O que realmente acontece quando um grande líder assim vai, de maneira que sua história confunda-se com a da luta pelos direitos humanos, igualdade de condições e pela paz?
Para responder esta pergunta, seria necessário um guia. Uma direção por onde possam passar, além das inesgotáveis homenagens, o senso comum em que tornou-se lembrar Nelson Mandela, uma referência; alcançando méritos por quanto tenha feito, por quem foi e pela trajetória de vida.
Palavras assim, poderiam apenas embelezar um discurso.
A real condição de um ser humano como fora Madiba – apelido carinhoso dos mais próximos, das populações em quem virou-se um pai de órfãos da Justiça – reside nos efeitos imateriais de uma presença premiada com o carisma, de uma estirpe nobre, de uma antevisão aos desmandes e de um grito liberto para por à estaca zero o regime do apartheid, de quando preso liderando o que não era um foco de resistência apenas, mas uma voz gutural de um povo, de uma nação.
Após 27 anos em cárcere, havendo dali remanejado prestígio e respeito para sua pessoa, é liberto e elege-se o primeiro presidente negro de seu país, a África do Sul. Após cumprir mandato, inesperadamente, declina uma possibilidade de continuar no poder, de modo a propagar o continuísmo de seu legado de uma posição afastada, mas ao mesmo tempo, mais íntima do que seria sua verdadeira e prioritária luta: o fim das guerras por diferenças étnicas.
Ganha o Prêmio Nobel da Paz.
E, sua marca. O sorriso. Espalha-se pelo mundo conteúdo de toda sua personalidade única, enlevando o olhar e promovendo uma conquista imediata de seus adeptos bem como o respeito dos opositores.
Mandela deixa uma marca. Um registro de que a humanidade pode ser boa. E, inda que os mais pessimistas roguem que, após sua morte, o equilíbrio instituído por sua ação consensual, possa-se perder em detrimento de sua ausência; é vago o pensamento, haja vista Nelson Mandela exprimir numa condição intencional de para quem ache que a luta de um homem durante toda sua vida possa esgotar suas remanescentes compensações para a falta de logro do ser humano, uma sincera e perene causa para ser seguida; preste-se mais atenção - o quanto resumir-se um quadro de proporções como as do grande Madiba, não alvejará suas permanentes conquistas.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Educação pra Quê!
Foi durante uma sessão de comemoração do dia do servidor. Eles foram chegando, fazendo número e amontoando-se pelos cantos do plenário 13 de maio. Os protocolos iam tomados pelo brio característico com quem insuflam-se os homenageados, alguns dali a nem sequer terem o conhecimento dos quantos estavam envolvidos no evento, mas vindos de outras praças – das ruas, das agremiações, do povo.
Parte disso havia sido planejada. Parte não, uma surpresa.
O fato foi o seguinte: admirados com sua própria maioria, os manifestantes oriundos do universo estadual, professores, estudantes e servidores, enxergaram naquele momento o instante ideal para por em prática os reclames de desprezo por quem passa a universidade, no interior e na capital. Na hora mesmo, fincaram pé. Não sairiam dali sem fossem atendidas suas demandas; entre as mais fortuitas a abertura de diálogo com o governo do estado. Por força de sua presença, os deputados, Eliane Novais, Tim Gomes e Raquel Marques pairavam um tanto atônitos ao desencadeamento dos acontecimentos naquela quarta-feira cinza de final de novembro. As conversações foram iniciadas ali mesmo, com os agora ocupantes sentados em rodas, suas lideranças e a unidade inconformada com o tratamento que é lançado aos imperativos basilares da educação. Após alguma negociação, movem-se para o lado de fora do plenário, entretanto, dali não arredando pé. Como era de se esperar, o policiamento não tarda. Cerca-os. Ninguém entra, ninguém sai.
Hoje, faz exatamente uma semana. Perambulando aqui, os mesmos autores; as mesmas caras. Eles não desistiram. Trabalha-se por ordem indireta deles, pautam nossa agenda e cobram mais conversa pois que mora aí – acreditam piamente – a única esperança de se chegar ao governo, com muita razão. Os líderes são incansáveis; a militância engorda seu número. Agentes cercam os certames da Assembleia, trazem pão, água, roupas para finquem pé ali, não movam-se, insistam enquanto agüentar o limite do corpo.
As negociações, bradadas em questão de ordem, estão ainda liquefeitas haja vista nenhum representante direto do governo haver tido a paciência (ou a boa vontade) de aparecer. Carecem de coragem, parece. Ou é descaso mesmo. O estouro da boiada pode ainda estar por vir se não forem atendidas as reivindicações. Porque alguns disseram, a luta continua e, com uma data expedida de junho do corrente ano, as ações em favor da democracia não cessaram. Esta não é apenas mais uma. Eles vieram pra ficar.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
Parte disso havia sido planejada. Parte não, uma surpresa.
O fato foi o seguinte: admirados com sua própria maioria, os manifestantes oriundos do universo estadual, professores, estudantes e servidores, enxergaram naquele momento o instante ideal para por em prática os reclames de desprezo por quem passa a universidade, no interior e na capital. Na hora mesmo, fincaram pé. Não sairiam dali sem fossem atendidas suas demandas; entre as mais fortuitas a abertura de diálogo com o governo do estado. Por força de sua presença, os deputados, Eliane Novais, Tim Gomes e Raquel Marques pairavam um tanto atônitos ao desencadeamento dos acontecimentos naquela quarta-feira cinza de final de novembro. As conversações foram iniciadas ali mesmo, com os agora ocupantes sentados em rodas, suas lideranças e a unidade inconformada com o tratamento que é lançado aos imperativos basilares da educação. Após alguma negociação, movem-se para o lado de fora do plenário, entretanto, dali não arredando pé. Como era de se esperar, o policiamento não tarda. Cerca-os. Ninguém entra, ninguém sai.
Hoje, faz exatamente uma semana. Perambulando aqui, os mesmos autores; as mesmas caras. Eles não desistiram. Trabalha-se por ordem indireta deles, pautam nossa agenda e cobram mais conversa pois que mora aí – acreditam piamente – a única esperança de se chegar ao governo, com muita razão. Os líderes são incansáveis; a militância engorda seu número. Agentes cercam os certames da Assembleia, trazem pão, água, roupas para finquem pé ali, não movam-se, insistam enquanto agüentar o limite do corpo.
As negociações, bradadas em questão de ordem, estão ainda liquefeitas haja vista nenhum representante direto do governo haver tido a paciência (ou a boa vontade) de aparecer. Carecem de coragem, parece. Ou é descaso mesmo. O estouro da boiada pode ainda estar por vir se não forem atendidas as reivindicações. Porque alguns disseram, a luta continua e, com uma data expedida de junho do corrente ano, as ações em favor da democracia não cessaram. Esta não é apenas mais uma. Eles vieram pra ficar.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Tenso Despertar
Aportam os primeiros raios das eleições de 2014.
Por certo, ao reluzir o ano que chega, a mesma aurora sob quem às promessas se batizam nossas ações de para o ano, serve para jogar luz sobre as tendências dos políticos em fazerem-se objeto para as especulações, as quais já despontam nos clarins – efervescentes e promissoras.
Com o resultado do mensalão, a junta que uniu sob mesma bandeira a oposição, e as entidades de corpo social emergindo para polvilhar o meio com o trejeito de populares as divergências para com os poderosos; a retrospectiva de 2013 entoa seu cântico aos primeiros esvanecimentos de dezembro que entra.
Às contíguas manifestações que desde junho, feito um barril de pólvora, repaginaram nos jornais a ação de setores insatisfeitos da sociedade, devem perdurar – haja nunca cessarem por completo – apresentando a insatisfação popular emembrada com artífices politiqueiros, uma mistura, ao menos, inusitada de quem padecemos, ou como um mal menor, ou, por conseqüência dos desmandos da política.
Reverberar de como será o próximo ano, incluindo eleições e Copa do Mundo a rivalizarem atenção em solo brasileiro, tem sido o mais novo “brinquedo” da mídia global: nós, por acaso ou destino, somos agora o centro; dantes periferia colonial da então gigantesca metrópole portuguesa.
As apostas estão sendo feitas, a rodo.
Esperar pensando o futuro, seria hora de dizermos ter havido enfim aterrissado por cá, por estas bandas insalubres esta “nave desgovernada”? Bom, o governo atual vê-se por cima. A estabilidade, quem diz-se mantida, é o grande propulsor das turbinas onde voamos entretidos com os reclames dos reality shows à toda hora.
De governados a governantes, o povo brasileiro tem razões para mostrar esperança? Inda que esta se veja maquiada, os moradores presenciando as trevas da intransigência quando dos projetos para a nação passam por educação, segurança e saúde?
Ninguém a nós dará de mão beijada o quanto queiramos, muito ou pouco. Mas sabemos que estamos sendo vigiados, a pergunta é: será a nossa hora de mostrar para o mundo do que somos capazes; ou, apenas seremos mais um rostinho bonito no horário nobre?
Pedro Costa
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Por certo, ao reluzir o ano que chega, a mesma aurora sob quem às promessas se batizam nossas ações de para o ano, serve para jogar luz sobre as tendências dos políticos em fazerem-se objeto para as especulações, as quais já despontam nos clarins – efervescentes e promissoras.
Com o resultado do mensalão, a junta que uniu sob mesma bandeira a oposição, e as entidades de corpo social emergindo para polvilhar o meio com o trejeito de populares as divergências para com os poderosos; a retrospectiva de 2013 entoa seu cântico aos primeiros esvanecimentos de dezembro que entra.
Às contíguas manifestações que desde junho, feito um barril de pólvora, repaginaram nos jornais a ação de setores insatisfeitos da sociedade, devem perdurar – haja nunca cessarem por completo – apresentando a insatisfação popular emembrada com artífices politiqueiros, uma mistura, ao menos, inusitada de quem padecemos, ou como um mal menor, ou, por conseqüência dos desmandos da política.
Reverberar de como será o próximo ano, incluindo eleições e Copa do Mundo a rivalizarem atenção em solo brasileiro, tem sido o mais novo “brinquedo” da mídia global: nós, por acaso ou destino, somos agora o centro; dantes periferia colonial da então gigantesca metrópole portuguesa.
As apostas estão sendo feitas, a rodo.
Esperar pensando o futuro, seria hora de dizermos ter havido enfim aterrissado por cá, por estas bandas insalubres esta “nave desgovernada”? Bom, o governo atual vê-se por cima. A estabilidade, quem diz-se mantida, é o grande propulsor das turbinas onde voamos entretidos com os reclames dos reality shows à toda hora.
De governados a governantes, o povo brasileiro tem razões para mostrar esperança? Inda que esta se veja maquiada, os moradores presenciando as trevas da intransigência quando dos projetos para a nação passam por educação, segurança e saúde?
Ninguém a nós dará de mão beijada o quanto queiramos, muito ou pouco. Mas sabemos que estamos sendo vigiados, a pergunta é: será a nossa hora de mostrar para o mundo do que somos capazes; ou, apenas seremos mais um rostinho bonito no horário nobre?
Pedro Costa
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terça-feira, 26 de novembro de 2013
As Noivas do Mensalão
Espremidos na pauta midiática do dia, acercamo-nos dos reclames sob os quais a decisão ministerial da Ação Penal 470, o processo do mensalão, julgara e executara ordem de prisão aos envolvidos no esquema de desvio de dinheiro público para partidos políticos.
Vemo-nos alavancados a torcer pela condenação à privação de liberdade deles, uma vez que tomamos por uma punição aceitável o recluso domiciliar concedido ao Genuíno – por um caso mais sério de saúde – ou, a gerência de hotel por quem passa José Dirceu agora como vínculo empregatício. Os petistas defendem a fuga de Pizzolato, do Banco do Brasil, para a Itália, onde não poderá ser julgado. Nada disso parece com um desfecho elementar, trivial de um inquérito comum; apenas ao legado do costume de que os poderosos sempre se safam das maiores maracutaias que cometem, está a opinião pública consternada com este circo – cadeia para todos, aí sim, uma cousa certa a se fazer não respeitando cargos ou poderio referente ao réu.
Prejudicados ficamos.
Se em cada nova admoestação, muito embora houvera a condenação, esperemos as penas a serem cumpridas este circo no qual tornou-se toda a grande patota de mesma medida, o que poderemos esperar para os futuros debandes de políticos que extraviam a si próprios para outro país; ou aos que acontecem de receber exorbitantes salários em tendo perdido seus direitos, e ainda, alegando problemas de saúde para aliviar a prisão?, senão vejamos: os petistas continuam no poder, a oposição está a ver navios mesmo após ter conseguido com a agremiação fossem penalizados seus opositores e uma vertente das manifestações das ruas, conformam o quadro finalizado sob um último golpe mais uma vez sobre o povo.
Vingaremos a passagem para uma cena improvável, a saber, que quem pratique um crime tenha por jugo sua pena correspondente; e não este cadafalso em que cada qual usa do poder para resfolegar ao quanto se possa por força de suas grinaldas – as noivas do mensalão deverão pagar com mais um casamento entre a infâmia e a falta de vontade política.
Pedro Costa
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Vemo-nos alavancados a torcer pela condenação à privação de liberdade deles, uma vez que tomamos por uma punição aceitável o recluso domiciliar concedido ao Genuíno – por um caso mais sério de saúde – ou, a gerência de hotel por quem passa José Dirceu agora como vínculo empregatício. Os petistas defendem a fuga de Pizzolato, do Banco do Brasil, para a Itália, onde não poderá ser julgado. Nada disso parece com um desfecho elementar, trivial de um inquérito comum; apenas ao legado do costume de que os poderosos sempre se safam das maiores maracutaias que cometem, está a opinião pública consternada com este circo – cadeia para todos, aí sim, uma cousa certa a se fazer não respeitando cargos ou poderio referente ao réu.
Prejudicados ficamos.
Se em cada nova admoestação, muito embora houvera a condenação, esperemos as penas a serem cumpridas este circo no qual tornou-se toda a grande patota de mesma medida, o que poderemos esperar para os futuros debandes de políticos que extraviam a si próprios para outro país; ou aos que acontecem de receber exorbitantes salários em tendo perdido seus direitos, e ainda, alegando problemas de saúde para aliviar a prisão?, senão vejamos: os petistas continuam no poder, a oposição está a ver navios mesmo após ter conseguido com a agremiação fossem penalizados seus opositores e uma vertente das manifestações das ruas, conformam o quadro finalizado sob um último golpe mais uma vez sobre o povo.
Vingaremos a passagem para uma cena improvável, a saber, que quem pratique um crime tenha por jugo sua pena correspondente; e não este cadafalso em que cada qual usa do poder para resfolegar ao quanto se possa por força de suas grinaldas – as noivas do mensalão deverão pagar com mais um casamento entre a infâmia e a falta de vontade política.
Pedro Costa
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quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Causos de um Brasil Formal
Talvez a mais significativa carta de alforria do Estado brasileiro tenha vindo, aos pastos do novo milênio, com a figura polêmica do então Presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa; um aluno do magistério da vida que galgou os mais altos degraus do judiciário e hoje encontra-se no comando do julgamento do processo do Mensalão.
Mesmo às controvérsias que existem relativas ao bom funcionamento do STF, a liderança preponderante do magistrado, argüindo seus colegas sobre as questões de ética e práxis política, ecoa nas porções mais abrangentes da grande mídia gerando ao redor de si uma aura de indiscutível decoro, honestidade e exemplo de trabalho.
Ao rigor dedicado ao caso, premeditadas as conseqüências de atos corruptores, cabe lembrar a versão dirigida a público por Barbosa, a de que os réus seriam passivos de condenação não importasse o cargo ocupado no poder; prensando a lei ao seu cumprimento, o ministro reacendera a chama da legalidade, cumprindo seu dever em sessões no judiciário, muito embora lentas, que efetivaram o toque da casa em fazer padecer por crimes cometidos, os políticos corruptos, bem como condenando-os.
Foge aqui, quem esteve sob corpo armado do Estado, saber das ilibações referenciadas dos agentes punitivos presentes na Constituição; de fato a promessa de cadeia para crimes de omissão ou participação direta no imbróglio, resta como uma pendência, por seu formato inédito dentro da comissão judiciária estatal, mas, se foram aplicados os valores constituintes, é verdade que em finalidade cumpriu-se um dever.
Joaquim Barbosa esteve à frente do processo durante todo o período no qual se deu; passando por votação inclusive dos embargos a quem estariam, por direito, submetidos os réus. Cada qual enveredado à pena consecutiva à gravidade de sua improbidade.
Hoje, com os condenados apresentando-se aos conchaves à justiça, o Brasil parece entender o que realmente aconteceu: por onde enxergou-se uma medida de impostura e arrogância – inda que numa visão inicial – à respeito do Ministro Barbosa, uma efetiva combinação de poder e coerência elevou a estima da ala governista para com os brasileiros comuns, agora tendo uma referência para quem os crimes de corrupção ativas serão, tendo como exemplo o caso do Mensalão, devidamente punidos.
Mesmo sob esta faceta à qual atribui-se ao brasileiro o caráter de ímprobo, há dentro do programa de governo (não apenas o atual, mas o processo por completo) previsão de uma nação, se não versada à glória, pelo menos direita em proceder de maneira em que seus cidadãos possam assistir satisfeitos a punição de atos como os que deram-se até aqui, remetidos a um recorte histórico específico.
Pedro Costa
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Mesmo às controvérsias que existem relativas ao bom funcionamento do STF, a liderança preponderante do magistrado, argüindo seus colegas sobre as questões de ética e práxis política, ecoa nas porções mais abrangentes da grande mídia gerando ao redor de si uma aura de indiscutível decoro, honestidade e exemplo de trabalho.
Ao rigor dedicado ao caso, premeditadas as conseqüências de atos corruptores, cabe lembrar a versão dirigida a público por Barbosa, a de que os réus seriam passivos de condenação não importasse o cargo ocupado no poder; prensando a lei ao seu cumprimento, o ministro reacendera a chama da legalidade, cumprindo seu dever em sessões no judiciário, muito embora lentas, que efetivaram o toque da casa em fazer padecer por crimes cometidos, os políticos corruptos, bem como condenando-os.
Foge aqui, quem esteve sob corpo armado do Estado, saber das ilibações referenciadas dos agentes punitivos presentes na Constituição; de fato a promessa de cadeia para crimes de omissão ou participação direta no imbróglio, resta como uma pendência, por seu formato inédito dentro da comissão judiciária estatal, mas, se foram aplicados os valores constituintes, é verdade que em finalidade cumpriu-se um dever.
Joaquim Barbosa esteve à frente do processo durante todo o período no qual se deu; passando por votação inclusive dos embargos a quem estariam, por direito, submetidos os réus. Cada qual enveredado à pena consecutiva à gravidade de sua improbidade.
Hoje, com os condenados apresentando-se aos conchaves à justiça, o Brasil parece entender o que realmente aconteceu: por onde enxergou-se uma medida de impostura e arrogância – inda que numa visão inicial – à respeito do Ministro Barbosa, uma efetiva combinação de poder e coerência elevou a estima da ala governista para com os brasileiros comuns, agora tendo uma referência para quem os crimes de corrupção ativas serão, tendo como exemplo o caso do Mensalão, devidamente punidos.
Mesmo sob esta faceta à qual atribui-se ao brasileiro o caráter de ímprobo, há dentro do programa de governo (não apenas o atual, mas o processo por completo) previsão de uma nação, se não versada à glória, pelo menos direita em proceder de maneira em que seus cidadãos possam assistir satisfeitos a punição de atos como os que deram-se até aqui, remetidos a um recorte histórico específico.
Pedro Costa
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terça-feira, 19 de novembro de 2013
Mensalão
O desejo do brasileiro por uma justiça com finalidade para com seus preceitos éticos pôde ser reparado aos últimos acordes do caso emblemático de corrupção apelidado “Mensalão”. Se não um imbróglio de onde políticos e empresários alamaçados em suas características sob as quais enveredam as práticas de governabilidade tomadas como referência para a auscultação de seu caráter, onde a punição por seus atos sem decoro ocorreu efetivamente; uma demonstração de que a postura dos magistrados deve haver passado por uma relutância enquanto serviço permissivo para desembocar em um processo meticuloso ainda achem os populares que as penalidades deveriam ser mais rígidas muito embora toda a extensão dos fatos resguardados neste julgamento aparecem quais medidas que há muito não viam-se na possibilidade de serem executadas; as penas variando a cada réu como proveu a corte sumária.
Sob a toga dos magistrados, a patota de réus, enubladas as suas direções em partidos e lugares no poder, sofreu as conseqüências diretas e indiretas de levar a jugo a opinião pública pela qual permanecem vigiados com os espaços servidos da mídia por onde a população teve acesso ao veredicto final e condenação dos políticos corruptos. Em acreditar-se pôr a casta desonesta na cadeia, hoje vemos os reboques de um Brasil mais constitutivo de leis em aplicação. Cabendo ao prognóstico desta acareação medir práticas ímprobas e suas ações para julgá-las e aos seus artífices, feito pouco ou nada fora anteriormente observado – a lição dada aos primeiros presos por corrupção no Estado brasileiro desde tempos imemoriáveis bem como a aplicação das penas, não oculta uma vontade do povo brasileiro de ter por limite os desgovernos da política domesticados pela ordem e o progresso por quem passam os ativos em legislatura, dada, principalmente, à visibilidade do inquérito que perpassou a atenção do público num processo lento, porém de alguma eficácia.
Pedro Costa
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Sob a toga dos magistrados, a patota de réus, enubladas as suas direções em partidos e lugares no poder, sofreu as conseqüências diretas e indiretas de levar a jugo a opinião pública pela qual permanecem vigiados com os espaços servidos da mídia por onde a população teve acesso ao veredicto final e condenação dos políticos corruptos. Em acreditar-se pôr a casta desonesta na cadeia, hoje vemos os reboques de um Brasil mais constitutivo de leis em aplicação. Cabendo ao prognóstico desta acareação medir práticas ímprobas e suas ações para julgá-las e aos seus artífices, feito pouco ou nada fora anteriormente observado – a lição dada aos primeiros presos por corrupção no Estado brasileiro desde tempos imemoriáveis bem como a aplicação das penas, não oculta uma vontade do povo brasileiro de ter por limite os desgovernos da política domesticados pela ordem e o progresso por quem passam os ativos em legislatura, dada, principalmente, à visibilidade do inquérito que perpassou a atenção do público num processo lento, porém de alguma eficácia.
Pedro Costa
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terça-feira, 5 de novembro de 2013
Percalços de um Novo Norte para a Política Nacional
Enveredou-se o fazer político como há muito não se via por sítios revelados dantes desconhecidos e se tratando de horizontes a nau brasileira aportada em porto seguro agora lança-se em uma nova aventura pelos mares da mudança, hoje uma constante dinâmica onde os passageiros desta embarcação, o povo brasileiro, é guiado sem bússola pelas intempestivas águas a desembocarem nas próximas eleições em 2014.
O fato consumado, a saber, a desportos o incognoscível, vive de especulação sobre os rumos que, à insurgência de bastantes partidos, assume a face da velha burocracia de parecer ao cidadão o voto um tiro de canhão no escuro; há aí prática a qual revelou-se preocupante de estagnar o processo eleitoral, o eleitor na simples desfunção em omitir-se à prática democrática do voto, nas últimas apostas a roleta aprazida ao zero da banca, por quê no entanto nada ganhara a política “banqueira”, com a intenção provocativa que o duplo sentido invoca, um volume grande de eleitores visaram a nulidade de sua escolha, e, se preferível for, abandonara de vez o barco pois que descrédito fora dado aos populares de direito ditos seus representantes, provocando tensão nas ciências políticas em assistirem da proa os marinheiros jogando-se ao mar.
A elevada quota de partidos, mesmo como a também grande paritarização dos ministérios, aponta para um aparente desgoverno na instância pré-eleita dos metrificados hangares que seguram as velas partidárias, em se não atuando para um processo ideológico, revertendo o curso na mancha oceânica do fisiologismo. Por quantas despatriações perde-se de vista no descontrole do leme governamental a função do Estado, e, com os motins dos revoltosos “Black Blocks”, o capitão frige em medo de não conseguir guiar para a terra, acionando nos poderes medidas emergenciais, as quais desempregadas no lamento da tripulação ao ver de longe as caudalosas ondas da política externa, apenas servem para manter o curso, muito embora não saiba-se por onde irá parar.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade do Ceará
O fato consumado, a saber, a desportos o incognoscível, vive de especulação sobre os rumos que, à insurgência de bastantes partidos, assume a face da velha burocracia de parecer ao cidadão o voto um tiro de canhão no escuro; há aí prática a qual revelou-se preocupante de estagnar o processo eleitoral, o eleitor na simples desfunção em omitir-se à prática democrática do voto, nas últimas apostas a roleta aprazida ao zero da banca, por quê no entanto nada ganhara a política “banqueira”, com a intenção provocativa que o duplo sentido invoca, um volume grande de eleitores visaram a nulidade de sua escolha, e, se preferível for, abandonara de vez o barco pois que descrédito fora dado aos populares de direito ditos seus representantes, provocando tensão nas ciências políticas em assistirem da proa os marinheiros jogando-se ao mar.
A elevada quota de partidos, mesmo como a também grande paritarização dos ministérios, aponta para um aparente desgoverno na instância pré-eleita dos metrificados hangares que seguram as velas partidárias, em se não atuando para um processo ideológico, revertendo o curso na mancha oceânica do fisiologismo. Por quantas despatriações perde-se de vista no descontrole do leme governamental a função do Estado, e, com os motins dos revoltosos “Black Blocks”, o capitão frige em medo de não conseguir guiar para a terra, acionando nos poderes medidas emergenciais, as quais desempregadas no lamento da tripulação ao ver de longe as caudalosas ondas da política externa, apenas servem para manter o curso, muito embora não saiba-se por onde irá parar.
Pedro Costa
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quarta-feira, 23 de outubro de 2013
De Leilões e Bordões
Apelidaram o leilão de Libra, onde fora protagonista a Petrobrás brasileira, de privatização.
Ora, se não fosse feito logo algo do grande negócio que sabemos ser a exploração da nova camada de óleo encontrada sob águas nacionais, em aí propor-se o governo a faze-lo, mesmo sob ótica elegista, seríamos os primeiros no mundo a desperdiçar uma boa chance de crescermos como país e nação; no primeiro caso, adindo capital para enfrentar a crise que assola o globo como disse a presidenta, “uma bala na agulha”; no segundo, resultado da divisão de royalties para educação e saúde.
Ao discurso – também elegista – a quem tomou-se por neoliberal a decisão que para Dilma fora histórica, há uma ponta de inveja: queriam eles os opositores serem os a flamejar a queima do combustível nas plataformas sob a égide de seu partido – isto, em tratando-se de PSDB, pois da parte dos socialistas e Marina Silva (a outra mão oposicionista) as conversações dão-se mais ao nível de crítica intelectual, abordando não o feito, mas a maneira como se fez.
De fato, o assunto poderia ser mais aberto à população, com mais conversa e menos pompa; acontece que o próximo ano é de eleições, e é claro, o petróleo do pré-sal que fora obra de descoberta ainda no governo Lula, é hoje o carro-forte da presidenta. Isso prova o quanto a estratégia petista fez valer não apenas um bordão de esperança mas uma pensada manipulação da reintegração do país consigo mesmo, e assim, o ano que vem promete.
Pedro Costa
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Ora, se não fosse feito logo algo do grande negócio que sabemos ser a exploração da nova camada de óleo encontrada sob águas nacionais, em aí propor-se o governo a faze-lo, mesmo sob ótica elegista, seríamos os primeiros no mundo a desperdiçar uma boa chance de crescermos como país e nação; no primeiro caso, adindo capital para enfrentar a crise que assola o globo como disse a presidenta, “uma bala na agulha”; no segundo, resultado da divisão de royalties para educação e saúde.
Ao discurso – também elegista – a quem tomou-se por neoliberal a decisão que para Dilma fora histórica, há uma ponta de inveja: queriam eles os opositores serem os a flamejar a queima do combustível nas plataformas sob a égide de seu partido – isto, em tratando-se de PSDB, pois da parte dos socialistas e Marina Silva (a outra mão oposicionista) as conversações dão-se mais ao nível de crítica intelectual, abordando não o feito, mas a maneira como se fez.
De fato, o assunto poderia ser mais aberto à população, com mais conversa e menos pompa; acontece que o próximo ano é de eleições, e é claro, o petróleo do pré-sal que fora obra de descoberta ainda no governo Lula, é hoje o carro-forte da presidenta. Isso prova o quanto a estratégia petista fez valer não apenas um bordão de esperança mas uma pensada manipulação da reintegração do país consigo mesmo, e assim, o ano que vem promete.
Pedro Costa
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terça-feira, 15 de outubro de 2013
Outubro Rosa
Por quanto tempo doenças relacionadas ao câncer são causa de morte por toda a extensão onde o ser humano sofre com esta mácula de forma tão cruel e causam medo a todos pois que edema da saúde em termos gerais.
O câncer de mama, principal assassino no quadro de tumores nas mulheres, ganhou há vinte anos uma data de combate comemorativa, o Outubro Rosa, onde a participação da sociedade envolvida com a doença e sua prevenção, repercute as vozes das principais vítimas potenciais, o sexo feminino. A abrangência da medida segue nas campanhas que se espalham por todas as áreas da comunidade.
As medidas cautelares são explicitadas por meio de propaganda e a informação vagueia livre para a população fique sabendo o que fazer para prevenir o câncer o qual deve ter o diagnóstico o mais cedo para possa ser curado.
A ação passa pelo governo, instituída na área de saúde, política a cobrir a data de memória contra o câncer de mama, promovendo exames de mamografia e orientando a população para a realidade da doença.
Instituiu-se no dia dois de Outubro data de combate mundial e, no país como por vários lugares espalhados no globo, não são só as mulheres, mas a sociedade que combate o cenário de morte e lança um olhar esperançoso para as futuras gerações no sentido de manter acesa a luz de que a saúde pública e geral pode e deve ser proposta como fundamento no pilar medicinal dentro do contexto em que vivemos.
Pedro Costa
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O câncer de mama, principal assassino no quadro de tumores nas mulheres, ganhou há vinte anos uma data de combate comemorativa, o Outubro Rosa, onde a participação da sociedade envolvida com a doença e sua prevenção, repercute as vozes das principais vítimas potenciais, o sexo feminino. A abrangência da medida segue nas campanhas que se espalham por todas as áreas da comunidade.
As medidas cautelares são explicitadas por meio de propaganda e a informação vagueia livre para a população fique sabendo o que fazer para prevenir o câncer o qual deve ter o diagnóstico o mais cedo para possa ser curado.
A ação passa pelo governo, instituída na área de saúde, política a cobrir a data de memória contra o câncer de mama, promovendo exames de mamografia e orientando a população para a realidade da doença.
Instituiu-se no dia dois de Outubro data de combate mundial e, no país como por vários lugares espalhados no globo, não são só as mulheres, mas a sociedade que combate o cenário de morte e lança um olhar esperançoso para as futuras gerações no sentido de manter acesa a luz de que a saúde pública e geral pode e deve ser proposta como fundamento no pilar medicinal dentro do contexto em que vivemos.
Pedro Costa
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segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Concepções
Confirmando as previsões, desde o estouro das manifestações recorrentes de um movimento massivo global a criar raízes, e florescer por aqui também, de que o quadro eleitoreiro de 2014 assim como as posições tomadas no meio relativas à configuração defratada deste reflexo da situação social, iriam desabrochar em um movimento errático quando em se tratando de migrações partidárias, teremos daqui em diante, aleatório à promulgação da política regrada de quem muito viveu-se pós-democracia, o caos das organizações de poder enveredado pelos descaminhos tomados em decisão parcial pelos indivíduos, não só políticos, mas cada um que se encontra envolvido com a pluralidade da ocasião.
Os suspiros de liberdade oriundos da nossa “primavera” e a exponenciar as insatisfações do brasileiro com o status quo vêm tomando espaço no cotidiano até dos mais simples, aqueles à quem a vida vem aguerrida de pequenas tarefas, exercícios diários os quais de labuta os servem ao bom sono ao fim do dia; os destemperos da casta privada em que tornou-se o nosso conclave e encontram barreiras reais nos despropósitos dos mandatários ainda sejam legítimas formas de se expressar enquanto cidadãos e também por isso devendo contingenciar as decisões dos poderosos como – com alguma relutância – estes vêm sendo obrigados a fazer, o que observa-se inda pontuais e opacas.
Resistência.
Talvez a palavra da hora seja essa. Ninguém enquanto sociedade participativa agüentaria ao ponto no qual acercam-se as batalhas rueiras as injustiças e a inabilidade dos governantes de resolvê-las. Há por definição certos grupos radicais que, revoltosos, prestam o papel a quem coube a grande mídia chamar de “vândalos”; nem iremos entrar às conjecturas daí reminiscentes, porque pouco importa se são uns poucos; infiltrações conspiratórias ou elementos de classe tendo por única vazão de sua insatisfação - compreensível até – a prática violenta. Devemos, por outra óptica, lançar sobre esta colcha de retalhos um olhar solúvel, no sentido primeiro de adquirir solução, rememorar no passado a opção certa conquistada na luta (mesmo a armada) e, aprender com o que deu errado.
Toda a nação está envolvida, querendo ou não, nesta distensão histórica das tendências abusivas das práticas de poder. A visão do político, bem como a do cidadão, hoje, nada pode contra a insuflação das massas, a não ser partir para o campo da prática, erigir novas lideranças, ouvir as reclamações e, por fim, entabelar ao plano de governo que lhes toma o tempo em viagens para o exterior ou manipulações financeiras corruptas, à procura de um entendimento maior da situação para daí nasçam novos processos de cura para uma crise sistemática gritante a qual não converge de um erro do passado mas de uma ferida no presente que teima em sangrar.
As concepções futuras, virão a provar – ou não – a nossa capacidade de entender a humanidade.
Pedro Costa
Publiciário pela Universidade Federal do Ceará
Os suspiros de liberdade oriundos da nossa “primavera” e a exponenciar as insatisfações do brasileiro com o status quo vêm tomando espaço no cotidiano até dos mais simples, aqueles à quem a vida vem aguerrida de pequenas tarefas, exercícios diários os quais de labuta os servem ao bom sono ao fim do dia; os destemperos da casta privada em que tornou-se o nosso conclave e encontram barreiras reais nos despropósitos dos mandatários ainda sejam legítimas formas de se expressar enquanto cidadãos e também por isso devendo contingenciar as decisões dos poderosos como – com alguma relutância – estes vêm sendo obrigados a fazer, o que observa-se inda pontuais e opacas.
Resistência.
Talvez a palavra da hora seja essa. Ninguém enquanto sociedade participativa agüentaria ao ponto no qual acercam-se as batalhas rueiras as injustiças e a inabilidade dos governantes de resolvê-las. Há por definição certos grupos radicais que, revoltosos, prestam o papel a quem coube a grande mídia chamar de “vândalos”; nem iremos entrar às conjecturas daí reminiscentes, porque pouco importa se são uns poucos; infiltrações conspiratórias ou elementos de classe tendo por única vazão de sua insatisfação - compreensível até – a prática violenta. Devemos, por outra óptica, lançar sobre esta colcha de retalhos um olhar solúvel, no sentido primeiro de adquirir solução, rememorar no passado a opção certa conquistada na luta (mesmo a armada) e, aprender com o que deu errado.
Toda a nação está envolvida, querendo ou não, nesta distensão histórica das tendências abusivas das práticas de poder. A visão do político, bem como a do cidadão, hoje, nada pode contra a insuflação das massas, a não ser partir para o campo da prática, erigir novas lideranças, ouvir as reclamações e, por fim, entabelar ao plano de governo que lhes toma o tempo em viagens para o exterior ou manipulações financeiras corruptas, à procura de um entendimento maior da situação para daí nasçam novos processos de cura para uma crise sistemática gritante a qual não converge de um erro do passado mas de uma ferida no presente que teima em sangrar.
As concepções futuras, virão a provar – ou não – a nossa capacidade de entender a humanidade.
Pedro Costa
Publiciário pela Universidade Federal do Ceará
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Ex-Partidarismos
Reconfigura-se o sistema, a nível de informática, quando este apresenta algum “bug”; em outras palavras, uma falha apodera-se de sua configuração default e pede por uma correção para que aquele possa voltar à sua funcionalidade normal. Em termos de Brasil, a política tem-se mostrado semelhante a um softer que precisa de reparos, o antigo partidarismo, o qual acompanhara o sistema da fundação do Império à República, desvaneceu-se como poeira; apresentam-se os partidos hoje quais entidades extra-individuais e potencializam o político como um super-homem.
Uma leitura das contingências atuais no Brasil, demonstram justo esta defasagem, alianças surgindo e apagando-se como por troca de opiniões de seus partícipes e a adequação de cada sigla ao seu semelhante partidário; vinculando-se massas politiqueiras a um mesmo bloco e espargindo do cenário as antigas ideologias. É o que acontece hoje com PSB, partido surgido de 60 anos para cá e agora principal vitrina para a classe média, esta sempre buscando seu reflexo nas castas e, por algum otimismo, ainda demandando valor às velhas exceções fugidias de alguns nomes para quem sua representatividade ainda gera algum interesse ético e moral, inda saboreada a um novo prisma, desde quando a posse de um metalúrgico ao poder referendou a mesma classe à importância jamais tida por ela antes. Mas Lula, a quem refiro-me tacitamente, é do PT; um partido a respirar hoje ar de poderosos, responder por calúnias corruptivas e desenaltecer em uma rasa modelagem a, aos poucos, apagar-se nos seus já mais de 10 anos de governo.
E, agora, mais ainda o PT de Lula e da então presidenta Dilma Roussef, já aponta para a desinência socialista como uma ameaça a seu patronato. Com a escolha feita por Marina Silva – principal adversária estatística dos petistas – pelo socialismo de Eduardo Campos, neto do brilhante Miguel Arraes, e pré-candidato à República. A soma das forças alterou de fato o quadro para as eleições próximas, tendo Silva que alterar do conforto que seria seu partido mais novo, a Rede, para o campo de batalhas, alterando forças com Campos. Isto significa guerra. À população um espetáculo debordiano a aguarda e as conferências midiáticas, a partir do presente momento, deverão dar o tom dos alardes dia-a-dia.
Suplantado, o outro candidato à presidência, o peesedebista Aécio Neves, neto do não menos solene Tancredo, prova no amargor da despolarização política a esperança de passar para o segundo turno e contar com o apoio da aliança contra o governo situacionista. Mas isso já é outra história. De antemão, deveria melhorar o seu relacionamento com seus co-partidários; o PSDB encontra-se realmente enovelado, para dizer o mínimo. De qualquer forma, a mudança (não em parte mas em todo) finalmente veio à tona; a cargo de quem vai ficar a escolha do futuro, espera-se do eleitor visão e segurança para, numa precipitação sem tamanho, não acabar por levar-nos a nós todos à bancarrota.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
Uma leitura das contingências atuais no Brasil, demonstram justo esta defasagem, alianças surgindo e apagando-se como por troca de opiniões de seus partícipes e a adequação de cada sigla ao seu semelhante partidário; vinculando-se massas politiqueiras a um mesmo bloco e espargindo do cenário as antigas ideologias. É o que acontece hoje com PSB, partido surgido de 60 anos para cá e agora principal vitrina para a classe média, esta sempre buscando seu reflexo nas castas e, por algum otimismo, ainda demandando valor às velhas exceções fugidias de alguns nomes para quem sua representatividade ainda gera algum interesse ético e moral, inda saboreada a um novo prisma, desde quando a posse de um metalúrgico ao poder referendou a mesma classe à importância jamais tida por ela antes. Mas Lula, a quem refiro-me tacitamente, é do PT; um partido a respirar hoje ar de poderosos, responder por calúnias corruptivas e desenaltecer em uma rasa modelagem a, aos poucos, apagar-se nos seus já mais de 10 anos de governo.
E, agora, mais ainda o PT de Lula e da então presidenta Dilma Roussef, já aponta para a desinência socialista como uma ameaça a seu patronato. Com a escolha feita por Marina Silva – principal adversária estatística dos petistas – pelo socialismo de Eduardo Campos, neto do brilhante Miguel Arraes, e pré-candidato à República. A soma das forças alterou de fato o quadro para as eleições próximas, tendo Silva que alterar do conforto que seria seu partido mais novo, a Rede, para o campo de batalhas, alterando forças com Campos. Isto significa guerra. À população um espetáculo debordiano a aguarda e as conferências midiáticas, a partir do presente momento, deverão dar o tom dos alardes dia-a-dia.
Suplantado, o outro candidato à presidência, o peesedebista Aécio Neves, neto do não menos solene Tancredo, prova no amargor da despolarização política a esperança de passar para o segundo turno e contar com o apoio da aliança contra o governo situacionista. Mas isso já é outra história. De antemão, deveria melhorar o seu relacionamento com seus co-partidários; o PSDB encontra-se realmente enovelado, para dizer o mínimo. De qualquer forma, a mudança (não em parte mas em todo) finalmente veio à tona; a cargo de quem vai ficar a escolha do futuro, espera-se do eleitor visão e segurança para, numa precipitação sem tamanho, não acabar por levar-nos a nós todos à bancarrota.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Encadeamentos
Surgem em meio às agremiações partidárias, nas cotas eleitoreiras e sob os acordes de uma nova política, as previsões para o cenário político-eleitoreiro de 2014.
Os evidentes pré-candidatos, nutridos à base de uma fermentação de egos inextrincável, aos encadeamentos dos seus mandatos e ao dos cargos pretendidos, enumeram-se às siglas, amontoando alguns partidos e esvaziando outros; como ainda, inaugurando novas alas da política independente na qual o viés do novo milênio aponta para um futuro incognoscível.
Políticos, agora tidos como “entidades”, reverberam farpas aos seus inimigos e resguardam aos aliados adjetivos suspeitos.
À corte, os mandantes; ao pleito, as devassas.
No continuum onde apresentam-se propostas – tendo sido a mais evidente, a de mudança – que acentuam no modo de fazer política um tônus avantajado de arrogante despeito; há falta de decoro. Por menos que se espere uma reviravolta nos rumos ao quadro dominante do ano próximo, é verdade que surgem novíssimas expressões de ideologias dormidas há tempos; agora a despertarem nos cidadãos vontade de ir às ruas por não mais aceitarem as condições propostas por seus governantes.
Neste clima de “ninguém é de ninguém”, algumas parcas exceções enumeram um pontificado desnutrido ante uma vazão mínima de seus apoiadores, a falácia reina nos media e a ética clama como jamais clamou. Seguros, esperdícios das contendas que os referiram os representantes do povo, nossos políticos adentram o imbróglio globalizante numa barca furada. A população cava a cova deles, na face mascarada do vandalismo e o impróprio advindo reina uma incógnita.
Suplantada advertência, o clamor das próximas eleições promete uma farsa inédita para o populacho, a ser vista sob um otimismo desfundado e carente de evasão. Extrínsecas fórmulas de governo extintas, pede a celeuma a prioridade ao menor – o cidadão minimalista ascende ao poder.
Por cada notícia impressa, a necessidade de governar, assumida a todas as camadas da sociedade, é então a nota de rodapé que a imprensa esqueceu de inscrever.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
Os evidentes pré-candidatos, nutridos à base de uma fermentação de egos inextrincável, aos encadeamentos dos seus mandatos e ao dos cargos pretendidos, enumeram-se às siglas, amontoando alguns partidos e esvaziando outros; como ainda, inaugurando novas alas da política independente na qual o viés do novo milênio aponta para um futuro incognoscível.
Políticos, agora tidos como “entidades”, reverberam farpas aos seus inimigos e resguardam aos aliados adjetivos suspeitos.
À corte, os mandantes; ao pleito, as devassas.
No continuum onde apresentam-se propostas – tendo sido a mais evidente, a de mudança – que acentuam no modo de fazer política um tônus avantajado de arrogante despeito; há falta de decoro. Por menos que se espere uma reviravolta nos rumos ao quadro dominante do ano próximo, é verdade que surgem novíssimas expressões de ideologias dormidas há tempos; agora a despertarem nos cidadãos vontade de ir às ruas por não mais aceitarem as condições propostas por seus governantes.
Neste clima de “ninguém é de ninguém”, algumas parcas exceções enumeram um pontificado desnutrido ante uma vazão mínima de seus apoiadores, a falácia reina nos media e a ética clama como jamais clamou. Seguros, esperdícios das contendas que os referiram os representantes do povo, nossos políticos adentram o imbróglio globalizante numa barca furada. A população cava a cova deles, na face mascarada do vandalismo e o impróprio advindo reina uma incógnita.
Suplantada advertência, o clamor das próximas eleições promete uma farsa inédita para o populacho, a ser vista sob um otimismo desfundado e carente de evasão. Extrínsecas fórmulas de governo extintas, pede a celeuma a prioridade ao menor – o cidadão minimalista ascende ao poder.
Por cada notícia impressa, a necessidade de governar, assumida a todas as camadas da sociedade, é então a nota de rodapé que a imprensa esqueceu de inscrever.
Pedro Costa
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quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Dilma reage e repudia os EUA
Após adiamento de viagem em visita ao presidente Barack Obama, aportou Dilma Roussef às paragens de Nova York para definir o imbróglio da espionagem americana, delatada por Edward Snowden, ex-agente da Agência de Segurança Nacional (NSA), gerado quando este revelou segredos sobre monitoramento do governo dos Estados Unidos das linhas telefônicas e redes ao redor do mundo.
Procurando por Obama para discutir, em particular, o assunto Dilma mostrou-se decepcionada com a disposição dele para um possível pedido de desculpas e retratamento pelo fato consumado. Abrindo a reunião Das Nações Unidas, a presidenta vociferou um discurso contundente, no qual foram abordados os preâmbulos de soberania nacional desnorteados na prática sob quem o maior cargo executivo planetário invadira a privacidade e ferira o decoro, perturbando as relações diplomáticas entre os dois países aliados.
O posicionamento de Dilma, contornou algo em aviltar para longe uma subcondição a que estaria defasado o Estado brasileiro, prendendo a atenção dos demais estados presentes representativamente por seus líderes à reunião. Usando de palavras fortes, para enfatizar repúdio ante a ação de espionagem, pode a presidenta ter angariado louros à imagem do Brasil no exterior, tendo deixado claro não estar nem um pouco satisfeita com o processo em andamento.
Para nós brasileiros, uma atitude no sentido da emancipação política, coloca a determinação em continuar crescendo que parte de uma vontade popular, advinda de Dilma em relação ao caso Edward Snowden, refresca no seio dos cidadãos um sentimento de estar sendo representado com dignidade pelos seus gestores.
Pedro Costa
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Procurando por Obama para discutir, em particular, o assunto Dilma mostrou-se decepcionada com a disposição dele para um possível pedido de desculpas e retratamento pelo fato consumado. Abrindo a reunião Das Nações Unidas, a presidenta vociferou um discurso contundente, no qual foram abordados os preâmbulos de soberania nacional desnorteados na prática sob quem o maior cargo executivo planetário invadira a privacidade e ferira o decoro, perturbando as relações diplomáticas entre os dois países aliados.
O posicionamento de Dilma, contornou algo em aviltar para longe uma subcondição a que estaria defasado o Estado brasileiro, prendendo a atenção dos demais estados presentes representativamente por seus líderes à reunião. Usando de palavras fortes, para enfatizar repúdio ante a ação de espionagem, pode a presidenta ter angariado louros à imagem do Brasil no exterior, tendo deixado claro não estar nem um pouco satisfeita com o processo em andamento.
Para nós brasileiros, uma atitude no sentido da emancipação política, coloca a determinação em continuar crescendo que parte de uma vontade popular, advinda de Dilma em relação ao caso Edward Snowden, refresca no seio dos cidadãos um sentimento de estar sendo representado com dignidade pelos seus gestores.
Pedro Costa
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terça-feira, 24 de setembro de 2013
O Empório PSB
Por dias, a pauta jornalística, segue os rumos do PSB.
Eduardo Campos, presidente da sigla, anunciou a saída do partido dos cargos ocupados no governo, e gerou um rebuliço geral nos bastidores; as especulações ocupando as páginas dos jornais, convites para o ingresso a agentes políticos de renome, decisões tomadas ao calor do momento provocaram turbulência à ponto de gerar comentários contrários e críticas.
De fato, a saída pessebista fora recebida como uma ação contemplativa para o consentimento de mais cargos aos partidários e, consequentemente, o crescimento no quando já fortalecido desde as últimas eleições.
As más línguas atribuem tal atitude a uma vontade de ganhar poder aliando-se à direita; e, a isso a mesma oposição deixa nublados os horizontes, no que as acusações partam principalmente do Partido dos Trabalhadores. Realmente, um afastamento da situação – inda resguardada – poderia confluir em um pacto entre PSDB e PSB, algo a naturalmente prosseguir da decisão, porém apenas verossimilhante enquanto nada absolutamente se faça no sentido de atrelar a si uma ideologia própria, a servir de base idealista para as futuras decisões daí advindas.
Por outro lado, as acareações promovidas por Campos e seus aliados – os Novais, da ala histórica – refletem ainda uma posição de progressividade na proporção de votos conseguida nas últimas eleições, e mais, a necessidade de um novo projeto político para o país, em uma palavra, o cumprimento destas atribulações deveria levar à política uma alternativa de governo além da polarização, aliás, uma marca histórica do levante brasileiro, que deve angariar forças para propor a mudança.
Pedro Costa
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Eduardo Campos, presidente da sigla, anunciou a saída do partido dos cargos ocupados no governo, e gerou um rebuliço geral nos bastidores; as especulações ocupando as páginas dos jornais, convites para o ingresso a agentes políticos de renome, decisões tomadas ao calor do momento provocaram turbulência à ponto de gerar comentários contrários e críticas.
De fato, a saída pessebista fora recebida como uma ação contemplativa para o consentimento de mais cargos aos partidários e, consequentemente, o crescimento no quando já fortalecido desde as últimas eleições.
As más línguas atribuem tal atitude a uma vontade de ganhar poder aliando-se à direita; e, a isso a mesma oposição deixa nublados os horizontes, no que as acusações partam principalmente do Partido dos Trabalhadores. Realmente, um afastamento da situação – inda resguardada – poderia confluir em um pacto entre PSDB e PSB, algo a naturalmente prosseguir da decisão, porém apenas verossimilhante enquanto nada absolutamente se faça no sentido de atrelar a si uma ideologia própria, a servir de base idealista para as futuras decisões daí advindas.
Por outro lado, as acareações promovidas por Campos e seus aliados – os Novais, da ala histórica – refletem ainda uma posição de progressividade na proporção de votos conseguida nas últimas eleições, e mais, a necessidade de um novo projeto político para o país, em uma palavra, o cumprimento destas atribulações deveria levar à política uma alternativa de governo além da polarização, aliás, uma marca histórica do levante brasileiro, que deve angariar forças para propor a mudança.
Pedro Costa
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quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Entraves do PSB
Chega a um ponto crítico o imbróglio que envolve os partidos com candidatos ao páreo de 2014. As relações partidárias, parte delas em pleno andamento, mostram-se, por parte de seus representantes, em um fulgor representativo de antecipar o processo político, em vias de busca por partidos de representação política a angariar maiores chances na competição.
A aproximação do clã cidista com o governo encabeça a disparidade contra a candidatura do presidente do seu partido (PSB), Eduardo Campos; que promete lançar-se como candidato e romper com Dilma, sua mais forte concorrente. Em vias de fato, se os Ferreira Gomes decidirem da saída do PSB para manter a aliança com a presidenta, o isolamento a que estará exposto Campos deverá acarretar na busca por aliados entre mesmo os socialistas; tendo sido convidados os irmãos Novais, Sérgio e Eliane, para uma conversa a portas fechadas sobre o seu destino nas próximas eleições.
Chegado ao patamar em que encontra-se, o embate releva um fortalecimento da ala peessebista de quem a conquista de um lugar entre os grandes aflui quase como tendência natural; uma possível aliança com o PSDB de Aécio Neves tendo inclusive sido considerada, mas sem ter sido posta a termo ainda.
Expedir uma nota, após esse encontro, é o requerimento da populaça militante do PSB histórico, o qual depende de uma decisão que está em vias de ser tomada.
Sérgio Novais, o membro da executiva nacional do PSB, alegara há algum tempo, ainda, uma possível mudança para a Rede Sustentabilidade – partido de Marina Silva -, se não houvesse acordo com Campos.
Pedro Costa
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A aproximação do clã cidista com o governo encabeça a disparidade contra a candidatura do presidente do seu partido (PSB), Eduardo Campos; que promete lançar-se como candidato e romper com Dilma, sua mais forte concorrente. Em vias de fato, se os Ferreira Gomes decidirem da saída do PSB para manter a aliança com a presidenta, o isolamento a que estará exposto Campos deverá acarretar na busca por aliados entre mesmo os socialistas; tendo sido convidados os irmãos Novais, Sérgio e Eliane, para uma conversa a portas fechadas sobre o seu destino nas próximas eleições.
Chegado ao patamar em que encontra-se, o embate releva um fortalecimento da ala peessebista de quem a conquista de um lugar entre os grandes aflui quase como tendência natural; uma possível aliança com o PSDB de Aécio Neves tendo inclusive sido considerada, mas sem ter sido posta a termo ainda.
Expedir uma nota, após esse encontro, é o requerimento da populaça militante do PSB histórico, o qual depende de uma decisão que está em vias de ser tomada.
Sérgio Novais, o membro da executiva nacional do PSB, alegara há algum tempo, ainda, uma possível mudança para a Rede Sustentabilidade – partido de Marina Silva -, se não houvesse acordo com Campos.
Pedro Costa
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terça-feira, 10 de setembro de 2013
Transparência do Voto
Reticente quando secreto, o voto deixa de transmitir poder à população na medida de se mostrar necessário saber, no decorrer das votações, o posicionamento dos legisladores feitores das leis.
Quando abrevia-se o jugo de projetos à prática que protege quem opta por uma absolvição de algures em trâmite dentro do processo político, mister faz-se saber de quem fora o posicionamento tomado relevante à questão imposta; o saber sobre os prós e os contras, importante para seja claro para o cidadão o caráter de escolha do parlamentar.
Evidente a consternação tomado por aberto o voto, assemelha-se a medida com um procedimento relativo a tomada de decisões concatenadas em levar a corrupção ao seu termo.
Pedro Costa
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Quando abrevia-se o jugo de projetos à prática que protege quem opta por uma absolvição de algures em trâmite dentro do processo político, mister faz-se saber de quem fora o posicionamento tomado relevante à questão imposta; o saber sobre os prós e os contras, importante para seja claro para o cidadão o caráter de escolha do parlamentar.
Evidente a consternação tomado por aberto o voto, assemelha-se a medida com um procedimento relativo a tomada de decisões concatenadas em levar a corrupção ao seu termo.
Pedro Costa
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terça-feira, 27 de agosto de 2013
Mais Médicos
Então que são vaiados os médicos do exterior recém-chegados para cumprimento de quadro, medida paliativa para o caos na saúde.
Aparentemente protesta-se contra a tomada dos lugares desses mesmos agentes brasileiros, afirma-se deverão locar-se os cubanos, chilenos, etc. no posto daqueles aqui presentes; mas, ora, de algum modo é necessário melhorar a qualidade médica do atendimento passando pelos permeios de um entrave do qual a população demanda aos governantes por um serviço qualitativo de melhor patamar. Estes mais afobados, espelham em palavras de ordem gritadas contra o contingente d’algures vindo qual fosse deles a medida, e, não do governo – aliás, a posição dos médicos de fora é mais de solidariedade; não estando eles fugidos de seus países (como poderia-se inferir erradamente no caso dos cubanos haja vista o regime castrista), não: apontam para o horizonte brasileiro com uma esperança de melhorar o atendimento, dar contornos profissionais às práticas de emergência, fundar um posto de saúde em pleno Brasil deficitário.
Portanto, pouco veemente, a manifestação contrária à vinda desses “doutores”, é um pudico meneio de uma vaidade arrastada, sem fundamento; haja que estarão por aqui, servidores de um meio onde o problema do qual padecemos cá, por lá, ser visto como uma entrega, um compromisso de maneira a estabelecerem por aqui o vínculo médico-paciente do qual tanto necessita-se, o médico familiar; a procura retomando agora sobre uma eminente profusão médica, um anteparo de quem se vê algo além de preparo; atuação profissional, semblante sério.
Alegados destemidos, vieram.
Encontram algumas barreiras quais a possibilidade de volta para seu país de origem caso falhem na prova, o idioma, e, a própria relutância do setor. Ver-se por um ângulo ingênuo, a guisa de informação, sua chegada como a solução para a precariedade da saúde no Brasil, embarreira com afirmá-los de todo desnecessários e contrários à atitude preventiva da qual faz parte o projeto do governo.
Abastecer os postos com os agentes, ainda não observadas algumas reivindicações importantes de classe, como a falta mesmo de trabalho pertinente não apenas quando se trata do profissional médico, mas alertando ainda às carências dos quadros dos demais profissionais da saúde, como enfermeiros, dentistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos; passa a temperar com gosto uma deficiência para abrir uma demanda empregatícia por outro lado: não pode-se excluir como objeto de análise a carência de vagas para estes agentes.
Mas, vá lá.
Concatena-se com isso tudo, que, no mais das cousas, uma medida concreta fora tomada. Raro entre muitos governos anteriores. Representante de uma decisão desta magnificência, a presidente responde pelos seus atos, conquistando o gosto de alguns, perdendo o de outros; mas, não aparenta ser um ato populista simplesmente a vinda dos médicos – menos que isso os governos anteriores sequer chegaram a tentar; portanto, é uma ação de prudência que sejam tomadas as lições aprendidas dos demais, dos dantes vindos, sabendo-se ainda não participar na ousadia uma temeridade, apenas uma vontade política sem propósito; e sim, uma medida que se não tomada poderia adiar o problema para um futuro não sabendo-se bem onde iria parar a situação emergencial da saúde.
Fez-se, logo, com o material que tinha-se em mãos aquilo que poderia ser feito, para o bem ou para o mal.
Pedro Costa
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Aparentemente protesta-se contra a tomada dos lugares desses mesmos agentes brasileiros, afirma-se deverão locar-se os cubanos, chilenos, etc. no posto daqueles aqui presentes; mas, ora, de algum modo é necessário melhorar a qualidade médica do atendimento passando pelos permeios de um entrave do qual a população demanda aos governantes por um serviço qualitativo de melhor patamar. Estes mais afobados, espelham em palavras de ordem gritadas contra o contingente d’algures vindo qual fosse deles a medida, e, não do governo – aliás, a posição dos médicos de fora é mais de solidariedade; não estando eles fugidos de seus países (como poderia-se inferir erradamente no caso dos cubanos haja vista o regime castrista), não: apontam para o horizonte brasileiro com uma esperança de melhorar o atendimento, dar contornos profissionais às práticas de emergência, fundar um posto de saúde em pleno Brasil deficitário.
Portanto, pouco veemente, a manifestação contrária à vinda desses “doutores”, é um pudico meneio de uma vaidade arrastada, sem fundamento; haja que estarão por aqui, servidores de um meio onde o problema do qual padecemos cá, por lá, ser visto como uma entrega, um compromisso de maneira a estabelecerem por aqui o vínculo médico-paciente do qual tanto necessita-se, o médico familiar; a procura retomando agora sobre uma eminente profusão médica, um anteparo de quem se vê algo além de preparo; atuação profissional, semblante sério.
Alegados destemidos, vieram.
Encontram algumas barreiras quais a possibilidade de volta para seu país de origem caso falhem na prova, o idioma, e, a própria relutância do setor. Ver-se por um ângulo ingênuo, a guisa de informação, sua chegada como a solução para a precariedade da saúde no Brasil, embarreira com afirmá-los de todo desnecessários e contrários à atitude preventiva da qual faz parte o projeto do governo.
Abastecer os postos com os agentes, ainda não observadas algumas reivindicações importantes de classe, como a falta mesmo de trabalho pertinente não apenas quando se trata do profissional médico, mas alertando ainda às carências dos quadros dos demais profissionais da saúde, como enfermeiros, dentistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos; passa a temperar com gosto uma deficiência para abrir uma demanda empregatícia por outro lado: não pode-se excluir como objeto de análise a carência de vagas para estes agentes.
Mas, vá lá.
Concatena-se com isso tudo, que, no mais das cousas, uma medida concreta fora tomada. Raro entre muitos governos anteriores. Representante de uma decisão desta magnificência, a presidente responde pelos seus atos, conquistando o gosto de alguns, perdendo o de outros; mas, não aparenta ser um ato populista simplesmente a vinda dos médicos – menos que isso os governos anteriores sequer chegaram a tentar; portanto, é uma ação de prudência que sejam tomadas as lições aprendidas dos demais, dos dantes vindos, sabendo-se ainda não participar na ousadia uma temeridade, apenas uma vontade política sem propósito; e sim, uma medida que se não tomada poderia adiar o problema para um futuro não sabendo-se bem onde iria parar a situação emergencial da saúde.
Fez-se, logo, com o material que tinha-se em mãos aquilo que poderia ser feito, para o bem ou para o mal.
Pedro Costa
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segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Diagnóstico da Saúde
Em mais uma audiência pública, na Assembleia Legislativa do Ceará, deu-se a discutir a maneira do mais recente projeto governamental sobre o veto relacionado à concessão de contingente de profissionais médicos para cumprir quadro, especialmente, nos largos do interior, onde a profusão popular procura políticas que abracem as necessidades primárias por saúde. Elemento fundamental de um espólio, o diagnóstico da saúde, no Brasil uma pendência e uma desrazão, dado a como são tratados os que buscam por atendimentos quais de emergência, tratamento ou processos cirúrgicos, assina por – ao mínimo – insuficiente; é bem verdade as prerrogativas para um desenvolvimento nos programas os quais preveem investimentos mais pesados na área, por muito negligenciados, se postos em pauta, deveriam resultar através da conquista de espaço nas agendas dos políticos, no melhoramento e pronto atendimento das demandas. No entanto, à falta de pessoal, beirando a total inadimplência das leis em vigor, não pede apenas uma revisão quantitativa; mas, o preenchimento por cargos não apenas de médicos, também, enfermeiros, dentistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, etc.
Retinir o problema com a contratação de muitos e não bons, parece ter um efeito placebo; a sensação de assegurada a categoria com um número absoluto maior de agentes para o sumo rendar-se à procura por melhores hospitais, e, consequentemente, de mais médicos por número de habitantes, leva a entender que o problema está sendo resolvido – se, quando volta-se à realidade, essa incumbência deletéria, apenas responda por contratação, aumento de pessoal mas não por uma melhora qualitativa no serviço, por sinal, “garantido” à população pelos impostos pagos religiosamente no fim de cada mês; os (des)casos são inúmeros: falta de leitos, gente morrendo na fila de espera por transplante, falta de organização para o atendimento emergencial, corredores entupidos de gente passando mal; precisando urgentemente de socorro, afora ainda o pouco preparo dos profissionais para atender. As peculiaridades do Sistema Único de Saúde, um órgão ímpar sob quem está a maior demanda, por (ter de) ser público e de qualidade, agoniza um morre não morre e não comporta o número de casos que deveria resolver, desde consultas até realização de operações, em certas ocasiões necessárias.
O mal estado em que anda a saúde no Brasil, decerto aponta a várias conclusões, parecendo a maior delas, mais uma vez residir em que não tratamos com respeito aquele que devia ser nosso ponto nevrálgico, em uma palavra, os populares de classe menos abastada, os mais requerentes aos planos públicos, gente humildade de quem apenas decerto procede reintegrar-se ao meio com a integridade física e moral respeitada, a classe indigente, os pobres e famintos, por quem os olhares dos políticos passam atravessados, sem terem conhecimento da carga nali prostrada de potencial e, que se ali depositada fosse a vontade maior do quanto não é discutido e debatido sob as lentes do quarto poder, o qual aliás só compete com a desesperança do povo anunciando uma ditadura da beleza quando a maioria morre doente, de fome e sede, pretenderíamos a saudável noção de nação – estipule-se um prazo para quem não tem nada mais a perder, para que venham às ruas, e daí trabalhe-se com base nesse dado para proceder de modo razoável; assim vistos sob esta óptica mesma, talvez teremos uma resposta.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
Retinir o problema com a contratação de muitos e não bons, parece ter um efeito placebo; a sensação de assegurada a categoria com um número absoluto maior de agentes para o sumo rendar-se à procura por melhores hospitais, e, consequentemente, de mais médicos por número de habitantes, leva a entender que o problema está sendo resolvido – se, quando volta-se à realidade, essa incumbência deletéria, apenas responda por contratação, aumento de pessoal mas não por uma melhora qualitativa no serviço, por sinal, “garantido” à população pelos impostos pagos religiosamente no fim de cada mês; os (des)casos são inúmeros: falta de leitos, gente morrendo na fila de espera por transplante, falta de organização para o atendimento emergencial, corredores entupidos de gente passando mal; precisando urgentemente de socorro, afora ainda o pouco preparo dos profissionais para atender. As peculiaridades do Sistema Único de Saúde, um órgão ímpar sob quem está a maior demanda, por (ter de) ser público e de qualidade, agoniza um morre não morre e não comporta o número de casos que deveria resolver, desde consultas até realização de operações, em certas ocasiões necessárias.
O mal estado em que anda a saúde no Brasil, decerto aponta a várias conclusões, parecendo a maior delas, mais uma vez residir em que não tratamos com respeito aquele que devia ser nosso ponto nevrálgico, em uma palavra, os populares de classe menos abastada, os mais requerentes aos planos públicos, gente humildade de quem apenas decerto procede reintegrar-se ao meio com a integridade física e moral respeitada, a classe indigente, os pobres e famintos, por quem os olhares dos políticos passam atravessados, sem terem conhecimento da carga nali prostrada de potencial e, que se ali depositada fosse a vontade maior do quanto não é discutido e debatido sob as lentes do quarto poder, o qual aliás só compete com a desesperança do povo anunciando uma ditadura da beleza quando a maioria morre doente, de fome e sede, pretenderíamos a saudável noção de nação – estipule-se um prazo para quem não tem nada mais a perder, para que venham às ruas, e daí trabalhe-se com base nesse dado para proceder de modo razoável; assim vistos sob esta óptica mesma, talvez teremos uma resposta.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Ave, médicos
Prospectos da saúde, o convite aos médicos do exterior para trabalhar no país, pelo plano de governo visando aumentar a qualidade do serviço frente aos índices deploráveis referentes ao quesito, e que alertam a população de quem parte a ideia geral de que a saúde no Brasil é precária e insuficiente para atender sua demanda, revela na necessidade de um maior contingente desses profissionais uma realidade decadente, a qual deve ser sujeitada ao programa para melhorar seus quadros.
No entanto, a medida tem provocado diferentes opiniões entre os brasileiros; os que mais apoiam o projeto são aqueles de menor formação, ao passo em que a casta mais arregimentada pelo – também defasado – sistema de ensino, enxerga a ação com severas críticas, opondo-se ao quanto o serviço deveria tratar-se de uma melhor formação dos agentes da saúde pública incidentes no país; como a lei vetada a partir da qual para medicar os médicos teriam de verificar sua competência ante dois anos de passagem pelo Sistema Único de Saúde, mas ainda assim, os números evidenciam que a classe menos abastada e de quem a preferência pelo partido dos trabalhadores é um fato consumado reagiu de bom grado à medida, pois que em tratando-se de saúde, um antígeno cautelar a curto prazo seria melhor do que uma extensão a longo prazo das políticas públicas voltadas para o ramo.
De certo, temos que já vale a monção; atribuindo aos membros do corpo médico do exterior que muitos já encontram-se aqui e procede a liquefação dos anseios por uma discussão maior a este respeito, ou seja, no sentido de mudança o sistema já foi modificado, as gerências do programa sendo aplicadas no modo no qual as tramitações vão-se desfazendo em atitudes concretas, e se observa já profissionais da área inseridos dentro dos limites da nação.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
No entanto, a medida tem provocado diferentes opiniões entre os brasileiros; os que mais apoiam o projeto são aqueles de menor formação, ao passo em que a casta mais arregimentada pelo – também defasado – sistema de ensino, enxerga a ação com severas críticas, opondo-se ao quanto o serviço deveria tratar-se de uma melhor formação dos agentes da saúde pública incidentes no país; como a lei vetada a partir da qual para medicar os médicos teriam de verificar sua competência ante dois anos de passagem pelo Sistema Único de Saúde, mas ainda assim, os números evidenciam que a classe menos abastada e de quem a preferência pelo partido dos trabalhadores é um fato consumado reagiu de bom grado à medida, pois que em tratando-se de saúde, um antígeno cautelar a curto prazo seria melhor do que uma extensão a longo prazo das políticas públicas voltadas para o ramo.
De certo, temos que já vale a monção; atribuindo aos membros do corpo médico do exterior que muitos já encontram-se aqui e procede a liquefação dos anseios por uma discussão maior a este respeito, ou seja, no sentido de mudança o sistema já foi modificado, as gerências do programa sendo aplicadas no modo no qual as tramitações vão-se desfazendo em atitudes concretas, e se observa já profissionais da área inseridos dentro dos limites da nação.
Pedro Costa
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sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Alerta Cocó
Reduz-se a pouco o mecanismo de segurança.
No lugar de servir ao povo, de efetivar-se como corpo da defesa pública, o contingente armado do Estado age em embate contra os manifestantes que acampam no Parque do Cocó, último recanto de verde em abundância ainda em Fortaleza; a contra-proposta dos revolucionários passou com o crivo de vários políticos, que por ali estiveram, a ganhar contornos de resistência com base concreta nos protestos realizados, os quais formam eco com os demais proliferando-se pelo país inteiro.
Ao observarmos a truculência como tem agido a polícia, no caso a militar – quem não teria por validação jurídica o poder de investir num ato de natureza contra um patrimônio federal -, servimo-nos da antiga e conhecida força do ato simbólico para transmitir aos governantes a insatisfação geral espalhada em focos, pontuando aqui e acolá, com pequenas mas marcantes vitórias; partindo do ponto de que é bastante importante um fato como o embargo da obra no Cocó.
Entre derrotas e vitórias, o aspecto de Revolução a respeito da elucidação das repercussões daquilo tido, inicialmente, como revolta simples de ser contida, têm nos mostrado com transparência que a indignação perante as maquinarias estatais que advertem por ditatoriais, fascistas e covardes; e, que agem em conluio com a corrupção e o desmando ferindo os direitos civis, mostra a capacidade que tem uma forma de poder de profanar a legislação com atos de natureza antiética.
Os reforços finalmente parecem ter chegado.
A política nossa de cada dia têm levado aos movimentos populares figuras de importância , pessoas públicas ajuntam-se às massas e emprestam ao manifesto sua carga de influência, a mídia, em parte, rende-se à crua verdade residente nos fatos, o quanto se oculta reverbera nas redes sociais ao ponto de todos (a menos que não queiram) se inteirarem; podendo assim abordar à sua maneira um modo de participar, seja pondo barracas entre as serras e as árvores, seja reivindicando nos bastidores das Casas do Povo; assembleias e câmaras.
Ganha o momento o contorno de revolucionário.
E o velho mote ainda vale, afinal: a luta continua.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
No lugar de servir ao povo, de efetivar-se como corpo da defesa pública, o contingente armado do Estado age em embate contra os manifestantes que acampam no Parque do Cocó, último recanto de verde em abundância ainda em Fortaleza; a contra-proposta dos revolucionários passou com o crivo de vários políticos, que por ali estiveram, a ganhar contornos de resistência com base concreta nos protestos realizados, os quais formam eco com os demais proliferando-se pelo país inteiro.
Ao observarmos a truculência como tem agido a polícia, no caso a militar – quem não teria por validação jurídica o poder de investir num ato de natureza contra um patrimônio federal -, servimo-nos da antiga e conhecida força do ato simbólico para transmitir aos governantes a insatisfação geral espalhada em focos, pontuando aqui e acolá, com pequenas mas marcantes vitórias; partindo do ponto de que é bastante importante um fato como o embargo da obra no Cocó.
Entre derrotas e vitórias, o aspecto de Revolução a respeito da elucidação das repercussões daquilo tido, inicialmente, como revolta simples de ser contida, têm nos mostrado com transparência que a indignação perante as maquinarias estatais que advertem por ditatoriais, fascistas e covardes; e, que agem em conluio com a corrupção e o desmando ferindo os direitos civis, mostra a capacidade que tem uma forma de poder de profanar a legislação com atos de natureza antiética.
Os reforços finalmente parecem ter chegado.
A política nossa de cada dia têm levado aos movimentos populares figuras de importância , pessoas públicas ajuntam-se às massas e emprestam ao manifesto sua carga de influência, a mídia, em parte, rende-se à crua verdade residente nos fatos, o quanto se oculta reverbera nas redes sociais ao ponto de todos (a menos que não queiram) se inteirarem; podendo assim abordar à sua maneira um modo de participar, seja pondo barracas entre as serras e as árvores, seja reivindicando nos bastidores das Casas do Povo; assembleias e câmaras.
Ganha o momento o contorno de revolucionário.
E o velho mote ainda vale, afinal: a luta continua.
Pedro Costa
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sexta-feira, 2 de agosto de 2013
A serviço divino, o Papa Francisco veio ao Brasil sob os acordes da Jornada Mundial da Juventude.
Nota-se logo de cara, um despredimento das noções ortodoxas experimentada em promessas de uma liderança religiosa à qual abrem-se como uma missão, para com os mais pobres; os fracos e os excluídos.
Algumas ações pontuais externaram, porquanto fossem delegadas a esculpir o rosto do Pontífice; uma altaneira revisão de seus antecessores, verdadeira prática da vocação que Francisco aparenta reter por princípio, e, qual pode-se verificar nas posições por quem fora assistido quando pediu abolissem-se alguns “obstáculos”, normalmente auferidos à face de um poder soberano, quais os mesmos o distanciaria dos fiéis; ardorosamente abismados com a sua proximidade do povo.
Experiente, e carismático, Francisco empresta na humildade dos seus discursos a proposição de uma existência mais branda e tolerante ante as diferenças, ainda que, reserve mais para si uma visão da qual a tradição é influente e reverente ao mesmo tempo; à conquista dos brasileiros atrelando missão de fé, com a destinação para a vida em unção com os dogmas da Igreja, muito embora, ele próprio reconheça ser um Papa das mudanças.
Pouco reticente, despediu-se pedindo que orem por ele, confiante e sadio.
A visita fora um claro episódio da participação, e de sua importância, da religião no meio social; seja frente a quaisquer adversidades; provocar a população cristã ao enleio com a sabedoria, talvez sendo o recado do qual registraram os povos do mundo, com a chegada de uma nova liderança.
Pedro Costa
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Nota-se logo de cara, um despredimento das noções ortodoxas experimentada em promessas de uma liderança religiosa à qual abrem-se como uma missão, para com os mais pobres; os fracos e os excluídos.
Algumas ações pontuais externaram, porquanto fossem delegadas a esculpir o rosto do Pontífice; uma altaneira revisão de seus antecessores, verdadeira prática da vocação que Francisco aparenta reter por princípio, e, qual pode-se verificar nas posições por quem fora assistido quando pediu abolissem-se alguns “obstáculos”, normalmente auferidos à face de um poder soberano, quais os mesmos o distanciaria dos fiéis; ardorosamente abismados com a sua proximidade do povo.
Experiente, e carismático, Francisco empresta na humildade dos seus discursos a proposição de uma existência mais branda e tolerante ante as diferenças, ainda que, reserve mais para si uma visão da qual a tradição é influente e reverente ao mesmo tempo; à conquista dos brasileiros atrelando missão de fé, com a destinação para a vida em unção com os dogmas da Igreja, muito embora, ele próprio reconheça ser um Papa das mudanças.
Pouco reticente, despediu-se pedindo que orem por ele, confiante e sadio.
A visita fora um claro episódio da participação, e de sua importância, da religião no meio social; seja frente a quaisquer adversidades; provocar a população cristã ao enleio com a sabedoria, talvez sendo o recado do qual registraram os povos do mundo, com a chegada de uma nova liderança.
Pedro Costa
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segunda-feira, 15 de julho de 2013
Entraves Econômicos
Cumprem agenda no governo os aumentos nas taxas inflacionárias, os altos índices da taxa de juros e a desvalorização da moeda.
Por quem esperou-se uma facilitação de empreendimentos os quais deveriam, à princípio, reduzir as cargas de taxas sobre os produtos e arregimentar o valor do salário para que se pudesse incorrer em uma maior disposição para com o consumo e , logo , também relativo a movimentação da economia; e, ainda, aliando-se ao baixo crescimento do PIB nacional e o crescimento econômico a montantes irrisórios, a expressa crise aproxima-se aos poucos do bolso dos brasileiros.
Soluções para tais problemas são pauta diária dos governantes, tendo o ministério da fazenda de ir constantemente à imprensa para explicar quais medidas estariam sendo tomadas, e, tranqüilizar a população.
Os reflexos deste momento político já começaram a ser sentidos um ano antes do processo eleitoral que tomará de conta do país, as propostas de pré-candidatos avolumando os clarins e a mídia digital.
Gerada pelas manifestações espalhadas por todo o país desde o mês de junho, a especulação financeira dá lugar a um cenário pessimista e amedrontador; o povo novamente vê-se contra a parede se o desenvolvimentismo não gera emprego e o valor salarial não presta ao pagamento das contas, a avolumarem-se.
Impresso ainda num anseio global, o emparedado sistema capitalista prova não deter, de uma por todas, a resolução da problemática que cria sistematicamente partindo de sua origem no liberalismo e avançando ao delírio capital que empreende a nova política neoliberal.
Respira-se, tratamento de classes como exemplo, um ar amofinado; o que quer dizer, que mesmo a miséria em vias de ser, se não pormenorizada, amenizada pelas políticas de envolvimento do governo com a sociedade, prática à qual vai desvinculado o assistencialismo comum dos anos predecessores da era PT, o Brasil ainda estar longe de ter quitadas suas dividas com a sociedade.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
Por quem esperou-se uma facilitação de empreendimentos os quais deveriam, à princípio, reduzir as cargas de taxas sobre os produtos e arregimentar o valor do salário para que se pudesse incorrer em uma maior disposição para com o consumo e , logo , também relativo a movimentação da economia; e, ainda, aliando-se ao baixo crescimento do PIB nacional e o crescimento econômico a montantes irrisórios, a expressa crise aproxima-se aos poucos do bolso dos brasileiros.
Soluções para tais problemas são pauta diária dos governantes, tendo o ministério da fazenda de ir constantemente à imprensa para explicar quais medidas estariam sendo tomadas, e, tranqüilizar a população.
Os reflexos deste momento político já começaram a ser sentidos um ano antes do processo eleitoral que tomará de conta do país, as propostas de pré-candidatos avolumando os clarins e a mídia digital.
Gerada pelas manifestações espalhadas por todo o país desde o mês de junho, a especulação financeira dá lugar a um cenário pessimista e amedrontador; o povo novamente vê-se contra a parede se o desenvolvimentismo não gera emprego e o valor salarial não presta ao pagamento das contas, a avolumarem-se.
Impresso ainda num anseio global, o emparedado sistema capitalista prova não deter, de uma por todas, a resolução da problemática que cria sistematicamente partindo de sua origem no liberalismo e avançando ao delírio capital que empreende a nova política neoliberal.
Respira-se, tratamento de classes como exemplo, um ar amofinado; o que quer dizer, que mesmo a miséria em vias de ser, se não pormenorizada, amenizada pelas políticas de envolvimento do governo com a sociedade, prática à qual vai desvinculado o assistencialismo comum dos anos predecessores da era PT, o Brasil ainda estar longe de ter quitadas suas dividas com a sociedade.
Pedro Costa
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quinta-feira, 11 de julho de 2013
Rumos do PSB
A ala histórica do PSB, sob o comando do coordenador e representante nacional do partido, Sergio Novais, irá realizar uma plenária na Câmara Municipal de Fortaleza, na sexta-feira 13/07/13, onde serão discutidos os rumos políticos da chamada esquerda socialista, arregimentada após o golpe ocorrido quando o PSB governamental derrubou o poderio de Novais e elegeu Karlos Kardoso para seu posto.
Terão, durante o evento, voz as novas propostas dos componentes da corte partidária histórica, estudadas sob a representação da deputada estadual Eliane Novais (PSB); além de erguidas algumas das bandeiras de defesa socialista, como o movimento LGBT, questões de gênero e juventude, sempre defendidos no decorrer dos acontecimentos desde quando o partido cingira, em meados de 2012.
Além disso, será defendida a criação do partido Rede Sustentabilidade, de autoria de Marina Silva, pré-candidata à presidência da república em 2014, atualmente sem partido. Ex-ministra do governo Lula, Marina já se candidatou nas últimas eleições ao cargo máximo do executivo, e, agora com o lançamento da Rede, aufere assinaturas para a legitimação da nova legenda.
O evento deverá prosseguir por todo o período da manhã e deverá contar com presença de ilustres convivas políticos dos Novais.
Pedro Costa
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Terão, durante o evento, voz as novas propostas dos componentes da corte partidária histórica, estudadas sob a representação da deputada estadual Eliane Novais (PSB); além de erguidas algumas das bandeiras de defesa socialista, como o movimento LGBT, questões de gênero e juventude, sempre defendidos no decorrer dos acontecimentos desde quando o partido cingira, em meados de 2012.
Além disso, será defendida a criação do partido Rede Sustentabilidade, de autoria de Marina Silva, pré-candidata à presidência da república em 2014, atualmente sem partido. Ex-ministra do governo Lula, Marina já se candidatou nas últimas eleições ao cargo máximo do executivo, e, agora com o lançamento da Rede, aufere assinaturas para a legitimação da nova legenda.
O evento deverá prosseguir por todo o período da manhã e deverá contar com presença de ilustres convivas políticos dos Novais.
Pedro Costa
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quarta-feira, 3 de julho de 2013
Quando a Questão Somos Nós
Existe, ao que penso, um meio para burlar as sabotagens do inconsciente as quais nos tornam vaga massa de manobra política.
Esta solução mora nas cátedras, nos meios de ensino e nas posições que tomamos enquanto seres pensantes em relação a eles. Através do diálogo, a luta contra uma sistematização secular da educação, esta quem nos mostra o quanto podemos ser arrogantes diante de um conhecimento do qual achamos ter o pertencimento mais daquilo necessário, quando vamos além e provamos a nós mesmos estarmos invertendo um valor estatizado, acabando por dar com os burros n’água. Insisto, no entanto, morar na cadeia que promove ao ensino um grau elevado de saber sobre o mundo, a saída para nossos problemas.
Se, cada um, no lugar de avantajar as qualidades as quais sabemos termos por pertença, sairmos da região de conforto e partirmos para o enfrentamento; daremos um passo na direção de uma utopia possível, com o perdão de contradizer-me de antemão, basicamente estivo, este mesmo saber é, ainda, altivo, logo para alcançarmo-lo tenhamos de partir de baixo, admitindo a nossa própria ignorância.
Claro, a delonga e parvoíce disso é bastante. Mas não desvalida o argumento.
Por que então não buscar nos meios a conclusão de serem estes os maiores facilitadores para ações com fins quaisquer que sejam? Por que não administrar nossa ignorância em sabendo participar dela o desejo de aprender? E, se assim for, por que a escuridão ainda nos mete tanto medo; o de sair para o debate desarmado, dando a cara a tapa e aprendendo com quem escutamos inda sejam eles os mesmos contra os quais argumentamos?
Enfim, a crise é um tempo de bravatas, e, a bravata maior é quando a questão somos nós mesmos – logo que nos pomos sobre a lente do jugo alheio, permitimos que nos devassem e violem no quanto temos de mais sagrado. Esse aceitamento é doloroso, porém, necessário. Para saibamos subjugar nossas verdades às de outros que, tal como nós, estão pondo-se à evidência, e mais, se é certo não sabermos a moral sobre que nos apoiamos valer para outrem, imagine sabermos pelo que age sobre nós o mesmo valor moral!
Saiamos dos quartos escuros de nossas consciências, enfrentemos o meio por mais adverso que seja e vençamos se pomos sobre a mesa a jogada final de uma partida que já tem um vencedor; coragem para apostar quando o momento é desfavorável, e, serenidade para assumir quando erramos e guardarmos a aposta para um fim mais necessário.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
Esta solução mora nas cátedras, nos meios de ensino e nas posições que tomamos enquanto seres pensantes em relação a eles. Através do diálogo, a luta contra uma sistematização secular da educação, esta quem nos mostra o quanto podemos ser arrogantes diante de um conhecimento do qual achamos ter o pertencimento mais daquilo necessário, quando vamos além e provamos a nós mesmos estarmos invertendo um valor estatizado, acabando por dar com os burros n’água. Insisto, no entanto, morar na cadeia que promove ao ensino um grau elevado de saber sobre o mundo, a saída para nossos problemas.
Se, cada um, no lugar de avantajar as qualidades as quais sabemos termos por pertença, sairmos da região de conforto e partirmos para o enfrentamento; daremos um passo na direção de uma utopia possível, com o perdão de contradizer-me de antemão, basicamente estivo, este mesmo saber é, ainda, altivo, logo para alcançarmo-lo tenhamos de partir de baixo, admitindo a nossa própria ignorância.
Claro, a delonga e parvoíce disso é bastante. Mas não desvalida o argumento.
Por que então não buscar nos meios a conclusão de serem estes os maiores facilitadores para ações com fins quaisquer que sejam? Por que não administrar nossa ignorância em sabendo participar dela o desejo de aprender? E, se assim for, por que a escuridão ainda nos mete tanto medo; o de sair para o debate desarmado, dando a cara a tapa e aprendendo com quem escutamos inda sejam eles os mesmos contra os quais argumentamos?
Enfim, a crise é um tempo de bravatas, e, a bravata maior é quando a questão somos nós mesmos – logo que nos pomos sobre a lente do jugo alheio, permitimos que nos devassem e violem no quanto temos de mais sagrado. Esse aceitamento é doloroso, porém, necessário. Para saibamos subjugar nossas verdades às de outros que, tal como nós, estão pondo-se à evidência, e mais, se é certo não sabermos a moral sobre que nos apoiamos valer para outrem, imagine sabermos pelo que age sobre nós o mesmo valor moral!
Saiamos dos quartos escuros de nossas consciências, enfrentemos o meio por mais adverso que seja e vençamos se pomos sobre a mesa a jogada final de uma partida que já tem um vencedor; coragem para apostar quando o momento é desfavorável, e, serenidade para assumir quando erramos e guardarmos a aposta para um fim mais necessário.
Pedro Costa
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sexta-feira, 21 de junho de 2013
De Volta ao Passado?
Entre a revolução e o pasto: estaríamos, com as manifestações eclodindo por todo o país, assistindo a um revival do que fora, nas décadas de ditadura, ou, mais recentemente, no movimento “Fora Collor”, onde protagonizam a juventude revoltosa e, ainda, os remanescentes da luta do processo de democratização e do impeachment?
A pergunta é pertinente porque, ao assistirmos noticiados na mídia, a movimentação das massas – amorfas ou não – que espalha nas ruas uma classe operária, urbana e financeiramente sustentável, é nos dado a ver também, com algum espanto, com que cara ficam os políticos; partindo do ponto de quando deu-se a reprimenda que serviu de estopim, ou seja, alguns factos erigidos aqui e acolá, mas os quais, se ajuntados numa única proposta – como as questões de gênero, étnicas, de segurança e saúde -, problemáticas seculares, deveriam servir de pretexto para as manifestações.
Infelizmente, não é bem por aí.
Pessoalmente, acredito que os protestos – embora legitimados pelo momento democrático que vivemos com o PT, há de se convir mesmo entre os mais exaltados – fogem em algo de sua origem, em uma palavra, o domínio global do movimento estendido a cada primavera que vivem alguns países (Turquia, Síria, Brasil, etc.) participa também à crise econômica vista na Europa; estes reclames indicam a escala na qual prostram-se os manifestantes para afirmar da luta ser mundial; globalizada e, portanto, de seu interesse.
É claro. Há bastante verdade nisso. Muito embora, observamos nos dias conseguintes às primeiras manifestações, um desânimo mesmo na efervescência popular. No lugar de metas, vemos rigidez em protestar, e isto leva os manifestantes a quase uma inopinada intumescência sem causa; haja vista os valores idealistas estarem bastante dispersos – quando não extintos -, o movimento sustenta seu princípio, no fato de que é um mister e nada mais, portanto devendo ser seguido cegamente e sem questionamentos.
Ora, mesmo internamente, para cada ponto de protesto de uma dita revolução, deve haver um contraponto para que haja um equilíbrio de forças: é dialético. Não obstante, não é o que vemos.
Daí, partimos para a conclusão. Reivindicar melhorias no sistema nunca deixou de ser uma saída para o problema principal que envolve a participação nas causas revolucionárias; protestar, muito menos. Agora, reivindicar para si o direito de manifesto por causas invisíveis, ou melhor, sem ser dada ao encargo dos manifestantes a necessária tessitura da emanação política; e, devendo esta ser a principal fonte das reivindicações, perde-se em qualidade num elitismo deveras explícito, por uma quantidade que, se eficiente apenas em parte, não cumpre com o objetivo de tornar realmente possível a mudança, o que somente ocorre ao fim de um plano logrado a médio e longo prazo, e, salvo aqui as questões macro onde residem as teorias conspiratórias, etc.
Logo, estarmos tão próximo e ao mesmo tempo tão longe de atingirmos nossos objetivos, nos põe na berlinda – mais uma vez. Não é com uma projeção de dimensões populistas que venceremos numa luta; não subiremos ao poder da noite para o dia, e ao que tudo indica, seguiremos com nossa vida ainda que estando nas ruas protestando, desvelando todo dia um novo motivo para reclamar; no lugar de estimularmos as instâncias menores, mais próximas e mais suscetíveis à ações incisivas, no lugar do cotidiano, na célula da sociedade – a família -, na igreja e nas comunidades; no meio artístico e no fazer diário, onde, todos sabemos, é o verdadeiro lugar da mudança.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
A pergunta é pertinente porque, ao assistirmos noticiados na mídia, a movimentação das massas – amorfas ou não – que espalha nas ruas uma classe operária, urbana e financeiramente sustentável, é nos dado a ver também, com algum espanto, com que cara ficam os políticos; partindo do ponto de quando deu-se a reprimenda que serviu de estopim, ou seja, alguns factos erigidos aqui e acolá, mas os quais, se ajuntados numa única proposta – como as questões de gênero, étnicas, de segurança e saúde -, problemáticas seculares, deveriam servir de pretexto para as manifestações.
Infelizmente, não é bem por aí.
Pessoalmente, acredito que os protestos – embora legitimados pelo momento democrático que vivemos com o PT, há de se convir mesmo entre os mais exaltados – fogem em algo de sua origem, em uma palavra, o domínio global do movimento estendido a cada primavera que vivem alguns países (Turquia, Síria, Brasil, etc.) participa também à crise econômica vista na Europa; estes reclames indicam a escala na qual prostram-se os manifestantes para afirmar da luta ser mundial; globalizada e, portanto, de seu interesse.
É claro. Há bastante verdade nisso. Muito embora, observamos nos dias conseguintes às primeiras manifestações, um desânimo mesmo na efervescência popular. No lugar de metas, vemos rigidez em protestar, e isto leva os manifestantes a quase uma inopinada intumescência sem causa; haja vista os valores idealistas estarem bastante dispersos – quando não extintos -, o movimento sustenta seu princípio, no fato de que é um mister e nada mais, portanto devendo ser seguido cegamente e sem questionamentos.
Ora, mesmo internamente, para cada ponto de protesto de uma dita revolução, deve haver um contraponto para que haja um equilíbrio de forças: é dialético. Não obstante, não é o que vemos.
Daí, partimos para a conclusão. Reivindicar melhorias no sistema nunca deixou de ser uma saída para o problema principal que envolve a participação nas causas revolucionárias; protestar, muito menos. Agora, reivindicar para si o direito de manifesto por causas invisíveis, ou melhor, sem ser dada ao encargo dos manifestantes a necessária tessitura da emanação política; e, devendo esta ser a principal fonte das reivindicações, perde-se em qualidade num elitismo deveras explícito, por uma quantidade que, se eficiente apenas em parte, não cumpre com o objetivo de tornar realmente possível a mudança, o que somente ocorre ao fim de um plano logrado a médio e longo prazo, e, salvo aqui as questões macro onde residem as teorias conspiratórias, etc.
Logo, estarmos tão próximo e ao mesmo tempo tão longe de atingirmos nossos objetivos, nos põe na berlinda – mais uma vez. Não é com uma projeção de dimensões populistas que venceremos numa luta; não subiremos ao poder da noite para o dia, e ao que tudo indica, seguiremos com nossa vida ainda que estando nas ruas protestando, desvelando todo dia um novo motivo para reclamar; no lugar de estimularmos as instâncias menores, mais próximas e mais suscetíveis à ações incisivas, no lugar do cotidiano, na célula da sociedade – a família -, na igreja e nas comunidades; no meio artístico e no fazer diário, onde, todos sabemos, é o verdadeiro lugar da mudança.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
terça-feira, 18 de junho de 2013
Primavera Brasileira
O gigante acordou.
As locações povoadas por manifestantes abrangem o país todo, o descontentamento com a corrupção, a impunidade, e instâncias que deveriam ser garantidas pelo serviço público, como saúde e educação, reflete-se nas ruas; os vários movimentos que juntaram mais de 250 mil pessoas em um dia, espalhadas pelas capitais e cidades do interior, denota principalmente a insatisfação geral com o status quo.
Inda tenhamos uma presidenta com uma popularidade latente, o país erigido a certo patamar de equilíbrio econômico, mesmo com as suspeitas de extrapolarmos a inflação prevista, ou, com o discreto crescimento do PIB; as ruas estão sendo tomadas por um manifesto que pede por mais igualdade, e responde aos clamores derramados pelo cenário global; em um só reclame.
A preocupação maior – e talvez a única – é a de que, infiltrados, alguns revoltosos manchem a bandeira dos rebeldes; à princípio com fins pacíficos, e tornem o imbróglio em um banho de sangue e vandalismo.
Por vândalos, no entanto, deveremos entender apenas aqueles a quem é dado o direito de reclamar pacificamente e que agem como fosse necessário tocar fogo em carros e jogar coquetéis molotov dentro de estabelecimentos estatais – pelo contrário, a verdadeira verve revolucionária é esta a qual está nas redes sociais se unindo e (mais ainda) se organizando para que os protestos ocorram de modo em que sejam ouvidas suas reivindicações sem precisarem de usar da força; o mesmo partindo por parte da polícia, a qual, diga-se de passagem, tem se comportado ora de modo aceitável, ora abusando da violência.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
As locações povoadas por manifestantes abrangem o país todo, o descontentamento com a corrupção, a impunidade, e instâncias que deveriam ser garantidas pelo serviço público, como saúde e educação, reflete-se nas ruas; os vários movimentos que juntaram mais de 250 mil pessoas em um dia, espalhadas pelas capitais e cidades do interior, denota principalmente a insatisfação geral com o status quo.
Inda tenhamos uma presidenta com uma popularidade latente, o país erigido a certo patamar de equilíbrio econômico, mesmo com as suspeitas de extrapolarmos a inflação prevista, ou, com o discreto crescimento do PIB; as ruas estão sendo tomadas por um manifesto que pede por mais igualdade, e responde aos clamores derramados pelo cenário global; em um só reclame.
A preocupação maior – e talvez a única – é a de que, infiltrados, alguns revoltosos manchem a bandeira dos rebeldes; à princípio com fins pacíficos, e tornem o imbróglio em um banho de sangue e vandalismo.
Por vândalos, no entanto, deveremos entender apenas aqueles a quem é dado o direito de reclamar pacificamente e que agem como fosse necessário tocar fogo em carros e jogar coquetéis molotov dentro de estabelecimentos estatais – pelo contrário, a verdadeira verve revolucionária é esta a qual está nas redes sociais se unindo e (mais ainda) se organizando para que os protestos ocorram de modo em que sejam ouvidas suas reivindicações sem precisarem de usar da força; o mesmo partindo por parte da polícia, a qual, diga-se de passagem, tem se comportado ora de modo aceitável, ora abusando da violência.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Um Mundo de Insegurança
Da Fortaleza Bela à ágora da Insegurança, a metrópole nordestina, quinta maior cidade do país vive um momento particular em comparação com as demais capitais, há hoje uma sensação a traduzir-se em medo e pavor, que remete à insegurança da população em sair às ruas e participar no meio social.
A situação chegou a gravidade tal que houveram de mobilizar-se os cidadãos numa marcha a céu aberto por uma política de segurança e bem-estar social, levando 3 (três) mil pessoas a concentrarem-se em frente ao Palácio da Abolição, sede do governo estadual, e descer à Beira Mar em protesto contra a violência urbana.
O movimento “Fortaleza Apavorada”, ebuliu nas redes sociais desde de abril, e tomou corpo na população, insatisfeita com a atitude passiva dos governantes.
Criticado como uma manifestação “elitista”, a horda que desceu ladeira abaixo para a praia, mostrou entretanto, participar às classes médias urbanas, as potenciais vítimas da bandidagem a correr solta por todas as localidades.
O manifesto ocorreu de modo pacífico, com policiamento reforçado que acompanhou os insatisfeitos durante todo o percurso.
Um sucesso.
Espera-se, como toda causa implica em uma conseqüência, do ato ter servido de aviso às altas castas da politicagem, que saibam da população estar disposta a protestar e ter em mãos um poder de organização até então visto como improvável e que vingou e ganhou as páginas dos jornais.
É uma luta por direitos cidadãos, uma prova de insurreição popular, não apenas uma ação restrita a uma pequena esfera do poder público no sentido estrito do termo. Referência, esta primeira mostra de que é possível a sociedade organizada exigir suas reclamações cumpridas, reforça por último representatividade social contra um problema que assola todo o país.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
A situação chegou a gravidade tal que houveram de mobilizar-se os cidadãos numa marcha a céu aberto por uma política de segurança e bem-estar social, levando 3 (três) mil pessoas a concentrarem-se em frente ao Palácio da Abolição, sede do governo estadual, e descer à Beira Mar em protesto contra a violência urbana.
O movimento “Fortaleza Apavorada”, ebuliu nas redes sociais desde de abril, e tomou corpo na população, insatisfeita com a atitude passiva dos governantes.
Criticado como uma manifestação “elitista”, a horda que desceu ladeira abaixo para a praia, mostrou entretanto, participar às classes médias urbanas, as potenciais vítimas da bandidagem a correr solta por todas as localidades.
O manifesto ocorreu de modo pacífico, com policiamento reforçado que acompanhou os insatisfeitos durante todo o percurso.
Um sucesso.
Espera-se, como toda causa implica em uma conseqüência, do ato ter servido de aviso às altas castas da politicagem, que saibam da população estar disposta a protestar e ter em mãos um poder de organização até então visto como improvável e que vingou e ganhou as páginas dos jornais.
É uma luta por direitos cidadãos, uma prova de insurreição popular, não apenas uma ação restrita a uma pequena esfera do poder público no sentido estrito do termo. Referência, esta primeira mostra de que é possível a sociedade organizada exigir suas reclamações cumpridas, reforça por último representatividade social contra um problema que assola todo o país.
Pedro Costa
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quarta-feira, 29 de maio de 2013
Andando com os Próprios Pés
Repasses sobre o andamento da Comissão da Verdade, órgão responsável pela apuração das atrocidades cometidas pelo governo militar durante a ditadura 1964-88, indicam proceder, no surgimento dos testemunhos, nas emissões de depoimentos dos torturados, e vítimas em potencial do sistema ditatorial vigente à época, permanente, a causa na luta a partir das insurgências referidas a tão desolador período de nossa história.
O risco de retrocesso, ou seja, de estacionar o processo em instâncias jurídicas a não levarem a lugar nenhum, afora as demais problemáticas inseridas em um projeto que há dois anos está em trâmite, não vogou.
O que se observa, é, cada vez mais, com o surgimento de novos Comitês de diferentes naturezas sendo erigidos; a Comissão responder por quem é: uma organização para esclarecer, informar, denunciar e punir os culpados dos mais hediondos crimes já cometidos sob delega de algozes escondidos sob a cúpula, à época, o levante militar que nos trouxe à derribada, mesmo dentro do processo revolucionário.
Abarcando um universo a que se propõe, a iniciativa pública revê os principais pontos dos chamados “Anos de Chumbo”; indo além de recapitular, mantendo viva na memória dos brasileiros, estes os quais não vivenciaram o momento político em voga no então período da ditadura, a hecatombe que fora o desgoverno de que valeu-se o Estado para, com fins atrozes, “abrandar” a situação de polvorosa, perseguindo, torturando e matando muitos de nossos jovens; verdadeiros mártires, de quem o heróico não deixa de ser, pela mesma Comissão, rememorado e efetivamente vivido nos dias de hoje.
Com uma reunião de balanço, ocorrida na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, de responsabilidade da deputada Eliane Novais, presidente da Comissão de Direitos Humanos, apurou-se o bom resultados dos esforços no sentido de trazer à tona, e por vezes mexendo em pontos nevrálgicos, os horrores perpetuados durante a guerra entre os poderosos e os revolucionários.
Pena para os culpados.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
O risco de retrocesso, ou seja, de estacionar o processo em instâncias jurídicas a não levarem a lugar nenhum, afora as demais problemáticas inseridas em um projeto que há dois anos está em trâmite, não vogou.
O que se observa, é, cada vez mais, com o surgimento de novos Comitês de diferentes naturezas sendo erigidos; a Comissão responder por quem é: uma organização para esclarecer, informar, denunciar e punir os culpados dos mais hediondos crimes já cometidos sob delega de algozes escondidos sob a cúpula, à época, o levante militar que nos trouxe à derribada, mesmo dentro do processo revolucionário.
Abarcando um universo a que se propõe, a iniciativa pública revê os principais pontos dos chamados “Anos de Chumbo”; indo além de recapitular, mantendo viva na memória dos brasileiros, estes os quais não vivenciaram o momento político em voga no então período da ditadura, a hecatombe que fora o desgoverno de que valeu-se o Estado para, com fins atrozes, “abrandar” a situação de polvorosa, perseguindo, torturando e matando muitos de nossos jovens; verdadeiros mártires, de quem o heróico não deixa de ser, pela mesma Comissão, rememorado e efetivamente vivido nos dias de hoje.
Com uma reunião de balanço, ocorrida na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, de responsabilidade da deputada Eliane Novais, presidente da Comissão de Direitos Humanos, apurou-se o bom resultados dos esforços no sentido de trazer à tona, e por vezes mexendo em pontos nevrálgicos, os horrores perpetuados durante a guerra entre os poderosos e os revolucionários.
Pena para os culpados.
Pedro Costa
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quarta-feira, 22 de maio de 2013
Ponte Estaiada
Rompendo a tradição, os moldes da sociedade em busca de uma dita modernização na paisagem de Fortaleza, a construção de uma ponte estaiada ferindo a região de preservação do Parque do Cocó, passando pelo rio e ligando lados da cidade, num desafogo do trânsito, à primeira ordem, pode parecer num projeto de liame progressista, atender ao rogo das deficiências urbanas e mesmo tornar-se um novo cartão postal para a cidade.
Paradoxalmente, entretanto, na virada de um novo milênio, às maravilhas da ciência imposta na solução de problemas como este, há nesta mesma linha a necessidade de preservação; uma condição ortodoxa, talvez, mas um requisito que pauta o laisse faire de modo moderno, às vias de termos como sustentabilidade e ecologicamente viável.
No entorno do parque a política demanda uma resposta para a pergunta principal, cá imposta: a construção da tal ponte iria, realmente, amenizar os problemas a que se propõe? Ou ainda, o capital investido traria o retorno esperado quando o fluxo pela região é de ordem quilométrica e precisa ser adejado?
São questões a serem discutidas.
É justo no debate, onde a própria delimitação da área é um ponto nebuloso, onde moram as saídas para não obstante o parque necessite a preservação, Fortaleza continue a crescer independentemente das medidas tomadas – ponto nevrálgico este, já que as propostas de sustentabilidade ambiental venham a colidir com a premência enxergada nas aberturas implicadas com a especulação imobiliária, a qual, poderia transformar toda a área verde em um conjunto de concreto, lacerando assim não só a cobertura vegetativa, mas causando inúmeros transtornos como ondas de calor; as chamadas ilhas.
Importante ressaltar a disposição com que alguns setores da sociedade civil têm se posicionado em relação ao tema, buscando no diálogo uma maneira de propor um meio termo entre o processo de engrandecimento material por que passa toda metrópole em determinado momento de sua existência e o arregimento eco-ambiental tocante à premente revolução das políticas urbanas no seio da sociedade.
No mais, a importância de um vislumbre não reacionário, a conter nos dois âmbitos mesurações, cáuculos, advindos de um constante desenvolvimento da discussão provinda corriqueira de embates assim se nos impostos enquanto cidadãos, é enaltecer o valor da propriedade, ao passo em que entre-se a melindres devedores ao caráter econômico, também um fator a ser relevado se considerado insumo de um sistema em vigência.
Clama o social, mas requer à dissolução na prática política, a resolução final deste embate; levando aonde puder a medida mais justa sem peso para os detentores do poder público maior ou menor que os delegados por direito à sociedade civil.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
Paradoxalmente, entretanto, na virada de um novo milênio, às maravilhas da ciência imposta na solução de problemas como este, há nesta mesma linha a necessidade de preservação; uma condição ortodoxa, talvez, mas um requisito que pauta o laisse faire de modo moderno, às vias de termos como sustentabilidade e ecologicamente viável.
No entorno do parque a política demanda uma resposta para a pergunta principal, cá imposta: a construção da tal ponte iria, realmente, amenizar os problemas a que se propõe? Ou ainda, o capital investido traria o retorno esperado quando o fluxo pela região é de ordem quilométrica e precisa ser adejado?
São questões a serem discutidas.
É justo no debate, onde a própria delimitação da área é um ponto nebuloso, onde moram as saídas para não obstante o parque necessite a preservação, Fortaleza continue a crescer independentemente das medidas tomadas – ponto nevrálgico este, já que as propostas de sustentabilidade ambiental venham a colidir com a premência enxergada nas aberturas implicadas com a especulação imobiliária, a qual, poderia transformar toda a área verde em um conjunto de concreto, lacerando assim não só a cobertura vegetativa, mas causando inúmeros transtornos como ondas de calor; as chamadas ilhas.
Importante ressaltar a disposição com que alguns setores da sociedade civil têm se posicionado em relação ao tema, buscando no diálogo uma maneira de propor um meio termo entre o processo de engrandecimento material por que passa toda metrópole em determinado momento de sua existência e o arregimento eco-ambiental tocante à premente revolução das políticas urbanas no seio da sociedade.
No mais, a importância de um vislumbre não reacionário, a conter nos dois âmbitos mesurações, cáuculos, advindos de um constante desenvolvimento da discussão provinda corriqueira de embates assim se nos impostos enquanto cidadãos, é enaltecer o valor da propriedade, ao passo em que entre-se a melindres devedores ao caráter econômico, também um fator a ser relevado se considerado insumo de um sistema em vigência.
Clama o social, mas requer à dissolução na prática política, a resolução final deste embate; levando aonde puder a medida mais justa sem peso para os detentores do poder público maior ou menor que os delegados por direito à sociedade civil.
Pedro Costa
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terça-feira, 14 de maio de 2013
A Rede de Marina
Um prato cheio para piadas de duplo sentido, no entanto, a rede sustentável, proposta da então verdista, e possível candidata à presidência da República, Marina Silva, mostra suas garras.
Do modo como conseguiu assinaturas de setores diversos, agora timbrada em papel a criação da Rede de Sustentabilidade, é um partido revestido de pele de causa social, até porque neste ponto, averiguando-se a conjuntura atual, a saber, da fragilidade em que se encontram o partidarismo e políticas de mesmo tom, a investida contra o status quo venha como uma estratégia que, quiçá, pode ser bem sucedida.
Por que isso seria bom para o país?
Muito bem. Dada a crise de desenvolvimento a envolver todo o sistema de lucro e capital, uma proposta desta envergadura, de partida revela-se um troco a quem nunca acreditou de políticas desta natureza (com a perdão do trocadilho), fomentarem discussão em âmbito nacional.
Outro viés é o de parecer apenas poder sair da bagagem pessoal da pré-candidata – ainda não queira Silva viabilizar o embate para a presidência antes do tempo – a gerência de pautas semelhantes às que defendeu como bandeira desde os tempos de ministra.
Enfim, concordata de tendência global, a rede de Marina, não é para pousar as intermitências de preguiçosos políticos, mas, existe na certeza de que nascem novas modalidades de fazeres varonis em um país onde a efervescência no debate ecológico não é apenas o único entrave.
Pedro Costa
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Do modo como conseguiu assinaturas de setores diversos, agora timbrada em papel a criação da Rede de Sustentabilidade, é um partido revestido de pele de causa social, até porque neste ponto, averiguando-se a conjuntura atual, a saber, da fragilidade em que se encontram o partidarismo e políticas de mesmo tom, a investida contra o status quo venha como uma estratégia que, quiçá, pode ser bem sucedida.
Por que isso seria bom para o país?
Muito bem. Dada a crise de desenvolvimento a envolver todo o sistema de lucro e capital, uma proposta desta envergadura, de partida revela-se um troco a quem nunca acreditou de políticas desta natureza (com a perdão do trocadilho), fomentarem discussão em âmbito nacional.
Outro viés é o de parecer apenas poder sair da bagagem pessoal da pré-candidata – ainda não queira Silva viabilizar o embate para a presidência antes do tempo – a gerência de pautas semelhantes às que defendeu como bandeira desde os tempos de ministra.
Enfim, concordata de tendência global, a rede de Marina, não é para pousar as intermitências de preguiçosos políticos, mas, existe na certeza de que nascem novas modalidades de fazeres varonis em um país onde a efervescência no debate ecológico não é apenas o único entrave.
Pedro Costa
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terça-feira, 7 de maio de 2013
O Brasil que Incomoda
A adoção do termo BRICS para designar países em franca expansão econômica não é ao acaso um termo criado na vazão de uma falta de outras nações para cumprirem o sentido da expressão.
Tanto brasileiros como chineses e africanos do sul ou indianos e russos, tem entabelado nas castas detentoras do poder refratado à nova política global através de um meio translúcido, a saber, o desenvolvimento nas áreas de social agora têm posto em evidência países-potência, com certificado de garantia de que suas políticas públicas sejam ventos favoráveis ao desenvolvimento nas regiões onde são os representantes, os chamados “países do sul”.
À hegemonia global, este fato é simples e incomoda.
Teremos, ao conluio da crise sistemática com a delação do capitalismo atual quanto respaldo, uma base que mostra dilapidação em seus pilares , revertendo um antigo processo colonizador; uma representação do poderio das nações emergentes. É lógico que, para as potências imperialistas do século vinte, hoje o crescimento factual e competitivo ligados ao desenvolvimento dos BRICS, tange, ao que imposta-se, um ponto nevrálgico, em uma palavra, a virulência com que processam suas decisões, estas a promover nessas localidades um melhor meio de vida; uma diminuição dos índices de pobreza e um maior alcance cultural – este, um malogro para quem estivera por mais de um século, a decidir o destino destes países.
Não obstante, representativamente e concretamente, tais os BRICS posicionam-se e ganham terreno, para quem acostumara com a potencialidade econômica em sobrepô-la aos seus antigos subjugados, o jogo sendo virado no tabuleiro deles, não há como não erigir uma resposta, e, mesmo que às relações diplomáticas tudo pareça correr bem, na realidade existe uma vontade de que não cresçam, ou melhor, que vinguem livres suas competências, porém, de forma a não abalar a ordem pré-estabelecida.
Pedro Costa
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Tanto brasileiros como chineses e africanos do sul ou indianos e russos, tem entabelado nas castas detentoras do poder refratado à nova política global através de um meio translúcido, a saber, o desenvolvimento nas áreas de social agora têm posto em evidência países-potência, com certificado de garantia de que suas políticas públicas sejam ventos favoráveis ao desenvolvimento nas regiões onde são os representantes, os chamados “países do sul”.
À hegemonia global, este fato é simples e incomoda.
Teremos, ao conluio da crise sistemática com a delação do capitalismo atual quanto respaldo, uma base que mostra dilapidação em seus pilares , revertendo um antigo processo colonizador; uma representação do poderio das nações emergentes. É lógico que, para as potências imperialistas do século vinte, hoje o crescimento factual e competitivo ligados ao desenvolvimento dos BRICS, tange, ao que imposta-se, um ponto nevrálgico, em uma palavra, a virulência com que processam suas decisões, estas a promover nessas localidades um melhor meio de vida; uma diminuição dos índices de pobreza e um maior alcance cultural – este, um malogro para quem estivera por mais de um século, a decidir o destino destes países.
Não obstante, representativamente e concretamente, tais os BRICS posicionam-se e ganham terreno, para quem acostumara com a potencialidade econômica em sobrepô-la aos seus antigos subjugados, o jogo sendo virado no tabuleiro deles, não há como não erigir uma resposta, e, mesmo que às relações diplomáticas tudo pareça correr bem, na realidade existe uma vontade de que não cresçam, ou melhor, que vinguem livres suas competências, porém, de forma a não abalar a ordem pré-estabelecida.
Pedro Costa
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segunda-feira, 6 de maio de 2013
Aceitar as Diferenças
Em curso projetos que tratam da chamada “cura gay”, renitente de projeto em tramitação do então deputado pelo PSC, Marco Feliciano, que corre na Câmara, o mesmo que acusara os negros de uma herança maldita vinda de Noé numa interpretação no mínimo ortodoxa da Bíblia e que acredita que a aids é uma punição divina para a escolha de gênero; o mesmo que ainda, acha que o próprio Lord resolvera, à frio, encurtar aos 40 anos a vida do músico John Lennon, e, dos inócuos e divertidos componentes do grupo musical Mamonas Assassinas. De posse destas informações, a crítica apurou que Feliciano, por ocupar o cargo – algo de um absurdo incomensurável – de presidente da Comissão de Direitos Humanos Nacional, está revertendo o processo que ora voga no seio de uma sociedade a lutar por direitos e respeitos iguais para todos e de uma forma retrógrada e conservadora mina a posição de ativistas das minorias. No olho do furacão, tais minorias vêem-se acuadas, mas não se resignam a aceitar o status quo e militam em favor de um meio social mais igual e tolerante às diferenças, que deveriam ser aceitas não obstante etnia, gênero ou opção sexual; no entanto, é uma posição que apenas uns poucos dos nossos governantes abraçam como causa política, para em aceites, levadas a projetos para a proteção destes direitos, previstos na Constituição. Levar à desforra essa questão é o quanto está a fazer a parte da população crente de que com um movimento sólido, os prenúncios de um presente robusto por ter vencido guerras anteriores, mas de semelhantes aspectos, como a da ditadura a cassar direitos individuais de liberdade, no passado e refratadas as posições assumidas para o meio, pela mídia por exemplo, hoje, após entendida a mensagem, não mais comportam-se passivamente e reativam seus setores de ações, no sentido de acabar de uma por todas deliberações preconceituosas tendenciosas e arcabouçadas em dogmas mau interpretados.
Pedro Costa
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Pedro Costa
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terça-feira, 23 de abril de 2013
Água: pauta complexa
Trabalhar, morar, estudar; enfim, viver sem água, não é viver.
Os prenúncios dizem deste recurso natural renovável ter detento sua falta como efeito da desatenção do homem para com seu uso e função; em alguns lugares servindo ao banho do burguês, que dura dez minutos; em outros, escassa, a água é uma necessidade básica para o ser humano.
As condições sob as quais participam as decisões no sentido de privatizar os meios, geram a demanda de permanecer um requerente para o usufruto em sociedade, o consumo do bem.
Escassa em alguns cantos do globo; estiagens no sertão mostram-nos da premência de uma ação revogada a levar aos locais onde é mais preciso para as plantações agrícolas, bem como para o banho, e ingestão - tiro o qual observamos de qualidade duvidosa, a água, mesmo nos recursos os quais dão-se a remediar a problemática; a falta de vontade política, se entrava como o maior impensílio para dar-se cabo da falta d’água.
Definir prioridades, auferir um sistema de irrigação que beneficie as camadas mais necessitadas e garantir a safra, são apenas alguns dos requerentes pelos quais vemos em pauta a questão da água.
Responder, à força maior da natureza; com medidas legais; investimentos de sistemas agrícolas, em açudes e contribuições de ordem sistemática, realçam o pouco feito nesse sentido. Enquanto o lucro com a seca ainda é uma prática comum. Separar não somente para as paragens interioranas, onde o caso é mais sério; garantir sistemas de infra-estrutura de esgoto e distribuição nas cidades, é também pauta de conversação, e, acima disto, garantir à população a qualidade, um ensejo de um aproveitamento funcional das águas das chuvas, em reservatórios para redistribuição equalitária do bem maior.
Pedro Costa
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Os prenúncios dizem deste recurso natural renovável ter detento sua falta como efeito da desatenção do homem para com seu uso e função; em alguns lugares servindo ao banho do burguês, que dura dez minutos; em outros, escassa, a água é uma necessidade básica para o ser humano.
As condições sob as quais participam as decisões no sentido de privatizar os meios, geram a demanda de permanecer um requerente para o usufruto em sociedade, o consumo do bem.
Escassa em alguns cantos do globo; estiagens no sertão mostram-nos da premência de uma ação revogada a levar aos locais onde é mais preciso para as plantações agrícolas, bem como para o banho, e ingestão - tiro o qual observamos de qualidade duvidosa, a água, mesmo nos recursos os quais dão-se a remediar a problemática; a falta de vontade política, se entrava como o maior impensílio para dar-se cabo da falta d’água.
Definir prioridades, auferir um sistema de irrigação que beneficie as camadas mais necessitadas e garantir a safra, são apenas alguns dos requerentes pelos quais vemos em pauta a questão da água.
Responder, à força maior da natureza; com medidas legais; investimentos de sistemas agrícolas, em açudes e contribuições de ordem sistemática, realçam o pouco feito nesse sentido. Enquanto o lucro com a seca ainda é uma prática comum. Separar não somente para as paragens interioranas, onde o caso é mais sério; garantir sistemas de infra-estrutura de esgoto e distribuição nas cidades, é também pauta de conversação, e, acima disto, garantir à população a qualidade, um ensejo de um aproveitamento funcional das águas das chuvas, em reservatórios para redistribuição equalitária do bem maior.
Pedro Costa
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sexta-feira, 19 de abril de 2013
Crítica Geral à Redução da Maioridade Penal
Conservadores, os setores da casta política, um estorvo para os dedicados ao repasse dos princípios morais e éticos, a saber, institutos ou organizações de cunho social e humanos deliberativos a puxar o diálogo com a sociedade, os denotativos reentraves postos insistentemente pela denúncia pontos relevantes; se-nos ressurgem agora sob a burocracia tratante que revoga a maioridade penal.
Os contratos dentro das eminências, passam por cima dos valores, impõem suas contingências particulares, que, em conluio contra a moralidade, espezinham a lei, reforçam um sentimento fascista, ocupam os cargos mais altos, e, por isso, acham-se verdadeiros donos do poder.
Nada disso.
O menor infrator, se tem idade para eleger seus governadores – a si, tal direito (inda à custo, não um dever, pelo menos temporário) sendo dado – é de meio e não fim, que substitui, à inanição, a vontade política, muita vez a nascer precoce no seio do indivíduo, competindo à seu caráter e identidade, cultural como formal.
Enfim, competir a tais instâncias, o diálogo não se-mas aproxima ao recondicionamento pela pena institucional, à partir dos 16 anos. Senhores, à vossa intendência, recua-se o acato ao direito de ser criança: sim, um infante, podado pelas suas intermitências à viver à marginalidade, se comete o crime – qual for – antevê em sua natureza uma causalidade de remeter ao cunho social. Em determinismos bobos não querendo cá imiscuir este fato, leva a esta tendência também uma promessa de que, se preso, volte ao seio da sociedade poluído no interesse, já que nosso sistema carcerário é uma verdadeira escola do crime.
Não estender ao âmago do problema decupadas opiniões, evitam o contato direto com esse absurdo ilógico: tratar a violência como assunto casual; dependente de ser a pessoa má ou boa: sem maniqueísmo, o fruto que colhe quem é, aos estágios iniciais da vivência para com o meio, quando passa-se a ter a consciência (mesmo política) do que é o mundo que nos cerca, impostado a um sistema penal corrupto em sua essência, é o limiar do ódio que irá sentir, quando ou se, do cárcere puder sair – e, sairá – para devolver com juros dali o sentimento que lhe reprimiram como ordem de instância superior, ao que poderia provar como oportunidades se novas soluções, assim direcionadas, fossem dadas realmente no sentido de diminuir a criminalidade.
Pedro Costa
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Os contratos dentro das eminências, passam por cima dos valores, impõem suas contingências particulares, que, em conluio contra a moralidade, espezinham a lei, reforçam um sentimento fascista, ocupam os cargos mais altos, e, por isso, acham-se verdadeiros donos do poder.
Nada disso.
O menor infrator, se tem idade para eleger seus governadores – a si, tal direito (inda à custo, não um dever, pelo menos temporário) sendo dado – é de meio e não fim, que substitui, à inanição, a vontade política, muita vez a nascer precoce no seio do indivíduo, competindo à seu caráter e identidade, cultural como formal.
Enfim, competir a tais instâncias, o diálogo não se-mas aproxima ao recondicionamento pela pena institucional, à partir dos 16 anos. Senhores, à vossa intendência, recua-se o acato ao direito de ser criança: sim, um infante, podado pelas suas intermitências à viver à marginalidade, se comete o crime – qual for – antevê em sua natureza uma causalidade de remeter ao cunho social. Em determinismos bobos não querendo cá imiscuir este fato, leva a esta tendência também uma promessa de que, se preso, volte ao seio da sociedade poluído no interesse, já que nosso sistema carcerário é uma verdadeira escola do crime.
Não estender ao âmago do problema decupadas opiniões, evitam o contato direto com esse absurdo ilógico: tratar a violência como assunto casual; dependente de ser a pessoa má ou boa: sem maniqueísmo, o fruto que colhe quem é, aos estágios iniciais da vivência para com o meio, quando passa-se a ter a consciência (mesmo política) do que é o mundo que nos cerca, impostado a um sistema penal corrupto em sua essência, é o limiar do ódio que irá sentir, quando ou se, do cárcere puder sair – e, sairá – para devolver com juros dali o sentimento que lhe reprimiram como ordem de instância superior, ao que poderia provar como oportunidades se novas soluções, assim direcionadas, fossem dadas realmente no sentido de diminuir a criminalidade.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Inflação: desafios e planos
Projetos de caráter econômicos, as políticas adornadoras que à sociedade civil, ainda na era FHC, a elevou ao patamar consumista de países grandes - quando da "invenção" do real; e, passando por uma desconstrução lulista, onde passamos a importar mais, segurar as taxas inflacionárias, diminuir o preço (ou ao mínimo, um aumento destes) de itens necessários à sobrevivência, a escalonar a classe miserável numa equação um pouco mais justa; e, aterrissando nos anos do Governo Dilma com uma taxa de juros básicos descendo ladeira abaixo, é que, enfim, a ameaça da inflação que bate os tetos projetados pelos economistas juntamente com o crescimento tímido do Produto Interno Bruto, voltam a ameaçar a frouxidão dos bolsos dos brasileiros. Soluções mil. Aumento da Selic; investimentos para subir o PIB, e nas importações; construção de indústrias de base das quais tanto carecemos, e um alerta à população para não antecipe-se endividando com o quanto não pode, estas medidas prometem manter calmos os ânimos. Se, por um lado, os mais afobados já cobram intervenções neste sentido; as castas lulistas remontam às conquistas deveras, e sem um curto alcance a objetar; a médio prazo esperam que as soluções comecem a apresentar resultados. O desafio econômico, inserido a um plano globalizado capital e intrínseco ao modelo governamental ao qual seguem as emergências, a saber, a desilusão dos poderosos com os BRICS, devotada por um descrédito ao qual só o passado daqueles invoca; paulatinamente vai-se acomodando, com as visitas de nossos governantes aos tais, exibindo as condições reais em que encontra-se o patamar econômico. O boom da política dita dos capitalismos de Estado, é resultado direto de uma herança de capitalização dos meios, mas que então provaram-se - se não insuficientes - inoperantes. Quando, ao presente, abrace-se às medidas protecionistas. Cabe, inda neste raciocínio, protelar à ânsiedade com a qual a população, mais precisamente, os empresários, um pedido severo por paciência; haja vista não estarmos mais lidando com a mesma situação de dez anos atrás; seguidamente, ao propor-se a mudança evoca-se o crédito nas instâncias superiores: razoável mesura do caráter requerido no nosso novo "economês"; em termo, quem atrela um discurso imediatista e inconsequente, é posto de fora - duramente, até - do processo decisório, que, diga-se, tem como fundamento todas as camadas populacionais, do mais pobre ao mais abastado.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
terça-feira, 16 de abril de 2013
Paus e Pedras
Ruínas de um império em decadência?
Desde o September 11, o mundo assiste tenso e acometido de sua liberdade – tomada em detrimento a um sentimento global de medo -, a um imbróglio que data da recente crise no sistema capitalista.
Agora, duas bombas explodem em Boston, no centro da ciência e do conhecimento americanos, e, na era das guerras de caráter terrorista, a humanidade sente o peso de uma possível guerra nuclear: uma vez mais.
A Coréia tem seus mísseis apontados para nós, nós, por outro lado, aceitamos a provocação; disso nada se conclui, senão uma disputa de poder entre oriente e ocidente que é-nos até recente, de origem alguma no combate gélido de uma provocação comunista, a ter base no conceito de um ocidental por referência, Marx, mas que foi ater aceitamento na longínqua ex-URSS.
O desmonte do giro capital, levou a países da Europa, tantos quanto Grécia, Espanha e Portugal, a situações limítrofes; estagnárias. Do mesmo modo padecem desta doença as liberdades individuais, substituídas pelo arregimento do consumo em detrimento do laissez-faire.
A este cenário, os países do Sul, relutam consigo mesmos, tentando uma guinada, acreditando seu futuro pregado secularmente, ter por fim aterrissado em suas praias e cordilheiras.
A História é construída cada vez mais rápida. Na década de noventa, o Iraque mostrou suas armas, e, fora enterrado com a morte de seu ditador, Sadam Hussein; com a queda subseqüente de outros dos quais o balanço do poder dependia, sendo assassinados, sodomizados, enfim, anulados em sua própria terra.
A Primavera Árabe impulsionou um processo já existente, o da derrubada das ditaduras, quiçá, à voz do povo; mas sabemos que não é bem assim...
E, se algum contentamento nos resta, é o de saber rogarem pela paz o papa Chico, as ONG’s de caráter ecológico; como as propostas de desenvolvimento sustentável, as elegias de manifestantes nas ruas; clamando pela paz perpétua.
Alguma coisa me diz, que após os anos de chumbo, em submetermos os nossos ideais ao fim da Segunda Guerra Mundial, ou a assistirmos espalhados pelo globo reminiscências de uma mudança estrutural; determinamos a ordem que dantes regia cada passo que dávamos; para pensarmos, – ainda, com as palavras de Einstein: “Não sei quais serão as armas da Terceira Guerra, mas a da Quarta serão pau e pedras.”
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
Desde o September 11, o mundo assiste tenso e acometido de sua liberdade – tomada em detrimento a um sentimento global de medo -, a um imbróglio que data da recente crise no sistema capitalista.
Agora, duas bombas explodem em Boston, no centro da ciência e do conhecimento americanos, e, na era das guerras de caráter terrorista, a humanidade sente o peso de uma possível guerra nuclear: uma vez mais.
A Coréia tem seus mísseis apontados para nós, nós, por outro lado, aceitamos a provocação; disso nada se conclui, senão uma disputa de poder entre oriente e ocidente que é-nos até recente, de origem alguma no combate gélido de uma provocação comunista, a ter base no conceito de um ocidental por referência, Marx, mas que foi ater aceitamento na longínqua ex-URSS.
O desmonte do giro capital, levou a países da Europa, tantos quanto Grécia, Espanha e Portugal, a situações limítrofes; estagnárias. Do mesmo modo padecem desta doença as liberdades individuais, substituídas pelo arregimento do consumo em detrimento do laissez-faire.
A este cenário, os países do Sul, relutam consigo mesmos, tentando uma guinada, acreditando seu futuro pregado secularmente, ter por fim aterrissado em suas praias e cordilheiras.
A História é construída cada vez mais rápida. Na década de noventa, o Iraque mostrou suas armas, e, fora enterrado com a morte de seu ditador, Sadam Hussein; com a queda subseqüente de outros dos quais o balanço do poder dependia, sendo assassinados, sodomizados, enfim, anulados em sua própria terra.
A Primavera Árabe impulsionou um processo já existente, o da derrubada das ditaduras, quiçá, à voz do povo; mas sabemos que não é bem assim...
E, se algum contentamento nos resta, é o de saber rogarem pela paz o papa Chico, as ONG’s de caráter ecológico; como as propostas de desenvolvimento sustentável, as elegias de manifestantes nas ruas; clamando pela paz perpétua.
Alguma coisa me diz, que após os anos de chumbo, em submetermos os nossos ideais ao fim da Segunda Guerra Mundial, ou a assistirmos espalhados pelo globo reminiscências de uma mudança estrutural; determinamos a ordem que dantes regia cada passo que dávamos; para pensarmos, – ainda, com as palavras de Einstein: “Não sei quais serão as armas da Terceira Guerra, mas a da Quarta serão pau e pedras.”
Pedro Costa
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segunda-feira, 15 de abril de 2013
A Nova América
Desde a morte do venezuelano Hugo Chavez, após 15 anos, dá-se a eleição para um novo presidente em que dela não participe o bolivariano.
Impacto que a nós, latinos, nos tomou como um tombo. A "nova América", parecia crescer em dinamismo e galgar relevância no cenário mundial. Mas Chavez se foi, e, com ele o ideal de um povo que ainda creditava a um regime anti-capitalista a esperança de suas crianças.
Veio o novo papa. Um argentino, chamado Francisco. Suas deliberações com a família Kristner, era de sabida discórdia, até o dia em que o concílio o elegeu e as diferenças foram apaziguadas.
Já, o ateu uruguaio, José Mujica, dispensou a missa que lhe apresentaria ao sumo pontífice. Ideologias à parte, um ato coerente até, diante das polêmicas em que encontra-se envolta a Igreja.
Da Bolívia, Evo Morales, participa diretamente no processo de estatização das empresas em seu país, inclusive da nossa Petrobrás, alegando saúde moral no processo, para si e sua nação.
Os colombianos das Farc, entronizaram um regime terrorista em território nacional, também chamado, quando referem-se a si, de revolucionário, mas que sequestra civis de renome para dar ênfase de que quem ali manda são eles, e que, traficar drogas é política de consumo de esquerda.
No Chile o no Equador, era de se esperar, a multidão vai às ruas protestar contra os atos do governo; nada de substancial a ser referido como uma desinência territorial, da busca por direitos...
E, ao passo disso tudo, no Brasil, vamos até bem, recordando o passado do neo-liberalismo econômico, e, vivendo sob a distribuição capital nos moldes de programas de assistencialismo social como o Bolsa-Família e o Fome Zero; temos a presidenta com maior índice de aprovação da história, a economia - é certo - não vive seu melhor momento, mas já foi muito pior.
Desvanecendo, a América Latina, palco da colonização no século XVI, e revigorando suas bases através do turismo e delapidação política de princípios, e, graças à crise mundial do capitalismo, ganha força para emergir, no cenário mundial, e chamar para si os holofotes.
No fim das contas, as contas que passamos a vida inteira pagando aos países do norte, hoje, as temos "quitadas", embora internamente as dívidas públicas arrebatam a casa do trilhão de dólares; exportamos mais, o PIB de nossos países subiram e os olhares se nos voltaram como para uma nova classe. Serve de ponto de débito, o quanto tínhamos ao quanto pagamos, até o que hoje temos.
A liberdade, uma conquista individual mas que passa pela sociedade, parece-se, como uma dádiva, ter-se derramado por aqui; e, muito ainda há por fazer, mas se nos perguntássemos quem éramos e quem somos, a resposta iria variar abundantemente entre estas duas questões.
Se seguir o modelo capitalista fora a prova dos nove de que precisava a América para vingar como debutante, no globalizado terceiro mundo, os interesses destes povos, tiramos um bom e arrazoado 8,0. Por fim, passamos no teste e que venham novas provas de mostrarmos a eles o quanto realmente valemos.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
Impacto que a nós, latinos, nos tomou como um tombo. A "nova América", parecia crescer em dinamismo e galgar relevância no cenário mundial. Mas Chavez se foi, e, com ele o ideal de um povo que ainda creditava a um regime anti-capitalista a esperança de suas crianças.
Veio o novo papa. Um argentino, chamado Francisco. Suas deliberações com a família Kristner, era de sabida discórdia, até o dia em que o concílio o elegeu e as diferenças foram apaziguadas.
Já, o ateu uruguaio, José Mujica, dispensou a missa que lhe apresentaria ao sumo pontífice. Ideologias à parte, um ato coerente até, diante das polêmicas em que encontra-se envolta a Igreja.
Da Bolívia, Evo Morales, participa diretamente no processo de estatização das empresas em seu país, inclusive da nossa Petrobrás, alegando saúde moral no processo, para si e sua nação.
Os colombianos das Farc, entronizaram um regime terrorista em território nacional, também chamado, quando referem-se a si, de revolucionário, mas que sequestra civis de renome para dar ênfase de que quem ali manda são eles, e que, traficar drogas é política de consumo de esquerda.
No Chile o no Equador, era de se esperar, a multidão vai às ruas protestar contra os atos do governo; nada de substancial a ser referido como uma desinência territorial, da busca por direitos...
E, ao passo disso tudo, no Brasil, vamos até bem, recordando o passado do neo-liberalismo econômico, e, vivendo sob a distribuição capital nos moldes de programas de assistencialismo social como o Bolsa-Família e o Fome Zero; temos a presidenta com maior índice de aprovação da história, a economia - é certo - não vive seu melhor momento, mas já foi muito pior.
Desvanecendo, a América Latina, palco da colonização no século XVI, e revigorando suas bases através do turismo e delapidação política de princípios, e, graças à crise mundial do capitalismo, ganha força para emergir, no cenário mundial, e chamar para si os holofotes.
No fim das contas, as contas que passamos a vida inteira pagando aos países do norte, hoje, as temos "quitadas", embora internamente as dívidas públicas arrebatam a casa do trilhão de dólares; exportamos mais, o PIB de nossos países subiram e os olhares se nos voltaram como para uma nova classe. Serve de ponto de débito, o quanto tínhamos ao quanto pagamos, até o que hoje temos.
A liberdade, uma conquista individual mas que passa pela sociedade, parece-se, como uma dádiva, ter-se derramado por aqui; e, muito ainda há por fazer, mas se nos perguntássemos quem éramos e quem somos, a resposta iria variar abundantemente entre estas duas questões.
Se seguir o modelo capitalista fora a prova dos nove de que precisava a América para vingar como debutante, no globalizado terceiro mundo, os interesses destes povos, tiramos um bom e arrazoado 8,0. Por fim, passamos no teste e que venham novas provas de mostrarmos a eles o quanto realmente valemos.
Pedro Costa
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quinta-feira, 11 de abril de 2013
"Eis-me aqui. Envia-me."
Há quase 50 anos, surgia a Campanha da Fraternidade.
Elegendo temas voltados para a denúncia social, reverbera até hoje, tendo todo ano apontado determinado questionamento proposto para a sociedade, de modo a mobilizar as instâncias de todas as camadas sociais, no sentido de trazer à tona soluções para as chagas que se abrem na crista da globalização e do cosmopolitismo; atentando para causas e conseqüências das ações do homem no meio em que vivemos.
Neste ano, com o tema Juventude, sob o lema: “Eis-me aqui. Envia-me.”, a Igreja toca num ponto sensível, a postura perante problemas como a delinquência juvenil; o fim trágico de muitos jovens aliciados pela vida criminosa no tráfico de drogas; a situação de abandono na qual estão inseridas nossas crianças, sem teto e sem lei; enfim, o produto de uma mácula que vem machucando o convívio da juventude com as demais estratificações populares, entendendo por julgar necessária esta posição, remetendo a princípios morais e delegando-lhes vigência para sejam vistos como importantes para a mitigação da problemática.
Tal resgate, de valores, da ética e da moral urgem com o tempo.
As denúncias no corpo social, de criminalidade tendo como agentes jovens de camadas diferenciadas – mostrando que a situação não é grave tão-somente entre os mais pobres, mas mesmo entre a chamada classe média, e, até a setores mais abastados -, hoje, são diversas e apontam para diferentes motivos; entre os quais, o descaso com o que destinam parca educação ou oportunidades de ensino, junto àqueles, os quais, divergindo de uma vida branda e dirigida pela dignidade e honra, por onde poderiam seguir seus ideais, adversos às dolências se lhes apontadas pelas facilidades adotam uma proposta corrupta para si.
Lembrar também, a culpabilidade não recair apenas sobre os ombros da juventude - que muita vez, incorre no erro por falta de experiência mesmo-; mas do Estado de proporcionar uma tônica no quesito educação, proteção como segurança, saúde, etc. O problema não será sanado da noite para o dia, mas é importante pense-se o sentido, a direção que deixamos como caminho para aqueles que, em busca das experiências que serão – não o negamos – necessárias para se fazerem bem viventes, adultos competentes em suas atribuições. Relega-se assim papel de fundamental importância quando a Igreja se propõe, a roga de danos, recalcitrar contra situações de vidas perdidas antes de descobrir-se o indivíduo mesmo como pessoa humana, digna e cidadã.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
Elegendo temas voltados para a denúncia social, reverbera até hoje, tendo todo ano apontado determinado questionamento proposto para a sociedade, de modo a mobilizar as instâncias de todas as camadas sociais, no sentido de trazer à tona soluções para as chagas que se abrem na crista da globalização e do cosmopolitismo; atentando para causas e conseqüências das ações do homem no meio em que vivemos.
Neste ano, com o tema Juventude, sob o lema: “Eis-me aqui. Envia-me.”, a Igreja toca num ponto sensível, a postura perante problemas como a delinquência juvenil; o fim trágico de muitos jovens aliciados pela vida criminosa no tráfico de drogas; a situação de abandono na qual estão inseridas nossas crianças, sem teto e sem lei; enfim, o produto de uma mácula que vem machucando o convívio da juventude com as demais estratificações populares, entendendo por julgar necessária esta posição, remetendo a princípios morais e delegando-lhes vigência para sejam vistos como importantes para a mitigação da problemática.
Tal resgate, de valores, da ética e da moral urgem com o tempo.
As denúncias no corpo social, de criminalidade tendo como agentes jovens de camadas diferenciadas – mostrando que a situação não é grave tão-somente entre os mais pobres, mas mesmo entre a chamada classe média, e, até a setores mais abastados -, hoje, são diversas e apontam para diferentes motivos; entre os quais, o descaso com o que destinam parca educação ou oportunidades de ensino, junto àqueles, os quais, divergindo de uma vida branda e dirigida pela dignidade e honra, por onde poderiam seguir seus ideais, adversos às dolências se lhes apontadas pelas facilidades adotam uma proposta corrupta para si.
Lembrar também, a culpabilidade não recair apenas sobre os ombros da juventude - que muita vez, incorre no erro por falta de experiência mesmo-; mas do Estado de proporcionar uma tônica no quesito educação, proteção como segurança, saúde, etc. O problema não será sanado da noite para o dia, mas é importante pense-se o sentido, a direção que deixamos como caminho para aqueles que, em busca das experiências que serão – não o negamos – necessárias para se fazerem bem viventes, adultos competentes em suas atribuições. Relega-se assim papel de fundamental importância quando a Igreja se propõe, a roga de danos, recalcitrar contra situações de vidas perdidas antes de descobrir-se o indivíduo mesmo como pessoa humana, digna e cidadã.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
terça-feira, 9 de abril de 2013
A Verdade sobre o COCÓ
Em recente reunião no Complexo das Comissões realizada sob a autoria da Deputada Estadual Eliane Novais,presidente da Comissão de Direitos Humanos, na Assembleia Legislativa do Ceará, levantou-se gume à questão jurídica que envolve a preservação da área verde do Parque do COCÓ.
Por demais uma polêmica, visto o tencionamento de construção civil pública de uma ponte que cortaria a zona de proteção, suscitou-se entre os debatentes, componetes da mesa e sociedade, questão da preservação do parque.
Num primeiro momento, ao arrebate das condições legais que envolvem o certame, a disucussão enveredou por um caminho muito pouco prático; alegou-se nem sequer a reserva ter valor judicial de área de preservação, ou, ainda pior, o relevo constituinte natural da área em questão, não ter-se sido conciderado como um parque; ou seja, não há lei de proteção que denuncie a prioridade na preservação da maior área verde da cidade de Fortaleza.
No compasso do debate, esta primeira locução pareceu embargada, civis como políticos posicionando-se contra este último argumento e afirmando o COCÓ dever ser visto sim como uma importante zona de preservação.
Em seguida, formou-se a diligência que proporia aos presentes as soluções para uma problemática tão incipiente quanto necessária, levantando-se, a partir daí, argumentos sólidos, que embasavam o discurso de requerimento para trâmite na casa de projeto que anistiasse toda a área, para futura conservação, a saber, dos 3402 m2 e da extensão que permeia os locais por onde vereda o rio e suas adjacências.
Outrossim, através de manisfestações da sociedade civil, mobiliram movimento em prol da permanência da mata que cobre uma parte significativa da cidade, com a presença de agentes do governo e de militâncias questionadoras.
Inda que a situação tenha permanecido à superfície da proposta de desobstrução dos meios legais para que daí floresça a tão necessária lei que protejerá por instituição de preservação todo o COCÓ, tramita entre a civilidade tal premência, e que os nossos políticos não esqueçam da matéria e da importância com que se revestem as nossas bandeiras de luta.
Estaremos sempre presentes.
Não abdicaremos de nosso direito de ter uma Fortaleza com sítios onde a natureza seja protejida e reverenciada, e, para além de tudo, faremo-nos mostrar aos poderosos que o interlúdio dessas discuções podem, sim, convergir num ponto de acordo entre instâncias superiores e sociedade civil, pois o parque do COCÓ é de todos, é patrimônio e, àcima de tudo, uma dádiva concedida ao nosso bem estar e polo de lazer para remanescer-mos ainda uma metrópole que, ao contrário do que por outras praças vem acontecendo substancialmente, exiba ao mundo a qualidade de vida daí destinada ao nosso povo e aos nossos visitantes.
A questão fica em aberto. Nada pode-se em que a sociedade encontra-se unida, no sentido de desmerecê-la. A luta continua.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
Por demais uma polêmica, visto o tencionamento de construção civil pública de uma ponte que cortaria a zona de proteção, suscitou-se entre os debatentes, componetes da mesa e sociedade, questão da preservação do parque.
Num primeiro momento, ao arrebate das condições legais que envolvem o certame, a disucussão enveredou por um caminho muito pouco prático; alegou-se nem sequer a reserva ter valor judicial de área de preservação, ou, ainda pior, o relevo constituinte natural da área em questão, não ter-se sido conciderado como um parque; ou seja, não há lei de proteção que denuncie a prioridade na preservação da maior área verde da cidade de Fortaleza.
No compasso do debate, esta primeira locução pareceu embargada, civis como políticos posicionando-se contra este último argumento e afirmando o COCÓ dever ser visto sim como uma importante zona de preservação.
Em seguida, formou-se a diligência que proporia aos presentes as soluções para uma problemática tão incipiente quanto necessária, levantando-se, a partir daí, argumentos sólidos, que embasavam o discurso de requerimento para trâmite na casa de projeto que anistiasse toda a área, para futura conservação, a saber, dos 3402 m2 e da extensão que permeia os locais por onde vereda o rio e suas adjacências.
Outrossim, através de manisfestações da sociedade civil, mobiliram movimento em prol da permanência da mata que cobre uma parte significativa da cidade, com a presença de agentes do governo e de militâncias questionadoras.
Inda que a situação tenha permanecido à superfície da proposta de desobstrução dos meios legais para que daí floresça a tão necessária lei que protejerá por instituição de preservação todo o COCÓ, tramita entre a civilidade tal premência, e que os nossos políticos não esqueçam da matéria e da importância com que se revestem as nossas bandeiras de luta.
Estaremos sempre presentes.
Não abdicaremos de nosso direito de ter uma Fortaleza com sítios onde a natureza seja protejida e reverenciada, e, para além de tudo, faremo-nos mostrar aos poderosos que o interlúdio dessas discuções podem, sim, convergir num ponto de acordo entre instâncias superiores e sociedade civil, pois o parque do COCÓ é de todos, é patrimônio e, àcima de tudo, uma dádiva concedida ao nosso bem estar e polo de lazer para remanescer-mos ainda uma metrópole que, ao contrário do que por outras praças vem acontecendo substancialmente, exiba ao mundo a qualidade de vida daí destinada ao nosso povo e aos nossos visitantes.
A questão fica em aberto. Nada pode-se em que a sociedade encontra-se unida, no sentido de desmerecê-la. A luta continua.
Pedro Costa
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quarta-feira, 3 de abril de 2013
Seca: mazelas e soluções
Localizado entre trópicos, nosso imenso país, possui uma extensão continental que abriga vinte e seis estados mais o distrito federal em cinco grandes regiões. No cume leste, à região banhada pelo oceano atlântico, no Nordeste, o povo do Ceará, sofre com a maior seca em cinqüenta anos.
O problema, que vai da falta d’água para abastecimento da população até a morte do gado e chega à perda das plantações, esbarra na intransigência política, no descaso e no abandono desta parte do Brasil. Relegados à miséria, nossos irmãos do sertão assistem, às suas condições precárias, ao despreparo para o enfrentamento no deserto da caatinga, pisando o chão rachado, andando quilômetros para conseguir algum do que ainda resta de água nos confins da região assolada pelo desinteresse dos responsáveis.
Parte também do princípio da inerência de uma indústria, para quem é lucrativo haja demanda de recursos, quando ganha no sofrimento do sertanejo, ante o ganho de capital, ou seja, lucra na permanência em situação precária desta parte do povo brasileiro; na carência e na dependência para com o patronato.
Não obstante, medidas deveriam partir dos liames do poder, no sentido de remediar a condição inumana na qual encontram-se os nordestinos padecentes de fome e sede. Nada disso é interessante, pois o ônus é maior que o bônus quando a ação é remediar, empossar a estes sofredores terras onde possam plantar, criar gado e manter-se condições mínimas necessárias para a vida.
Especulam-se soluções.
De fato, o que deveria ser feito, à um tempo e na região como um todo, é o combate aos que ganham com isso, além do preparo com tecnologia, de utilização de técnicas de irrigação e construção de mais cisternas, além de prover um contingente maior de carros-pipa que levem água às famílias que padecem com a seca; uma investidura de maior grau, a abarcar a demanda como premissa de dar um fim às mazelas do povo sertanejo. Não é novo o encalço. O despreparo para enfrentar períodos de estiagem, no Brasil, é condenatório. E a falta de vontade política, gritante; há quem muito fale a respeito, pouco entretanto se faz. Alertar para os períodos de mais defasagem a população não sem um programa de combate intensivo, parece ser a melhor saída, no quanto pouco é posto em pauta, legando aos pobres de nosso país a herança maldita da inoperância do sistema de abastecimento através dos açudes.
Se pouco chove, deve-se ornar as áreas de abastecimento com planos técnicos no sentido de revigorar os dutos que levam água aos povoados; não ignorar e vilipendiar ao acaso a vida destes brasileiros.
Rendidos à mercê de uma tragédia que já não conta tamanho, eles esperam, mas a paciência dilige uma resposta, que deve partir dos poderosos.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
O problema, que vai da falta d’água para abastecimento da população até a morte do gado e chega à perda das plantações, esbarra na intransigência política, no descaso e no abandono desta parte do Brasil. Relegados à miséria, nossos irmãos do sertão assistem, às suas condições precárias, ao despreparo para o enfrentamento no deserto da caatinga, pisando o chão rachado, andando quilômetros para conseguir algum do que ainda resta de água nos confins da região assolada pelo desinteresse dos responsáveis.
Parte também do princípio da inerência de uma indústria, para quem é lucrativo haja demanda de recursos, quando ganha no sofrimento do sertanejo, ante o ganho de capital, ou seja, lucra na permanência em situação precária desta parte do povo brasileiro; na carência e na dependência para com o patronato.
Não obstante, medidas deveriam partir dos liames do poder, no sentido de remediar a condição inumana na qual encontram-se os nordestinos padecentes de fome e sede. Nada disso é interessante, pois o ônus é maior que o bônus quando a ação é remediar, empossar a estes sofredores terras onde possam plantar, criar gado e manter-se condições mínimas necessárias para a vida.
Especulam-se soluções.
De fato, o que deveria ser feito, à um tempo e na região como um todo, é o combate aos que ganham com isso, além do preparo com tecnologia, de utilização de técnicas de irrigação e construção de mais cisternas, além de prover um contingente maior de carros-pipa que levem água às famílias que padecem com a seca; uma investidura de maior grau, a abarcar a demanda como premissa de dar um fim às mazelas do povo sertanejo. Não é novo o encalço. O despreparo para enfrentar períodos de estiagem, no Brasil, é condenatório. E a falta de vontade política, gritante; há quem muito fale a respeito, pouco entretanto se faz. Alertar para os períodos de mais defasagem a população não sem um programa de combate intensivo, parece ser a melhor saída, no quanto pouco é posto em pauta, legando aos pobres de nosso país a herança maldita da inoperância do sistema de abastecimento através dos açudes.
Se pouco chove, deve-se ornar as áreas de abastecimento com planos técnicos no sentido de revigorar os dutos que levam água aos povoados; não ignorar e vilipendiar ao acaso a vida destes brasileiros.
Rendidos à mercê de uma tragédia que já não conta tamanho, eles esperam, mas a paciência dilige uma resposta, que deve partir dos poderosos.
Pedro Costa
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terça-feira, 2 de abril de 2013
O prenúncio de Eduardo Campos
Sabe-se, internamente, que o PSB, quando amparo de seus partidários, tem sido um partido “mãe”.
Importante, para quem detêm a locução a respeito da enunciação presidencial de 2014, é que saibam que este partido está em um crescimento abastado. Requer, portanto, de seus filiados que ajam de forma a representar os interesses do partido. E, posa de candidato, o neto de um dos fundadores do PSB, Eduardo Campos, terceira geração na linha de Arraes.
Pode não atender aos mesmos princípios do avô – até porque a política é outra, bem desconforme apesar de que inda leve os traços de toda política mesma.
É uma deserção, especular contra um bom político como Eduardo, expoente no Nordeste, sóbrio em suas posições, no que refere-se aos seus partidários enquanto militantes, a regra geral, parece ser, aceitá-lo como se propõe a ser visto; tendo galgado ao executivo estadual de pernambuco exibindo no peito o lustro brio de Arraes.
Representante de uma classe expoente, a saber, de quem vota ainda no socialismo, e, sem que represente os doutos da elite brasileira, Eduardo Campos é um jovem que aspira à presidência, a carregar um fardo grande e estar em plena vivência de uma maturação das idéias própria do momento porque passa como ser humano; e, isso, bem o demonstra por suas opiniões e ideias.
O marco de seu potencial, mostra-se através de uma cautela que mistura-se com sabedoria de quem governa sem esquecer as paragens atávicas do meio no qual insiste permear com sua personalidade altaneira. Do porte altivo, de onde prenuncia sua candidatura, pode-se esperar seja uma locução daquilo sobre o que pensa.
Trípode do poder no Ceará, os também pessebistas Ciro, Ivo e Cid Gomes, têm muito o que ver como posiciona-se quando detentor do poder. Retificando, o pernambucano Campos, é a ideia para um novo governo; se, é claro, o partido continue em ascensão. Reifica ao governo de uma aristocracia, a coisa pública, de quem Campos é o menestrel na atualidade, sua manifestação espetacularista, ante princípios e ideais, estratégia e oposição crítica - saiba-se – caracteres da personalidade do neto de Arraes.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
Importante, para quem detêm a locução a respeito da enunciação presidencial de 2014, é que saibam que este partido está em um crescimento abastado. Requer, portanto, de seus filiados que ajam de forma a representar os interesses do partido. E, posa de candidato, o neto de um dos fundadores do PSB, Eduardo Campos, terceira geração na linha de Arraes.
Pode não atender aos mesmos princípios do avô – até porque a política é outra, bem desconforme apesar de que inda leve os traços de toda política mesma.
É uma deserção, especular contra um bom político como Eduardo, expoente no Nordeste, sóbrio em suas posições, no que refere-se aos seus partidários enquanto militantes, a regra geral, parece ser, aceitá-lo como se propõe a ser visto; tendo galgado ao executivo estadual de pernambuco exibindo no peito o lustro brio de Arraes.
Representante de uma classe expoente, a saber, de quem vota ainda no socialismo, e, sem que represente os doutos da elite brasileira, Eduardo Campos é um jovem que aspira à presidência, a carregar um fardo grande e estar em plena vivência de uma maturação das idéias própria do momento porque passa como ser humano; e, isso, bem o demonstra por suas opiniões e ideias.
O marco de seu potencial, mostra-se através de uma cautela que mistura-se com sabedoria de quem governa sem esquecer as paragens atávicas do meio no qual insiste permear com sua personalidade altaneira. Do porte altivo, de onde prenuncia sua candidatura, pode-se esperar seja uma locução daquilo sobre o que pensa.
Trípode do poder no Ceará, os também pessebistas Ciro, Ivo e Cid Gomes, têm muito o que ver como posiciona-se quando detentor do poder. Retificando, o pernambucano Campos, é a ideia para um novo governo; se, é claro, o partido continue em ascensão. Reifica ao governo de uma aristocracia, a coisa pública, de quem Campos é o menestrel na atualidade, sua manifestação espetacularista, ante princípios e ideais, estratégia e oposição crítica - saiba-se – caracteres da personalidade do neto de Arraes.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
quinta-feira, 14 de março de 2013
Da Renúncia de um Papa
Da renúncia de um papa “old fashion”, do início do conclave, ao voto secreto no Vaticano. E, um papa do novo mundo é o escolhido para representar a Igreja Católica , subindo ao trono de Pedro.
Um torvelinho de emoções, num tempo de novo milênio onde a reforma, e a renovação premissas necessárias para o bom funcionamento da paróquia global, são a nova cara do poder religioso, o papa argentino, que leva o nome de São Francisco, e terá em voga o suplício dos mais necessitados; e que, se conforme as premissas franciscanas, deverá ajudar, estender a mão aos marginalizados, recuperar os ideais de igualdade a tanto comprometidos às minúcias da ação globalizante insipiente, reverte a tendência episcopal dando início a uma era de mudanças, de renovação.
A parábola só reverterá em inferências ao ponto em que a Fé resguarde-se à transformação clerical pela qual passaremos nos próximos anos. Assim, visto com bons olhos, o pleito papal deverá designar a ordem munidal, promover a tresvaloração do meio eclesiástico, por fim, atenuar as diferenças, recuperar as condolências e refratar do povo a emanação de uma necessária conversão cristã.
Sem que longe disso movam-lhos os motivos ateus para a descrença, os clérigos têm agora a difícil tarefa de mudar a imagem da Igreja, atenuar os entraves e apropiar suas medidas para a corrente trivial do pensamento cético. A ganhar força com tais espúrios.
Retiro de uma conclamação geral do papa antecessor a Bento XVI, a motivação para retificar a alheação da religiosidade, uma vez que depois daquele, seu sucessor entregou a batina pontífice acatado seu ato como corajoso; então, eis que nos chega alguém novo, dito de atos simplórios e representante do povo em ideologia. Pintam-se já os rostos as torcidas . Toda a rescisão do direito de representar o catolicismo sendo uma boa nova; servindo-nos para renovação da Fé.
Se portanto, positiva esta escolha, por quanto tempo mais?
Pedro Costa
Publicitário peça Universidade Federal do Ceará
Um torvelinho de emoções, num tempo de novo milênio onde a reforma, e a renovação premissas necessárias para o bom funcionamento da paróquia global, são a nova cara do poder religioso, o papa argentino, que leva o nome de São Francisco, e terá em voga o suplício dos mais necessitados; e que, se conforme as premissas franciscanas, deverá ajudar, estender a mão aos marginalizados, recuperar os ideais de igualdade a tanto comprometidos às minúcias da ação globalizante insipiente, reverte a tendência episcopal dando início a uma era de mudanças, de renovação.
A parábola só reverterá em inferências ao ponto em que a Fé resguarde-se à transformação clerical pela qual passaremos nos próximos anos. Assim, visto com bons olhos, o pleito papal deverá designar a ordem munidal, promover a tresvaloração do meio eclesiástico, por fim, atenuar as diferenças, recuperar as condolências e refratar do povo a emanação de uma necessária conversão cristã.
Sem que longe disso movam-lhos os motivos ateus para a descrença, os clérigos têm agora a difícil tarefa de mudar a imagem da Igreja, atenuar os entraves e apropiar suas medidas para a corrente trivial do pensamento cético. A ganhar força com tais espúrios.
Retiro de uma conclamação geral do papa antecessor a Bento XVI, a motivação para retificar a alheação da religiosidade, uma vez que depois daquele, seu sucessor entregou a batina pontífice acatado seu ato como corajoso; então, eis que nos chega alguém novo, dito de atos simplórios e representante do povo em ideologia. Pintam-se já os rostos as torcidas . Toda a rescisão do direito de representar o catolicismo sendo uma boa nova; servindo-nos para renovação da Fé.
Se portanto, positiva esta escolha, por quanto tempo mais?
Pedro Costa
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terça-feira, 12 de março de 2013
Arrebate ao Direito Mínimo
E eis surgindo das instâncias superiores alguém eleito para domar as diferenças e apaziguar o quadro do preconceito, sob a égide de um cargo a si relegado para que o ser humano possa ser tratado com mais igualdade.
Esta pessoa, entretanto, define a raça negra como “descendentes amaldiçoados de Noé”; os homossexuais como escória e os aidéticos como “enfeitiçados”, sim e ainda ocupa o cargo ao qual foi designado ocupando, dentro da Igreja Evangélica, a posição de pastor.
Com certeza não é disso que precisamos.
De fato, em uma democracia, se o poder delega a outrem a escolha de algures para o cargo, é que se omitiu – gravemente, observamos – de uma responsabilidade sem tamanho, deixando ao léu a cadeira da presidência da Comissão de Direitos Humanos.
Mas que direitos humanos?
O caso é tão absurdo, de uma extravagância tão esdrúxula, que a sociedade assiste pasmada a subida ao poder do pastor Feliciano (PSC). Unidos, os indignados cidadãos brasileiros assistem a mais este abuso por parte de seus governantes. Inertes. Abismados.
Serve-se a máquina de uma valorosa democracia para justificar escolhas de tal irresponsabilidade, porém, isso não é valor algum; pelo contrário, uma pena, que cumpre o nosso digno povo, por talvez sempre o último a saber.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
Esta pessoa, entretanto, define a raça negra como “descendentes amaldiçoados de Noé”; os homossexuais como escória e os aidéticos como “enfeitiçados”, sim e ainda ocupa o cargo ao qual foi designado ocupando, dentro da Igreja Evangélica, a posição de pastor.
Com certeza não é disso que precisamos.
De fato, em uma democracia, se o poder delega a outrem a escolha de algures para o cargo, é que se omitiu – gravemente, observamos – de uma responsabilidade sem tamanho, deixando ao léu a cadeira da presidência da Comissão de Direitos Humanos.
Mas que direitos humanos?
O caso é tão absurdo, de uma extravagância tão esdrúxula, que a sociedade assiste pasmada a subida ao poder do pastor Feliciano (PSC). Unidos, os indignados cidadãos brasileiros assistem a mais este abuso por parte de seus governantes. Inertes. Abismados.
Serve-se a máquina de uma valorosa democracia para justificar escolhas de tal irresponsabilidade, porém, isso não é valor algum; pelo contrário, uma pena, que cumpre o nosso digno povo, por talvez sempre o último a saber.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Política e Folclore
Na Republica Federativa do Brasil, ou em sua minoria alguns aos quais é dado o privilégio do saber, retifica-se cada passo dado rumo à construção de uma nação saudável, numa farsa digna dos prados visitados por Moliére, na França. É o nosso Brasil, uma versão quixotesca de uma República verdadeiramente séria como a dos americanos, inda que imperialistas, um povo espetacular no que diz respeito ao compromisso com o ideal da liberdade; em uma visão mais alargada, uma teoria que iguala-se na prática em ideais nacionalistas, por tantos criticados e satirizados, mas que no fundamento político, guardam um princípio moral, a saber, respeitar o povo a si mesmo enquanto pátria. No que, ao plano brasileiro as contingências resvalem em personas folclóricas muita vez externalizadas num sentimento de galhofa e caricaturismo, os nossos heróis de nossa História, são – a rigor – figuras cuja latência esbarra em uma corrente malandra onde os espertos estão à evidência, guardando para a posteridade elementos mesmo da política sem representatividade de valores, mas em evidência por feitos estrambólicos de sua personalidade excêntrica. Para o folclore, isso é ótimo; entretanto em entraves mais cônsios de uma insurgência da qual o país necessita e premissa para uma imagem mais positiva do quanto tem o nosso povo a oferecer ao resto do mundo que, no que guarda de narcótica – por levar a patamares incomensuráveis o excelso na paródia, explorado à regalia do niilismo mesmo nos nossos maiores representantes, seja na arte, seja no plano da realidade imediata – exprime uma vontade de penalizar a quem vê no seu mundo que é o Brasil, a decepção frente ao árduo trabalho no sentido de construção objetiva de exemplos de nação, perante a exaltação de figuras caricatas, folclóricas prementes a um modo de fazer político bem brasileiro, ou seja, que pontua uma personalidade não por caráter ou esmero mas por força desta de apontar para o mundo a nossa conhecida e manjada veia cômica; aquela, de nunca levar-se à seriedade, e, assim despojando a segundos e terceiros planos as verdadeiras forças motrizes de nosso Brasil, pessoas que não têm a condição de artistas das massas; figuras cheias de agremiações simpáticas à parca clareza que têm os brasileiros do fato de chacotar não ser o melhor modo de se exibir; exploradores da ingenuidade de uma nação mal (in)formada, donde o riso é o maior prêmio – mas, que são sim, rígidos em traçar no dia a dia (um tijolo por vez) a trajetória da brasilidade deste imenso Brasil.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
Pedro Costa
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