Afigura-se, com o julgamento tardio do mensalão, um prejuízo de grandes proporções para a base aliada.
Quer dizer, com as eleições municipais em voga, os candidatos do PT vêem-se complicados porquanto seu partido seja um dos alvos das investigações. Não dá para negar o fato de, por ocorrer o processo em consonância com o reconhecimento e posterior eleição de partícipes com sua base de apoio ligada ao Partido dos Trabalhadores, firmar-se aí uma situação delicada.
O observatório político desvanece ao verificar, em várias capitais, o desconhecimento de nomes que, ligados ao de Lula e Dilma, poderiam ter maior expressividade, não acontecendo tal devido, em parte, à posição de saia justa na qual encontram-se ambos os presidentes.
Saída, há.
É mister relegar mais embate em corpo-a-corpo, uma entrega maior e a utilização inteligente dos meios de comunicação de massa, na medida em que limitem-se pela ética política.
Do outro lado, beneficiam-se do cenário, a oposição e sua certeza de que os aliados perderam em força e talvez enxerguem caminho livre para galgar a volta ao poder.
É indefinido ainda. Com a familiarização do eleitor para com os representantes de seus líderes favoritos, o quadro pode vir a mudar, afinal nem só de pesquisas vive o convívio intermunicipal; a força dos situacionistas não deve outrossim ser subestimada e a permanência é uma variável a ser considerada.
Mais uma vez, apoiar-se em dados insubstanciais poderia incorrer em um erro grave, tanto de lado da situação como da oposição.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
terça-feira, 28 de agosto de 2012
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Das Greves que nos Assolam
A paralisação por greve é um direito instituído por lei.
Observa-se, no entanto, à procura de meios para fazer valer as demandas – principalmente dos servidores – pendentes de congelamento de salários, o grupo grevista meter os pés pelas mãos.
Teremos de relevar também serem necessárias tais agremiações, a partir das quais é resolvido o problema de baixas remuneração para um esforço trabalhista exagerado, e, ainda sob medida de tribulações sempre e a cada vez mais pesares no bolso do trabalhador.
O Brasil parou.
As exigências são de toda natureza e a classe sente-se inferiorizada. Não deveria ser ponto de convergência os reclames com o direto previsto em lei da facilitação ao trabalho como modo de valorizá-la?
Temos então os professores, feito os maiores pretendentes de um aumento salarial significativo. Vê-se, assim, as agruras intrínsecas à própria entidade representativa, no nosso caso, a ADUFC, a tornar o pleito em um imbróglio por mera disputa de poder.
A insatisfação é de todos os setores. As medidas não são tomadas relativas ao acordo definitivo que traria fim às manifestações.
Toda a universidade está em crise, isso é o resultado explicitado nas reuniões dos grevistas sempre insatisfeitos, o que não é de todo condenável, muito pelo contrário, é a execução de um direito.
Então, serve-nos as greves, para saibamos e tenhamos um raio-X da política partidária realizada em nossa volta, perceber este sintoma, é bastante delicado mas evidente como o é, a profilaxia mora dentro do próprio movimento, o qual não é nada condenável, oxalá agente explicitante da incapacidade de governar-se certos setores.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
Observa-se, no entanto, à procura de meios para fazer valer as demandas – principalmente dos servidores – pendentes de congelamento de salários, o grupo grevista meter os pés pelas mãos.
Teremos de relevar também serem necessárias tais agremiações, a partir das quais é resolvido o problema de baixas remuneração para um esforço trabalhista exagerado, e, ainda sob medida de tribulações sempre e a cada vez mais pesares no bolso do trabalhador.
O Brasil parou.
As exigências são de toda natureza e a classe sente-se inferiorizada. Não deveria ser ponto de convergência os reclames com o direto previsto em lei da facilitação ao trabalho como modo de valorizá-la?
Temos então os professores, feito os maiores pretendentes de um aumento salarial significativo. Vê-se, assim, as agruras intrínsecas à própria entidade representativa, no nosso caso, a ADUFC, a tornar o pleito em um imbróglio por mera disputa de poder.
A insatisfação é de todos os setores. As medidas não são tomadas relativas ao acordo definitivo que traria fim às manifestações.
Toda a universidade está em crise, isso é o resultado explicitado nas reuniões dos grevistas sempre insatisfeitos, o que não é de todo condenável, muito pelo contrário, é a execução de um direito.
Então, serve-nos as greves, para saibamos e tenhamos um raio-X da política partidária realizada em nossa volta, perceber este sintoma, é bastante delicado mas evidente como o é, a profilaxia mora dentro do próprio movimento, o qual não é nada condenável, oxalá agente explicitante da incapacidade de governar-se certos setores.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
terça-feira, 21 de agosto de 2012
As Novas Tecnologias
Há um frisson em torno dos novos aparatos tecnológicos aos quais está sendo dada uma preleção um tanto quanto inaudita e otimista em demasia. Esperar nas novas plataformas digitais uma saída para todos os problemas do cotidiano é, no mínimo, uma aposta alta em uma prática bastante volátil. Achar que nos novos meios de comunicação – principalmente os surgidos após a década de oitenta, a saber, a grande rede e seus derivativos, como os computadores pessoais – são uma revolução no sentido de interditar os apetrechos mais tradicionais, como o livro e mesmo o cinema, tornando-os defasados, é uma aposta furada.
Em que estes tecnocratas, os desenvolvedores de sistemas em algoritmos, de softwares cada vez mais complexos em suas linhas operacionais, mas que oferecem uma facilidade a mais evidenciada na maneira como podem ser utilizados, têm de tão especial para serem considerados a nova vanguarda artística do milênio? Se, apenas são nada mais do que grandes matemáticos investindo seu conhecimento em programação e na elaboração de tecnologias que apenas servem para serem superadas pelo próximo projeto? Evidente, a Web, as novas interfaces gráficas, as redes sociais digitais, etc., trouxeram para nós uma possibilidade ímpar, a de repousar-nos do esforço de ir atrás por força própria daquelas nuanças mais delicadas do trabalho humano.
Exagero me parece, entretanto, resguardar valores estrambólicos a tais empreendedores, se a arte de nosso milênio não escapa também de ser a mesma que na Idade Média, quando a pintura, a literatura, a música eram as maiores evidências de que a técnica pode, sim, aliar-se ao modus operandi do fazer artístico.
A mudança ocorrida de uns tempos pra cá, portanto, embora não possa ser medida com uma régua pequena, não anula as possibilidades que aqueles aos quais chamamos os verdadeiros artistas, gênios atormentados da estirpe de James Joyce, que inventou uma vertente lingüística sem precedentes e que avizinha-se aos prelos do terceiro milênio, criam-nos em seus itinerários tanto de entrega como de técnica mesma.
E, em último lugar, a vulnerabilidade da reverência às novas tecnologias, mostra-se bastante claramente na eleição de povos aos quais é legado o direito a tais. Pois, grosso modo, temos ainda muitas sociedades iletradas de cultura oral pelo mundo, e, se deles não podemos esperar que sejam técnicos, mas que sejam artísticos, então quem sabe a modalidade do fazer artístico não está apenas esperando a hora de mostrar-se ao nosso novo tempo?
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
Em que estes tecnocratas, os desenvolvedores de sistemas em algoritmos, de softwares cada vez mais complexos em suas linhas operacionais, mas que oferecem uma facilidade a mais evidenciada na maneira como podem ser utilizados, têm de tão especial para serem considerados a nova vanguarda artística do milênio? Se, apenas são nada mais do que grandes matemáticos investindo seu conhecimento em programação e na elaboração de tecnologias que apenas servem para serem superadas pelo próximo projeto? Evidente, a Web, as novas interfaces gráficas, as redes sociais digitais, etc., trouxeram para nós uma possibilidade ímpar, a de repousar-nos do esforço de ir atrás por força própria daquelas nuanças mais delicadas do trabalho humano.
Exagero me parece, entretanto, resguardar valores estrambólicos a tais empreendedores, se a arte de nosso milênio não escapa também de ser a mesma que na Idade Média, quando a pintura, a literatura, a música eram as maiores evidências de que a técnica pode, sim, aliar-se ao modus operandi do fazer artístico.
A mudança ocorrida de uns tempos pra cá, portanto, embora não possa ser medida com uma régua pequena, não anula as possibilidades que aqueles aos quais chamamos os verdadeiros artistas, gênios atormentados da estirpe de James Joyce, que inventou uma vertente lingüística sem precedentes e que avizinha-se aos prelos do terceiro milênio, criam-nos em seus itinerários tanto de entrega como de técnica mesma.
E, em último lugar, a vulnerabilidade da reverência às novas tecnologias, mostra-se bastante claramente na eleição de povos aos quais é legado o direito a tais. Pois, grosso modo, temos ainda muitas sociedades iletradas de cultura oral pelo mundo, e, se deles não podemos esperar que sejam técnicos, mas que sejam artísticos, então quem sabe a modalidade do fazer artístico não está apenas esperando a hora de mostrar-se ao nosso novo tempo?
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
O Meu Governo
Os brasileiros, nos últimos anos, têm passado por lições de como governar. No governo FHC, com o empreendimento do plano real, estipulou-se que o país seria vendido em virtude de tantas privatizações, houve apagão e quem pagou a conta foi o povo. FHC ficou por dois mandatos com as rédeas da nação, propondo uma ordem de comando neoliberal e isso gerou várias críticas, mas ainda assim, o medo de uma bancarrota extinguiu-se com o fogo de seu sucessor. Luis Inácio Lula da Silva, um operário subiu ao palanque e gritou as vozes sindicalistas, sem um diploma universitário houve de brigar muito para chegar ao poder; uma vez eleito, caiu nas graças da população com programas como o bolsa-família e o fome zero, voltados para as classes menos favorecidas, além de possibilitar uma movimentação de extratos da sociedade; mobilidade esta foi capaz de tirar muita gente da miséria e a aposta otimista elevou bastantes famílias às castas superiores, permitido sendo isto por um programa de que legou frutos. Veio o mensalão, e mais uma vez todos caíram em desconfiança. Então aquele homem que veio do povo, e trazia a esperança como bandeira era corrupto, ou, dizendo de outro modo, o seu partido – justo o dos trabalhadores – estava permeado por entes corruptores. Vai-se aí junto com dinheiro na cueca e outras patifarias um sem número decepcionado com os seus governantes. Mas aí que o tempo passa, Lula elege a primeira mulher presidenta do Brasil, Dilma Roussef e cá estamos, com a limpeza da lama que voga nos bastidores e por debaixo dos panos, surge uma heroína com 77% de aprovação em seu mandato, que claro, é um continuísmo do de seu antecessor e padrinho, Lula e o brasileiro volta a ter confiança em si mesmo; neste ínterim a economia oscila e o país escapa por pouco de uma crise mundial, os protestos mundo afora têm contornos de revolução (americana, talvez) e surgem novos blocos além do G8, como os BRICS, formado pelos países emergentes e os holofotes voltam-se para nós. O resgate da memória é pauta de discussão, somos imantados ao passado da ditadura, lei de anistia, verdade e justiça, tudo num mesmo pacote. E o Brasil é uma potência ocidental do séc. XXI, deixamos de ser meros coadjuvantes para obter espaço próprio. O meu governo é o do presente, ser parte da máquina é também montá-la, portanto governá-la, e, assim é que devemos sentirmo-nos, como a peça que se retirada da engrenagem faz o país parar, o meu governo é para todos e cada um, é para quem sempre lutou e não teve sequer uma chance, é para os analfabetos que carecem de educação; os dependentes que precisam de tratamento, o meu governo é para a paz. Façamos valer o nosso governo, a nossa réstia de valores conquistados e transmitidos às próximas gerações, unamos força e façamos o que melhor é não apenas para si, mas para a coletividade. O meu governo é o seu também. O meu governo é presenciar o governo destes chefes políticos, mas é também observar o governo de todos nós, e gerir da importância individual o trabalho para que tenhamos uma sociedade mais igualitária, com menos pobreza, mais ações em prol das pessoas mais simples. É governar meu destino, e ser dono do meu direito; é fazer do dever a obrigação de cumpri-lo; é votar consciente. O meu governo passa por estas confluências todas e é revelado ao que eu me revelo de cara limpa. O meu governo é a luta constante por um mundo melhor. Governemo-nos!
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
A Vantagem de uma Disputa Acirrada
Para os eleitores, ter dez nomes com candidatura impostada para o cargo maior do executivo municipal, pode vir a ser, uma grande vantagem. Apostando na lógica da disputa de que se quanto mais candidatos tivermos maior empenho teremos por conseqüência de cada um, por um prisma otimista, ou seja, partindo do princípios de que sejam honestos e comprometidos, o que levará ao afinamento de debate, veremos, enquanto conquista de eleitores, e, se o jogo manter-se limpo, uma discussão em prol de uma maior claridade do meio político que, na maioria das vezes é dotado de uma cortina de fumaça a esconder as verdadeiras razões promíscuas na briga pelo poder.
Mas, permaneçamos no sítio otimista e enveredemos pelos prados desta visão: ao eleitor deverá ser relegada a tarefa de escolha; até aí tudo bem! Nada fora da normalidade, e, no que estamos acostumados pairaríamos a falar mal dos políticos, colocando-os todos num mesmo saco, o dos corruptos. Por outro lado, a disputa prefeiturável, ainda ao ponto no qual se encontra, não esboçou contornos de falta de elegância por parte de quem candidatou-se e aí está com um discurso até afiado, para os padrões aos quais estamos acostumados; sem baixeza, ou leviandade, retesam o fio da navalha durante os debates, mas aí apostando em clareza e alto nível; é esse o lógico de se esperar para uma população cansada de ser enganada, como a vantagem de uma disputa acirrada.
Isso, até o primeiro turno ser decidido. Como muito provavelmente teremos o segundo, esperaremos que não escapem dos limites do bom debate, aqueles dois de quem deveremos retirar nosso futuro governante. No plano local, serviria assim o pleito de exemplo para o cenário global, ou seja, se da vantagem de ter-se vários candidatos emergir um diálogo mais sincero com as várias camadas populacionais a nível de município, que dirá no plano nacional e quiçá global. Esta é uma visão, e, é claro que pode ser refutada, mas com o observado até então, parece-nos não ser de todo um absurdo acreditar mais nas pessoas que deverão nos governar, seja nos meandros da micro como da macro política.
Pedro Costa
Universidade Federal do Ceará
Mas, permaneçamos no sítio otimista e enveredemos pelos prados desta visão: ao eleitor deverá ser relegada a tarefa de escolha; até aí tudo bem! Nada fora da normalidade, e, no que estamos acostumados pairaríamos a falar mal dos políticos, colocando-os todos num mesmo saco, o dos corruptos. Por outro lado, a disputa prefeiturável, ainda ao ponto no qual se encontra, não esboçou contornos de falta de elegância por parte de quem candidatou-se e aí está com um discurso até afiado, para os padrões aos quais estamos acostumados; sem baixeza, ou leviandade, retesam o fio da navalha durante os debates, mas aí apostando em clareza e alto nível; é esse o lógico de se esperar para uma população cansada de ser enganada, como a vantagem de uma disputa acirrada.
Isso, até o primeiro turno ser decidido. Como muito provavelmente teremos o segundo, esperaremos que não escapem dos limites do bom debate, aqueles dois de quem deveremos retirar nosso futuro governante. No plano local, serviria assim o pleito de exemplo para o cenário global, ou seja, se da vantagem de ter-se vários candidatos emergir um diálogo mais sincero com as várias camadas populacionais a nível de município, que dirá no plano nacional e quiçá global. Esta é uma visão, e, é claro que pode ser refutada, mas com o observado até então, parece-nos não ser de todo um absurdo acreditar mais nas pessoas que deverão nos governar, seja nos meandros da micro como da macro política.
Pedro Costa
Universidade Federal do Ceará
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Olimpíadas
Essas foram as olimpíadas em que menos assisti.
Não sei se por desinteresse num dos maiores eventos esportivos mundiais, ou por terem sido dados outros interesses para minha pessoa, o fato é que não dei bola nem para o futebol, a paixão nacional. Talvez, o resultado inexpressivo do Brasil em suas várias competições tenham me deixado um tanto decepcionado. Ou, ainda, que os jogos olímpicos não seduzam mais como dantes.
Afora as exceções, tivemos um quadro comum de vitórias: EUA, China e Inglaterra, os maiores vencedores.
Ao que parece o fervor de informação trocada nas redes sociais está superando a excelência da televisão e isto prova estarmos vivendo outros tempos.
Devemos notar, claro, ainda apesar de tudo, o esporte ser uma grande vertente deste milênio, com a sua geração mais saudável e menos sedentária; por ironia, estes últimos enfiam-se em suas poltronas para assistir aos primeiros não entreterem ou ainda convencerem nas diversas modalidades.
Em 2016, teremos no Rio o grande acontecimento esportivo. Esperamos em nossos governantes planejamento para fazer disso uma festa do povo. A esperança nos esportes é uma verdade constante desde tempos imemoráveis. No entanto, as atenções se viram para outros acontecimentos, a saber, as crises nos países desenvolvidos, as novas nuances da política e o entorno frisson para as maravilhas da era de Aquário, tão cantada pelos poetas na década de 1960.
Tal distração pôs-nos a contenda das olimpíadas, e, o que assistimos foi apenas mais um “show” televisivo, menos interessante por sua desimportância que pelos índices de que vivemos uma nova Era.
Pedro Costa
Universidade Federal do Ceará
Não sei se por desinteresse num dos maiores eventos esportivos mundiais, ou por terem sido dados outros interesses para minha pessoa, o fato é que não dei bola nem para o futebol, a paixão nacional. Talvez, o resultado inexpressivo do Brasil em suas várias competições tenham me deixado um tanto decepcionado. Ou, ainda, que os jogos olímpicos não seduzam mais como dantes.
Afora as exceções, tivemos um quadro comum de vitórias: EUA, China e Inglaterra, os maiores vencedores.
Ao que parece o fervor de informação trocada nas redes sociais está superando a excelência da televisão e isto prova estarmos vivendo outros tempos.
Devemos notar, claro, ainda apesar de tudo, o esporte ser uma grande vertente deste milênio, com a sua geração mais saudável e menos sedentária; por ironia, estes últimos enfiam-se em suas poltronas para assistir aos primeiros não entreterem ou ainda convencerem nas diversas modalidades.
Em 2016, teremos no Rio o grande acontecimento esportivo. Esperamos em nossos governantes planejamento para fazer disso uma festa do povo. A esperança nos esportes é uma verdade constante desde tempos imemoráveis. No entanto, as atenções se viram para outros acontecimentos, a saber, as crises nos países desenvolvidos, as novas nuances da política e o entorno frisson para as maravilhas da era de Aquário, tão cantada pelos poetas na década de 1960.
Tal distração pôs-nos a contenda das olimpíadas, e, o que assistimos foi apenas mais um “show” televisivo, menos interessante por sua desimportância que pelos índices de que vivemos uma nova Era.
Pedro Costa
Universidade Federal do Ceará
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Jornalismo e a Exigência do Diploma
Girou-se certa polêmica sobre a exigência do diploma de Comunicação Social, habilitação em jornalismo para o exercício da profissão de jornalista nos meios empregatícios relegados aos profissionais da área.
Durante algum tempo o trâmite da PET que regulamenta a profissão no senado, foi assunto gerador de debates e discussões. Regulamentado o mister, hoje com a aprovação da lei que exige a formação de jornalista para trabalhar em assessoria e/ou redação assim como nos demais prelos relacionados ao trabalho dos comunicadores em suas devidas áreas, a aprovação é vista como uma conquista; os demais empregados antes a trabalharem sem a necessidade de uma graduação, hoje teriam que passar pela triagem de uma universidade, a obtenção de um curso superior para tal.
À capacidade de ente qualquer da sociedade reverter em salário o serviço prestado sem a carência de um diploma, não se nega ser ponderável; ainda que, do ponto de vista regulamentar, favorecer uns em detrimentos de outros; os primeiros sendo privilegiados pois nunca precisaram do esforço estudantil, de participação por quatro anos numa faculdade regulamentada pelo MEC e os segundos prejudicados no sentido de terem tido de passar pela provação e ritos universitários para enfim poderem professar aquilo a que diz respeito o estabilishment do comunicólogo.
Logo, é comemorada a aprovação da PEC no Senado. Quem estudou para ser jornalista terá seu esforço premiado – ainda bastante retesado – podendo fazer-se valer sua ambição pela luta de ser um profissional da área, retratado com todas as suas benesses e privilégios.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
Durante algum tempo o trâmite da PET que regulamenta a profissão no senado, foi assunto gerador de debates e discussões. Regulamentado o mister, hoje com a aprovação da lei que exige a formação de jornalista para trabalhar em assessoria e/ou redação assim como nos demais prelos relacionados ao trabalho dos comunicadores em suas devidas áreas, a aprovação é vista como uma conquista; os demais empregados antes a trabalharem sem a necessidade de uma graduação, hoje teriam que passar pela triagem de uma universidade, a obtenção de um curso superior para tal.
À capacidade de ente qualquer da sociedade reverter em salário o serviço prestado sem a carência de um diploma, não se nega ser ponderável; ainda que, do ponto de vista regulamentar, favorecer uns em detrimentos de outros; os primeiros sendo privilegiados pois nunca precisaram do esforço estudantil, de participação por quatro anos numa faculdade regulamentada pelo MEC e os segundos prejudicados no sentido de terem tido de passar pela provação e ritos universitários para enfim poderem professar aquilo a que diz respeito o estabilishment do comunicólogo.
Logo, é comemorada a aprovação da PEC no Senado. Quem estudou para ser jornalista terá seu esforço premiado – ainda bastante retesado – podendo fazer-se valer sua ambição pela luta de ser um profissional da área, retratado com todas as suas benesses e privilégios.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Questões Polêmicas
O discurso político está em embate com questões relativas às práticas vivenciais ligadas ao que concerne o direito humano. Com a discussão a respeito, hoje, do politicamente correto e o papel da sociedade sobre determinados temas, o meio é cada vez mais inundado de uma problemática vigente e incorpórea, mas que traz à pauta certos assuntos por muito tempo tratados apenas por “debaixo dos panos” e que agora eclodem em uma necessidade de serem postos sobre a mesa e discutirem-nos.
A prática do aborto, a eutanásia, entre outras, são questões de interesse público, geralmente, relegadas à esfera política e religiosa. No que tange à primeira, discute-se se seria viável legalizar a interrupção da gravidez em alguns casos, quais o de relacionamento entre parentes; no caso de estupro e, de anencefalia; esta última tendo tido votação no senado e assegurado o direito da mulher de abortar o feto defeituoso -; à eutanásia segue-se a polêmica de se é certo (ou ético) permitir que um ser humano opte pela vontade de morrer em detrimento de uma vida “não digna”, ou seja, sem condições as mais razoáveis para dar continuidade a uma possível felicidade, para ser mais enfático. O casamento gay é outro ponto que tem dado o que falar, há quem ache o amor possível sobre todas as coisas, assim sendo permitido a pessoas do mesmo sexo a união civil e/ou religiosa; ainda o preconceito agindo como elemento dificultador.
O que é então o politicamente correto?
À primeira vista, é a ação que pretende julgo para temas tabus. Falar de racismo, de intolerância, etc. é mal visto por quem tem a visão tradicional ortodoxa, mas falar sobre isso pode ser uma maneira de, inclusive, amenizar as pressões que se exercem sobre quem se vê acometido de expressar a opinião sem ter de policiar-se o tempo inteiro. É outra polêmica, não há dúvida. Desembocar em processos de assédio moral, por exemplo, à praça do trabalho, é um índice de estar-se ainda apregoado ao valor pueril de que levar-se a sério é uma preocupação maior, no lugar de refrescar-se com uma liberdade, por sua vez só existente enquanto não se dê tanta trela a política feita nos moldes tradicionais – no sentido da castração e imposição irrestrita ao politicamente incorreto.
É evidente todas estas proposições darem-se a um plano generalizado, mas que se observadas e elucidadas sendo postas à luz da razão possam passar de um “problema” para a resolução do mesmo; e, tanto somente seria possível, não através de uma ampla discussão como se pensaria em essas instituições maiores e mais responsáveis – Estado e Igreja -, mas partindo-se da idiossincrasia individual do ser humano, à qual, vem-se atrelada já a predisposição para as dúvidas, e para a polêmica em si.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
A prática do aborto, a eutanásia, entre outras, são questões de interesse público, geralmente, relegadas à esfera política e religiosa. No que tange à primeira, discute-se se seria viável legalizar a interrupção da gravidez em alguns casos, quais o de relacionamento entre parentes; no caso de estupro e, de anencefalia; esta última tendo tido votação no senado e assegurado o direito da mulher de abortar o feto defeituoso -; à eutanásia segue-se a polêmica de se é certo (ou ético) permitir que um ser humano opte pela vontade de morrer em detrimento de uma vida “não digna”, ou seja, sem condições as mais razoáveis para dar continuidade a uma possível felicidade, para ser mais enfático. O casamento gay é outro ponto que tem dado o que falar, há quem ache o amor possível sobre todas as coisas, assim sendo permitido a pessoas do mesmo sexo a união civil e/ou religiosa; ainda o preconceito agindo como elemento dificultador.
O que é então o politicamente correto?
À primeira vista, é a ação que pretende julgo para temas tabus. Falar de racismo, de intolerância, etc. é mal visto por quem tem a visão tradicional ortodoxa, mas falar sobre isso pode ser uma maneira de, inclusive, amenizar as pressões que se exercem sobre quem se vê acometido de expressar a opinião sem ter de policiar-se o tempo inteiro. É outra polêmica, não há dúvida. Desembocar em processos de assédio moral, por exemplo, à praça do trabalho, é um índice de estar-se ainda apregoado ao valor pueril de que levar-se a sério é uma preocupação maior, no lugar de refrescar-se com uma liberdade, por sua vez só existente enquanto não se dê tanta trela a política feita nos moldes tradicionais – no sentido da castração e imposição irrestrita ao politicamente incorreto.
É evidente todas estas proposições darem-se a um plano generalizado, mas que se observadas e elucidadas sendo postas à luz da razão possam passar de um “problema” para a resolução do mesmo; e, tanto somente seria possível, não através de uma ampla discussão como se pensaria em essas instituições maiores e mais responsáveis – Estado e Igreja -, mas partindo-se da idiossincrasia individual do ser humano, à qual, vem-se atrelada já a predisposição para as dúvidas, e para a polêmica em si.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Direitos Humanos
Surpreende a competência relegada à deputada e presidente da Comissão de Direitos Humanos, Eliane Novais, no que se refere à condução dos processos relacionados à Comissão da Verdade e Lei da Anistia.
Observa-se, a cada reunião e audiência, um avanço significativo do meio, que conta com a participação de vários setores da sociedade – Aparecidos Políticos, Comissão 64-68, Caravana da Anistia, entre outros – e mantém um diálogo premente e frutífero para com a população.
Os esforços no sentido de postergar a um futuro próximo as decisões retiradas em compêndio das reuniões realizadas todas as quintas-feiras no Complexo das Comissões da Assembleia Legislativa do Ceará têm sido parte de um trabalho árduo realizado com a ajuda de todos.
É evidente o avanço pelo qual passa o poderio público, tais debates tendo sido bastante esclarecedores; no sentido de revelar um passado que insiste em ser encoberto e enlevar as políticas públicas para que os casos relacionados sejam esclarecidos e rememorados com o objetivo de fazer justiça e penalizar os culpados.
Os desenlaces são visíveis em todo canto, bem como reconhecidos num plano nacional, propostas sendo avaliadas e postas em trâmite assim não permitindo uma estagnação indesejada. Pendências ainda as há, porém está-se sendo feito o trabalho para o acatamento das mesmas e, posterior resolução a partir de envolvimento e responsabilidade daqueles que ali estão para – através de suas pessoas – dar voz a uma parte da população ainda a clamar para que sejam ponderadas as exigências de julgo dos responsáveis por desaparecimentos, tortura e mortes.
Entendido como um ato de grande importância, este viés político relacionado às lutas por memória, verdade e justiça no que se refere ao período dos anos de chumbo ainda promete gerir normas para resgate profundo dos acontecimentos nesse período; apreensão de causos aquietados pelo tempo, e, por fim, pena para quem ali agiu sob as competências do golpe de 64.
Em especial, devemos agradecer à deputada Eliane Novais, pela coragem de manter em plenária a Comissão da Memória, Verdade e Justiça; a Caravana da Anistia; entre outros projetos voltados à busca de um país que pagou por sua luta pela independência e liberdade, e que, agora, como poucos, traz à tona este período negro de nossa História, sempre desejando revelar a público os verdadeiros ocorridos e tendo nesse ponto, a clareza para saber o que fazer quando a verdade for finalmente revelada.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
Observa-se, a cada reunião e audiência, um avanço significativo do meio, que conta com a participação de vários setores da sociedade – Aparecidos Políticos, Comissão 64-68, Caravana da Anistia, entre outros – e mantém um diálogo premente e frutífero para com a população.
Os esforços no sentido de postergar a um futuro próximo as decisões retiradas em compêndio das reuniões realizadas todas as quintas-feiras no Complexo das Comissões da Assembleia Legislativa do Ceará têm sido parte de um trabalho árduo realizado com a ajuda de todos.
É evidente o avanço pelo qual passa o poderio público, tais debates tendo sido bastante esclarecedores; no sentido de revelar um passado que insiste em ser encoberto e enlevar as políticas públicas para que os casos relacionados sejam esclarecidos e rememorados com o objetivo de fazer justiça e penalizar os culpados.
Os desenlaces são visíveis em todo canto, bem como reconhecidos num plano nacional, propostas sendo avaliadas e postas em trâmite assim não permitindo uma estagnação indesejada. Pendências ainda as há, porém está-se sendo feito o trabalho para o acatamento das mesmas e, posterior resolução a partir de envolvimento e responsabilidade daqueles que ali estão para – através de suas pessoas – dar voz a uma parte da população ainda a clamar para que sejam ponderadas as exigências de julgo dos responsáveis por desaparecimentos, tortura e mortes.
Entendido como um ato de grande importância, este viés político relacionado às lutas por memória, verdade e justiça no que se refere ao período dos anos de chumbo ainda promete gerir normas para resgate profundo dos acontecimentos nesse período; apreensão de causos aquietados pelo tempo, e, por fim, pena para quem ali agiu sob as competências do golpe de 64.
Em especial, devemos agradecer à deputada Eliane Novais, pela coragem de manter em plenária a Comissão da Memória, Verdade e Justiça; a Caravana da Anistia; entre outros projetos voltados à busca de um país que pagou por sua luta pela independência e liberdade, e que, agora, como poucos, traz à tona este período negro de nossa História, sempre desejando revelar a público os verdadeiros ocorridos e tendo nesse ponto, a clareza para saber o que fazer quando a verdade for finalmente revelada.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Eleições
Começam as lições de campanha. Cada candidato exibe, à sua maneira, o quanto poderá fazer pela cidade se eleito, os eventos para conseguir votos são espetáculos de caráter particular remetentes às personalidades de cada um. Uma platéia esclarecida – o novo eleitorado brasileiro – ouve atentamente. Tudo depende do convencimento, da segurança e da confiança em suas ideologias [dos candidatos]. Ninguém parece deixar por menos a tarefa de convencer a população de que merecem seus acalentos.
Um redemoinho se forma: são as instâncias sobre as quais parece estar-se fazendo a boa política. Por incrível que pareça, os brasileiros amadureceram, parecem mais interessados e mais conscientes de seu poder de escolha, todos em uma voz ainda que destoando quanto à opção final por quem os irá governar. Por esse lado, vai tudo bem, o problema é até que ponto os discursos inflamados e cheios de floreios não passam de uma máscara para o despreparo – não de todos -, de alguns. Ainda assim, o que nos envolve no que toca às eleições parece novo, intenciona valores, promove discussão, angaria razões para votar.
Longe de ser um tiro no escuro, a escolha eleitoral é um processo; dinâmico e preponderante em seu meio, o político. Fazer parte deste processo é imiuscar-se na democracia, também repaginar o passado para enxergar o presente e vislumbrar o futuro. Por outro lado, é uma dinâmica de que (felizmente) hoje todos somos parte. Salvaguardando os casos de corrupção, nem de longe resolvidos, resta-nos o fio da esperança de podermos, por fim, mudar.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
Um redemoinho se forma: são as instâncias sobre as quais parece estar-se fazendo a boa política. Por incrível que pareça, os brasileiros amadureceram, parecem mais interessados e mais conscientes de seu poder de escolha, todos em uma voz ainda que destoando quanto à opção final por quem os irá governar. Por esse lado, vai tudo bem, o problema é até que ponto os discursos inflamados e cheios de floreios não passam de uma máscara para o despreparo – não de todos -, de alguns. Ainda assim, o que nos envolve no que toca às eleições parece novo, intenciona valores, promove discussão, angaria razões para votar.
Longe de ser um tiro no escuro, a escolha eleitoral é um processo; dinâmico e preponderante em seu meio, o político. Fazer parte deste processo é imiuscar-se na democracia, também repaginar o passado para enxergar o presente e vislumbrar o futuro. Por outro lado, é uma dinâmica de que (felizmente) hoje todos somos parte. Salvaguardando os casos de corrupção, nem de longe resolvidos, resta-nos o fio da esperança de podermos, por fim, mudar.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
Assinar:
Postagens (Atom)