A foto estampada nos veículos de comunicação em massa do presidente Lula apertando a mão de Maluf não mente. A recusa à socialista Luiza Erundina, que almejava o lugar de vice na chapa do petista Fernando Haddad, por pouco menos de dois minutos na televisão e no rádio, mostra uma vertente do pensamento lulista, dantes uma irresponsabilidade do que jogo político.
O vale-tudo da corrida eleitoral pelo pleito do maior colégio eleitoral do país demonstra o nível de fragmentação ao qual chega o antigo partidarismo; vivemos hoje uma política de indivíduos, com interesses diferentes e ideologias dispersas. Se é verdade que ninguém esperava da parte de Lula um ato com tal significação simbólica, também o é o fato dele – por deixar o caso tanto às claras e, aparentemente sem uma preocupação para com o impacto da ação no seu eleitorado – demonstrar segurança e transparecer ciência do efeito e das conseqüências de suas decisões.
Para a maioria, o ocorrido foi vergonhoso, e há quem ache do câncer recentemente enfrentado por Lula ter tido efeitos danosos para sua lucidez, tamanho absurdo que aparenta ser o acordo fechado com o famigerado Paulo Maluf.
Haddad avalia a situação com frieza e acredita não haver problema na união concordada. Sem fazer alarde, encara com naturalidade o fato de ser preciso fazer alianças – com quem quer que seja – na briga pelo poder.
À população em geral, que tem em Maluf um político de hábitos, no mínimo, questionáveis, a notícia foi recebida com choque. Ninguém esperava; mas, para a ala histórica do PT, esta decisão está dentro do repertório da retórica lulista, apontando alguns para um movimento errado, entretanto, já conhecido do caráter volátil do presidente.
De fato, o ocorrido deverá ser esquecido durante a campanha – ainda mais se se configurar uma vitória do PT em São Paulo. A movimentação é deveras de um dinamismo do qual nada podemos prever, apenas fazer inferências das ações eleitoreiras, em uma palavra, esperar demais dos políticos brasileiros, o nosso povo já sabe que não pode; então, resta apenas exercer o direito de voto da melhor maneira possível, medindo cada ação de cada candidato; observando para onde parece dirigir-se a dinâmica das eleições e procurar não remeter a uma decepção a escolha a ser realizada em outubro.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Audiência Mobiliza Serviço Público
Em audiência pública realizada no Complexo das Comissões da Assembleia Legislativa do Ceará requerida pela deputada estadual Eliane Novais (PSB-CE), foi posto em vias de debate o papel da Aduana Brasileira na Defesa da Sociedade e da Indústria Nacional.
A discussão fluiu em espaço democrático onde foi dado voz aos inscritos que tiveram a oportunidade de se expressar em relação ao tema em questão. Ficou claro que o papel da Aduana veio desenvolvendo-se de alguns anos pra cá, com uma fiscalização maior da entrada de, por exemplo, contêineres de lixo que chegavam importados pelo país aos portos. Processos desta natureza, que, somente hoje são percebidos, já estariam a ocorrer há mais tempo; porém, apenas com a ampliação da qualidade investida no sistema alfandegário da Aduana puderam ser detectados e corrigidos, sendo todo esse lixo retornado para seus lugares de origem. Ainda, outros demais aspectos relacionados ao tema foram postos em questão e a discussão seguiu em tom mais ou menos ameno, destarte, esclarecedor.
Houve também o momento de respaldo ao serviço público, entrevias, afetado por uma política sistemática do Capitalismo de Estado, deixando reféns a população e os parlamentares e afluindo o modelo de predominância do Capital às demais instâncias.
Falou-se muito – durante a palavra dada aos inscritos – sobre a problemática que o Neoliberalismo, implantado inicialmente no governo de FHC, e (sob a visão dalguns) tendo sido dado continuidade nos governos atuais, os quais foram acusados de traírem a confiança do povo e de sua ideologia própria para adotar como parceiros inclusive as maiores produtoras de ônus capital, ou seja, as empresas multinacionais, às quais, também, fora legado uma parte do poder conquistado com o suor de tantos trabalhadores honestos.
A pauta encerrou-se sob aplausos com a determinação da deputada Eliane Novais, “amadrinhada” durante o evento, em manter em voga o Fórum Permanente em Defesa ao Serviço Público, servindo este de conselho para as futuras ações da parte de quem ainda será amalgamada à defesa dos interesses deste setor.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
A discussão fluiu em espaço democrático onde foi dado voz aos inscritos que tiveram a oportunidade de se expressar em relação ao tema em questão. Ficou claro que o papel da Aduana veio desenvolvendo-se de alguns anos pra cá, com uma fiscalização maior da entrada de, por exemplo, contêineres de lixo que chegavam importados pelo país aos portos. Processos desta natureza, que, somente hoje são percebidos, já estariam a ocorrer há mais tempo; porém, apenas com a ampliação da qualidade investida no sistema alfandegário da Aduana puderam ser detectados e corrigidos, sendo todo esse lixo retornado para seus lugares de origem. Ainda, outros demais aspectos relacionados ao tema foram postos em questão e a discussão seguiu em tom mais ou menos ameno, destarte, esclarecedor.
Houve também o momento de respaldo ao serviço público, entrevias, afetado por uma política sistemática do Capitalismo de Estado, deixando reféns a população e os parlamentares e afluindo o modelo de predominância do Capital às demais instâncias.
Falou-se muito – durante a palavra dada aos inscritos – sobre a problemática que o Neoliberalismo, implantado inicialmente no governo de FHC, e (sob a visão dalguns) tendo sido dado continuidade nos governos atuais, os quais foram acusados de traírem a confiança do povo e de sua ideologia própria para adotar como parceiros inclusive as maiores produtoras de ônus capital, ou seja, as empresas multinacionais, às quais, também, fora legado uma parte do poder conquistado com o suor de tantos trabalhadores honestos.
A pauta encerrou-se sob aplausos com a determinação da deputada Eliane Novais, “amadrinhada” durante o evento, em manter em voga o Fórum Permanente em Defesa ao Serviço Público, servindo este de conselho para as futuras ações da parte de quem ainda será amalgamada à defesa dos interesses deste setor.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
sexta-feira, 15 de junho de 2012
A Última Hora
Do estamos diante no momento global atual?
Como apontam alguns estudos sociológicos, o homem teve seu período de permanência na Terra por um período muito reduzido. Aparentemente segundo tais paradigmas, a raça humana já nasceu condenada, ou seja, se o que fazemos hoje e que vai de encontro a uma expectativa maior de vida para nossa raça, é um perjúrio sem tamanho, apenas estamos a alimentar teses de que não estaremos mais aqui daqui a algum tempo.
Antes de nós, os dinossauros tiveram sua época. Não se sabe muito bem como, foram extintos, banidos da face do planeta para nunca mais retornarem, vivendo hoje apenas como fósseis; tesouros de arqueologia ou energia combustível, como queira. Claro, não possuíam a razão que detém os humanos de que poderiam fazer algo para, ao mínimo, prolongarem sua existência e foram arrebatados para sempre da Terra.
Ainda que tenhamos com nossos botões a responsabilidade de cuidarmos para também não desaparecermos, extinguirmo-nos a nós mesmos, e saibamos que cuidar para que isso não aconteça urge, parecemos mais confortáveis com a alienação de que nossa vida no planeta vá seguir independente de nós estarmos ou não atentos a esse quesito fundamental.
A verdade é que, se continuarmos a explorar as riquezas naturais da mãe-Terra, sem ocuparmo-nos também de repor aquilo que foi utilizado, ou melhor, denegrido, levado a nada, a não ser a peças artefactuais materiais, como o valioso dinheiro moeda, seja na figura de papel ou de um cartão de créditos, estaremos, pouco a pouco ou mesmo avassaladoramente, com o que distinguimos de nossa urgência no que tange à salvação da espécie, nos matando, literalmente.
Há bem da verdade, fomos dotados de uma capacidade de raciocinar, em outras palavras, detemos dentro de nós a capacidade de racionalizar, medir, ponderar. E tal faculdade passa-nos, a tal ponto, a ser fundamental para a bravata dos que ainda respiram por aqui e que não fazem parte de uma minoria que quer apenas ver o circo pegar fogo (não enganemo-nos, estes existem!).
Então é pensar. Por as cartas na mesa e, com vontade, e não de outra forma, buscar soluções para o problema que não tem tamanho. O trabalho de conscientização seja feito, o “cada qual faça sua parte” também, uni-vos, esta é a nossa última hora.
Pedro Costa
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Como apontam alguns estudos sociológicos, o homem teve seu período de permanência na Terra por um período muito reduzido. Aparentemente segundo tais paradigmas, a raça humana já nasceu condenada, ou seja, se o que fazemos hoje e que vai de encontro a uma expectativa maior de vida para nossa raça, é um perjúrio sem tamanho, apenas estamos a alimentar teses de que não estaremos mais aqui daqui a algum tempo.
Antes de nós, os dinossauros tiveram sua época. Não se sabe muito bem como, foram extintos, banidos da face do planeta para nunca mais retornarem, vivendo hoje apenas como fósseis; tesouros de arqueologia ou energia combustível, como queira. Claro, não possuíam a razão que detém os humanos de que poderiam fazer algo para, ao mínimo, prolongarem sua existência e foram arrebatados para sempre da Terra.
Ainda que tenhamos com nossos botões a responsabilidade de cuidarmos para também não desaparecermos, extinguirmo-nos a nós mesmos, e saibamos que cuidar para que isso não aconteça urge, parecemos mais confortáveis com a alienação de que nossa vida no planeta vá seguir independente de nós estarmos ou não atentos a esse quesito fundamental.
A verdade é que, se continuarmos a explorar as riquezas naturais da mãe-Terra, sem ocuparmo-nos também de repor aquilo que foi utilizado, ou melhor, denegrido, levado a nada, a não ser a peças artefactuais materiais, como o valioso dinheiro moeda, seja na figura de papel ou de um cartão de créditos, estaremos, pouco a pouco ou mesmo avassaladoramente, com o que distinguimos de nossa urgência no que tange à salvação da espécie, nos matando, literalmente.
Há bem da verdade, fomos dotados de uma capacidade de raciocinar, em outras palavras, detemos dentro de nós a capacidade de racionalizar, medir, ponderar. E tal faculdade passa-nos, a tal ponto, a ser fundamental para a bravata dos que ainda respiram por aqui e que não fazem parte de uma minoria que quer apenas ver o circo pegar fogo (não enganemo-nos, estes existem!).
Então é pensar. Por as cartas na mesa e, com vontade, e não de outra forma, buscar soluções para o problema que não tem tamanho. O trabalho de conscientização seja feito, o “cada qual faça sua parte” também, uni-vos, esta é a nossa última hora.
Pedro Costa
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Está Chegando a Hora
Com a aproximação das eleições, os ânimos parecem se acirrar. As coligações vão sendo feitas, alianças quebradas e a postulação de certos nomes que devem correr por uma vaga nas prefeituras e nas câmaras passam a surgir com maior ou menor força.
É justamente por esta época que os rebuliços vão tomando contorno de propostas e inicia-se a corrida pelos votos, onde se valem os candidatos de suas articulações para fazer valer ainda o que sobra de suas ideologias. O tranco é forte. O desgaste é grande. Mas o interesse é ainda maior. Motivo para arquitetar planos, e, bem por aí também é onde passa a chover promessas de mundos e fundos.
O eleitor que passa a vista pelo jornal ou tenta, ao mínimo, obter algum tipo de informação sobre seu candidato, deve atentar para o fato de sua escolha depender, a priori, de sua visão sobre o jogo político e não por conjunturas que transformam a disputa eleitoral em uma espécie de “campeonato” donde quem elege deve (mais que eleger) torcer para aquele ou aquela a quem mais lhe cai à simpatia. Haja ver-se, simpatizar com candidato não é nenhuma falha humana, mas não ir-se mais a fundo em procurar motivos para embasar a sua escolha – da natureza que forem – é dar margem a uma eleição falaciosa.
Virtudes e defeitos existem. A balança da Justiça deve vigorar, ainda que desacreditada. Cuide-se do voto como instrumento cabal de uma república democrática, e, a posterori, da fiscalização sobre os eleitos; para isso existe o ato de votar, uma vez dito como livre e catalisador (além de ferramenta da democracia) das mudanças tão almejadas no sentido de uma versão melhor dos políticos, estes, por sua vez, devendo buscar sempre a reciclagem de suas medidas no atendimento às demandas populacionais.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
É justamente por esta época que os rebuliços vão tomando contorno de propostas e inicia-se a corrida pelos votos, onde se valem os candidatos de suas articulações para fazer valer ainda o que sobra de suas ideologias. O tranco é forte. O desgaste é grande. Mas o interesse é ainda maior. Motivo para arquitetar planos, e, bem por aí também é onde passa a chover promessas de mundos e fundos.
O eleitor que passa a vista pelo jornal ou tenta, ao mínimo, obter algum tipo de informação sobre seu candidato, deve atentar para o fato de sua escolha depender, a priori, de sua visão sobre o jogo político e não por conjunturas que transformam a disputa eleitoral em uma espécie de “campeonato” donde quem elege deve (mais que eleger) torcer para aquele ou aquela a quem mais lhe cai à simpatia. Haja ver-se, simpatizar com candidato não é nenhuma falha humana, mas não ir-se mais a fundo em procurar motivos para embasar a sua escolha – da natureza que forem – é dar margem a uma eleição falaciosa.
Virtudes e defeitos existem. A balança da Justiça deve vigorar, ainda que desacreditada. Cuide-se do voto como instrumento cabal de uma república democrática, e, a posterori, da fiscalização sobre os eleitos; para isso existe o ato de votar, uma vez dito como livre e catalisador (além de ferramenta da democracia) das mudanças tão almejadas no sentido de uma versão melhor dos políticos, estes, por sua vez, devendo buscar sempre a reciclagem de suas medidas no atendimento às demandas populacionais.
Pedro Costa
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terça-feira, 5 de junho de 2012
Corrida Acirrada
A escolha do secretário de educação de Fortaleza, Elmano Freitas (PT-CE) para a corrida eleitoral, reflete a vontade da prefeita, Luizianne Lins, de partir para a luta com um candidato próprio da legenda.
Ainda às voltas com o imbróglio em que se tornou a permanência ou não da aliança PT-PSB, entre município e estado, a população não mostrou opinião relativa à decisão. Com Elmano como pré-candidato, fica a dúvida de se o PSB deverá levantar candidatura própria ou concordar com o nome do secretário.
A delonga já dura meses e custa a paciência do eleitor. Cid ainda não decidiu quem lançar, mas, se mantida a coalisão, provavelmente deverá apoiar o candidato da prefeita; do contrário, não se sabe muito bem quem iria apontar o governador para as eleições para prefeito deste ano.
Outros candidatos compõem um quadro antigo, com figurinhas conhecidas da população, muitos inclusive concorreram em outras eleições, como é o caso do democrata Moroni Torgan, o eterno candidato da mudança.
Provavelmente, apenas em meados de junho é que irá conhecer-se por completo o cenário da disputa política que deverá ser das mais acirradas haja vista os concorrentes terem margem de votos relativamente abundantes, o que prometerá ao eleitor uma ampla gama de escolhas.
Pedro Costa
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Ainda às voltas com o imbróglio em que se tornou a permanência ou não da aliança PT-PSB, entre município e estado, a população não mostrou opinião relativa à decisão. Com Elmano como pré-candidato, fica a dúvida de se o PSB deverá levantar candidatura própria ou concordar com o nome do secretário.
A delonga já dura meses e custa a paciência do eleitor. Cid ainda não decidiu quem lançar, mas, se mantida a coalisão, provavelmente deverá apoiar o candidato da prefeita; do contrário, não se sabe muito bem quem iria apontar o governador para as eleições para prefeito deste ano.
Outros candidatos compõem um quadro antigo, com figurinhas conhecidas da população, muitos inclusive concorreram em outras eleições, como é o caso do democrata Moroni Torgan, o eterno candidato da mudança.
Provavelmente, apenas em meados de junho é que irá conhecer-se por completo o cenário da disputa política que deverá ser das mais acirradas haja vista os concorrentes terem margem de votos relativamente abundantes, o que prometerá ao eleitor uma ampla gama de escolhas.
Pedro Costa
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segunda-feira, 4 de junho de 2012
Rio +20
Para alguns especialistas, o planeta está esgotado. A Mãe-Terra tem seus recursos exauridos pela fúria incontida do homem que busca no meio uma forma de aumentar seu lucro capital. Quem sofre por demais com esta situação, parece serem os países mais pobres, onde a fome, a doença e a escassez de recursos básicos, como a água, é já uma realidade premente. O debate a ser realizado no Rio de Janeiro, pela Rio +20 girará em torno de um conceito novo embora corriqueiro, o de sustentabilidade. É possível crescer economicamente e simultaneamente preservar o ambiente? A resposta para tal pergunta, não se sabe ao certo. Será, entretanto, discutida entre vieses pessimistas, alguns, e otimistas, outros. De certo que se passando de um colóquio realmente incumbido de resolver a questão, ou seja, que não seja só mais um falatório onde os líderes mundiais vão para “bater ponto” e nada terem de compromisso com os valores reais envolvidos, devemos esperar instituírem-se missões, a, logicamente, partirem de início dos maiores consumidores, ainda os mesmos sendo também os maiores produtores e com maior capacidade para promover a divisão das riquezas. No entanto, dividir riquezas num capitalismo de Estado não é tarefa a que se aceite da noite para o dia, pois ninguém quer ter sua margem de lucro reduzida sob qualquer custo. Para que não se fique por tabelas as promessas feitas para o encontro, à guisa de lembrança do que foi a ECO 92, outro evento também realizado no Rio de Janeiro, onde muito se falou e pouco ficou acertado, a pressão dos países pobres e emergentes pela entrega do G-8, que deverá tomar posição igual ao daqueles, deverá ter no seu teor a seriedade esperada para uma retomada desta natureza.
Pedro Barreto Costa
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Pedro Barreto Costa
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