segunda-feira, 26 de novembro de 2012

2014

Alonga-se o virtuosismo da presidenta Dilma Roussef em governar de forma clara, ciente e moderando ações idas do combate à corrupção ao papel internacional do Brasil enquanto país emergente, importante para a macro política global; discreta, sem chamar muita atenção para sua pessoa, governando para a política e de acordo com princípios de ética, a primeira mulher a presidir o povo brasileiro acabou conquistando, com seu carisma, e suor, a preferência da população e índices de popularidade exorbitantes como jamais vistos, nem quando do seu padrinho, Lula.

Alguns fatores corroboram para seu sucesso.

Dentre as formas de governo, principiou-se logo de saída com uma limpeza ministerial, que seguiu-se à aprovação da lei da ficha limpa, até o julgamento do mensalão – que prescrevera penas para agentes de seu próprio partido! – e, que tornou-se marco fundamental na história dos brasileiros.

Se, Lula, não conseguiu impor seu mandato à casta corruptora, este papel foi, e está, muito bem sendo realizado por Dilma. A presidenta angaria fãs entre as minorias, mantém relações portentosas com as lideranças mundiais, e mostra ter pulso firme e personalidade para resolver problemas estruturais; mantém a inflação sob controle e o crescimento econômico vigente. Tanto, de modo discreto, sem chamar atenção para o lado pessoal, onde esta discrição reforça seu jeito de trabalhar, com brilho mas com responsabilidade.

Por estes todos quesitos, já a ressaca da última eleição expedida, o quadro para 2014 inicia a pronunciar-se, os nomes mais proeminentes buscam em Dilma uma salva-guarda; uma proteção sob suas asas, ainda saibam dela não ater-se a bajuladores, há também quem bata, estes mais por bater que por outro motivo mais sério; enturmados em lançarem seus nomes prostrando numa disputa começada já agora. Se a presidenta se reelegerá, não sabe-se; entretanto isso poderia ir de encontro à vontade do próprio Lula, este pensado feitor de seu nome (erradamente), mas que assistiu à sua cria – por demais eficiente – superar o criador. A surpresa seria justo a reeleição em detrimento de um possível retorno lulista; para o futuro, muita água vai rolar. Agora, é dela o momento.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Reveillón

Pode Luizziane ter sido uma boa prefeita, mas isto não justifica seu comportamento após a derrota para Roberto Cláudio, entrevias ao imbróglio criado em torno do Reveillón 2012.

No lugar de suplantar a perda irremediável com ações no sentido de entregar ao seu sucessor uma prefeitura ordenada, graças ao seu empenho e em detrimento de especulações da ala oposicionista, que nem seu papel enquanto oposição soube muito bem fazer; o fato é que agora encontram-se no poder, esse fator desagregador no que se apresenta ao encargo do PT (Partido dos Trabalhadores) na pessoa da prefeita, em detentora do poder executivo municipal, poderia ser diferente, com mais brios e que deixasse como legado a sisudez necessária ao meio político ao qual acostumou-se a dar os ares de sua política, engrandecendo assim o processo de transição.
Mas não.

Lins amargurou. Criou enfado e agiu com imaturidade no conceito dos demais representantes; Elmano de Freitas seguindo a mesma trilha. É que nem só de vitórias vive-se este meio e de aceitamento e retidão sê-lo também feito. O problema do Reveillón deveria ser uma oportunidade para que a prefeita deixasse o cargo com elegância, mostrando a integridade de como comandou a cidade nestes últimos oito anos, algo de fácil remonta, já que, se detendo o controle sobre as últimas ações governamentais até que deixe a posição, o poder dever ser velado à população, privilegiada ante os demais interesses.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Saldo do Mensalão

Assistimos nos últimos dias, ao processo de julgamento do mensalão, dinheiro pago por políticos do alto escalão com o motivo de angariar votos para eleger colarinhos brancos para diversos cargos no governo.

Após um período turbulento de investigações e jugos, onde a mídia tomou parte e foi decisória no processo de formação de opinião, papel que tem feito com primazia, os ministros do Supremo enfim tiveram um acórdão sobre as acusações de membros do Partido dos Trabalhadores, condenando o ex-casa civil, José Dirceu a dez anos de prisão; a José Genuíno, seis anos e a Delúbio Soares. As penas somam vinte e seis anos e oito meses, sendo que quem teve pena menor que dez anos, não precisará cumprir, e, no caso de ser maior que dez, prisão fechada, mas graças ao direito de lei, por ser advogado, Dirceu deverá pagar em regime sem grades.

Tanta discussão no Supremo movimentou a pauta nos jornais do país, mobilizando a população em torno de ato constitucional, havendo a presidenta Dilma, os ministros, Barbosa, Brito, e Lewandowski tido protagonismo na decisão final acarretada, a saber, crimes de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Ao mensalão, houve-se um passo adiante no que se refere ao cumprimento das leis, e, principalmente das leis penais, de quando em quando extirpadas e fazendo-se cumprirem, ainda que, na maioria dos casos esteja ausente. Tal dimensão dada ao recorte na História da política brasileira, incide uma maior preocupação, por fim, de parte do governo federal, de manter limpa a cara do executivo perante aqueles que um dia quiseram manchar sua imagem.

É Dilma fazendo política do modo como mostrou logo de cara, quando fizera uma “limpeza” no ministério, quase uma reforma; e, que agora mostra-se forte o suficiente para julgar em próprio nome e na pessoa do judiciário os rumos do nosso Brasil. Sirva isso de exemplo para quem, no futuro, decida faltar com a honestidade, até porque, vem aí outro julgamento, desta vez tendo em mira os tucanos, é esperar pra ver.


Pedro Costa

Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Deu Obama

O pleito americano nunca fora tão decisivo e decisório.

O mundo assistiu de camarote à Barack Obama vencer por margem mínima o
candidato republicano, Mitt Rommney; causando euforia na população.

Mas, o que isso tem a ver conosco?

Ante o fato de prendidos aos americanos, estarem os conceitos principais da
República Federativa do Brasil, este fardo, o peso de uma influência tamanha que os
Estados Unidos pesam sobre nossos ombros, no cenário global e macro-cósmico, se
entendermos o processo político como uma unidade globalizada, teremos o resvalo no
micro, em certas correspondências dignas de serem analisadas.

A primeira, o mundo não é mais segmentado – pelo menos não enquanto
fronteiras – e um resultado em qualquer parte do globo (principalmente quando trata-se
das grandes potências), insurgirá como uma conseqüência de causa em todo canto.
Logo, vencendo um afro-descendente mantenedor de uma política que se aproxima do
capitalismo de Estado, uma medida hoje “aprovada” como auto-suficiente; daí, duma
dinâmica política deverá desaguar no Brasil, uma disposição de contigüidade do
governo executivo maior americano com o da presidenta Dilma, por exemplo, a saber,
que segue os mesmos princípios.

Em segundo lugar, mas não menos importante. Seguimos o bom senso a partir
do qual pensa-se o global em função de agir-se no particular. Se, em Fortaleza, não
vencemos as eleições o PT, então em São Paulo vingou o Haddad de Lula e Dilma; e,
por silogismo, Obama ser eleito torna-se resultado insurgente para nós brasileiros, em
uma palavra, mantém-se o Estado em vigência.

Logo, crise, o planeta enfrenta – e, sob todos os aspectos; de econômicos aos de
sustentabilidade -, mas procurando um pouco em McLuhan, nossa “aldeia global” está
montada, e a teoria do efeito borboleta aqui se vale: se o furacão Sandy destruiu New
York, foi porque aqui, na capital cearense, houve uma arrevoada de pássaros durante
um comício de Lula, e é essa a premissa cá exigida para entender por que deu Obama.

Pedro Costa

Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Saia Justa

A cada dia depois dos resultados referentes à disputa municipal do último dia 28 de outubro, a tensão cresce em meio aos atribulados do gabinete da Deputada Estadual Eliane Novais (PSB).

O clima de inanição toma de conta das horas trabalhadas por sua assessoria, em uma labuta dura para manter aos referentes dados, que agora proliferam-se, conseqüentes à derrocada em apoio ao petista Elmano de Freitas, para prefeito, em função do ajuntamento aos peessebistas de Roberto Cláudio, comandados por Ciro.

Os irmãos Ferreira Gomes, às vias de fatos, durante um processo turbulento desde quando adentraram as veredas do PSB, responsabilizaram-se por demitir do cargo da presidência municipal do partido, seu antigo edil, Sergio Novais, erigindo Karlo Kardoso, antigo aliado dos Novais, ao cargo em questão. Ainda neste sentido, muita gente mudou de lado e seguiu as ordens do poderoso Cid Gomes, governador do estado, recém ingresso no partido socialista brasileiro, eleito em disputa anterior quando venceu o páreo para o executivo estadual.

Seguiram-se instruções da nova cúpula do PSB de isolar a casta dos Novais, estes, por fim, buscando abrigo nas asas da prefeita, Luizianne Lins, quando esta rompeu com o governo e lançou candidatura própria para a prefeitura, e, mesmo antes disso. Ainda, muitos dos próprios petistas mudaram de lado, e, o que ocorreu fora a indicação de Roberto Cláudio, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Ceará para prefeito e sua vitória subseqüente.

Nisso, Eliane e Sergio viram-se isolados, o grupo extinto de suas antigas funções, sobrevivendo das antigas alianças e aos traidores de sua causa. Em meio a tantas dificuldades, agora, após a derrota de seu candidato e possível reviravolta, estão às intermitências da política, mesmo estando fora do jogo direto e esperando uma direção, a qual, também não deverá vir da presidência do partido, já que Eduardo Campos, neto do histórico Miguel Arraes, parece arredio aos seus interesses.

Na espera, cumprir.

O mínimo que pode ser feito é o trabalho no sentido de enxergar, frente à ambientação tão hostil, horizontes por que navegar ainda que o mar não esteja pra peixe para os Novais. Mas, como é um tatame dinâmico, o meio político poderá apontar saídas, talvez, como um vínculo novo partidário, ou mesmo, suprapartidário para Eliane e Sergio, e, aqueles que mantiveram-se-lhes fiéis. O nome de ambos os políticos é conhecido no meio por retidão de caráter e força nas horas difíceis, além de serem tidos como exemplares no que se prometem a cumprir. À hora do desespero, é tonalizar o discurso: se de oposição, atrelar-se à prefeita Lins e vogar os interesses do PT; se de isolamento, fazer valer de seu prestígio e re-domar a fera, a saber, o conluio que abateu-se-lhes sobre as cabeças.

Os Novais são mais. Não deverão entregar os pontos assim, tão facilmente, embora as diretrizes de sua ala partidária tanto remem contra.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

terça-feira, 6 de novembro de 2012

O cânone de Elmano

Setores do PT derrotados na eleição municipal deste ano encontram motivo para não aceitar o candidato vencedor como o novo prefeito.

Da véspera do dia da votação, as pesquisas mostravam os dois candidatos empatados com o mesmo percentual de voto, até as 22:00Hrs da fatídica data a militância do Partido dos Trabalhadores tomara as ruas de Fortaleza com uma força característica que fora costume da campanha desde o início, talvez mesmo a maior conquista potencial de votos estando vinculada a este fato.

O “x” da questão está em que, passada hora legal de se fazer campanha, o candidato Roberto Cláudio, do PSB, haveria corrompido-se em uma boca de urna sem precedentes, sofrendo acusações inclusive de compra de votos. Alguns dizem que a cidade estava vestida de amarelo no dia da eleição, e isso mostra uma fragilidade da balização do período permitido para a campanha; tendo o peessebista assegurado a vitória assim, conseguindo uma diferença de oito pontos percentuais no resultado final.

Luizianne Lins, atual prefeita, entretanto parece distante de querer propagar acusações desta natureza, vendo aí um motivo a mais de fazerem críticas contra sua pessoa, e, resolveu fincar seu lugar na oposição ao futuro governo executivo municipal.

Elmano, junto com lideranças de PR, PTdoB e PTB, além de PV, deve entrar com processo no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) contra Roberto Cláudio aferindo as causas acima como práticas corruptas, e reclamará a deposição de Cláudio, que fora apoiado pelo clã dos Ferreira Gomes.

Há quem pense, Elmano dever ter mantido a compostura e saído do pleito pela porta da frente; além da vaga chance de ganhar a proposição junto à Justiça Eleitoral, mas o caso é mais dele que de qualquer liderança a si atrelada.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Da Queda ao Coice

Clamam aos quatro ventos, a polarização PT-PSDB estar-se desgastando.

No que surge como surpresa, o PSB, agora mais forte graças ao processo nas últimas eleições, fica a dúvida: sabendo-se da ala autodenominada “esquerda socialista", referente à ala histórica do partido, comandada pelos Novais; vítimas de um suposto golpe dos Gomes, que, aparentemente tomara do poder municipal partidário seu então regente, Aluísio Sergio Novais – estar sob o poder do candidato a que se opôs também haverá a possibilidade do PSB dos Novais sair outrossim fortalecido?

Se não, completamente destruído?

As nuanças da política anunciam, à parte o futuro da “esquerda”, certo pessimismo. Atrelar-se a novas alianças e mesmo a migração partidária são opções estudadas; as conseqüências do pleito, essenciais para a determinação desta questão.

O rigor de seriedade e caráter de Sergio e Eliane (PSB), dificilmente preponderará frente à dura lei que deverá ser imposta por RC, devendo bater nos adversários, impondo o desejo de governar não sabe-se ainda se com a dedicação e promessas mais da campanha, ou se será um fantoche nas mãos do grupo cirista.

No fim, o resultado final fora algo – sob certa medida – imponderável e mesmo inesperado; a dúvida paira no ar, Sergio e Eliane terão capacidade de reerguerem-se e atenuar as dificuldades presentes?

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O Pós-Pleito

A prefeita Luizianne Lins voltou, após dois dias sem dar notícias, ao batente.

Vestida de preto, reuniu-se à cúpula do PT (Partido dos Trabalhadores) municipal para definir os rumos do final de seu mandato.

Pretende deixar todas as obras prontas, as iniciadas, e as que ainda não tem prazo de entrega com o arcabouço financeiro para sua continuação. Deverá legar ao futuro prefeito, Roberto Cláudio (PSB), uma cidade sem dívidas, e partirá para fazer oposição.

Aceitar a derrota é uma pílula que se doira aos poucos.

Trabalhar no sentido de promover uma sobriedade frente à queda petista no pleito, embora não seja uma tarefa das mais fáceis, deve ser o foco da gestão, que encerra-se no próximo 31 de dezembro.

Elmano de Freitas, candidato pelo partido, anda a juntar provas de que a eleição fora roubada, acusando o adversário de compra de votos, boca de urna, entre outros; mas, o processo deverá esfriar haja vista seus co-partidários estarem mais interessados em por a cabeça no lugar e partir para o enfrentamento.

Dignidade deve ser a nova pauta dos derrotados que, em certo nível, saíram com a cabeça erguida da decisão e esperam fazer uma oposição de cobranças e com seriedade e seus eleitores não deverão ficar a ver navios, mas o ofício político em moda de processo dinâmico e insurgente enquanto sua imprevisibilidade; a este ponto correndo por alianças para fazer frente ao novo governo.

É a tarefa que lhes sobra aos petistas.

Ainda, para quem achava que o PT iria sair como o grande perdedor nas eleições deste ano, enganaram-se. Apesar de ter perdido em Fortaleza, o partido dos trabalhadores conseguiu resultado satisfatório em São Paulo, com Haddad. Isso, no plano macropolítico, renova as instâncias às quais vão atreladas as vicissitudes do poder, e terá um reflexo também aqui.

Fecha-se mais um período. Eleições municipais de novo, só daqui a quatro anos..
É manter a cabeça no lugar, fazer aquilo esperado de um lado como do outro, e fluir com a corrente, ninguém escapa do derrotismo, mas se enxerga-se com largueza pode-se mesmo ver um futuro promissor.

Pedro Costa

Publicitário pela Universidade Federal de Fortaleza

Rumo à Oposição

Com a derrocada do PT em Fortaleza, silenciou a voz da prefeita.

Onde se vê gente do partido dos trabalhadores, faltam ânimo e coragem.

Do outro lado, as comemorações do prefeito eleito, Roberto Cláudio; a parceria
direta com o governo, e o anúncio de Ciro Gomes de uma possível aposentadoria.

Quem até então fazia frente aos vencedores, agora está estagnado ao corpo da
oposição. O PT, fora oposição durante anos, antes de subir ao poder. Resta saber se
ainda se lembra de como o fazer. As coligações do segundo turno foram poucas, quase
pífias; Férrer e Roseno tendo ficado em cima do muro. Inácio apoiara Cláudio, e
Moroni, naturalmente, também.

Deu no que deu. Mesmo com a vinda do presidente Lula.

Gostaria de saber, se como em campanha defendia-se, se Elmano, Luizianne e os
demais petistas espalhados por cá, aprenderam, também, a ser oposição “como Lula
ensinou?” Se não muito, algo será necessário desse saber político para, simplesmente,
manter-se no jogo.

O partido (dos trabalhadores) envolveu-se na campanha ao ponto de esquecer-se
de defender o patrimônio partidário que vai além de suas ideologias: sua posição como
atuante; responsável por perder [a eleição] não teve o cuidado de manter uma
retaguarda, um apoio a que recorrer no caso de o pior vir a acontecer, como se sucedeu.

Terão ainda os timoneiros no legislativo a capacidade de enfrentar como
opositores um governo hegemônico como os Ferreira Gomes conseguiram instituir ao
quadro regional – e, que se não forem barrados, levarão ao nível nacional?

É preciso uma injeção de forças aos que despencaram de tão alto.

Pedro Costa

Publicitário pela Universidade Federal do Ceará