quinta-feira, 10 de setembro de 2015

10/09/2015

Une-se, no sentido "caviar" da palavra, a esquerda que acha que está acima de bem e mal: olhe e veja bem, não convivo com esquerdistas desde a muito, nem simpatizo muito com o termo cunhado na França de Proust; muito embora, assisto aos noticiários e, menos leio aos jornais veiculados na mídia virtual, mais do quanto gostaria, mas enfim, estou por dentro do passeio fantástico e o espetáculo visual ainda que em textos escritos elaboradíssimos, cheios de requinte, e que até incomodam-me, menos pelo pedantismo, mais pela divergência com a realidade dos fatos, exposta, essa mesma esquerda às vezes até amedronta-me, suposta radical e que de radical não tem nada. Bom, senão vejamos, é curricular é fato consumado que o ex-presidente Lula gora louros no exterior, e até aí tudo bem; fabuloso, digno, honroso, meritório - capacidade de articular e carisma, o homem tem, sem baixar o calão faz discursos homéricos através deste Brasil, mas aquilo onde mais ainda me é estranho, foge de mim conquanto tenteia-me é este calar-se irritado diante de quase tudo, só não de tudo porque temos que encarar a luz e pôr em termo a verdade, de bom grado e ainda uma eloquência seria bem-vinda, quanto ao que acontece nos vaza pelas mãos, e nos escorre entre os dedos, a situação muda, o quadro é outro, completamente diferente, farto de habitar na verdade o espírito humano eleva-se e foge ao corpo como à sensação de quando reza-se com fervor, inclusive para que as coisas melhorem, meticulo e, tal e qual, meu argumento final é, esperança AINDA é a forma de otimismo mais desejada, do servo, do rei, etc, etc. Lindo! Por outro lado, tapar os ouvidos e a boca, em bom português, ser cúmplice, isso me irrita. É bastante. Dá-se uma forma real a uma realidade que simplesmente não existe - esta defeituosa esperança, está esperança de pé-quebrado a mim me deixa irritado, jamais lutarei pela força diante das palavras, se não nem estaria aqui, até esta hora, debruçado sobre meu teclado e redigindo minhas doidices. O povo aguenta calado muito do que é o quanto dele mais e mais é o esperado. Espere, ou aja, o povo nos confunde com sua ânsia inevitável pelo futuro do país, e mesmo que o povo não seja burro, é , em sua maior parte, ignorante, não sabe o que faz ou diz, e, acatar a este cego contentamento numa obra da direita, eu não concordo, faz-me rir este ímpeto de desbravadores, está pureza exacerbada, tal como entende que está sob o poder de si mesmo o povo, só que não, ninguém tem o poder senão os políticos que fazem esse país chamado Brasil, não nego: a política de oposição comeu poeira há muito tempo, assim como o partidarismo eleitoreiro (o que poucos sabem); porfim, a luta continua e desgraça pouca é bagagem.

Pedro Costa

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Manchete do Dia

Dia ou outro sai uma manchete "positiva". E, lógico, há um por quê embutido. Satisfaz o leitor mais otimista. Vai "direto ao ponto". Senão, vejamos. Digamos, a manchete de um dos jornais mais populares do Ceará, a seguinte manchete: "é descoberta uma quantidade de água potável nos lençóis freáticos de munípio X", ora se é água, própria ao consumo humano, e ainda: se falta água para todos, ou para a maioria. Destarte a veracidade deste fato, não segue a máxima jornalística, a saber, um cão que morde um homem não é notícia, mas a recíproca é! Pela banalidade, as notícias- principalmente as manchetes; seguidas do lide -compreendem uma versão, e tão-só da realidade. O problema é o noticiário atestar que tal como é e existe, a realidade é negativa. Sempre. Uso de exceção dita regra. Mesmo assim, nada como a jocosidade de um bom assunto para atenuar os corações mais sôfregos. Nada como uma boa manchete para explicitá-lo. Feliz é que sanado, o texto auto explica-se, sem para tanto dever arrebatar o lado bom da vida.

Pedro Costa

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Dia 20/08/2015

Às entrelinhas, uma data é uma efeméride, é disto pouquíssimos sabem - repreender nunca é de mais, provando a mentir, a História fora aquilo a cuja entabulação ao título escolhida é por onde deveriam começar, os nossos formadores de opinião, sempre em quando iniciam um artigo.
Somos agora muitos, milhares; milhões até.
Porém, isto não vem ao caso - as ruas ainda estão desertas; são 16hs, a manifestação (desta ocasião) preme pela esquerda pelo viés; pelo centro pela ideologia. Todos encontram-se sob a tutela de seus patrões, acorrentados ao trabalho, o capital circula, é um sol ameno, um inverno parece haver passado, surge a tremeloquência das flores uma promessa de primavera, setores organizam-se à calada, o mito então , em uma palavra , edêmicos catecistas intramelados na Catedral da Sé, moradores de rua, meninas prostituídas, camelôs, tabeliões, poetas, vaga-mundos, todos, enfim, à espera de um sinal, algo, um qualquer danado pândego brinca nos pátios das escolas, as mães esperando seus filhos, o dia é hoje, crepuscular a tarde amena, em azul o céu limpo, em vermelho as bandeiras, em silêncio as promessas, ao cabo de tudo, um fim.
Garantias, é o que querem os manifestantes, contra a corrupção, a mentira, a história - a verdade! O óbvio, a unanimidade, o voto, as rodas de conversa, os jogos de mesa e os de azar, a ganância, o ódio e o amor, a liberdade de expressão, às prensas nos jornais, vomitam notícias, o amanhãs feito hoje; tudo um tanto quanto independente e ardoroso, como o sangue, pulula nas vielas -: uma veia inocente.
O povo vai às ruas hoje. Decidir o futuro da nação.
Não adianta omitir, feroz condição, uma eleição cada dia. O povo vai às ruas, decidir o futuro... Deus está furioso.

Pedro Costa

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Esquerda Vs. Direita

Componhem os dous lados da mesma moeda?
O que dizer a respeito da divisão bipartidária ao qual e de cujo o alcance perpetra nas convicções dos jornalistas e da mídia de uma maneira geral, senão como concordatas delas, ou, reproduções estéticas de um movimento o qual depara-se contundente, haja vista, o combate dado deste relativo ditame; esta empreiteira sugadora que chamamos a “máquina política”; reabalizada pelas intervenções de forças motrizes de um único e mesmo movimento, descarado ou de uma complexidade extrema; ferino ou analógico, o embate entre as funções especulativas da variedade execrada do pensamento francês, a lógica de dous lados em competição insurge ao Brasil de hoje à moda antiga. Por quantas vezes não observamos falácia e irresponsáveis maneiras de se expressar; e, mesmo as quais errem enquanto inconseqüentes visões alicerçadas dentro de um anseio capital onde ver-nos-íamos impostados, alucinados de uma divisão réproba do caráter aliciatório de uma forma de pensar dominante, mas, a qual já rege este mesmo pensamento, e de forma a moldá-lo secular, por mais tempo do que deveria, e se assim for, por quais destes representativos sociais passa a ideologia partidária – ou, ainda – em que módulos a política atual converge para uma união destes conceitos.

Petrecostal