Insurgente do paraíso das almas, o toque de recolher da criatividade encontrou sua imagem refletida nos desmandes públicos de autoridades sem calão para tanto. Os subvertidos do hoje, acuados pelos proletários que acham-se o forno da Revolução e ao saírem de suas casas, muito ingenuamente achando que vão salvar o planeta, reverenciam a práxis da inutilidades ativista. É verdade. Os combatentes hoje, levam para as ruas os ensejos de um tempo onde a pedida por liberdade deveria estar-se configurando através de ações menos insólitas; quais as distribuições de livros, de material artístico a quem condizem uma realidade muito própria do período no qual vivemos e do qual faríamos melhor e mais competente para com nossas angústias pessoais, através de ações como essas. Despertar um país, para quem não sabe, está muito longe de sair às ditas “manifestações” em favor de um ou outro argumento político; é, isto sim, captar a derivada e complexa atuação de si no e para com o fazer político. Se, hoje, longe dos aritméticos anos de chumbo, aonde a matemática era salvar a minoria elitista em detrimento da sublevação da massa operária, podemos articular em um breve debate, as nossas opiniões a respeito de qualquer coisa: ora, por que deixar que ímpetos heroístas arrastem-nos, multidões, ao pleito a que descem os poderosos para em fornalhas heréticas depravar a vontade de um povo de tornar-se nação? Por que motivo, atribuir ao passado uma luta inglória, e negar que direitos foram conquistados, e, mais – também nossa maior atribuição política – mantermo-nos presidentes deste poder adquirido enquanto potência, se este pode explodir em livros e não necessariamente requisitados às palavras de ordem de, por exemplo, “Acabou o Amor!”
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
O que explode na mídia
Sobre os últimos estágios do que emborcara o acinte midiático, a respeito da morte do cinegrafista atingido por um rojão de quando realizava trabalho durante uma manifestação, permeara a partir da defesa do jovem acusado de realizar o “disparo” e à quem a confissão do ato fora expedida no mais recente dos clarins, o recebimento por parte do réu de uma quantia de R$ 150,00 advinda de um suposto agente de nome sequer conhecido pelo agressor; e, de fato, explorado o assunto ao mais de suas conseqüências, indo às páginas jornalescas como às mensagens televisivas e à Web em geral, vem a trazer algumas inferências daí sugeridas feito a exploração exacerbada de um acontecimento enquanto documentado à exaustão, talvez, pelo vitimado reconhecidamente pertencer tecitura mesma que lhe cose a perspectiva de crime hediondo; isto, para além, pode, e deve, ser entendido de uma maneira só mas à duas perspectivas: a primeira, o causo midiático proposto onde englobara o papel de denúncia e fiscalização do poder dos media, a repercutir arrazoado enclaustro condenando de pronto a ação mas elevando sua dimensão a um grau inaudito se observarmos incidentes de igual ou maior atrocidade pululando diariamente no noticiário quotidiano, lógico é também pouco valer este intenso movimento em torno da morte de um dos seus como exemplo para o que todos os dias pautam os mesmos veículos noticioso, não incorporado aqui o desvelo ou a indiferença perante o dito acontecimento; e, segundamente, a respeito das manifestações, parece claro existir um fator extraordinário pendente de uma falta total de angariação das propriedades relativas aos recentes recortes da realidade onde impõe-se parte da população a lutar por direitos interposta a um regime de terror real propalado por instâncias que, se pouco são conhecidas, muito o são quando sabidas das teorias políticas da atualidade, a saber, da existência de maquinismos relativos à corrupção dos movimentos legítimos da vontade popular. O caso emblemático deste cinegrafista deve sim ser observado em todo seu âmbito, como um bom aluno, pela sociedade que, dentro dos limites cá observados, de proteção da dignidade humana e do desbanco da vontade corriqueira em detrimento de um pequeno grupo acintoso e reacionário ao recalque das elites, representados por pequenas aglutinações financiadas e barateadas a envolverem os mais vulneráveis num projeto terrorista e este deve ser combatido, investigando-se as origens e as repercussões de cada fato isoladamente, para sejam-se endereçados pontualmente e se não estudados para tomar-se uma atitude, evitados e repudiados como crimes contra a humanidade.
Pedro Costa
Pedro Costa
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
A Panos Quentes
Alguém é o culpado.
Por mais que digam o contrário, efetiva-se no meio da política, aspirando ao tenor de uma ópera, a culpabilidade sobre os eventos mais recentes; aparente, uma hibernação das volições na atual perspectiva por onde conluia-se o ano corrente dever, já aos seus primeiros dias, uma acalorada discussão nos pátios donde brotam os liames fazedores de notícias.
Mais parece, entretanto, ultrapassar-se a etapa da politicagem (muito embora possa ser cedo para afirmar, mas é justamente onde aí mora o paradoxo), pulando logo para as participações dos pré-candidatos no debate morno que, normalmente, é a forma com a qual molda-se a trégua, imediatamente – dentro desta suposição – ao disforme idioma onde vaga o conteúdo das discussões mais quentes; partindo dos bastidores e erguendo-se a planos estratosféricos, quando o caso é grave como a insulta pessoal e a falta de decoro.
Não obstante, é uma pena que, para os centros midiáticos, a poeira ande assentada; nem provocações sendo aceitas, ou, ainda, costuradas na tapeçaria do bom governo, de modo positivo, trazendo à tona as problemáticas mas sem as costumeiras “baixarias”.
A natureza deste fenômeno, só não é completamente desconhecida, pois cá de alguns anos para então, o “bafafá” politiqueiro haja sido, ao menos em um menor grau, substituído por ações concretas; visionários de opinião aceitável e oposição cautelosa, haja vista a má publicidade vingue muito embora sequer exista, como disse-se doutras eras.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
Por mais que digam o contrário, efetiva-se no meio da política, aspirando ao tenor de uma ópera, a culpabilidade sobre os eventos mais recentes; aparente, uma hibernação das volições na atual perspectiva por onde conluia-se o ano corrente dever, já aos seus primeiros dias, uma acalorada discussão nos pátios donde brotam os liames fazedores de notícias.
Mais parece, entretanto, ultrapassar-se a etapa da politicagem (muito embora possa ser cedo para afirmar, mas é justamente onde aí mora o paradoxo), pulando logo para as participações dos pré-candidatos no debate morno que, normalmente, é a forma com a qual molda-se a trégua, imediatamente – dentro desta suposição – ao disforme idioma onde vaga o conteúdo das discussões mais quentes; partindo dos bastidores e erguendo-se a planos estratosféricos, quando o caso é grave como a insulta pessoal e a falta de decoro.
Não obstante, é uma pena que, para os centros midiáticos, a poeira ande assentada; nem provocações sendo aceitas, ou, ainda, costuradas na tapeçaria do bom governo, de modo positivo, trazendo à tona as problemáticas mas sem as costumeiras “baixarias”.
A natureza deste fenômeno, só não é completamente desconhecida, pois cá de alguns anos para então, o “bafafá” politiqueiro haja sido, ao menos em um menor grau, substituído por ações concretas; visionários de opinião aceitável e oposição cautelosa, haja vista a má publicidade vingue muito embora sequer exista, como disse-se doutras eras.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
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