Na Republica Federativa do Brasil, ou em sua minoria alguns aos quais é dado o privilégio do saber, retifica-se cada passo dado rumo à construção de uma nação saudável, numa farsa digna dos prados visitados por Moliére, na França. É o nosso Brasil, uma versão quixotesca de uma República verdadeiramente séria como a dos americanos, inda que imperialistas, um povo espetacular no que diz respeito ao compromisso com o ideal da liberdade; em uma visão mais alargada, uma teoria que iguala-se na prática em ideais nacionalistas, por tantos criticados e satirizados, mas que no fundamento político, guardam um princípio moral, a saber, respeitar o povo a si mesmo enquanto pátria. No que, ao plano brasileiro as contingências resvalem em personas folclóricas muita vez externalizadas num sentimento de galhofa e caricaturismo, os nossos heróis de nossa História, são – a rigor – figuras cuja latência esbarra em uma corrente malandra onde os espertos estão à evidência, guardando para a posteridade elementos mesmo da política sem representatividade de valores, mas em evidência por feitos estrambólicos de sua personalidade excêntrica. Para o folclore, isso é ótimo; entretanto em entraves mais cônsios de uma insurgência da qual o país necessita e premissa para uma imagem mais positiva do quanto tem o nosso povo a oferecer ao resto do mundo que, no que guarda de narcótica – por levar a patamares incomensuráveis o excelso na paródia, explorado à regalia do niilismo mesmo nos nossos maiores representantes, seja na arte, seja no plano da realidade imediata – exprime uma vontade de penalizar a quem vê no seu mundo que é o Brasil, a decepção frente ao árduo trabalho no sentido de construção objetiva de exemplos de nação, perante a exaltação de figuras caricatas, folclóricas prementes a um modo de fazer político bem brasileiro, ou seja, que pontua uma personalidade não por caráter ou esmero mas por força desta de apontar para o mundo a nossa conhecida e manjada veia cômica; aquela, de nunca levar-se à seriedade, e, assim despojando a segundos e terceiros planos as verdadeiras forças motrizes de nosso Brasil, pessoas que não têm a condição de artistas das massas; figuras cheias de agremiações simpáticas à parca clareza que têm os brasileiros do fato de chacotar não ser o melhor modo de se exibir; exploradores da ingenuidade de uma nação mal (in)formada, donde o riso é o maior prêmio – mas, que são sim, rígidos em traçar no dia a dia (um tijolo por vez) a trajetória da brasilidade deste imenso Brasil.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
O Blog da Revolução
Se a blogueira Yoani Sanchez, com respaldo de erigir um blog de amplitude
mundial, a partir de uma militância nascida da insatisfação com os proclames da nova
ordem ditatorial regente da Ilha, hoje na pessoa de Raúl Castro, chega ao Brasil e é
vítima de má interpretação de uma população que despreparada politicamente age sob o
impulso ignorando aqueles que são os pontos chaves desta insidiosa questão, a saber, os
seus escritos por sinal bem embasados e coercitivos nascidos por extensões eletrônicas
e expandindo-se até discursos; ainda que comedidos em tom no que ácidos em conteúdo
– não é questão de pauta realmente relevante. Nem para nós, o povo brasileiro, ou, para
eles, cubanos insatisfeitos.
É fato, portanto, esta ex-neófita, uma proclamadora de direitos universais com
fundamentação intelectual e capacidade política acima da média; a levar o contingente
de uma geração na nomenclatura dada ao seu principal meio de difusão de uma
informação que é poder, ter conseguido transformar as angústias de uma era em uma
posição ideológica.
Convertendo os valores de uma Revolução antiga, onde hoje, nos dias atuais, a
maioria de seus agentes e partícipes desafoga um grito de liberdade, ao momento que
coincide com uma resistência de um regime ímpar o qual venceu ao tempo e às
adversidades consoantes de um imperialismo capital norte-americano, Yoani hoje é a
voz que deflagra o sistema de capitalismo de Estado; termo por ela eflúvio de seu
discurso central.
Note-se, não caberem aqui jugos maniqueístas, de bem e mal.
Forte, a mulher dos trinta e poucos anos, provinda da ilha mais noticiosa do
planeta, advinda de um povo que conquistou muito e que vive em uma inércia
adventícia dos anos de embargo econômico; sob o detento de uma sociedade isolada dos
meandros do capital global e determinada em promover a livre vontade e expressão,
resguarda uma tríplice contingência: a das minorias, a das ideologias e a das reformas.
Tomada em um momento político expressivo e único, a posição contra o regime cubano
de Yoani, reverbera a insatisfação (paradoxal) do mundo para com o capitalismo e dos
revolucionários para com a revolução; ou, pelo menos ao que resguardou-se dela como
críticas ao domínio ditatorial, prática isenta de questionamentos ainda que muito
arriscada enquanto um posicionamento pessoal.
É justo sob esta linha tênue que caminha a blogueira Yoani Sanchez. Correndo o
risco de com sua atitude limítrofe, descambar aos interesses do capitalismo de uma vez,
no lugar de vivenciar o conteúdo de seus protestos; interessantes enquanto referencial
para uma gente nova que começa a fazer política agora , e, disso ter de manter a
consciência deve ser seu maior desafio, o de estar a par de, com suas viagens pelo
mundo não cair no deslumbre e virar o tampo da loucura ante tamanha badalação; no
mais, são acordes conhecidos de uma já velha canção.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade |Federal do Ceará
mundial, a partir de uma militância nascida da insatisfação com os proclames da nova
ordem ditatorial regente da Ilha, hoje na pessoa de Raúl Castro, chega ao Brasil e é
vítima de má interpretação de uma população que despreparada politicamente age sob o
impulso ignorando aqueles que são os pontos chaves desta insidiosa questão, a saber, os
seus escritos por sinal bem embasados e coercitivos nascidos por extensões eletrônicas
e expandindo-se até discursos; ainda que comedidos em tom no que ácidos em conteúdo
– não é questão de pauta realmente relevante. Nem para nós, o povo brasileiro, ou, para
eles, cubanos insatisfeitos.
É fato, portanto, esta ex-neófita, uma proclamadora de direitos universais com
fundamentação intelectual e capacidade política acima da média; a levar o contingente
de uma geração na nomenclatura dada ao seu principal meio de difusão de uma
informação que é poder, ter conseguido transformar as angústias de uma era em uma
posição ideológica.
Convertendo os valores de uma Revolução antiga, onde hoje, nos dias atuais, a
maioria de seus agentes e partícipes desafoga um grito de liberdade, ao momento que
coincide com uma resistência de um regime ímpar o qual venceu ao tempo e às
adversidades consoantes de um imperialismo capital norte-americano, Yoani hoje é a
voz que deflagra o sistema de capitalismo de Estado; termo por ela eflúvio de seu
discurso central.
Note-se, não caberem aqui jugos maniqueístas, de bem e mal.
Forte, a mulher dos trinta e poucos anos, provinda da ilha mais noticiosa do
planeta, advinda de um povo que conquistou muito e que vive em uma inércia
adventícia dos anos de embargo econômico; sob o detento de uma sociedade isolada dos
meandros do capital global e determinada em promover a livre vontade e expressão,
resguarda uma tríplice contingência: a das minorias, a das ideologias e a das reformas.
Tomada em um momento político expressivo e único, a posição contra o regime cubano
de Yoani, reverbera a insatisfação (paradoxal) do mundo para com o capitalismo e dos
revolucionários para com a revolução; ou, pelo menos ao que resguardou-se dela como
críticas ao domínio ditatorial, prática isenta de questionamentos ainda que muito
arriscada enquanto um posicionamento pessoal.
É justo sob esta linha tênue que caminha a blogueira Yoani Sanchez. Correndo o
risco de com sua atitude limítrofe, descambar aos interesses do capitalismo de uma vez,
no lugar de vivenciar o conteúdo de seus protestos; interessantes enquanto referencial
para uma gente nova que começa a fazer política agora , e, disso ter de manter a
consciência deve ser seu maior desafio, o de estar a par de, com suas viagens pelo
mundo não cair no deslumbre e virar o tampo da loucura ante tamanha badalação; no
mais, são acordes conhecidos de uma já velha canção.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade |Federal do Ceará
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
O Impossível Impessoal
Destemperos à parte, o que toma de conta de minha pessoa, referente à nova administração de Fortaleza, não descamba pelos arbitrários e chulos argumentos baixos contra o nome o qual carrega o governador, seus comparsas e demagogias sem princípios em alusão ao quanto fazem ou deixam de fazer enquanto nos seus postos de comando.
Pelo plano local, entretanto, encontro não mais do que uma inexpressividade gritante; um soluço no tempo administrativo municipal proveniente da garganta do gigante pessebista que agora doma a rédeas curtas o povoado fortalezense. A capacidade da antiga prefeita, era de inegável conveniência; esperando por aí despachar de vez o que sinto e que anda preso na garganta durante muito tempo, fico triste por ver minha cidade agora comandada por um boneco de massa, que apenas responde aos respeitos do doutor Ciro Gomes e sua língua afiada. Luizianne Lins representava uma parte do Partido dos Trabalhadores resguardada ainda a um projeto de mudança; sincera e eloqüente, a “Lôra” fez e aconteceu, tanto como figura pública como quanto governante. Ergueu plácidas e paritárias eficientes políticas há muito dormidas sob os comandos antigos já do PSDB de Tasso Jereissati; peitou a mídia, desabou o preço da passagem dos ônibus, mantendo-as paralisadas por quatro anos, enquanto as empresas lutavam por um lucro líquido maior, e, sem que estas últimas parassem de fornecer o serviço – a muito bem poder acontecer, devido ao estado das cousas então – ou a classe referendar greve. Foi política dedicada, não desrespeitando o voto dado a sua pessoa; e, fulgiria mesmo em tons de humildade quanto a escolha de um praticamente desconhecido Elmano Freitas para sua sucessão mas em quem piamente acreditava para dar rumos aos planos de seu marxismo exotérico.
Com a subida de RC ao palanque principal, acredito, não morre a expectativa numa boa herança do poder nas mãos de Lins, mas, ao certo, uma imposição de um grupo menor e heterogêneo; donde agruras se espere e mesmo discórdia entre eles. Terá, assim, Roberto Cláudio a força mister para o governo de uma cidade tão importante quanto a nossa Fortaleza – que, diga-se de passagem, por pouco ou algum tempo, fora “bela”; estética ou politicamente falando; quando acredita-se no posto ante os seus olhares, ó, cidadãos.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
Pelo plano local, entretanto, encontro não mais do que uma inexpressividade gritante; um soluço no tempo administrativo municipal proveniente da garganta do gigante pessebista que agora doma a rédeas curtas o povoado fortalezense. A capacidade da antiga prefeita, era de inegável conveniência; esperando por aí despachar de vez o que sinto e que anda preso na garganta durante muito tempo, fico triste por ver minha cidade agora comandada por um boneco de massa, que apenas responde aos respeitos do doutor Ciro Gomes e sua língua afiada. Luizianne Lins representava uma parte do Partido dos Trabalhadores resguardada ainda a um projeto de mudança; sincera e eloqüente, a “Lôra” fez e aconteceu, tanto como figura pública como quanto governante. Ergueu plácidas e paritárias eficientes políticas há muito dormidas sob os comandos antigos já do PSDB de Tasso Jereissati; peitou a mídia, desabou o preço da passagem dos ônibus, mantendo-as paralisadas por quatro anos, enquanto as empresas lutavam por um lucro líquido maior, e, sem que estas últimas parassem de fornecer o serviço – a muito bem poder acontecer, devido ao estado das cousas então – ou a classe referendar greve. Foi política dedicada, não desrespeitando o voto dado a sua pessoa; e, fulgiria mesmo em tons de humildade quanto a escolha de um praticamente desconhecido Elmano Freitas para sua sucessão mas em quem piamente acreditava para dar rumos aos planos de seu marxismo exotérico.
Com a subida de RC ao palanque principal, acredito, não morre a expectativa numa boa herança do poder nas mãos de Lins, mas, ao certo, uma imposição de um grupo menor e heterogêneo; donde agruras se espere e mesmo discórdia entre eles. Terá, assim, Roberto Cláudio a força mister para o governo de uma cidade tão importante quanto a nossa Fortaleza – que, diga-se de passagem, por pouco ou algum tempo, fora “bela”; estética ou politicamente falando; quando acredita-se no posto ante os seus olhares, ó, cidadãos.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Uma Visão de Lula
Especulam-se os gastos com os aparatos necessários para receber a Copa do Mundo de Futebol em 2014 e em seguida as Olimpíadas, em 2016, terem sido muitos, e que à sorte dos acontecimentos, não se poderá concluir a tempo os projetos em voga. Ainda mais, é do senso comum acreditar uma má idéia para nós brasileiros a de tomar por responsabilidade estes importantes eventos.
Longe disso, a posição de Lula, em brigar para que ambas as atrações aconteçam, sim, no Brasil, foi por demais acertada. De posse de sua conhecida visão otimista, e, dotado de vidência o ex-presidente, fez por merecer os jogos ocorrerem aqui, senão evidentemente, acreditando que seria bom, acima de tudo, recepcionar o mundo que cobrirá de turistas o nosso país.
Se, em um primeiro momento pareceu precipitação, ou ousadia descabida; agora enxerga-se que é possível adequar nosso terreno a acontecimentos desta magnitude, e, que estamos prontos para entregar todas as obras dentro do prazo. Agora aceita-se também, como verossímil que deveremos ter como resultado desta empreitada, o crescimento econômico catalisado pelas contingências as quais foram aceitadas quando nos dispomos a ser uma sede.
É bem verdade, criou-se empregos; elevou-se a preocupação com a estética paisagística; encantam-se os estrangeiros com essa nossa capacidade; viabilizamos meios de veiculação de transporte, entre outras ações à tino que deverão ficar como boa herança para todos nós.
Disso, mais uma vez, provamos uma visão daquele que lutou para que por tanto fôssemos agraciados com algo necessário, e, pensado à longo prazo, o que é difícil de ser encarado, quando, à princípio, poderia parecer um tiro no escuro.
Pedro Costa
Longe disso, a posição de Lula, em brigar para que ambas as atrações aconteçam, sim, no Brasil, foi por demais acertada. De posse de sua conhecida visão otimista, e, dotado de vidência o ex-presidente, fez por merecer os jogos ocorrerem aqui, senão evidentemente, acreditando que seria bom, acima de tudo, recepcionar o mundo que cobrirá de turistas o nosso país.
Se, em um primeiro momento pareceu precipitação, ou ousadia descabida; agora enxerga-se que é possível adequar nosso terreno a acontecimentos desta magnitude, e, que estamos prontos para entregar todas as obras dentro do prazo. Agora aceita-se também, como verossímil que deveremos ter como resultado desta empreitada, o crescimento econômico catalisado pelas contingências as quais foram aceitadas quando nos dispomos a ser uma sede.
É bem verdade, criou-se empregos; elevou-se a preocupação com a estética paisagística; encantam-se os estrangeiros com essa nossa capacidade; viabilizamos meios de veiculação de transporte, entre outras ações à tino que deverão ficar como boa herança para todos nós.
Disso, mais uma vez, provamos uma visão daquele que lutou para que por tanto fôssemos agraciados com algo necessário, e, pensado à longo prazo, o que é difícil de ser encarado, quando, à princípio, poderia parecer um tiro no escuro.
Pedro Costa
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