Dia ou outro sai uma manchete "positiva". E, lógico, há um por quê embutido. Satisfaz o leitor mais otimista. Vai "direto ao ponto". Senão, vejamos. Digamos, a manchete de um dos jornais mais populares do Ceará, a seguinte manchete: "é descoberta uma quantidade de água potável nos lençóis freáticos de munípio X", ora se é água, própria ao consumo humano, e ainda: se falta água para todos, ou para a maioria. Destarte a veracidade deste fato, não segue a máxima jornalística, a saber, um cão que morde um homem não é notícia, mas a recíproca é! Pela banalidade, as notícias- principalmente as manchetes; seguidas do lide -compreendem uma versão, e tão-só da realidade. O problema é o noticiário atestar que tal como é e existe, a realidade é negativa. Sempre. Uso de exceção dita regra. Mesmo assim, nada como a jocosidade de um bom assunto para atenuar os corações mais sôfregos. Nada como uma boa manchete para explicitá-lo. Feliz é que sanado, o texto auto explica-se, sem para tanto dever arrebatar o lado bom da vida.
Pedro Costa
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
Dia 20/08/2015
Às entrelinhas, uma data é uma efeméride, é disto pouquíssimos sabem - repreender nunca é de mais, provando a mentir, a História fora aquilo a cuja entabulação ao título escolhida é por onde deveriam começar, os nossos formadores de opinião, sempre em quando iniciam um artigo.
Somos agora muitos, milhares; milhões até.
Porém, isto não vem ao caso - as ruas ainda estão desertas; são 16hs, a manifestação (desta ocasião) preme pela esquerda pelo viés; pelo centro pela ideologia. Todos encontram-se sob a tutela de seus patrões, acorrentados ao trabalho, o capital circula, é um sol ameno, um inverno parece haver passado, surge a tremeloquência das flores uma promessa de primavera, setores organizam-se à calada, o mito então , em uma palavra , edêmicos catecistas intramelados na Catedral da Sé, moradores de rua, meninas prostituídas, camelôs, tabeliões, poetas, vaga-mundos, todos, enfim, à espera de um sinal, algo, um qualquer danado pândego brinca nos pátios das escolas, as mães esperando seus filhos, o dia é hoje, crepuscular a tarde amena, em azul o céu limpo, em vermelho as bandeiras, em silêncio as promessas, ao cabo de tudo, um fim.
Garantias, é o que querem os manifestantes, contra a corrupção, a mentira, a história - a verdade! O óbvio, a unanimidade, o voto, as rodas de conversa, os jogos de mesa e os de azar, a ganância, o ódio e o amor, a liberdade de expressão, às prensas nos jornais, vomitam notícias, o amanhãs feito hoje; tudo um tanto quanto independente e ardoroso, como o sangue, pulula nas vielas -: uma veia inocente.
O povo vai às ruas hoje. Decidir o futuro da nação.
Não adianta omitir, feroz condição, uma eleição cada dia. O povo vai às ruas, decidir o futuro... Deus está furioso.
Pedro Costa
Somos agora muitos, milhares; milhões até.
Porém, isto não vem ao caso - as ruas ainda estão desertas; são 16hs, a manifestação (desta ocasião) preme pela esquerda pelo viés; pelo centro pela ideologia. Todos encontram-se sob a tutela de seus patrões, acorrentados ao trabalho, o capital circula, é um sol ameno, um inverno parece haver passado, surge a tremeloquência das flores uma promessa de primavera, setores organizam-se à calada, o mito então , em uma palavra , edêmicos catecistas intramelados na Catedral da Sé, moradores de rua, meninas prostituídas, camelôs, tabeliões, poetas, vaga-mundos, todos, enfim, à espera de um sinal, algo, um qualquer danado pândego brinca nos pátios das escolas, as mães esperando seus filhos, o dia é hoje, crepuscular a tarde amena, em azul o céu limpo, em vermelho as bandeiras, em silêncio as promessas, ao cabo de tudo, um fim.
Garantias, é o que querem os manifestantes, contra a corrupção, a mentira, a história - a verdade! O óbvio, a unanimidade, o voto, as rodas de conversa, os jogos de mesa e os de azar, a ganância, o ódio e o amor, a liberdade de expressão, às prensas nos jornais, vomitam notícias, o amanhãs feito hoje; tudo um tanto quanto independente e ardoroso, como o sangue, pulula nas vielas -: uma veia inocente.
O povo vai às ruas hoje. Decidir o futuro da nação.
Não adianta omitir, feroz condição, uma eleição cada dia. O povo vai às ruas, decidir o futuro... Deus está furioso.
Pedro Costa
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