestor Kirchner, uma conspiração com o ensejo único de desmontar a política nossa de cada dia, que vinha e vem apresentando resultados positivos.
O fato é que, querendo ou não matar Lula, sua doença não poderia vir em pior momento; as eleições do ano que vem virão a parecer desorganizadas haja vista sua figura principal e “ponto de apoio” estar debilitado em casa sofrendo com o tratamento quimioterápico.
Além de tudo, ainda há os debochadores a erguer uma campanha de ódio contra o ex-presidente, chegando ao cúmulo de uma hipocrisia expansiva e covarde, ao “sugerir” que Lula enfrente a doença sob os cuidados precários da rede pública de saúde, algo que – digamos de passagem – nenhum deles se permitiria fazer se em mesma ocasião.
Afora tais relatos, e que esteja bem claro, vão aqui votos de saúde e de melhora para a maior figura política que este país conseguiu legar ao mundo nos últimos 30 anos, no mínimo: melhoras presidente e volte logo à labuta, pois sem o senhor, o Brasil não tem cara, e se tiver uma hoje, pode ter certeza: é a sua cara.
Fortaleza, 07/11/2011