quinta-feira, 31 de maio de 2012

Dia Mundial sem Tabaco

Antigamente, quando o cigarro ainda era um sinônimo de charme e sensualidade, quando os atores hollywoodianos apareciam pitando e exalando fumaça em cenas cheias de romantismo, não era sequer discutido o mal que a droga fazia ao organismo.
Hoje, passados muitos anos, além de todas as mazelas fisiológicas que causa, o cigarro é apontado também como o vilão da ecologia; poluindo o ar, desmatando para a produção [do cigarro], interferindo no uso de agrotóxicos, provocando incêndios, entre outros fatores.
Um terço da população mundial fuma.
Na prática, o Dia Mundial sem Tabaco, é uma representatividade de um grupo majoritário – entre estes médicos, ambientalistas, setores da sociedade em geral – que já não tolera o fumo invadindo sua área de privacidade. Os fumantes são culpados das doenças dos outros, causando e acontecendo na saúde dos que não fumam, os ditos fumantes passivos.
Também é certo: quem gosta de fumar, ou tem dificuldade para largar o vício, sente-se encurralado, relegado a confins de áreas cada vez mais reduzidas onde ainda é permitido fumar. Um anestésico para os nervos o tabaco, mesmo envolto por centenas de substâncias maléficas ao organismo, provoca uma sensação de prazer e calma a quem o injeta, principalmente nos momentos de maior tensão. Além do mais, a indústria cigarreira promove milhões de empregos, além de ser responsável por grande parte da movimentação financeira dentro do comércio global.
Poderia ser apenas mais uma questão de gosto, se não tivesse se formado um cerco de repressão aos fumantes. Cada vez mais as pessoas sentem-se incomodadas e inclusive excluem-nos dos grupos sociais, fazendo-os procurarem lugares remotos para aliviar as tensões sob o prazer causado pela injeção instantânea de nicotina.
Além dos males causados, o fumo é de uma dependência maior que de drogas ilícitas como a cocaína e a heroína e, mesmo que a maior porta aberta para a embriagues, o lícito álcool.
Fica então a lembrança, a caso de cada um caber escolher entre o passageiro mas proeminente prazer de incendiar um cigarro quando o stress aperta, e o cuidado de ter uma vida cada vez mais saudável. O necessário, como em todas as ocasiões, é a do respeito pela opção de quem a faz.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

quarta-feira, 30 de maio de 2012

A Carência da Educação no Brasil

Quando um operário subiu ao poder, a educação parecia ser um tema tabu. Porém, este siderúrgico, o nosso Lula, não mediu palavras para falar sobre o tema. Isso teve uma repercussão muito positiva, pelo simples motivo de ser ele alguém trazido da classe média considerada por parte sem função dentro do planejamento educacional de uma nação onde apenas 1% da população faz parte do meio universitário.
Lula ganha seu primeiro diploma quando sobe à presidência e, muito emocionado, conquista o coração inclusive daqueles que antes duvidavam de sua capacidade – por tantas ocasiões o chamando de analfabeto e despreparado para o desafio presidencial. Então, passou-se a tratar de educação com a seriedade devida, e, vindo do presidente oriundo da classe operária, a discussão ganhava força, o que é um dado factual e pontual dentro da instância governamental do Estado.
Não é de se esperar outra via de fatos, senão a de sermos ainda carentes nesse campo, que mais nos parece com um “privilégio”, mas que, detidas as proporções, vamos lentamente galgando degraus no sentido de impingirmos à sociedade aquilo do qual mais carece.
Em minha opinião, as reformas na educação devem partir dos núcleos universitários, para desatar os nós do serviço público, para só então, passarmos a uma reforma de bases; a meu ver, interessante do ponto de vista em que, preparando avant-gard as universidades, a escola de base poderá ser contemplada tanto com um quadro de professores qualificados quanto em seus níveis estruturais mais básicos.
Começando daí, e levando o debate às Casas de poder público, sempre com propostas mais e mais inovadoras no sentido de erigir uma infra-estrutura para o meio social partindo de reformas tanto no conteúdo quanto na prática realizada a partir de ações concretas, há – e ainda sempre haverá – lugar para debates incentivando o ensino e o aprendizado dentro dos regimentos parlamentares voltados para a atividade educativa.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade federal do Ceará

terça-feira, 29 de maio de 2012

Direitos da Mulher

Não é de agora que a luta das mulheres por ter seus direitos respeitados introjeta no seio da sociedade uma vontade de mudança. Mas é cada vez mais comum encontrarmos pautas relacionadas a casos de violência contra o sexo feminino. Da mesma forma as ações de combate vêm permeando o debate nas diversas instâncias, quer a nível local ou global. Tal fato significa estarem sendo discutidos a problemática a ser enfrentada e as soluções para dar cabo desses vergonhosos fatos, que teimam em persistir muito embora saibamos alguns avanços tenham ocorrido na área, como a Lei Maria da Penha.
Além da análise fria dos acontecimentos, a comunidade necessita de um fervor de indignação, é preciso uma alteração no sentimento do ser humano, algo a tirá-lo de si para, detentor de uma emoção emancipadora, possa, a partir do inconformismo, elaborar leis que comprometam todo o núcleo social na batalha diária contra os abusos de todas as naturezas desferidos contra as mulheres. Como toda injustiça, a efervescência trabalha no sentido da geração de medidas voltadas para o combate à violência contra as mulheres, vítimas em potencial da estupidez de homens, que, muita vez encharcados e fora de si, resolvem seus complexos descarregando sua raiva na companheira; também tal a acontecer bem em frente ao olhar dos filhos, crianças que crescem sob o estigma da inferioridade e são marcadas desde a infância.
Com os conclames elevados desde meados da década de 1960, quando surgiram os primeiros movimentos feministas, a lei hoje vigora no sentido de proteger a feminilidade, seus matizes e contrastes. Embora o caminho percorrido desde a época tenha sido duro e permeado de lutas pela liberdade de direitos igualitários para homens e mulheres. Hoje os avanços neste sentido, mesmo evidentes, ainda são poucos, embora pungentes, e, a vez e voz da mulher – que, mais e mais, preambula sua inconformidade perante um mundo de homens – passam, aos poucos, a serem revista e ouvida, ainda que tenhamos muito por conquistar.

Pedro Costa

Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

terça-feira, 22 de maio de 2012

O Irã

O programa de enriquecimento de urânio do Irã, pauta já cansativa nos jornais da aldeia global, ao qual deu-se à princípio o caráter de energético apenas, e pelo qual atravessou-se a dúvida de uma preparação para uma possível guerra a partir da iminência de construção de armas de destruição em massa não esquecendo-se a possibilidade de projetos bélicos em virtude de alguma iniciativa contra o estado de Israel, já é visto pelas potências ocidentais, tendo como principal partícipe os Estados Unidos da América, como uma razão de combate à política nuclear implementada no país.
Ainda assim, alega-se do presidente norte-americano, Barack Obama, protelar quando o assunto é o Irã. De acordo com a premissa pacifista de Ahmadinejad, de quem não pode-se esperar certezas de forma alguma; e, por outro lado, com os clamores aparentemente responsáveis da população iraniana, este enriquecimento de urânio é para fins exclusivamente de obtenção de energia, não para armar-se ou impor ao mundo seu potencial bélico através das bombas atômicas. No palco, há apenas alguns anos, a possibilidade de existência de setores iraquianos legados à construção de armas nucleares, levara o então presidente americano, George W. Bush, a declarar guerra ao país que tinha por líder o ditador Saddan Hussein. O medo é o da história repetir-se, e, indo além, de o Irã – se confirmadas as suspeitas – ter realmente um poder armistício suficiente para causar o que viria a ser uma terceira guerra mundial.
Nos palanques ao redor do globo, as atenções voltam-se via ou outra para os acontecimentos internacionais no seio do Oriente Médio; a hesitação de Obama, neste sentido, pode ser benéfica até, haja vista não ser bom para ninguém, a esta altura do campeonato, com a crise e os países grandes indo do jeito que vão, estoure uma guerra.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Epidemia de Dengue em Fortaleza

Apontam os dados Fortaleza ser a 2ª cidade no Brasil em número de notificação de casos de dengue, apenas fica atrás do Rio de Janeiro, e o cenário é de epidemia. Mesmo com as estatísticas apontando para uma queda na incisão em relação ao ano passado, são mais de 10 mil notificações na capital cearense, de acordo com pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde.
A melhor forma de combate à doença vem sendo ainda a prevenção, são primazia as ações individuais e da sociedade conforme o modo de erradicação de lugares onde o mosquito põe seus ovos, para impedir das larvas de se proliferarem. Isso consta em esvaziamento de focos onde acumule-se água parada, sendo o feito responsabilidade de todos no conjunto social.
O quadro de sintomas é febre, dores no corpo, vômitos e indisposição. Pode causar a morte quando não tratada em tempo hábil, além de ter seus tipos com grau de gravidade do tipo mais simples até a chamada hemorrágica.
De acordo com o boletim semanal da dengue, divulgada pela SMS, já foram confirmados 7.681 casos da doença em Fortaleza.
Sob tal análise, e tendo em vista a dificultosa tarefa de acabar com o mosquito causador da dengue, conclui-se afigurar-se um problema de magnitude o qual a melhor forma de combater seja impedir o Aedes Aegypti de legar à comunidade uma carência desta natureza à saúde do município.


Pedro Costa

Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Despótico Amargurado

As movimentações da Comissão da Memória, Verdade e Justiça em Fortaleza começam a eclodir em pontos estratégicos na cidade. Partindo das reuniões realizadas na Assembleia Legislativa do Ceará, sob a direção da Deputada Eliane Novais e a tutela na pessoa de Valderez Albuquerque, as decisões tomadas a respeito dos rogos dos participantes, hoje já reforçados pelo Movimento Estudantil, Associação 64/68, membros da sociedade vinculados ao ensino pedagógico e outros, começam a ganhar contornos de uma luta concreta com meios possíveis para fins realizáveis.
A cada encontro novas propostas surgem e são encaminhadas aos setores responsáveis. Assim é dado cabo à demanda imperativa, reforçar no presente as denúncias reverberadas por tantos anos do passado e que apenas vão sendo-nos legadas agora, pelo volume de informação real delegado pelos partícipes da comissão ao pessoal responsável, inbuindo-se de tal tarefa os competentes mesmos representados por indicados quando não pelos próprios.
É positivamente dos acontecimentos estarem dando-se de forma contínua e duradoura, além de incisa e indefectível. Daí o exame factual dos anos ditatoriais, a cada passo dado no sentido de esclarecimento e desnudo da verdade por trás dos fatos – incongruências descabidas – nos governos dos generais, de 1964 a 1985, estar sendo posto à prova, pois que jamais esperávamos justiça ser feita do modo como debruçamo-nos para relegar a verdade dos fatos à posteridade.
A luta continua.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Trabalho Escravo: CPI?

O país do futuro não vive apenas no passado quando o assunto é futebol, as nossas obras para a Copa são um impropério de se notar. Não obstante não é apenas (infelizmente) no fator “pelota” que o Brasil vem dando pra trás.
Foi inequivocamente incompreensível o período da duração da escravatura por aqui, quando para tornarem-se libertos, os escravos foram sendo alvo de leis duvidosíssimas, como a Lei do Sexagenário, onde emitia-se documento de liberdade ao predito quando esse virava a faixa dos sessenta anos. Ora, a vida média, ao século XVIII, era de trinta anos no máximo para essa faixa específica da população, quando solto, estigmatizado por sua condição, aquele iria sobreviver do quê nos anos restantes de sua vida?
Para além dos questionamentos, em 13 de maio de 1888, com a implementação da Lei Áurea, assinada pela princesa Isabel, tornavam livres os negros africanos trazidos para cá contra sua vontade, caçados para viver sob condições sub-humanas e servir aos Senhores de Engenho; isso, diga-se de passagem, só foi ocorrer após todos os países americanos terem libertado suas almas sob o cárcere sombrio da privação maior de sua liberdade: a escravidão.
Como se não bastasse, em pleno século XXI, é preciso criar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Trabalho Escravo, por esta prática continuar reticente, sempre sob os olhares das elites latifundiárias.
Como assim?
A princesa assinou o que, então? E a que grau de civilidade chegou o mundo para, em plena revolução digital, as atenções estarem voltadas para gente que trabalha forçado pros outros, por estes terem domínio capital sobre aqueles? Que democracia é esta?
Sinceramente, sinto-me envergonhado de ter de relatar uma notícia calamitosa como esta. A insensatez do ser humano nunca fora mistério intocável, mas é de se esperar um mínimo de razoabilidade para quem ergueu – a saber, a raça humana – após tanta estupidez, uma Organização como a das Nações Unidas, sendo esta tão distante que é preciso o alerta das populações para o que ainda vivemos sob níveis intoleráveis do mando do mais forte sobre o mais fraco. Que espécie de alerta é esse? Já deveríamos ter ultrapassado essa etapa há muito! De outra forma, o que será de nós, animais sem governo algum...
Claro, agir desse modo é um mister: tem-se de haver uma CPI para cuidar disso, é mister o logro da sociedade e, que todos fiquem sabendo deste fato. O que me apavora, é achar que remediar um problema destas dimensões seja simplesmente parte do jogo político. Achar tão friamente como o continente polar que faz parte, uma luta corriqueira: não!, somos responsáveis em nossas consciências de nos indignarmos; isso não pode faltar, isso não é normal! Trabalho escravo: CPI!?

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

Caso Demóstenes

O quadro da decisão do Conselho de Ética do Senado – formado por 16 senadores – a respeito da abertura do processo de cassação do parlamentar de Goiás, Demóstenes Torres, consta com gravações telefônicas, oriundas da Operação Vegas, comandada pelo delegado da polícia Federal, Raul Alexandre Marques Sousa, que o indiciam de ter participação no esquema de jogos ilícitos em conjunto com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Instaurado a partir de uma ação movida pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), o processo resvala na acusação de Demóstenes de quebrar o decoro parlamentar por se envolver com Cachoeira.
Foi aberto dia 07 (sete) de maio o acesso aos 32 integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira ao inquérito enviado pelo Supremo Tribunal Federal, com restrições de segredo judicial. Uma sala mantida sob segurança dia e noite resguardará os documentos referentes ao processo, onde será vetado o uso de celulares ou computadores, na tentativa de evitar o vazamento de informações. Além do envolvimento direto com os ditos jogos de azar, a corrupção constatada no caso vai muito além, e inclusive, confere participações do senador e do empresário na compra de um partido político, daí a dimensão do inquérito ao qual dar-se-á o processo investigatório com a criação da CPMI.
O caso em questão respalda a lama em que andam envolvidas as mais importantes instâncias do país. O choque na sociedade causa repugnância quando desvelo dos acontecimentos, e a impunidade tão corriqueira – haja vista no nosso folclore político, escorregando pelo jargão, a CPI acabar sempre em pizza” – mais uma vez amedronta o futuro referente a mais um imbróglio insolúvel, ao menos, no que falta ser apurado.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

terça-feira, 15 de maio de 2012

Levante da Juventude

Em virtude da consolidação da Comissão Verdade Memória e Justiça, responsável em seu âmbito pelo resgate histórico das atrocidades ocorridas durante o período de 1946 a 1988, os chamados “anos de chumbo”, pelo qual o país passou sob o poder da ditadura, o Levante da Juventude, que ocorre em diversos Estados da federação, põe a postos jovens em protesto contra os atos realizados no ínterim ditatorial sob o regime dos generais.
No último dia 14 de maio, em Fortaleza , houve manifestações em vigor de memória dos mortos, desaparecidos e torturados. Um grito por justiça ressoando dos pulmões de quem hoje vive num dito Estado democrático. A importância do Levante constitui em não deixar passar despercebidas as intervenções contra os insurgentes que deram a vida pelo direito à liberdade – àquele tempo, de si tomada com aprovação de atos como o AI-5, maior veto à espontaneidade, baixado pelo General Gastarrazzo Médice.
Foi pelas lutas e embates contra aquele modo de governo, que hoje se pode reclamar com voz ativa; para tanto, relembrar é viver, é preciso sabermos os nomes de quem prendeu, torturou e matou os nossos brasileiros guerreiros em disposição de luta constante para vivêssemos hoje este futuro outrora por eles pregado: eis nossa dívida.
Organizado agora, o movimento conta com sítios na internet, de reuniões acontecendo por diversos pontos no país, de atos comuns programados com antecedência, e, saindo da discussão para a ação, o mantimento da insurreição contra quaisquer tipos de censuras aos atos políticos. A privação da população destes direitos e o desaparecimento ocasional de nomes responsáveis pelas vergonhosas direções de nosso Estado, são as principais bandeiras levantadas para que não deixemos esquecidos nossos irmãos relegados à mera estatística.

Pedro Costa

Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Esperança de uma boa Copa

Apesar de assistirmos hoje a times padrões de alta qualidade levando aos estádios um público acima da média em países europeus, como é o caso de Barcelona e Real Madrid, é de prontidão que o respeito pela característica futebolística do Brasil recai sobre a nossa responsabilidade de fazer uma boa Copa. O fato é: o nosso futebol, ainda estando a passar por um período distinto de quando éramos a maior sensação mundial e quando jogar contra a nossa seleção era no mínimo motivo de temor por levar uma derrota de lavada, este nosso vínculo com o futebol de alta qualidade, ainda mantêm-se no sentido de nosso campeonato nacional ser o mais difícil do mundo e que, com certeza, provoca no torcedor um pathos toda vez que seu time entra em campo.
Isso prova que temos o mínimo básico para a realização de um evento de naipe como o da Copa do Mundo, o maior acontecimento esportivo do planeta. Pensar-se também em infraestrutura e transformações de caráter cívico e urbano como desafio, a saber, o de acomodar um contingente absurdo de outros países no seio de sua sociedade, é palavra de ordem, não se nega. Há-de-se executarem as obras – tanto as de caráter estrutural como de boa vizinhança – para tudo esteja pronto em tempo hábil. Correntes afirmam o país não ter condições para sediar a Copa, estando muito atrasado no quesito cosmopolitismo; tendem a pensar o Brasil como uma rede desgovernada de onde nunca poderia sair-se uma casta de ordem necessária para demandas desta natureza, em uma palavra, os problemas relacionados ao recebimento de pessoas de ao redor do planeta para gerir-lhes a acomodação necessária, acusam-nos, não somos capazes de fazê-lo.
Mas, retornando ao ponto inicial, não podemos esquecer que, mesmo criado na Inglaterra, foi no Brasil onde o futebol encontrou terreno fértil para florescer, e, esperar de um povo tido como apaixonado resguardarem-se quanto à vontade geral de recebermos a Copa do Mundo, é reduzir a capacidade da motivação de uma comunidade que sempre sonhou em ser referência – como muita vez o foi – quando o assunto é o futebol. Estamos cheios de sonhadores que trabalhariam por muito pouco apenas para ver seu país enquanto nação sendo campeã jogando dentro de casa; deste fato, parecido ocultado pelas grandes instâncias do esporte, infere-se já nascido pronto o brasileiro para a compleição do esporte em suas terras, funcionando este quase como um pré-requisito atendido de antemão pelo brasileiro. Lembremo-nos disso antes de sairmos por aí acusando o Brasil de atrasos e descaso para com os pontos de referência trazidos por uma cota desta grandeza.

Pedro Costa

Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Lei da Ficha Limpa aprovada em Fortaleza

Aparentemente uma revolução no meio, a Lei Ficha Limpa, que hoje, quinta-feira (10/05) é aprovada pela câmara Municipal de Fortaleza, mesmo tendo caído nas graças das massas, não revoga o poder a ela infligido.
O teor da Lei, a partir da qual proíbe-se a nomeação de cargos eletivos para pessoas condenadas em decisão de colegiados de pelo menos dois juízes, consta mais de uma conquista dos milhões de brasileiros votantes em sua deliberação do exercício de cidadania do que uma proposta concreta que barreirará a corrupção.
É claro, é bem melhor ter-se uma Lei desta natureza, que não ter nenhuma iniciativa de combate à ilegalidade e impunidade, ainda assim o acatamento da Lei Ficha Limpa não parece ter impulsionado a luta direta contra os candidatos corruptos. Inferindo-se isso, a partir da observação de que poucos são os políticos de cargos inscritos. Talvez esse quadro venha a mudar com o tempo, e, de fato a população tem visto com bons olhos a aprovação da emenda à lei orgânica do município.
Não obstante, o caráter da Ficha Limpa, converge mais a uma medida de resultados imediatistas em oposição a um processo longo prazo. No duro, para a realidade brasileira, uma tomada de decisão tal, é um impulso bem visto até mesmo pelos encarregados da elegibilidade nos quadros eleitorais do país.
Conquanto ainda verá-se, nas lutas do povo, a intenção de fazer valerem seus protestos por uma política mais honesta, a estabilidade prometida pela Lei da Ficha Limpa, nos serve mais de um colírio para cegueira, em uma palavra, se não é apenas um pontapé inicial, não se pode toma-la como solução única para o processo de democratização das eleições e da gestão do poder em várias instâncias, mas apenas como um freio para a corrupção que ainda voga no Brasil.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Geração Y

As gerações mais recentes, netos dos personagens da geração de 1964, experimentam um legado de grande generosidade por parte destes que vieram antes. A luta por direitos e igualdade perpassada àquela época culmina hoje em um estado mais participativo e livre como nunca talvez na História.
Palavras como sustentabilidade e diversidade permeiam o léxico da chamada Geração Y, aficionada em novas tecnologias, cada vez mais envolvida com a globalização, haja vista os espaços entre as pessoas, cada vez mais vierem diminuindo; herdeiros de um sistema caótico, uma rede de informações tamanha que se não for filtrada geraria doenças tais as neuroses e psicoses tão comuns nos nossos dias e “mão de obra” perene para terapeutas e psiquiatras com remedinhos que prometem a própria felicidade ao alcance de um comprimido.
Apenas para alguns a ficha caiu. Devemos de modo imenso à luta embatida nos períodos tenebrosos de “anos de chumbo”, a nossa vez à voz, o nosso direito de dizer o que pensamos, manter opiniões e espalda-las ao mundo. Porém, isto dá-se de tal modo que, mesmo com muitos “amigos” virtuais, nossas crianças estão cada hora mais isoladas, vivendo por detrás de uma tela de plasma, surfando em números binários, como nos presenteou ao nível de filosofia o que considero o maior filme dos últimos tempos, a brilhante filmografia Matrix.
Para o que vivemos, no frigir dos ovos, estamos nos esquecendo, e é necessário um resgate de memória e de participação mais intensas nos movimentos reais. A geração Matrix vira e mexe vê-se congestionada como a própria rede mundial de computadores, tornando-se letárgica em tomada de decisões. Não lê-se mais livros, a efetividade das relações é cada vez mais impessoal e o medo permeia o seio da sociedade.
Ainda assim, há quem afirme estarmos vivendo um momento ímpar em nossa História, onde o acesso à informação é um bem comum, e a proximidade física – se abalada ou não pela impessoalidade dos meios de comunicação de massa, inclusive a internet – dá-se relativamente às possibilidades de encontros pessoais proporcionados pelo aldeamento global, que nas palavras de Marshal McLuhan corresponde ao desproporcional crescimento dos veículos mass media.

Pedro Costa

Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

terça-feira, 8 de maio de 2012

Pacto pelo Pecém

Sexta-feira, 04 de maio. Enquanto às voltas com a as atribulações do I Seminário Verdade, Memória e Justiça, no Complexo das Comissões da Assembleia Legislativa do Ceará, a Deputada Eliane Novais, representante do núcleo histórico do Partido Socialista Brasileiro, regia um movimento que a princípio parecia parco e insuficiente, mas que, ao seu encerramento, tornara-se um dos acontecimentos mais importantes da política do Estado em toda sua História; no auditório do Plenário 13 de Maio, com a presença do Governador do Ceará Cid Gomes (PSB) e personalidades representativas das entidades responsáveis pela arquitetura e urbanismo no Estado do Ceará, além de um público fremente, era instalado o Pacto pelo Pecém, que, em meio a problemas de ordem estrutural, e social ainda existentes no CIPP, que sequer tem concluso pelo Ibama os estudos e relatórios de impactos ambientais, e diante de grande volume de investimentos previstos para aportarem na região, tem como objetivo reunir forças público-privadas no sentido de imprimir ao CIPP a importância dado ao seu grande impacto na economia e geração de riquezas.
Os investimentos e empreendedorismo legados a partir do Pacto, o qual, de acordo com o Governador, tem suas premissas em voga há já um ano, ao desenvolvimento em toda a conjuntura estadual, deverão, de acordo com os estudos realizados, dobrar o PIB (Produto Interno Bruto) cearense. Os impactos deverão influenciar também o entorno populacional tendo em voga o desenvolvimento sustentável. Competindo com o crescimento proporcionado por projeto que demanda uma injeção de compromisso do governo como da sociedade, objetiva-se atuar em conformidade com todos os protagonistas na instalação de empreendimento de grande porte. Os planos diretores sugerem ainda a integração urgente de todos os setores responsáveis para vertentes de infraestrutura. Entre os desafios a serem resolvidos, constam obras de drenagem e saneamento básico, com rede de coleta de efluentes industriais, instalações de redes hospitalares e de saúde, e estrutura habitacional para os futuros moradores do entorno do CIPP.
Seguindo por esta linha de pensamento, as obras que deverão resultar na duplicação do PIB do Estado, se não tiverem o repasse necessário à população, de pouco adiantarão. É preciso, portanto, notar as divergências e contradições existentes entre a intervenção em um pólo industrial de grande porte como o Porto do Pecém, e uma política displicente. Como vê-se, o lançamento do Pacto surge antes mesmo que sejam resolvidos problemas de ordem primária. Claro, impossibilitar a realização de um empreedimento de tal natureza em virtude de impensílios os quais poderão ser solucionados em médio e longo prazo – contanto sejam realmente postos à prova os esforços neste sentido – pode também não ser a melhor saída; constituir em um impasse desenvolvimentista parece ser o âmago do Pacto, instaurado em um momento interessante, onde a inércia nos bastidores parece levar o movimento da máquina partidária – em tratando-se principalmente do PSB-CE – a funcionar em seu qual uma arena, onde as disputas evocam novos desafios; estes sendo cumpridos ou não, parecem passar sempre pelo olhar atento da população a, nas próximas eleições parecer estar disposta a gastar massa cinzenta no sentido da escolha de seus representantes.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Breve Avaliação do Governo do Estado do Ceará

Uma avaliação, até agora, do governo do Estado do Ceará, passa por uma denúncia daquelas obras todas feitas com o intuito maior e primeiro de revigorar o poderio do clã Ferreira Gomes, hoje plataforma partidária quase funcionando como um partido, do qual derivam atos de lenta aproximação das promessas referidas em campanha com a realidade assistida. Obras como o Acquário do Ceará, em vias de construção, apenas renovam uma certeza tida de tempos antigos: aparentemente, o governador Cid Gomes, trabalha com a proposta do pão e circo. Isso poderá ser inferido de sua política degenerada de esbanjo de poder, algo refletido nos movimentos populares, entre estes, as greves dos movimentos sindicais que estouraram durante o mandato e a insatisfação tanto de classes específicas – como foi o levante dos professores – como de setores gerais como a classe média, sentindo esta o peso de erguer a economia através de um poder de consumo limitado e de edificar ao coro das massas suas delações, servindo de porta-voz destas mesmas minorias oprimidas. A realidade reflete a entropia da engastada e arrogante gestão de Cid, que com os irmãos, Ivo e Ciro, acham estarem regendo um palácio, quando estão sob os olhares ferinos da população que não tarda em reivindicar as promessas feitas enquanto em campanha. Estrapolando, ousaria impor aqui que não sei por que cargas d’água o povo cearense elegeu Cid Gomes ao governo do Estado do Ceará. Deve ter sido uma surpresa para aqueles seus eleitores, quando postas as suas medidas em certo momento ortodoxas, em outros, descabida mesmo de razão, como a construção do Acquário, uma estrutura com o fim principal de investir no turismo cearense enquanto ações locais mesmas, feitas pela prefeita Luizianne Lins, retomam muito mais ao gosto dos turistas, uma Fortaleza que, como diz o slogan, é Bela. Pedro Costa Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Pelo Direito a uma Política de Cotas

É-se discutido nas várias instâncias de poder , no entrave político , o acertamento de uma política de costas – sejam estas raciais ou sociais. O embate já dura alguns anos e ainda não chegou-se a uma conclusão ou resolução da questão. O posicionamento de muitos cidadãos contra a pauta que vota esta questão é de descaso para com os motivos a levarem a debate a adoção de medidas de proteção desta natureza. Num país como o Brasil, onde o preconceito é camuflado e passa por piada sem nenhum controle, o aceitamento de determinismo de raças como deve ser observado principalmente nos campos educacionais, poderia, sem desígnios de culpa, gerar uma abertura para, por exemplo, afro-descendentes ou para as classes menos favorecidas. Isso acontecendo, ou seja, a política de cotas sendo implantada causaria – e já causa – rumores negativos no seio da sociedade. Aparentemente, para os brasileiros, o ingresso de negros e pobres nas universidades através de 50% de vagas destinadas a eles, significaria estar-se tomando posições que poderiam afetar algum possível privilégio por parte da maioria. Aquiescendo a problemática, o nosso país, com sua diversidade racial e cultural e com altos índices de pobreza, deveria, sim, propor a votação destas cotas. Por um lado, enquanto suprime-se o lugar das elites a partir de medida cautelar como o é a política de cotas, dá-se também posição a quem, haja vista a situação em que encontram-se, é minoria. Destinando-se essas vagas para eles, no lugar de privilegia-los, seria mais uma medida de inibir o acesso único às universidades apenas a quem já tem por garantia esta prenda. Com o debate sobre a educação em voga, é interessante observar esta situação, onde vai-se fornecer lugares a negros e aos menos abastados, deve-se esperar um novo contingente educacional, o que poderia ser bastante importante a médio e longo prazo, pois teríamos um novo extrato da sociedade graduando-se, isso, no mínimo, permitiria-nos saber do que são capazes essas vozes que clamam por igualdade. Uma das bandeiras de quem é contra a implantação das cotas, é abarcarem suas vagas, achando – se impuserem qualquer favorecimento – vingarem poderes tendenciosos; no entanto, este grande grupo esquece de estarem já com seu lugar no meio universitário praticamente garantido, estiveram a vida inteira estudando nos melhores colégios, foram agraciados com condições de privilegiados e os interesses estão todos do seu lado. Por tanto, selecionar um grupo de uma minoria para reservar-lhe uma posição, que jamais seria um simples privilégio, mas um direito acatado, é esboçar o impensílio de tê-los como promessa de uma educação mais efetiva, o que garante seu desenvolvimento e, assim, mudar a cara do país. Pedro Costa Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Justiça seja Feita

Um efusivo debate em alguns pontos com teor de conversa informal, o I Seminário Memória Verdade e Justiça, ocorrido na última sexta-feira (27/04) no Complexo das Comissões da Assembleia Legislativa do Ceará, se não obteve ainda um sucesso completo, primou pela discussão e com certeza foi uma iniciativa de grande êxito por parte da Deputada Estadual socialista, Eliane Novais e sua assessoria, na pessoa de Valderez Albuquerque. O encontro também contou com a presença de membros da Comissão da Verdade, do Escritório Frei Tito de Alencar, de figuras representantes históricas dos “anos de chumbo” e da Deputada Federal pelo PSB, Luiza Erundina, além de uma audiência participativa à qual também fora dada voz e vez. O tom, quase coloquial, o qual tomou as rédeas nas pautas postas em questão, todas referentes à programação feita com antecedência, foi suficientemente positivo para o resultado final da palestra. Vivido em dois momentos, manhã e tarde estendendo-se até as 18h30m, destarte o veículo de disseminação da informação presente por toda a conversa – reverso de um elitismo falso que prepondera em quase todas as instâncias – o dia foi tomado por uma onda otimista e a denúncia aos feitos corruptores acontecidos desde sempre no país tomou corpo de debate amistoso entre os partícipes – com, além da ordenação entre falas, apartes e participações especiais de quem assistia. O pedido por Justiça fincou bandeira como pleno direito negado aos nossos compatriotas enquanto lutar pela democracia fora considerado um ato “fora da lei”, o resvalo pela lei de anistia dos políticos providenciava para que a tal conjectura reavivasse-se uma memória da qual sairiam ilesos mandantes de mortes e torturadores, no meio disso tudo, a temperatura do seminário esquentava, quem tinha algo para falar foi ouvido, e o respeito pela ordem não foi afetado não obstante os apartes entusiasmados e quebras de protocolo que tornaram-se em uma constante durante todo o ciclo. Após uma colocação emocionante do cidadão Elias, tomado por preso enquanto protestava em uma greve, a saber, a dos agentes penitenciários, ocorrida recentemnte ainda no período da manhã, à qual o povo aplaudiu de pé, preludiu-se o que iria ser a segunda parte do evento. Quando voltaram do almoço as principais autoridades e reiniciou-se como segunda pauta com o discurso de Erundina, o entrave foi passivo do que parecia ser impossível: ainda que a representante do poder federal argumentasse ter “aprendido muito” na parte da manhã, o termômetro subiu mais uma vez em depoimentos enérgicos e cheios de paixão carregando junto o nível de excelência da iniciativa, a partir desse ponto ladeira acima subindo a cada fala, a cada quebra e prezando a ordem, nenhum momento abalada, e o que poderia desaguar num engodo, um nó de participações onde seria possível a perda do fio da meada, foi transfigurando-se em um dos debates mais importantes ocorridos em relação aos acontecimentos ocorridos no período da ditadura. Ao fim da sessão, o clima de satisfações tomara conta de vez de quem estava presente, a própria Luiza Erundina, pareceu ter aprovado e assinado embaixo com o povo cearense a prospecção dos próximos eventos relacionados ainda com projeção para virem a acontecer. A impressão que ficou foi a de um primeiro passo dado no sentido do resgate da memória, verdade e justiça; um exemplo para todo o país. Até o embarque da Deputada Erundina num avião no aeroporto Pinto Martins, em Fortaleza, o assunto parecia inesgotável, nós apoiadores de Novais, presentes como a própria ao desenlace de um momento histórico, devendo servir de exemplo da boa política, algo a procurar-se como agulha no palheiro em meio à tamanha onda de corrupção assolando o país. Bem, achamos esta agulha. Pedro Costa Publicitário pela Universidade Federal do Ceará