terça-feira, 23 de abril de 2013

Água: pauta complexa

Trabalhar, morar, estudar; enfim, viver sem água, não é viver.

Os prenúncios dizem deste recurso natural renovável ter detento sua falta como efeito da desatenção do homem para com seu uso e função; em alguns lugares servindo ao banho do burguês, que dura dez minutos; em outros, escassa, a água é uma necessidade básica para o ser humano.

As condições sob as quais participam as decisões no sentido de privatizar os meios, geram a demanda de permanecer um requerente para o usufruto em sociedade, o consumo do bem.

Escassa em alguns cantos do globo; estiagens no sertão mostram-nos da premência de uma ação revogada a levar aos locais onde é mais preciso para as plantações agrícolas, bem como para o banho, e ingestão - tiro o qual observamos de qualidade duvidosa, a água, mesmo nos recursos os quais dão-se a remediar a problemática; a falta de vontade política, se entrava como o maior impensílio para dar-se cabo da falta d’água.

Definir prioridades, auferir um sistema de irrigação que beneficie as camadas mais necessitadas e garantir a safra, são apenas alguns dos requerentes pelos quais vemos em pauta a questão da água.

Responder, à força maior da natureza; com medidas legais; investimentos de sistemas agrícolas, em açudes e contribuições de ordem sistemática, realçam o pouco feito nesse sentido. Enquanto o lucro com a seca ainda é uma prática comum. Separar não somente para as paragens interioranas, onde o caso é mais sério; garantir sistemas de infra-estrutura de esgoto e distribuição nas cidades, é também pauta de conversação, e, acima disto, garantir à população a qualidade, um ensejo de um aproveitamento funcional das águas das chuvas, em reservatórios para redistribuição equalitária do bem maior.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Crítica Geral à Redução da Maioridade Penal

Conservadores, os setores da casta política, um estorvo para os dedicados ao repasse dos princípios morais e éticos, a saber, institutos ou organizações de cunho social e humanos deliberativos a puxar o diálogo com a sociedade, os denotativos reentraves postos insistentemente pela denúncia pontos relevantes; se-nos ressurgem agora sob a burocracia tratante que revoga a maioridade penal.

Os contratos dentro das eminências, passam por cima dos valores, impõem suas contingências particulares, que, em conluio contra a moralidade, espezinham a lei, reforçam um sentimento fascista, ocupam os cargos mais altos, e, por isso, acham-se verdadeiros donos do poder.

Nada disso.

O menor infrator, se tem idade para eleger seus governadores – a si, tal direito (inda à custo, não um dever, pelo menos temporário) sendo dado – é de meio e não fim, que substitui, à inanição, a vontade política, muita vez a nascer precoce no seio do indivíduo, competindo à seu caráter e identidade, cultural como formal.

Enfim, competir a tais instâncias, o diálogo não se-mas aproxima ao recondicionamento pela pena institucional, à partir dos 16 anos. Senhores, à vossa intendência, recua-se o acato ao direito de ser criança: sim, um infante, podado pelas suas intermitências à viver à marginalidade, se comete o crime – qual for – antevê em sua natureza uma causalidade de remeter ao cunho social. Em determinismos bobos não querendo cá imiscuir este fato, leva a esta tendência também uma promessa de que, se preso, volte ao seio da sociedade poluído no interesse, já que nosso sistema carcerário é uma verdadeira escola do crime.

Não estender ao âmago do problema decupadas opiniões, evitam o contato direto com esse absurdo ilógico: tratar a violência como assunto casual; dependente de ser a pessoa má ou boa: sem maniqueísmo, o fruto que colhe quem é, aos estágios iniciais da vivência para com o meio, quando passa-se a ter a consciência (mesmo política) do que é o mundo que nos cerca, impostado a um sistema penal corrupto em sua essência, é o limiar do ódio que irá sentir, quando ou se, do cárcere puder sair – e, sairá – para devolver com juros dali o sentimento que lhe reprimiram como ordem de instância superior, ao que poderia provar como oportunidades se novas soluções, assim direcionadas, fossem dadas realmente no sentido de diminuir a criminalidade.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Inflação: desafios e planos

Projetos de caráter econômicos, as políticas adornadoras que à sociedade civil, ainda na era FHC, a elevou ao patamar consumista de países grandes - quando da "invenção" do real; e, passando por uma desconstrução lulista, onde passamos a importar mais, segurar as taxas inflacionárias, diminuir o preço (ou ao mínimo, um aumento destes) de itens necessários à sobrevivência, a escalonar a classe miserável numa equação um pouco mais justa; e, aterrissando nos anos do Governo Dilma com uma taxa de juros básicos descendo ladeira abaixo, é que, enfim, a ameaça da inflação que bate os tetos projetados pelos economistas juntamente com o crescimento tímido do Produto Interno Bruto, voltam a ameaçar a frouxidão dos bolsos dos brasileiros. Soluções mil. Aumento da Selic; investimentos para subir o PIB, e nas importações; construção de indústrias de base das quais tanto carecemos, e um alerta à população para não antecipe-se endividando com o quanto não pode, estas medidas prometem manter calmos os ânimos. Se, por um lado, os mais afobados já cobram intervenções neste sentido; as castas lulistas remontam às conquistas deveras, e sem um curto alcance a objetar; a médio prazo esperam que as soluções comecem a apresentar resultados. O desafio econômico, inserido a um plano globalizado capital e intrínseco ao modelo governamental ao qual seguem as emergências, a saber, a desilusão dos poderosos com os BRICS, devotada por um descrédito ao qual só o passado daqueles invoca; paulatinamente vai-se acomodando, com as visitas de nossos governantes aos tais, exibindo as condições reais em que encontra-se o patamar econômico. O boom da política dita dos capitalismos de Estado, é resultado direto de uma herança de capitalização dos meios, mas que então provaram-se - se não insuficientes - inoperantes. Quando, ao presente, abrace-se às medidas protecionistas. Cabe, inda neste raciocínio, protelar à ânsiedade com a qual a população, mais precisamente, os empresários, um pedido severo por paciência; haja vista não estarmos mais lidando com a mesma situação de dez anos atrás; seguidamente, ao propor-se a mudança evoca-se o crédito nas instâncias superiores: razoável mesura do caráter requerido no nosso novo "economês"; em termo, quem atrela um discurso imediatista e inconsequente, é posto de fora - duramente, até - do processo decisório, que, diga-se, tem como fundamento todas as camadas populacionais, do mais pobre ao mais abastado.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

terça-feira, 16 de abril de 2013

Paus e Pedras

Ruínas de um império em decadência?

Desde o September 11, o mundo assiste tenso e acometido de sua liberdade – tomada em detrimento a um sentimento global de medo -, a um imbróglio que data da recente crise no sistema capitalista.

Agora, duas bombas explodem em Boston, no centro da ciência e do conhecimento americanos, e, na era das guerras de caráter terrorista, a humanidade sente o peso de uma possível guerra nuclear: uma vez mais.

A Coréia tem seus mísseis apontados para nós, nós, por outro lado, aceitamos a provocação; disso nada se conclui, senão uma disputa de poder entre oriente e ocidente que é-nos até recente, de origem alguma no combate gélido de uma provocação comunista, a ter base no conceito de um ocidental por referência, Marx, mas que foi ater aceitamento na longínqua ex-URSS.

O desmonte do giro capital, levou a países da Europa, tantos quanto Grécia, Espanha e Portugal, a situações limítrofes; estagnárias. Do mesmo modo padecem desta doença as liberdades individuais, substituídas pelo arregimento do consumo em detrimento do laissez-faire.

A este cenário, os países do Sul, relutam consigo mesmos, tentando uma guinada, acreditando seu futuro pregado secularmente, ter por fim aterrissado em suas praias e cordilheiras.

A História é construída cada vez mais rápida. Na década de noventa, o Iraque mostrou suas armas, e, fora enterrado com a morte de seu ditador, Sadam Hussein; com a queda subseqüente de outros dos quais o balanço do poder dependia, sendo assassinados, sodomizados, enfim, anulados em sua própria terra.

A Primavera Árabe impulsionou um processo já existente, o da derrubada das ditaduras, quiçá, à voz do povo; mas sabemos que não é bem assim...
E, se algum contentamento nos resta, é o de saber rogarem pela paz o papa Chico, as ONG’s de caráter ecológico; como as propostas de desenvolvimento sustentável, as elegias de manifestantes nas ruas; clamando pela paz perpétua.

Alguma coisa me diz, que após os anos de chumbo, em submetermos os nossos ideais ao fim da Segunda Guerra Mundial, ou a assistirmos espalhados pelo globo reminiscências de uma mudança estrutural; determinamos a ordem que dantes regia cada passo que dávamos; para pensarmos, – ainda, com as palavras de Einstein: “Não sei quais serão as armas da Terceira Guerra, mas a da Quarta serão pau e pedras.”

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

segunda-feira, 15 de abril de 2013

A Nova América

Desde a morte do venezuelano Hugo Chavez, após 15 anos, dá-se a eleição para um novo presidente em que dela não participe o bolivariano.

Impacto que a nós, latinos, nos tomou como um tombo. A "nova América", parecia crescer em dinamismo e galgar relevância no cenário mundial. Mas Chavez se foi, e, com ele o ideal de um povo que ainda creditava a um regime anti-capitalista a esperança de suas crianças.

Veio o novo papa. Um argentino, chamado Francisco. Suas deliberações com a família Kristner, era de sabida discórdia, até o dia em que o concílio o elegeu e as diferenças foram apaziguadas.

Já, o ateu uruguaio, José Mujica, dispensou a missa que lhe apresentaria ao sumo pontífice. Ideologias à parte, um ato coerente até, diante das polêmicas em que encontra-se envolta a Igreja.

Da Bolívia, Evo Morales, participa diretamente no processo de estatização das empresas em seu país, inclusive da nossa Petrobrás, alegando saúde moral no processo, para si e sua nação.

Os colombianos das Farc, entronizaram um regime terrorista em território nacional, também chamado, quando referem-se a si, de revolucionário, mas que sequestra civis de renome para dar ênfase de que quem ali manda são eles, e que, traficar drogas é política de consumo de esquerda.

No Chile o no Equador, era de se esperar, a multidão vai às ruas protestar contra os atos do governo; nada de substancial a ser referido como uma desinência territorial, da busca por direitos...

E, ao passo disso tudo, no Brasil, vamos até bem, recordando o passado do neo-liberalismo econômico, e, vivendo sob a distribuição capital nos moldes de programas de assistencialismo social como o Bolsa-Família e o Fome Zero; temos a presidenta com maior índice de aprovação da história, a economia - é certo - não vive seu melhor momento, mas já foi muito pior.

Desvanecendo, a América Latina, palco da colonização no século XVI, e revigorando suas bases através do turismo e delapidação política de princípios, e, graças à crise mundial do capitalismo, ganha força para emergir, no cenário mundial, e chamar para si os holofotes.

No fim das contas, as contas que passamos a vida inteira pagando aos países do norte, hoje, as temos "quitadas", embora internamente as dívidas públicas arrebatam a casa do trilhão de dólares; exportamos mais, o PIB de nossos países subiram e os olhares se nos voltaram como para uma nova classe. Serve de ponto de débito, o quanto tínhamos ao quanto pagamos, até o que hoje temos.

A liberdade, uma conquista individual mas que passa pela sociedade, parece-se, como uma dádiva, ter-se derramado por aqui; e, muito ainda há por fazer, mas se nos perguntássemos quem éramos e quem somos, a resposta iria variar abundantemente entre estas duas questões.

Se seguir o modelo capitalista fora a prova dos nove de que precisava a América para vingar como debutante, no globalizado terceiro mundo, os interesses destes povos, tiramos um bom e arrazoado 8,0. Por fim, passamos no teste e que venham novas provas de mostrarmos a eles o quanto realmente valemos.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

quinta-feira, 11 de abril de 2013

"Eis-me aqui. Envia-me."

Há quase 50 anos, surgia a Campanha da Fraternidade.

Elegendo temas voltados para a denúncia social, reverbera até hoje, tendo todo ano apontado determinado questionamento proposto para a sociedade, de modo a mobilizar as instâncias de todas as camadas sociais, no sentido de trazer à tona soluções para as chagas que se abrem na crista da globalização e do cosmopolitismo; atentando para causas e conseqüências das ações do homem no meio em que vivemos.

Neste ano, com o tema Juventude, sob o lema: “Eis-me aqui. Envia-me.”, a Igreja toca num ponto sensível, a postura perante problemas como a delinquência juvenil; o fim trágico de muitos jovens aliciados pela vida criminosa no tráfico de drogas; a situação de abandono na qual estão inseridas nossas crianças, sem teto e sem lei; enfim, o produto de uma mácula que vem machucando o convívio da juventude com as demais estratificações populares, entendendo por julgar necessária esta posição, remetendo a princípios morais e delegando-lhes vigência para sejam vistos como importantes para a mitigação da problemática.

Tal resgate, de valores, da ética e da moral urgem com o tempo.

As denúncias no corpo social, de criminalidade tendo como agentes jovens de camadas diferenciadas – mostrando que a situação não é grave tão-somente entre os mais pobres, mas mesmo entre a chamada classe média, e, até a setores mais abastados -, hoje, são diversas e apontam para diferentes motivos; entre os quais, o descaso com o que destinam parca educação ou oportunidades de ensino, junto àqueles, os quais, divergindo de uma vida branda e dirigida pela dignidade e honra, por onde poderiam seguir seus ideais, adversos às dolências se lhes apontadas pelas facilidades adotam uma proposta corrupta para si.

Lembrar também, a culpabilidade não recair apenas sobre os ombros da juventude - que muita vez, incorre no erro por falta de experiência mesmo-; mas do Estado de proporcionar uma tônica no quesito educação, proteção como segurança, saúde, etc. O problema não será sanado da noite para o dia, mas é importante pense-se o sentido, a direção que deixamos como caminho para aqueles que, em busca das experiências que serão – não o negamos – necessárias para se fazerem bem viventes, adultos competentes em suas atribuições. Relega-se assim papel de fundamental importância quando a Igreja se propõe, a roga de danos, recalcitrar contra situações de vidas perdidas antes de descobrir-se o indivíduo mesmo como pessoa humana, digna e cidadã.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

terça-feira, 9 de abril de 2013

A Verdade sobre o COCÓ

Em recente reunião no Complexo das Comissões realizada sob a autoria da Deputada Estadual Eliane Novais,presidente da Comissão de Direitos Humanos, na Assembleia Legislativa do Ceará, levantou-se gume à questão jurídica que envolve a preservação da área verde do Parque do COCÓ.

Por demais uma polêmica, visto o tencionamento de construção civil pública de uma ponte que cortaria a zona de proteção, suscitou-se entre os debatentes, componetes da mesa e sociedade, questão da preservação do parque.

Num primeiro momento, ao arrebate das condições legais que envolvem o certame, a disucussão enveredou por um caminho muito pouco prático; alegou-se nem sequer a reserva ter valor judicial de área de preservação, ou, ainda pior, o relevo constituinte natural da área em questão, não ter-se sido conciderado como um parque; ou seja, não há lei de proteção que denuncie a prioridade na preservação da maior área verde da cidade de Fortaleza.

No compasso do debate, esta primeira locução pareceu embargada, civis como políticos posicionando-se contra este último argumento e afirmando o COCÓ dever ser visto sim como uma importante zona de preservação.

Em seguida, formou-se a diligência que proporia aos presentes as soluções para uma problemática tão incipiente quanto necessária, levantando-se, a partir daí, argumentos sólidos, que embasavam o discurso de requerimento para trâmite na casa de projeto que anistiasse toda a área, para futura conservação, a saber, dos 3402 m2 e da extensão que permeia os locais por onde vereda o rio e suas adjacências.

Outrossim, através de manisfestações da sociedade civil, mobiliram movimento em prol da permanência da mata que cobre uma parte significativa da cidade, com a presença de agentes do governo e de militâncias questionadoras.

Inda que a situação tenha permanecido à superfície da proposta de desobstrução dos meios legais para que daí floresça a tão necessária lei que protejerá por instituição de preservação todo o COCÓ, tramita entre a civilidade tal premência, e que os nossos políticos não esqueçam da matéria e da importância com que se revestem as nossas bandeiras de luta.

Estaremos sempre presentes.

Não abdicaremos de nosso direito de ter uma Fortaleza com sítios onde a natureza seja protejida e reverenciada, e, para além de tudo, faremo-nos mostrar aos poderosos que o interlúdio dessas discuções podem, sim, convergir num ponto de acordo entre instâncias superiores e sociedade civil, pois o parque do COCÓ é de todos, é patrimônio e, àcima de tudo, uma dádiva concedida ao nosso bem estar e polo de lazer para remanescer-mos ainda uma metrópole que, ao contrário do que por outras praças vem acontecendo substancialmente, exiba ao mundo a qualidade de vida daí destinada ao nosso povo e aos nossos visitantes.

A questão fica em aberto. Nada pode-se em que a sociedade encontra-se unida, no sentido de desmerecê-la. A luta continua.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Seca: mazelas e soluções

Localizado entre trópicos, nosso imenso país, possui uma extensão continental que abriga vinte e seis estados mais o distrito federal em cinco grandes regiões. No cume leste, à região banhada pelo oceano atlântico, no Nordeste, o povo do Ceará, sofre com a maior seca em cinqüenta anos.

O problema, que vai da falta d’água para abastecimento da população até a morte do gado e chega à perda das plantações, esbarra na intransigência política, no descaso e no abandono desta parte do Brasil. Relegados à miséria, nossos irmãos do sertão assistem, às suas condições precárias, ao despreparo para o enfrentamento no deserto da caatinga, pisando o chão rachado, andando quilômetros para conseguir algum do que ainda resta de água nos confins da região assolada pelo desinteresse dos responsáveis.

Parte também do princípio da inerência de uma indústria, para quem é lucrativo haja demanda de recursos, quando ganha no sofrimento do sertanejo, ante o ganho de capital, ou seja, lucra na permanência em situação precária desta parte do povo brasileiro; na carência e na dependência para com o patronato.

Não obstante, medidas deveriam partir dos liames do poder, no sentido de remediar a condição inumana na qual encontram-se os nordestinos padecentes de fome e sede. Nada disso é interessante, pois o ônus é maior que o bônus quando a ação é remediar, empossar a estes sofredores terras onde possam plantar, criar gado e manter-se condições mínimas necessárias para a vida.

Especulam-se soluções.

De fato, o que deveria ser feito, à um tempo e na região como um todo, é o combate aos que ganham com isso, além do preparo com tecnologia, de utilização de técnicas de irrigação e construção de mais cisternas, além de prover um contingente maior de carros-pipa que levem água às famílias que padecem com a seca; uma investidura de maior grau, a abarcar a demanda como premissa de dar um fim às mazelas do povo sertanejo. Não é novo o encalço. O despreparo para enfrentar períodos de estiagem, no Brasil, é condenatório. E a falta de vontade política, gritante; há quem muito fale a respeito, pouco entretanto se faz. Alertar para os períodos de mais defasagem a população não sem um programa de combate intensivo, parece ser a melhor saída, no quanto pouco é posto em pauta, legando aos pobres de nosso país a herança maldita da inoperância do sistema de abastecimento através dos açudes.

Se pouco chove, deve-se ornar as áreas de abastecimento com planos técnicos no sentido de revigorar os dutos que levam água aos povoados; não ignorar e vilipendiar ao acaso a vida destes brasileiros.

Rendidos à mercê de uma tragédia que já não conta tamanho, eles esperam, mas a paciência dilige uma resposta, que deve partir dos poderosos.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

terça-feira, 2 de abril de 2013

O prenúncio de Eduardo Campos

Sabe-se, internamente, que o PSB, quando amparo de seus partidários, tem sido um partido “mãe”.

Importante, para quem detêm a locução a respeito da enunciação presidencial de 2014, é que saibam que este partido está em um crescimento abastado. Requer, portanto, de seus filiados que ajam de forma a representar os interesses do partido. E, posa de candidato, o neto de um dos fundadores do PSB, Eduardo Campos, terceira geração na linha de Arraes.

Pode não atender aos mesmos princípios do avô – até porque a política é outra, bem desconforme apesar de que inda leve os traços de toda política mesma.

É uma deserção, especular contra um bom político como Eduardo, expoente no Nordeste, sóbrio em suas posições, no que refere-se aos seus partidários enquanto militantes, a regra geral, parece ser, aceitá-lo como se propõe a ser visto; tendo galgado ao executivo estadual de pernambuco exibindo no peito o lustro brio de Arraes.

Representante de uma classe expoente, a saber, de quem vota ainda no socialismo, e, sem que represente os doutos da elite brasileira, Eduardo Campos é um jovem que aspira à presidência, a carregar um fardo grande e estar em plena vivência de uma maturação das idéias própria do momento porque passa como ser humano; e, isso, bem o demonstra por suas opiniões e ideias.

O marco de seu potencial, mostra-se através de uma cautela que mistura-se com sabedoria de quem governa sem esquecer as paragens atávicas do meio no qual insiste permear com sua personalidade altaneira. Do porte altivo, de onde prenuncia sua candidatura, pode-se esperar seja uma locução daquilo sobre o que pensa.

Trípode do poder no Ceará, os também pessebistas Ciro, Ivo e Cid Gomes, têm muito o que ver como posiciona-se quando detentor do poder. Retificando, o pernambucano Campos, é a ideia para um novo governo; se, é claro, o partido continue em ascensão. Reifica ao governo de uma aristocracia, a coisa pública, de quem Campos é o menestrel na atualidade, sua manifestação espetacularista, ante princípios e ideais, estratégia e oposição crítica - saiba-se – caracteres da personalidade do neto de Arraes.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará