terça-feira, 30 de outubro de 2012

Dado Cabo às Eleições 2012

Encerra-se o período eleitoreiro para os municípios de 2012.

Entre os partidos que mais cresceram está o PSB, do governo estadual do Ceará, e, que conseguiu eleger o candidato Roberto Cláudio.

A queda de Elmano de Freitas do PT refletiu numa apatia geral dentro dos maiores grupos oposicionistas ao clã dos Ferreira Gomes.

Há quem diga de manipulação e compra de votos por parte dos peessebistas, boca de urna, e outros arroubos ilegais, no que, entretanto, não pousam ainda provas suficientes para acusar os vencedores. Disso infere-se o estado democrático estar, ou, funcionando muito bem, ou, relegado a uma disfuncionalidade gritante. Ao quanto esperar-se do novo governo, as perspectivas não são nada boas, basta saber que Roberto Cláudio está ligado aos interesses coorporativos, estes tendo injetado muito dinheiro em sua campanha.

Em se tratando de futuro da gestão, resta esperar. Tudo está ainda muito difuso. Os primeiros dias são de assimilação do resultado, ainda não é possível prever como vai ser o governo; o fato sendo o controle estadual e municipal estar sob a hegemonia de um pequeno grupo.

É preciso esperar, alianças ainda estão para ser feitas, haverá de se conversar com alguns nomes, a expectativa é de um momento de estiagem.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Arrevoada Petista

Lula veio.

De costume, escreveria uma lauda mais ou menos, tratando dos ditames aos quais responderam as altas cúpulas do PT (Partido dos Trabalhadores) que a Lula o trouxeram às vias de um segundo turno disputadíssimo à nossa Fortaleza.

Sim, de costume, também postaria a benevolência com a qual os fortalezenses esperaram por duas horas num sol de rachar até a chegada do líder político; reforçaria com argumentos irrefutáveis ser ele a referência maior à qual estaremos dados por força de um filho do povo; retrataria a importância deste momento para o pleito municipal, e provavelmente fecharia com um construto resumido do que havia acabado de falar. De costume.

No entanto, quando o presidente iniciou – e, justo quando -, houve um fenômeno dado apenas à natureza sua beleza e imprevisibilidade: uma arrevoada de pombos, em conjunto, ganhou os ares da Praça do Ferreira; a princípio passou-se despercebido, mas com insistência irreprimível, voltaram e em nuvem pasmaram os presentes, encantados, espantados, mistificados.

Às passaradas que a política nos apronta, fica este ato dantesco para a reflexão.

Pedro Barreto Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O Rosebud de Marinho

Maior rede midiática do país, terceira no mundo, a Rede Globo de Roberto Marinho tornou-se a campeã de audiência e líder na preferência de nove entre dez brasileiros.

Nos bastidores, o qualitativo jornalismo global, aponta índices de aceitamento inigualáveis, crédito sendo dado a qualquer notícia processada nos diversos jornais televisivos; temas em programas de entretenimento; e, principalmente o folhetim nas novelas – talvez seu maior produto de exportação, alcance de audiência estratosférica.

À parte da inexorável competência dos atuantes globais, entretanto, inda vinga uma prática tendenciosa, isto, por outro lado, participa de um conteúdo (em seu mais das vezes jornalístico) noticioso próprio da máxima de que a imparcialidade dentro de um meio de formação de opinião é uma ilusão à qual dá-se por demais crédito.

Não há como desdobrar dos efeitos impactantes de sua programação, chegando aos mais diletos e mais desinteressados expectadores, agindo como uma produção de informação de níveis incomensuráveis.

Claro, iremos ainda bastante ter o que interpor entre a vontade empreendedora de seu criador, Roberto Marinho, que resvalou no apoio aos grupos situacionais durante a época da ditadura, por exemplo, e o entreposto do público ansioso por novas transformações midiáticas que resvalem em um acesso a programas de qualidade indubitável.

E, inda que por vários percalços desonre-se alguns feitos da Globo, aliás geralmente envolvida nos mesmos escândalos que denuncia, como não reparar a eficiência de seu material dentro de um contexto maior; e, se comparada a outras redes televisivas, quantas não passam por estas variações em desvios de opinião da população para interesses próprios?

Se o jugo da classe média é vista como termômetro para a sociedade como um todo, então aí reina a Globo, chamando no horário nobre estes ruminantes de intermédio entre o nada e coisa nenhuma, fixados os olhares diante da telenovela. Vá lá, a qualidade do novelesco caráter do principal produto deles, pode até ser motivo para tirar-se o tempo desse povo da leitura e desviá-lo para a televisão, onde pateticamente aceitam o que se lhes mostra, ou o que têm para si como realidade, quando em verdade encontram-se a anos-luz da mesma.

Se o jogo do Ibope é quem manda, então, o estrelato global pode ser comparado ao dos deuses do Olimpo na Grécia Antiga, intocáveis e detentores do destino dos homens em suas mãos bem fechadas. Todas as atenções voltadas para si, motivo de inveja para os menos pensantes que acham que o corpo astral é referência obrigatória para o seu modo de viver próprio, devendo ser copiados no quanto comportem-se da maneira como bem entendem.

Ainda, a iconicidade dada ao termo “global”, tornou-se medida para o sucesso, se está na Globo, é porque deu certo; a conquista maior à qual dá-se por satisfeito em se mantendo a este posto, e, fazendo de tudo para não cair dali para grupos menores. No entanto isso não é sempre sinônimo de qualidade, apesar de ser bem visto aquele que ali conquistou seu lugar ao sol.

Meçamos, com escrúpulos.

Não é pecado assistir à Rede Globo. Muito pelo contrário, ela tem o melhor jornalismo entre muitas no mundo, procura dar visibilidade aos fatos (verdadeiros ou não), e prima por destreza no que sabe-se por fazer televisão. Agora, não sejamos bovinizados pelo efeito cascata que a informação deliberada e desenfreada pode nos levar a tornarmo-nos meros robôs, a concordar com tudo exposto ali, sem pensar, sem criticar e, principalmente, sem levar-se a si mesmo em consideração perante aquilo endeusado como o Rosebud de Marinho.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Despojos

Até que ponto as pesquisas revelam o caráter de um processo eleitoral? Em Fortaleza, a igualdade numérica dos votos de ambos os candidatos postulantes ao cargo maior do município, sob a terminologia de empate técnico derruba alguns mitos eleitoreiros, entre os quais, o de que se a pesquisa mostra uma verdade através de números, por que tantas vezes o seu resultado não bate com a realidade das urnas.

Roberto Cláudio e Elmano de Freitas disputam voto a voto. Provavelmente o vencedor ganhará por uma cabeça. Inda que o processo mostre igualdade parece-nos a nós eleitores os resultados das estatísticas estarem mais próximos de especulações, haja vista o observado em campo, enquanto nas mídias especializadas o observado são outras instâncias. O denotativo qualitativo de uma eleição não cabe em esquematização de preferências individuais, mas parte de uma junta coletiva, a ter sua origem nas massas e sobre a qual deverá erigir-se aquele que mais coerência tiver em seu programa. A oratória, o carisma, a experiência contam como pesos pesados na decisão final do eleitor; aos poucos este tornando-se em ente consciente na hora de exercer o direito de cidadania.

Os índices apresentados implicam apenas em uma aproximação, uma mensuração para se ter uma idéia – vaga, por sinal – e que serve como termômetro apenas no sentido de provocar a militância; de auferir valor à busca de votos. Política se faz na dinâmica do dia a dia, através de movimentos e revoluções; não com golpes e baixaria. E, ainda que estejamos frente a um entrave crítico, estas eleições nos servem para rever valores e quando passar, que os despojos nos sirvam de aprendizado para os prelos futuros.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade do Ceará

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Decisão

Para Elmano de Freitas, a pesquisa O POVO/Datafolha, reteve a sua militância animada. É o fato por demais relevante devido à força política do petista revelar-se principalmente pela disputa corpo-a-corpo, ou, olho no olho como gosta de dizer.

Saber de seu postulante estar em primeiro lugar serve para dar tranqüilidade ao PT no futuro. Com Roberto Cláudio atrás, o rumo deste segundo turno, ainda promete; as diferenças pautando um mínimo e salientando empate técnico.

Neste momento, o que definirá a eleição será o comportamento diante da conquista dos votos de indecisos. Muita gente ainda não sabe em quem votar, há os que nem acreditem em política, um retrocesso.

Temperamento perante debates deverá contar pontos. Clareza e prudência bem como coerência também. Elmano mostra-se seguro, Cláudio, persistente; Lula deverá vir, ou seja, teremos ainda uma briga boa, e, se mantida sob o pano da ética será de engrandecer o processo democrático.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Inércia

Uma certa inércia compete com os eventos do atual segundo turno em Fortaleza. Com a polarização dos votos, o equilíbrio segue mantendo sob movimentação inócua o rumo das candidaturas.

Dos pleiteantes a nível de primeiro turno, apenas Inácio Arruda (PCdoB) abarcou apoio ao socialista Roberto Cláudio, do governador Cid Gomes. Heitor Ferrer e Renato Roseno já adiantaram deixar em aberto para seus eleitores a escolha; a migração tornando-se então fator de suma importância para a decisão final no dia 28 de outubro quando os fortalezenses retornam às urnas.

Moroni Torgan, rebaixado ao prelo inicial ainda não se posicionou; assim como Marcos Cals.

Supostamente os bairros que abrigam as camadas mais populares votariam em Elmano de Freitas (PT); ao passo em que Roberto Cláudio (PSB) angariaria a preferência da elite, de classes mais abastadas.

Neste ponto, o erro pode ser fatal.

Lula aponta como possibilidade vir à capital cearense para falar em nome de Elmano, o que mostra o prestígio dado às eleições do município em contrapartida com outras cidades, entre elas, São Paulo.

Ambos os partidos cresceram bastante. Conseguiram posições importantes em todo o país evidenciando a preponderância da esquerda no pensamento do povo brasileiro.

Assim teremos a eleição mais dura desde muito tempo, mesmo até maior que a de Luizianne e talvez que a de Maria Luiza.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Segundo Turno

Às vias de segundo turno, a cidade de Fortaleza enfrenta um páreo
disputadíssimo, com o crescimento de contingente de votos do candidato Heitor Ferrer
ainda na primeira etapa das eleições, e a escolha para a cadeira de prefeito sendo
concorrida pelos partidos que vêm de uma aliança desfeita, tomados como pólos, a
corrida agora é de vitória por uma cabeça, cada voto sendo importante e o erro
provando-se uma possibilidade devastadora para qualquer um dos lados.

Os votos dos candidatos a nível de primeiro turno, ainda nada sabe-se a respeito
de onde eles virão e para quem competirão enquanto apoio. Não sendo dessa maneira
desprezados, pelo contrário, talvez fator decisório para quem ainda está no pleito. Ainda
havendo os votos desgarrados, de quem anda indeciso e não vê perspectiva num como
no outro; realidade não impensável embora um tanto triste. Acontece de agora quanto
ao peso partidário em voga, os apoiadores terem de mostrar a cara, e definido-se assim
uma evidente argumentação que – para este ponto onde não há quase máscaras a cair –
possibilitará ao eleitor enxergar através dos candidatos, isto devendo influenciar em seu
poder decisório.

Há também um pacto entre os candidatos para que a corrida ocorra de forma
limpa e sem ataques baixos, do modo como ocorreu ainda na etapa inicial, o que passa a
ser via de regra de grande valor arraigado ao cidadão no exercício de seu direito; esta
liberdade, só é benéfica enquanto observada e seguida enquanto princípio ético
conquistado e que não admite regresso.

Elmano de Freitas, o petista que saiu de índices pífios à liderança, congruente
aos ditames de seu partido enleva sua fala às classes mais populares, setores onde seu
voto foi grandemente conquistado, compete com o candidato das elites, Roberto
Cláudio evidentemente o pólo da máquina do Estado, mesmo que não admita ser tratado
desta maneira, fruto de uma manobra que partiu o PSB em dois e rompeu em
consonância com a prefeita Luizianne Lins.

Perceber ainda as patotas ligadas ao candidato Renato Roseno, emérito em sua
candidatura dispare dos meios políticos ortodoxos, mesmo sendo considerado radical,
saindo destas eleições como um nome forte para a proposta que aponta. Não por menos,
os índices inexpressivos do candidato do PC do B, Inácio Arruda e do tucano Marcos
Cals. O candidato Moroni perdeu toda a força de liderança nos primeiros acordes e
terminou em quarto, abaixo de Ferrer, a grande surpresa.

Para Fortaleza, uma condição: um eleito que dê conta de um processo nada
arbitrário onde política foi feita do modo enlevado e social, para um e para todos; o
reagrupamento de uma cidade que andava esfacelada, de um povo sábio; tem problemas
e exige alguém que faça por sua comunidade, em uma ação contínua e duradoura, o que
tem feito por tantos que já foram eleitos e que ainda virão.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Heitor Ferrer: Uma Agradável Surpresa

Sim, os pólos maquinários (PT e PSB) erigiram, de forma limpa, seus
candidatos.

No entanto, um indicador esdrúxulo despontou como inesperado frente ao
embate político; um desertor incongruente: Heitor Ferrer reteve mais de 20 (vinte) por
cento dos votos computados, e, ainda não elegendo-se rumo ao segundo turno, revelou
uma força exemplar de um político com os caracteres do ideal a serviço da democracia.

Em poucas palavras, o índice expressivo alcançado por Heitor, no mínimo, o
garantirá como parlamentar durante um tempo ainda indeterminado, um suposto
propósito que, se acatado pelo prefeiturável, fora exitoso em mais de um plano – antes
de mais, sob a instância de candidato sério e de caráter irrevogável; sob outra óptica,
poder de ação entre os grandes da política nacional.

Implica sob estes aspectos, a crença do eleitor, cada vez maior, de que uma
pesquisa muita vez encomendada, não reflete diretamente o resultado nas urnas, ao
mesmo em que, na atual gestão, há quem acredite e quem não, de ser este o melhor
quadro desenhado para Fortaleza, além, é claro – diz o resultado das urnas – que o
status quo incondiciona uma situação de aceitamento.

Numa análise fria do resultado, a quem nos aponta a expressiva votação de

Logicamente a uma parcela da população insatisfeita com suas representações
nas casas do povo. Uma regurgitação das massas contra um modelo político, que se não
velho e desgastado, indiferente às suas necessidades primárias. Tendo o voto
direcionado não ao candidato com maior número nas pesquisas mas também como
escolha e direção de voto indicativo de clareza no momento da decisão.

Se subiu, Heitor Ferrer provou estar bem das pernas no quesito político, acabou
de entrar para o rol dos grandes, uma espécie de meio termo , opção para quem acha
que é melhor denegrir o direito de votar, luz no fim do túnel; representação democrática
do sistema e, por fim, sinal de mudança.

Assim, o respeito seja dado ao candidato, que com propostas razoáveis, à luz de
uma eleição dificílima, mostrou para o que veio e, embora não sendo eleito para o
segundo turno, é capaz de reverter o resultado para quem direcionar seu contingente de
eleitores; se por poder é que se governa, um trunfo foi dado a Ferrer, justo este de
modificar o resultado do prelo em Fortaleza, e, isto não seja diminuído.

Pedro Costa

Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Os Riscos de uma Oligarquia no Poder

Estamos às vias de uma eleição que tem como fundamento a disputa entre setores partidários e uma força hegemônica ainda subscrita, que busca a chance de se estabelecer no poder.

A população não parece estar ciente – algo dela pelo menos – dos riscos de eleger-se uma casta reduzida aos panoramas particulares de uns poucos. É de notar-se aqui não estar a se falar em posicionamento pró ou contra qualquer dos lados da luta, mas de discorrer sobre o perigo que se observa na concretização de um projeto político baseado em uma única classe hegemônica.

Experiência vivida na História por várias ocasiões, isto significa a imputação a um único grupo a valoração transmitida através do voto e que mostra-se não de outra forma senão a de violência, no sentido de aplicação de forças em prol de uma seleta elite que, chegada uma vez aos postos almejados, não enganemo-nos, governarão para si e ninguém mais. Há aí inclusive a possibilidade de uma governança sem pudores, mobilizando os braços do Estado para atender a fins particulares e egoístas, ou seja, um retrocesso como o qual jamais visto.

É de se ter alertado antes. Agora que o pleito corre solto, a possibilidade de uma reviravolta nos valores conquistados à custa de tantas lutas pode, em um átimo, ser ruída e por-se-á então a nação de volta com os entornos duma nova ditadura.

Entrementes, ainda há as deflagrações de abusos, já durante o período eleitoreiro, mas camuflado e ainda sob forma branda. E, ao gestor situacional, resposta a esta mesma politicagem de outras épocas, cabe senão manter-se com suas propostas em limpeza de caráter e, ainda por cima sem desferir insultos ao adversário – o que tem sido um primor mister – fazer chegar ao povo, às grandes massas, a mensagem de esperança que tomou de conta desde a eleição de um metalúrgico para a presidência da república.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Da Importância do Debate

O debate serve como um observatório para a população das ocorrências de seus possíveis candidatos.

Tivemos, nestas eleições, um número significativo de debates em vários lugares diferentes, de embates televisivos a universitários, servindo tais para um esclarecimento maior por parte do eleitor das propostas e caráter de em quem está para votar.

Uma vez discutidos os pontos iniciais, cada debatedor passa à sessão das perguntas, onde é-se implicada uma questão sobre determinado tema, normalmente sorteado, para o adversário. Aí vigente a capacidade de retórica e oratória de cada um, caractere de políticos os mais renomados em toda a História, sem o qual fica difícil fazer uma boa gestão.

Lula, considerado muito tempo um mau orador, por desconhecer as regras normativas gramaticais a fundo, conseguiu ser eleito no entanto pelo seu carisma. Esta qualidade também não escapa de ser medida durante o debate, onde a silhueta do candidato é posta à prova pelos seus eleitores. Pesando isso para uma potencial escolha.

Ainda, a presença ou ausência do candidato ao debate marcado irá implicar em se esse é oportunista ao ponto de esquivar-se para os domínios nos quais tem maior representatividade, a tal fuga sendo relevada a dúvida imediata sobre como poder-se-á votar em quem foge ao duelo.

O nível de um debate, muita vez, é determinado pela característica geral da eleição, ou seja, em que pé está o nível de conduta dos candidatos; neste caso, passamos de ataques e contra-ataques – de um período para cá – a algo mais próximo de um “colóquio educado” entre os participantes.

A qualidade da informação também pode ser medida durante o debate, e a perícia frente ao erro, uma capacidade didática, também por sua vez é mensurada com critério de quem assiste ou participa do entrave.

Respira aliviado quem mais conseguir ligar suas propostas à realidade premente, e preocupa-se aquele a nem conseguir imprimir na concepção do eleitor suas promessas, neste caso um tanto infundadas como o são em qualquer cenário, e, realizado com primor, há de se revelar quem tem mais talento, o que servirá de peça de trabalho se eleito for tal candidato, e, como meneio de impulsionar-se às dificuldades do ofício de forma exitosa.

As considerações finais revelarão o brio último, como o fechamento de um pensamento dado ao percurso de todo o debate: se coerente, ouvir-se-ão palmas; se desapegado entretanto eficiente, o reconhecimento; mas se destrambelhado, o imediato descrédito.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará