quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

II Seminário de Direitos Humanos

Tenha-se a noção de um grupo político unido e verá quanto é importante para a realização de um trabalho em conjunto o empenho das partes.

Ocorrido durante os dias 11 e 12 de dezembro, no Complexo das Comissões da Assembleia Legislativa do Ceará, o II Seminário dos Direitos Humanos, marcou um momento político para os seus feitores na pessoa da deputada estadual Eliane Novais.

As atividades, dadas ao longo dos dois dias, contaram com a participação de vários setores organizados da sociedade civil. A presença de grandes nomes da casa, quais o do deputado Paulo Facó, que abriu a pauta no primeiro dia em um segundo momento, pela parte da tarde; o de Lula Morais, abrindo o segundo dia; da própria Eliane; de Mário Mamede; contando também com o prestígio de Sergio Novais, o debate correu com tranqüilidade, conquanto pontuados com veemência a problemática do tema além da importância de opiniões destacadas, de valor individual para todos ali.

O momento em que Eliane surge, tomada às lágrimas pela emoção compartilhada com os demais, insurge bem como uma evidência de que o trabalho, honesto e voltado para o serviço público, quando feito com paixão, de modo ou de outro, traz conseqüências positivas; alienada a superestrutura dominante em detrimento do labor de um ofício deveras empolgante na medida em que profícuo e deliberante.

Uma doma de otimismo para com o futuro do mandato, em vias de crise devido à derrocada de Elmano de Freitas nas últimas eleições – candidato apoiado pela ala histórica do PSB, dissidente do grupo oligárquico governamental -, ascendeu, incidindo sobre as entidades partícipes. Esta, a maneira política de uma guerreira reconhecida pela população e legitimada por seus colegas.

Por marés que se nadem, o cenário adverso e ainda a esperança das minorias, de que servindo e erigindo seu estilo, a deputada Eliane Novais retenha no poder a qualidade de lutadora pelos direitos sociais civis, estarão os defensores da dignidade e cidadania, conscientes de que é necessário permanecer nesta luta, sem descanso, auferindo o valor detido às camadas mais necessitadas, ao povo em sua essência.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Senão dos Royalties

Evidente, o veto da presidência aos royalties do petróleo encontrado sob camada de sal em extensão do território nacional surge importante de serem delegados os mesmos a investimentos de prioridade técnica, ante a protelá-los a empreendimentos de natureza física, daí uma oportunidade para quem sempre pregou que o país precisara, durante muito tempo não podendo ser feito, de ações voltadas para as áreas principalmente de educação, saúde, segurança, etc.

Empregar dinheiro nesses pontos, com visão de longo prazo, erradicaria uma demanda antiga, para com estas necessidades. Realçaria a condição nova de emergente, servindo ainda para deflagrar um título de nação de classe média, processo em andamento desde os últimos governos, a saber, sintetizar na possibilidade de reversão monetária em aplicações que trouxessem crescimento cultural e de apreço social; fazendo do Brasil o escopo que agora o envolve, pelo menos por dez anos daqui pra frente.

Se não esbarrar em entraves corruptores, os royalties deverão gerir aqui uma rede de possibilidades, processos que refratam nosso atual posto no cenário globalizado; diligência esta capaz de acelerar a economia e elevar o conceito dos brasileiros nos quadros mundiais.

É claro.

Simples ver deste modo, que a efusão de um bem, muito embora não durável, mas que retenha valor de riqueza esplêndido, como o dos combustíveis fósseis, passando-nos de importadores para exportadores deste é um caso de única oportunidade para a insurgência de um povo auto-suficiente, financeira quanto ideologicamente, um senão representativo de um momento efusivo por qual passam todos os filhos desta grande pátria; e falando-nos disso, o desejo em fixarmo-nos independentes clama alto.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

2014

Alonga-se o virtuosismo da presidenta Dilma Roussef em governar de forma clara, ciente e moderando ações idas do combate à corrupção ao papel internacional do Brasil enquanto país emergente, importante para a macro política global; discreta, sem chamar muita atenção para sua pessoa, governando para a política e de acordo com princípios de ética, a primeira mulher a presidir o povo brasileiro acabou conquistando, com seu carisma, e suor, a preferência da população e índices de popularidade exorbitantes como jamais vistos, nem quando do seu padrinho, Lula.

Alguns fatores corroboram para seu sucesso.

Dentre as formas de governo, principiou-se logo de saída com uma limpeza ministerial, que seguiu-se à aprovação da lei da ficha limpa, até o julgamento do mensalão – que prescrevera penas para agentes de seu próprio partido! – e, que tornou-se marco fundamental na história dos brasileiros.

Se, Lula, não conseguiu impor seu mandato à casta corruptora, este papel foi, e está, muito bem sendo realizado por Dilma. A presidenta angaria fãs entre as minorias, mantém relações portentosas com as lideranças mundiais, e mostra ter pulso firme e personalidade para resolver problemas estruturais; mantém a inflação sob controle e o crescimento econômico vigente. Tanto, de modo discreto, sem chamar atenção para o lado pessoal, onde esta discrição reforça seu jeito de trabalhar, com brilho mas com responsabilidade.

Por estes todos quesitos, já a ressaca da última eleição expedida, o quadro para 2014 inicia a pronunciar-se, os nomes mais proeminentes buscam em Dilma uma salva-guarda; uma proteção sob suas asas, ainda saibam dela não ater-se a bajuladores, há também quem bata, estes mais por bater que por outro motivo mais sério; enturmados em lançarem seus nomes prostrando numa disputa começada já agora. Se a presidenta se reelegerá, não sabe-se; entretanto isso poderia ir de encontro à vontade do próprio Lula, este pensado feitor de seu nome (erradamente), mas que assistiu à sua cria – por demais eficiente – superar o criador. A surpresa seria justo a reeleição em detrimento de um possível retorno lulista; para o futuro, muita água vai rolar. Agora, é dela o momento.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Reveillón

Pode Luizziane ter sido uma boa prefeita, mas isto não justifica seu comportamento após a derrota para Roberto Cláudio, entrevias ao imbróglio criado em torno do Reveillón 2012.

No lugar de suplantar a perda irremediável com ações no sentido de entregar ao seu sucessor uma prefeitura ordenada, graças ao seu empenho e em detrimento de especulações da ala oposicionista, que nem seu papel enquanto oposição soube muito bem fazer; o fato é que agora encontram-se no poder, esse fator desagregador no que se apresenta ao encargo do PT (Partido dos Trabalhadores) na pessoa da prefeita, em detentora do poder executivo municipal, poderia ser diferente, com mais brios e que deixasse como legado a sisudez necessária ao meio político ao qual acostumou-se a dar os ares de sua política, engrandecendo assim o processo de transição.
Mas não.

Lins amargurou. Criou enfado e agiu com imaturidade no conceito dos demais representantes; Elmano de Freitas seguindo a mesma trilha. É que nem só de vitórias vive-se este meio e de aceitamento e retidão sê-lo também feito. O problema do Reveillón deveria ser uma oportunidade para que a prefeita deixasse o cargo com elegância, mostrando a integridade de como comandou a cidade nestes últimos oito anos, algo de fácil remonta, já que, se detendo o controle sobre as últimas ações governamentais até que deixe a posição, o poder dever ser velado à população, privilegiada ante os demais interesses.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Saldo do Mensalão

Assistimos nos últimos dias, ao processo de julgamento do mensalão, dinheiro pago por políticos do alto escalão com o motivo de angariar votos para eleger colarinhos brancos para diversos cargos no governo.

Após um período turbulento de investigações e jugos, onde a mídia tomou parte e foi decisória no processo de formação de opinião, papel que tem feito com primazia, os ministros do Supremo enfim tiveram um acórdão sobre as acusações de membros do Partido dos Trabalhadores, condenando o ex-casa civil, José Dirceu a dez anos de prisão; a José Genuíno, seis anos e a Delúbio Soares. As penas somam vinte e seis anos e oito meses, sendo que quem teve pena menor que dez anos, não precisará cumprir, e, no caso de ser maior que dez, prisão fechada, mas graças ao direito de lei, por ser advogado, Dirceu deverá pagar em regime sem grades.

Tanta discussão no Supremo movimentou a pauta nos jornais do país, mobilizando a população em torno de ato constitucional, havendo a presidenta Dilma, os ministros, Barbosa, Brito, e Lewandowski tido protagonismo na decisão final acarretada, a saber, crimes de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Ao mensalão, houve-se um passo adiante no que se refere ao cumprimento das leis, e, principalmente das leis penais, de quando em quando extirpadas e fazendo-se cumprirem, ainda que, na maioria dos casos esteja ausente. Tal dimensão dada ao recorte na História da política brasileira, incide uma maior preocupação, por fim, de parte do governo federal, de manter limpa a cara do executivo perante aqueles que um dia quiseram manchar sua imagem.

É Dilma fazendo política do modo como mostrou logo de cara, quando fizera uma “limpeza” no ministério, quase uma reforma; e, que agora mostra-se forte o suficiente para julgar em próprio nome e na pessoa do judiciário os rumos do nosso Brasil. Sirva isso de exemplo para quem, no futuro, decida faltar com a honestidade, até porque, vem aí outro julgamento, desta vez tendo em mira os tucanos, é esperar pra ver.


Pedro Costa

Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Deu Obama

O pleito americano nunca fora tão decisivo e decisório.

O mundo assistiu de camarote à Barack Obama vencer por margem mínima o
candidato republicano, Mitt Rommney; causando euforia na população.

Mas, o que isso tem a ver conosco?

Ante o fato de prendidos aos americanos, estarem os conceitos principais da
República Federativa do Brasil, este fardo, o peso de uma influência tamanha que os
Estados Unidos pesam sobre nossos ombros, no cenário global e macro-cósmico, se
entendermos o processo político como uma unidade globalizada, teremos o resvalo no
micro, em certas correspondências dignas de serem analisadas.

A primeira, o mundo não é mais segmentado – pelo menos não enquanto
fronteiras – e um resultado em qualquer parte do globo (principalmente quando trata-se
das grandes potências), insurgirá como uma conseqüência de causa em todo canto.
Logo, vencendo um afro-descendente mantenedor de uma política que se aproxima do
capitalismo de Estado, uma medida hoje “aprovada” como auto-suficiente; daí, duma
dinâmica política deverá desaguar no Brasil, uma disposição de contigüidade do
governo executivo maior americano com o da presidenta Dilma, por exemplo, a saber,
que segue os mesmos princípios.

Em segundo lugar, mas não menos importante. Seguimos o bom senso a partir
do qual pensa-se o global em função de agir-se no particular. Se, em Fortaleza, não
vencemos as eleições o PT, então em São Paulo vingou o Haddad de Lula e Dilma; e,
por silogismo, Obama ser eleito torna-se resultado insurgente para nós brasileiros, em
uma palavra, mantém-se o Estado em vigência.

Logo, crise, o planeta enfrenta – e, sob todos os aspectos; de econômicos aos de
sustentabilidade -, mas procurando um pouco em McLuhan, nossa “aldeia global” está
montada, e a teoria do efeito borboleta aqui se vale: se o furacão Sandy destruiu New
York, foi porque aqui, na capital cearense, houve uma arrevoada de pássaros durante
um comício de Lula, e é essa a premissa cá exigida para entender por que deu Obama.

Pedro Costa

Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Saia Justa

A cada dia depois dos resultados referentes à disputa municipal do último dia 28 de outubro, a tensão cresce em meio aos atribulados do gabinete da Deputada Estadual Eliane Novais (PSB).

O clima de inanição toma de conta das horas trabalhadas por sua assessoria, em uma labuta dura para manter aos referentes dados, que agora proliferam-se, conseqüentes à derrocada em apoio ao petista Elmano de Freitas, para prefeito, em função do ajuntamento aos peessebistas de Roberto Cláudio, comandados por Ciro.

Os irmãos Ferreira Gomes, às vias de fatos, durante um processo turbulento desde quando adentraram as veredas do PSB, responsabilizaram-se por demitir do cargo da presidência municipal do partido, seu antigo edil, Sergio Novais, erigindo Karlo Kardoso, antigo aliado dos Novais, ao cargo em questão. Ainda neste sentido, muita gente mudou de lado e seguiu as ordens do poderoso Cid Gomes, governador do estado, recém ingresso no partido socialista brasileiro, eleito em disputa anterior quando venceu o páreo para o executivo estadual.

Seguiram-se instruções da nova cúpula do PSB de isolar a casta dos Novais, estes, por fim, buscando abrigo nas asas da prefeita, Luizianne Lins, quando esta rompeu com o governo e lançou candidatura própria para a prefeitura, e, mesmo antes disso. Ainda, muitos dos próprios petistas mudaram de lado, e, o que ocorreu fora a indicação de Roberto Cláudio, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Ceará para prefeito e sua vitória subseqüente.

Nisso, Eliane e Sergio viram-se isolados, o grupo extinto de suas antigas funções, sobrevivendo das antigas alianças e aos traidores de sua causa. Em meio a tantas dificuldades, agora, após a derrota de seu candidato e possível reviravolta, estão às intermitências da política, mesmo estando fora do jogo direto e esperando uma direção, a qual, também não deverá vir da presidência do partido, já que Eduardo Campos, neto do histórico Miguel Arraes, parece arredio aos seus interesses.

Na espera, cumprir.

O mínimo que pode ser feito é o trabalho no sentido de enxergar, frente à ambientação tão hostil, horizontes por que navegar ainda que o mar não esteja pra peixe para os Novais. Mas, como é um tatame dinâmico, o meio político poderá apontar saídas, talvez, como um vínculo novo partidário, ou mesmo, suprapartidário para Eliane e Sergio, e, aqueles que mantiveram-se-lhes fiéis. O nome de ambos os políticos é conhecido no meio por retidão de caráter e força nas horas difíceis, além de serem tidos como exemplares no que se prometem a cumprir. À hora do desespero, é tonalizar o discurso: se de oposição, atrelar-se à prefeita Lins e vogar os interesses do PT; se de isolamento, fazer valer de seu prestígio e re-domar a fera, a saber, o conluio que abateu-se-lhes sobre as cabeças.

Os Novais são mais. Não deverão entregar os pontos assim, tão facilmente, embora as diretrizes de sua ala partidária tanto remem contra.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

terça-feira, 6 de novembro de 2012

O cânone de Elmano

Setores do PT derrotados na eleição municipal deste ano encontram motivo para não aceitar o candidato vencedor como o novo prefeito.

Da véspera do dia da votação, as pesquisas mostravam os dois candidatos empatados com o mesmo percentual de voto, até as 22:00Hrs da fatídica data a militância do Partido dos Trabalhadores tomara as ruas de Fortaleza com uma força característica que fora costume da campanha desde o início, talvez mesmo a maior conquista potencial de votos estando vinculada a este fato.

O “x” da questão está em que, passada hora legal de se fazer campanha, o candidato Roberto Cláudio, do PSB, haveria corrompido-se em uma boca de urna sem precedentes, sofrendo acusações inclusive de compra de votos. Alguns dizem que a cidade estava vestida de amarelo no dia da eleição, e isso mostra uma fragilidade da balização do período permitido para a campanha; tendo o peessebista assegurado a vitória assim, conseguindo uma diferença de oito pontos percentuais no resultado final.

Luizianne Lins, atual prefeita, entretanto parece distante de querer propagar acusações desta natureza, vendo aí um motivo a mais de fazerem críticas contra sua pessoa, e, resolveu fincar seu lugar na oposição ao futuro governo executivo municipal.

Elmano, junto com lideranças de PR, PTdoB e PTB, além de PV, deve entrar com processo no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) contra Roberto Cláudio aferindo as causas acima como práticas corruptas, e reclamará a deposição de Cláudio, que fora apoiado pelo clã dos Ferreira Gomes.

Há quem pense, Elmano dever ter mantido a compostura e saído do pleito pela porta da frente; além da vaga chance de ganhar a proposição junto à Justiça Eleitoral, mas o caso é mais dele que de qualquer liderança a si atrelada.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Da Queda ao Coice

Clamam aos quatro ventos, a polarização PT-PSDB estar-se desgastando.

No que surge como surpresa, o PSB, agora mais forte graças ao processo nas últimas eleições, fica a dúvida: sabendo-se da ala autodenominada “esquerda socialista", referente à ala histórica do partido, comandada pelos Novais; vítimas de um suposto golpe dos Gomes, que, aparentemente tomara do poder municipal partidário seu então regente, Aluísio Sergio Novais – estar sob o poder do candidato a que se opôs também haverá a possibilidade do PSB dos Novais sair outrossim fortalecido?

Se não, completamente destruído?

As nuanças da política anunciam, à parte o futuro da “esquerda”, certo pessimismo. Atrelar-se a novas alianças e mesmo a migração partidária são opções estudadas; as conseqüências do pleito, essenciais para a determinação desta questão.

O rigor de seriedade e caráter de Sergio e Eliane (PSB), dificilmente preponderará frente à dura lei que deverá ser imposta por RC, devendo bater nos adversários, impondo o desejo de governar não sabe-se ainda se com a dedicação e promessas mais da campanha, ou se será um fantoche nas mãos do grupo cirista.

No fim, o resultado final fora algo – sob certa medida – imponderável e mesmo inesperado; a dúvida paira no ar, Sergio e Eliane terão capacidade de reerguerem-se e atenuar as dificuldades presentes?

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O Pós-Pleito

A prefeita Luizianne Lins voltou, após dois dias sem dar notícias, ao batente.

Vestida de preto, reuniu-se à cúpula do PT (Partido dos Trabalhadores) municipal para definir os rumos do final de seu mandato.

Pretende deixar todas as obras prontas, as iniciadas, e as que ainda não tem prazo de entrega com o arcabouço financeiro para sua continuação. Deverá legar ao futuro prefeito, Roberto Cláudio (PSB), uma cidade sem dívidas, e partirá para fazer oposição.

Aceitar a derrota é uma pílula que se doira aos poucos.

Trabalhar no sentido de promover uma sobriedade frente à queda petista no pleito, embora não seja uma tarefa das mais fáceis, deve ser o foco da gestão, que encerra-se no próximo 31 de dezembro.

Elmano de Freitas, candidato pelo partido, anda a juntar provas de que a eleição fora roubada, acusando o adversário de compra de votos, boca de urna, entre outros; mas, o processo deverá esfriar haja vista seus co-partidários estarem mais interessados em por a cabeça no lugar e partir para o enfrentamento.

Dignidade deve ser a nova pauta dos derrotados que, em certo nível, saíram com a cabeça erguida da decisão e esperam fazer uma oposição de cobranças e com seriedade e seus eleitores não deverão ficar a ver navios, mas o ofício político em moda de processo dinâmico e insurgente enquanto sua imprevisibilidade; a este ponto correndo por alianças para fazer frente ao novo governo.

É a tarefa que lhes sobra aos petistas.

Ainda, para quem achava que o PT iria sair como o grande perdedor nas eleições deste ano, enganaram-se. Apesar de ter perdido em Fortaleza, o partido dos trabalhadores conseguiu resultado satisfatório em São Paulo, com Haddad. Isso, no plano macropolítico, renova as instâncias às quais vão atreladas as vicissitudes do poder, e terá um reflexo também aqui.

Fecha-se mais um período. Eleições municipais de novo, só daqui a quatro anos..
É manter a cabeça no lugar, fazer aquilo esperado de um lado como do outro, e fluir com a corrente, ninguém escapa do derrotismo, mas se enxerga-se com largueza pode-se mesmo ver um futuro promissor.

Pedro Costa

Publicitário pela Universidade Federal de Fortaleza

Rumo à Oposição

Com a derrocada do PT em Fortaleza, silenciou a voz da prefeita.

Onde se vê gente do partido dos trabalhadores, faltam ânimo e coragem.

Do outro lado, as comemorações do prefeito eleito, Roberto Cláudio; a parceria
direta com o governo, e o anúncio de Ciro Gomes de uma possível aposentadoria.

Quem até então fazia frente aos vencedores, agora está estagnado ao corpo da
oposição. O PT, fora oposição durante anos, antes de subir ao poder. Resta saber se
ainda se lembra de como o fazer. As coligações do segundo turno foram poucas, quase
pífias; Férrer e Roseno tendo ficado em cima do muro. Inácio apoiara Cláudio, e
Moroni, naturalmente, também.

Deu no que deu. Mesmo com a vinda do presidente Lula.

Gostaria de saber, se como em campanha defendia-se, se Elmano, Luizianne e os
demais petistas espalhados por cá, aprenderam, também, a ser oposição “como Lula
ensinou?” Se não muito, algo será necessário desse saber político para, simplesmente,
manter-se no jogo.

O partido (dos trabalhadores) envolveu-se na campanha ao ponto de esquecer-se
de defender o patrimônio partidário que vai além de suas ideologias: sua posição como
atuante; responsável por perder [a eleição] não teve o cuidado de manter uma
retaguarda, um apoio a que recorrer no caso de o pior vir a acontecer, como se sucedeu.

Terão ainda os timoneiros no legislativo a capacidade de enfrentar como
opositores um governo hegemônico como os Ferreira Gomes conseguiram instituir ao
quadro regional – e, que se não forem barrados, levarão ao nível nacional?

É preciso uma injeção de forças aos que despencaram de tão alto.

Pedro Costa

Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Dado Cabo às Eleições 2012

Encerra-se o período eleitoreiro para os municípios de 2012.

Entre os partidos que mais cresceram está o PSB, do governo estadual do Ceará, e, que conseguiu eleger o candidato Roberto Cláudio.

A queda de Elmano de Freitas do PT refletiu numa apatia geral dentro dos maiores grupos oposicionistas ao clã dos Ferreira Gomes.

Há quem diga de manipulação e compra de votos por parte dos peessebistas, boca de urna, e outros arroubos ilegais, no que, entretanto, não pousam ainda provas suficientes para acusar os vencedores. Disso infere-se o estado democrático estar, ou, funcionando muito bem, ou, relegado a uma disfuncionalidade gritante. Ao quanto esperar-se do novo governo, as perspectivas não são nada boas, basta saber que Roberto Cláudio está ligado aos interesses coorporativos, estes tendo injetado muito dinheiro em sua campanha.

Em se tratando de futuro da gestão, resta esperar. Tudo está ainda muito difuso. Os primeiros dias são de assimilação do resultado, ainda não é possível prever como vai ser o governo; o fato sendo o controle estadual e municipal estar sob a hegemonia de um pequeno grupo.

É preciso esperar, alianças ainda estão para ser feitas, haverá de se conversar com alguns nomes, a expectativa é de um momento de estiagem.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Arrevoada Petista

Lula veio.

De costume, escreveria uma lauda mais ou menos, tratando dos ditames aos quais responderam as altas cúpulas do PT (Partido dos Trabalhadores) que a Lula o trouxeram às vias de um segundo turno disputadíssimo à nossa Fortaleza.

Sim, de costume, também postaria a benevolência com a qual os fortalezenses esperaram por duas horas num sol de rachar até a chegada do líder político; reforçaria com argumentos irrefutáveis ser ele a referência maior à qual estaremos dados por força de um filho do povo; retrataria a importância deste momento para o pleito municipal, e provavelmente fecharia com um construto resumido do que havia acabado de falar. De costume.

No entanto, quando o presidente iniciou – e, justo quando -, houve um fenômeno dado apenas à natureza sua beleza e imprevisibilidade: uma arrevoada de pombos, em conjunto, ganhou os ares da Praça do Ferreira; a princípio passou-se despercebido, mas com insistência irreprimível, voltaram e em nuvem pasmaram os presentes, encantados, espantados, mistificados.

Às passaradas que a política nos apronta, fica este ato dantesco para a reflexão.

Pedro Barreto Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O Rosebud de Marinho

Maior rede midiática do país, terceira no mundo, a Rede Globo de Roberto Marinho tornou-se a campeã de audiência e líder na preferência de nove entre dez brasileiros.

Nos bastidores, o qualitativo jornalismo global, aponta índices de aceitamento inigualáveis, crédito sendo dado a qualquer notícia processada nos diversos jornais televisivos; temas em programas de entretenimento; e, principalmente o folhetim nas novelas – talvez seu maior produto de exportação, alcance de audiência estratosférica.

À parte da inexorável competência dos atuantes globais, entretanto, inda vinga uma prática tendenciosa, isto, por outro lado, participa de um conteúdo (em seu mais das vezes jornalístico) noticioso próprio da máxima de que a imparcialidade dentro de um meio de formação de opinião é uma ilusão à qual dá-se por demais crédito.

Não há como desdobrar dos efeitos impactantes de sua programação, chegando aos mais diletos e mais desinteressados expectadores, agindo como uma produção de informação de níveis incomensuráveis.

Claro, iremos ainda bastante ter o que interpor entre a vontade empreendedora de seu criador, Roberto Marinho, que resvalou no apoio aos grupos situacionais durante a época da ditadura, por exemplo, e o entreposto do público ansioso por novas transformações midiáticas que resvalem em um acesso a programas de qualidade indubitável.

E, inda que por vários percalços desonre-se alguns feitos da Globo, aliás geralmente envolvida nos mesmos escândalos que denuncia, como não reparar a eficiência de seu material dentro de um contexto maior; e, se comparada a outras redes televisivas, quantas não passam por estas variações em desvios de opinião da população para interesses próprios?

Se o jugo da classe média é vista como termômetro para a sociedade como um todo, então aí reina a Globo, chamando no horário nobre estes ruminantes de intermédio entre o nada e coisa nenhuma, fixados os olhares diante da telenovela. Vá lá, a qualidade do novelesco caráter do principal produto deles, pode até ser motivo para tirar-se o tempo desse povo da leitura e desviá-lo para a televisão, onde pateticamente aceitam o que se lhes mostra, ou o que têm para si como realidade, quando em verdade encontram-se a anos-luz da mesma.

Se o jogo do Ibope é quem manda, então, o estrelato global pode ser comparado ao dos deuses do Olimpo na Grécia Antiga, intocáveis e detentores do destino dos homens em suas mãos bem fechadas. Todas as atenções voltadas para si, motivo de inveja para os menos pensantes que acham que o corpo astral é referência obrigatória para o seu modo de viver próprio, devendo ser copiados no quanto comportem-se da maneira como bem entendem.

Ainda, a iconicidade dada ao termo “global”, tornou-se medida para o sucesso, se está na Globo, é porque deu certo; a conquista maior à qual dá-se por satisfeito em se mantendo a este posto, e, fazendo de tudo para não cair dali para grupos menores. No entanto isso não é sempre sinônimo de qualidade, apesar de ser bem visto aquele que ali conquistou seu lugar ao sol.

Meçamos, com escrúpulos.

Não é pecado assistir à Rede Globo. Muito pelo contrário, ela tem o melhor jornalismo entre muitas no mundo, procura dar visibilidade aos fatos (verdadeiros ou não), e prima por destreza no que sabe-se por fazer televisão. Agora, não sejamos bovinizados pelo efeito cascata que a informação deliberada e desenfreada pode nos levar a tornarmo-nos meros robôs, a concordar com tudo exposto ali, sem pensar, sem criticar e, principalmente, sem levar-se a si mesmo em consideração perante aquilo endeusado como o Rosebud de Marinho.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Despojos

Até que ponto as pesquisas revelam o caráter de um processo eleitoral? Em Fortaleza, a igualdade numérica dos votos de ambos os candidatos postulantes ao cargo maior do município, sob a terminologia de empate técnico derruba alguns mitos eleitoreiros, entre os quais, o de que se a pesquisa mostra uma verdade através de números, por que tantas vezes o seu resultado não bate com a realidade das urnas.

Roberto Cláudio e Elmano de Freitas disputam voto a voto. Provavelmente o vencedor ganhará por uma cabeça. Inda que o processo mostre igualdade parece-nos a nós eleitores os resultados das estatísticas estarem mais próximos de especulações, haja vista o observado em campo, enquanto nas mídias especializadas o observado são outras instâncias. O denotativo qualitativo de uma eleição não cabe em esquematização de preferências individuais, mas parte de uma junta coletiva, a ter sua origem nas massas e sobre a qual deverá erigir-se aquele que mais coerência tiver em seu programa. A oratória, o carisma, a experiência contam como pesos pesados na decisão final do eleitor; aos poucos este tornando-se em ente consciente na hora de exercer o direito de cidadania.

Os índices apresentados implicam apenas em uma aproximação, uma mensuração para se ter uma idéia – vaga, por sinal – e que serve como termômetro apenas no sentido de provocar a militância; de auferir valor à busca de votos. Política se faz na dinâmica do dia a dia, através de movimentos e revoluções; não com golpes e baixaria. E, ainda que estejamos frente a um entrave crítico, estas eleições nos servem para rever valores e quando passar, que os despojos nos sirvam de aprendizado para os prelos futuros.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade do Ceará

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Decisão

Para Elmano de Freitas, a pesquisa O POVO/Datafolha, reteve a sua militância animada. É o fato por demais relevante devido à força política do petista revelar-se principalmente pela disputa corpo-a-corpo, ou, olho no olho como gosta de dizer.

Saber de seu postulante estar em primeiro lugar serve para dar tranqüilidade ao PT no futuro. Com Roberto Cláudio atrás, o rumo deste segundo turno, ainda promete; as diferenças pautando um mínimo e salientando empate técnico.

Neste momento, o que definirá a eleição será o comportamento diante da conquista dos votos de indecisos. Muita gente ainda não sabe em quem votar, há os que nem acreditem em política, um retrocesso.

Temperamento perante debates deverá contar pontos. Clareza e prudência bem como coerência também. Elmano mostra-se seguro, Cláudio, persistente; Lula deverá vir, ou seja, teremos ainda uma briga boa, e, se mantida sob o pano da ética será de engrandecer o processo democrático.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Inércia

Uma certa inércia compete com os eventos do atual segundo turno em Fortaleza. Com a polarização dos votos, o equilíbrio segue mantendo sob movimentação inócua o rumo das candidaturas.

Dos pleiteantes a nível de primeiro turno, apenas Inácio Arruda (PCdoB) abarcou apoio ao socialista Roberto Cláudio, do governador Cid Gomes. Heitor Ferrer e Renato Roseno já adiantaram deixar em aberto para seus eleitores a escolha; a migração tornando-se então fator de suma importância para a decisão final no dia 28 de outubro quando os fortalezenses retornam às urnas.

Moroni Torgan, rebaixado ao prelo inicial ainda não se posicionou; assim como Marcos Cals.

Supostamente os bairros que abrigam as camadas mais populares votariam em Elmano de Freitas (PT); ao passo em que Roberto Cláudio (PSB) angariaria a preferência da elite, de classes mais abastadas.

Neste ponto, o erro pode ser fatal.

Lula aponta como possibilidade vir à capital cearense para falar em nome de Elmano, o que mostra o prestígio dado às eleições do município em contrapartida com outras cidades, entre elas, São Paulo.

Ambos os partidos cresceram bastante. Conseguiram posições importantes em todo o país evidenciando a preponderância da esquerda no pensamento do povo brasileiro.

Assim teremos a eleição mais dura desde muito tempo, mesmo até maior que a de Luizianne e talvez que a de Maria Luiza.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Segundo Turno

Às vias de segundo turno, a cidade de Fortaleza enfrenta um páreo
disputadíssimo, com o crescimento de contingente de votos do candidato Heitor Ferrer
ainda na primeira etapa das eleições, e a escolha para a cadeira de prefeito sendo
concorrida pelos partidos que vêm de uma aliança desfeita, tomados como pólos, a
corrida agora é de vitória por uma cabeça, cada voto sendo importante e o erro
provando-se uma possibilidade devastadora para qualquer um dos lados.

Os votos dos candidatos a nível de primeiro turno, ainda nada sabe-se a respeito
de onde eles virão e para quem competirão enquanto apoio. Não sendo dessa maneira
desprezados, pelo contrário, talvez fator decisório para quem ainda está no pleito. Ainda
havendo os votos desgarrados, de quem anda indeciso e não vê perspectiva num como
no outro; realidade não impensável embora um tanto triste. Acontece de agora quanto
ao peso partidário em voga, os apoiadores terem de mostrar a cara, e definido-se assim
uma evidente argumentação que – para este ponto onde não há quase máscaras a cair –
possibilitará ao eleitor enxergar através dos candidatos, isto devendo influenciar em seu
poder decisório.

Há também um pacto entre os candidatos para que a corrida ocorra de forma
limpa e sem ataques baixos, do modo como ocorreu ainda na etapa inicial, o que passa a
ser via de regra de grande valor arraigado ao cidadão no exercício de seu direito; esta
liberdade, só é benéfica enquanto observada e seguida enquanto princípio ético
conquistado e que não admite regresso.

Elmano de Freitas, o petista que saiu de índices pífios à liderança, congruente
aos ditames de seu partido enleva sua fala às classes mais populares, setores onde seu
voto foi grandemente conquistado, compete com o candidato das elites, Roberto
Cláudio evidentemente o pólo da máquina do Estado, mesmo que não admita ser tratado
desta maneira, fruto de uma manobra que partiu o PSB em dois e rompeu em
consonância com a prefeita Luizianne Lins.

Perceber ainda as patotas ligadas ao candidato Renato Roseno, emérito em sua
candidatura dispare dos meios políticos ortodoxos, mesmo sendo considerado radical,
saindo destas eleições como um nome forte para a proposta que aponta. Não por menos,
os índices inexpressivos do candidato do PC do B, Inácio Arruda e do tucano Marcos
Cals. O candidato Moroni perdeu toda a força de liderança nos primeiros acordes e
terminou em quarto, abaixo de Ferrer, a grande surpresa.

Para Fortaleza, uma condição: um eleito que dê conta de um processo nada
arbitrário onde política foi feita do modo enlevado e social, para um e para todos; o
reagrupamento de uma cidade que andava esfacelada, de um povo sábio; tem problemas
e exige alguém que faça por sua comunidade, em uma ação contínua e duradoura, o que
tem feito por tantos que já foram eleitos e que ainda virão.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Heitor Ferrer: Uma Agradável Surpresa

Sim, os pólos maquinários (PT e PSB) erigiram, de forma limpa, seus
candidatos.

No entanto, um indicador esdrúxulo despontou como inesperado frente ao
embate político; um desertor incongruente: Heitor Ferrer reteve mais de 20 (vinte) por
cento dos votos computados, e, ainda não elegendo-se rumo ao segundo turno, revelou
uma força exemplar de um político com os caracteres do ideal a serviço da democracia.

Em poucas palavras, o índice expressivo alcançado por Heitor, no mínimo, o
garantirá como parlamentar durante um tempo ainda indeterminado, um suposto
propósito que, se acatado pelo prefeiturável, fora exitoso em mais de um plano – antes
de mais, sob a instância de candidato sério e de caráter irrevogável; sob outra óptica,
poder de ação entre os grandes da política nacional.

Implica sob estes aspectos, a crença do eleitor, cada vez maior, de que uma
pesquisa muita vez encomendada, não reflete diretamente o resultado nas urnas, ao
mesmo em que, na atual gestão, há quem acredite e quem não, de ser este o melhor
quadro desenhado para Fortaleza, além, é claro – diz o resultado das urnas – que o
status quo incondiciona uma situação de aceitamento.

Numa análise fria do resultado, a quem nos aponta a expressiva votação de

Logicamente a uma parcela da população insatisfeita com suas representações
nas casas do povo. Uma regurgitação das massas contra um modelo político, que se não
velho e desgastado, indiferente às suas necessidades primárias. Tendo o voto
direcionado não ao candidato com maior número nas pesquisas mas também como
escolha e direção de voto indicativo de clareza no momento da decisão.

Se subiu, Heitor Ferrer provou estar bem das pernas no quesito político, acabou
de entrar para o rol dos grandes, uma espécie de meio termo , opção para quem acha
que é melhor denegrir o direito de votar, luz no fim do túnel; representação democrática
do sistema e, por fim, sinal de mudança.

Assim, o respeito seja dado ao candidato, que com propostas razoáveis, à luz de
uma eleição dificílima, mostrou para o que veio e, embora não sendo eleito para o
segundo turno, é capaz de reverter o resultado para quem direcionar seu contingente de
eleitores; se por poder é que se governa, um trunfo foi dado a Ferrer, justo este de
modificar o resultado do prelo em Fortaleza, e, isto não seja diminuído.

Pedro Costa

Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Os Riscos de uma Oligarquia no Poder

Estamos às vias de uma eleição que tem como fundamento a disputa entre setores partidários e uma força hegemônica ainda subscrita, que busca a chance de se estabelecer no poder.

A população não parece estar ciente – algo dela pelo menos – dos riscos de eleger-se uma casta reduzida aos panoramas particulares de uns poucos. É de notar-se aqui não estar a se falar em posicionamento pró ou contra qualquer dos lados da luta, mas de discorrer sobre o perigo que se observa na concretização de um projeto político baseado em uma única classe hegemônica.

Experiência vivida na História por várias ocasiões, isto significa a imputação a um único grupo a valoração transmitida através do voto e que mostra-se não de outra forma senão a de violência, no sentido de aplicação de forças em prol de uma seleta elite que, chegada uma vez aos postos almejados, não enganemo-nos, governarão para si e ninguém mais. Há aí inclusive a possibilidade de uma governança sem pudores, mobilizando os braços do Estado para atender a fins particulares e egoístas, ou seja, um retrocesso como o qual jamais visto.

É de se ter alertado antes. Agora que o pleito corre solto, a possibilidade de uma reviravolta nos valores conquistados à custa de tantas lutas pode, em um átimo, ser ruída e por-se-á então a nação de volta com os entornos duma nova ditadura.

Entrementes, ainda há as deflagrações de abusos, já durante o período eleitoreiro, mas camuflado e ainda sob forma branda. E, ao gestor situacional, resposta a esta mesma politicagem de outras épocas, cabe senão manter-se com suas propostas em limpeza de caráter e, ainda por cima sem desferir insultos ao adversário – o que tem sido um primor mister – fazer chegar ao povo, às grandes massas, a mensagem de esperança que tomou de conta desde a eleição de um metalúrgico para a presidência da república.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Da Importância do Debate

O debate serve como um observatório para a população das ocorrências de seus possíveis candidatos.

Tivemos, nestas eleições, um número significativo de debates em vários lugares diferentes, de embates televisivos a universitários, servindo tais para um esclarecimento maior por parte do eleitor das propostas e caráter de em quem está para votar.

Uma vez discutidos os pontos iniciais, cada debatedor passa à sessão das perguntas, onde é-se implicada uma questão sobre determinado tema, normalmente sorteado, para o adversário. Aí vigente a capacidade de retórica e oratória de cada um, caractere de políticos os mais renomados em toda a História, sem o qual fica difícil fazer uma boa gestão.

Lula, considerado muito tempo um mau orador, por desconhecer as regras normativas gramaticais a fundo, conseguiu ser eleito no entanto pelo seu carisma. Esta qualidade também não escapa de ser medida durante o debate, onde a silhueta do candidato é posta à prova pelos seus eleitores. Pesando isso para uma potencial escolha.

Ainda, a presença ou ausência do candidato ao debate marcado irá implicar em se esse é oportunista ao ponto de esquivar-se para os domínios nos quais tem maior representatividade, a tal fuga sendo relevada a dúvida imediata sobre como poder-se-á votar em quem foge ao duelo.

O nível de um debate, muita vez, é determinado pela característica geral da eleição, ou seja, em que pé está o nível de conduta dos candidatos; neste caso, passamos de ataques e contra-ataques – de um período para cá – a algo mais próximo de um “colóquio educado” entre os participantes.

A qualidade da informação também pode ser medida durante o debate, e a perícia frente ao erro, uma capacidade didática, também por sua vez é mensurada com critério de quem assiste ou participa do entrave.

Respira aliviado quem mais conseguir ligar suas propostas à realidade premente, e preocupa-se aquele a nem conseguir imprimir na concepção do eleitor suas promessas, neste caso um tanto infundadas como o são em qualquer cenário, e, realizado com primor, há de se revelar quem tem mais talento, o que servirá de peça de trabalho se eleito for tal candidato, e, como meneio de impulsionar-se às dificuldades do ofício de forma exitosa.

As considerações finais revelarão o brio último, como o fechamento de um pensamento dado ao percurso de todo o debate: se coerente, ouvir-se-ão palmas; se desapegado entretanto eficiente, o reconhecimento; mas se destrambelhado, o imediato descrédito.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

A força do PT na capital cearense é grande.
Candidato com apoio da prefeita Luizianne Lins, Elmano de Freitas saiu de índices pueris no início da campanha à liderança com 5 (cinco) pontos de diferença para o segundo colocado, Roberto Cláudio do PSB, que recebe apoio do governador Cid Gomes.

O crescimento do candidato de Lula, expedindo um discurso de continuidade das principais propostas petistas, resvala no reconhecimento do trabalho do partido nos últimos anos. Não teremos, entretanto, uma perspectiva de vitória nas demais capitais pelo Partido dos Trabalhadores; ainda assim, com a militância efervescendo, e o deslocamento dos votos indecisos para Elmano, a possibilidade de vitória no segundo turno ganha contornos de realidade.

Entre os demais concorrentes, Heitor Férrer, deputado estadual pelo PDT, teve um crescimento relativo nas pesquisas mas estabilizou e ocupa a quarta colocação, Moroni Torgan, antes líder nas pesquisas induzidas caiu para terceiro; Renato Roseno do Psol está em quinto mas garante que a ida ao segundo turno ainda é possível enquanto Inácio Arruda do PC do B foi o que mais declinou, apenas em sexto.

Até ontem (26/09), as relações da disputas davam-se a um nível elevado, tendo como base o respeito entre os adversários, mas durante uma manifestação da militância de Elmano, foi repreendido com ação da Segurança Eleitoral com o apoio da polícia militar e do Ronda do Quarteirão o desafogo dos eleitores do petista.

Se seguir assim, o quadro político, fatalmente apresentará um segundo turno rigoroso onde cada voto valerá. Então, se política é momento, este, para Fortaleza, é o momento do PT.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Mais um Acerto de Dilma

A redução da tarifa elétrica, que beneficiará tanto os consumidores populares como o setor industrial, ao contraponto do “apagão” ocorrido durante o governo de FHC, no mínimo, significa uma política voltada para as causas sérias, às prioridades às quais deve dar-se uma medida desta magnitude.

O fato, se não visto em seu significado global, ou seja, o de um acerto de contas com o cidadão passaria como apenas mais uma relocação de verbas do que uma reaproximação com o povo brasileiro de forma direta e contundente, empreendendo ações no mesmo sentido para os próximos anos.

A presidenta Dilma, com a fama de falar pouco e fazer muito, tem tido um grau de aprovação estratosférico a indiciar o molde baseado na seriedade com que governa o país.

Todos sabemos, as vicissitudes de um acordo desta magnitude, implicam entre outras coisas em mudanças, tais quais o crescimento econômico e mais dinheiro no bolso do consumidor; tendo este mais para impingir a economia fazendo o capital circular de maneira segura.

Logo, um acerto assim impactará gerando mais emprego e mais renda; mais oportunidade e abonando o brasileiro das camadas mais pobres.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Mobilidade Urbana: Sinal de Cosmopolitismo ou Entrave Político?

Fortaleza vive hoje um verdadeiro caos urbano no que diz respeito ao trânsito, e tráfego de transeuntes tanto nos transportes públicos como nos milhares de carros particulares, número a crescer vertiginosamente.

Mesmo com as campanhas em prol da liberação das vias urbanas que incentivam o uso do transporte público e a troca dos veículos automotivos por alternativas como a bicicleta, que não polui e facilita o fluxo – ainda assim o cearense é o povo mais mal-educado do mundo, onde as buzinas soam com a força de um estrondo bem ao lado de uma escola primária ou de um hospital. Nosso povo não está acostumado a um trânsito tão conturbado, e, se serve de sinal isso para pontuar o crescimento da cidade em níveis vorazes, por outro lado apresenta-se como causa um entrave político, uma indústria do tráfego a servir de alvo para as promessas mais mirabolantes; desde estratégias de engenharia até soluções impossíveis.

Ao caso deve dar-se, sim, um estudo. Estudo esse tão importante e ao mesmo tempo tão relegado ao segundo plano, nosso país pecando em ainda não ter dado à sua população o entendimento da educação ser a priori a solução para enfim saiamos das raias de um subdesenvolvimento retrógrado e entremos com cara de metrópole definitivamente no século XXI.

Veja bem. Isto não quer dizer necessariamente que ter um tráfego conturbado seria sinal de desenvolvimento, mas é de um certo cosmopolitismo a característica de uma metrópole ater-se em uma problemática, tanto podendo resignar a pauta – mais midiática que verdadeira – de mesmo estando o cidadão sufocado com a (i)mobilidade urbana de Fortaleza, que respira ares de quarta cidade do país, à questão do desenvolvimentismo como ao descaso das autoridades.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Direitos Humanos

À última quarta-feira (19/09) o Seminário de Direitos Humanos aconteceu no Complexo das Comissões da Assembleia Legislativa do Ceará, mais uma vez, sob liderança da Deputada Estadual Eliane Novais.

A presença maciça de alunos e docentes da Faculdade Cristhus, relegou a pauta os trabalhos realizados e supervisionados pelos mesmos, contando com a sua fala e participação incisiva com um diálogo voltado para o objetivo principal da campanha: discutir a implementação dos Direitos Humanos como princípio norteador de atividades no seio da sociedade, partindo da postergação individual para abarcar as miríades do poder coletivo parlamentar, o que serve também para reforçar a cobrança de ações representativas dos parlamentares da casa do povo.

A audiência prolongou-se por todo o dia, competindo com quatro mesas (duas pela manhã e duas pela tarde), e mantendo acesa a discussão a respeito do cumprimento, enquanto agentes do poder, das castas políticas de suas responsabilidades para com a comunidade.

O auditório ficou a maior parte do tempo, lotado e quando deu-se o debate, a participação de agentes sociais com perguntas desferidas aos convidados presentes intensificou o clima de otimismo quanto ao resultado da ação proposta.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

terça-feira, 18 de setembro de 2012

A Comissão Avança

Com seu território de alcance limitado aos crimes de Estado, a Comissão da Verdade, representativo da memória e justiça dos “anos de chumbo”, permeada por audiências em todo o país, encerra a possibilidade de eventuais apurações de atos militantes de esquerda que praticaram seqüestros e atentados durante a ditadura militar.

As reuniões, realizadas todas as quintas-feiras no Complexo das Comissões da Assembleia Legislativa do Ceará, sob o comando da deputada estadual, Eliane Novais e a tutela do Juiz Silvio Mota, são palco de discussão e de ações relativas aos trâmites que ocorrem por toda a nação e resolvem pontos factuais de importância seminal com o objetivo principal de resgate das atrocidades ocorridas no período de 64 – 85.

A mudança de nomes de ruas que levam a nomenclatura de torturadores, a nomeação de homenagem também das vias urbanas com referências aos guerrilheiros ativos à época, a elaboração de escrachos, os preparativos de placas entre outros, são alguns dos atos que se realizam e são debatidos durante as sessões.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

Polos Eleitoreiros

Quando se tem dez candidatos na disputa prefeiturável, além das possibilidades
de votos, encabeçados pelos líderes, pode-se, por outro lado, averiguar que a disputa nas
castas inferiores tenham alguma influência nas posições mais elevadas.

Enquanto intensifica-se a corrida, no pólo inferior encontraremos motivo para o
eleitor desferir seu voto, uma vez que entendendo da importância da mesuração pelo
candidato escolhido. Com os votos concentrados nesta faixa, nada tramita para o pólo
superior da tabela, o que viria a tornar a eleição ainda mais com contornos de segundo
turno.

Já por esta perspectiva, veremos que a chapa deverá esquentar, e isso, de
maneira a englobar todos os partícipes ao poder municipal fortalezense, já que todavia
quem vota em fulano, que está na casta de baixo , não muda de posição por acreditar
poder ser possível a virada em direção ao segundo turno; enquanto que – agora por dois
motivos – o eleitor da casta superior vota por consciência ou pelo fato de estar seu
candidato mais à boca da segunda etapa das eleições.

De qualquer modo há de se engrandecer o cenário, e, haja vista o nível
relativamente calmo em que até agora dá-se o pleito, não há motivo para esperar que o
nível baixe, o que, outrossim, implicaria numa acirrada procura por votos, e tanto
levaria ao embate mais forte.

Pedro Costa

Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Inverossimilhança das Pesquisas

Dentro do contexto global das eleições municipais de Fortaleza, a pesquisa representa o índice de eleitores por cada deputado. Até aí, estamos de acordo. Mas, com uma margem de erro duvidosa de três pontos percentuais para mais ou para menos, os institutos responsáveis pesam as intenções de votos em uma matemática suspeita.
Acreditar em pesquisas foi sempre uma aposta em uma lógica otimista em demasiado, crer que não há manipulação por parte de quem encomenda dados relativos à vontade pessoal do cidadão esbarra na sua inverossimilhança, a saber, colocar em andamento dentro da disputa o quesito “torcida”, a partir do qual muito se faz por encabeçar devido candidato em detrimento de outro, sendo tanto, modo para desvencilhar o movimento do votar em quem tem chance, no lugar de delegar o poder à quem poderia atender as expectativas de que dele se espera, neste sentido saber quem é o primeiro e o último em valores numéricos é mais um meio de mensuração aproximativa que uma realidade que corresponda à verdade dos fatos.
Ter este número com segurança só quando apurada a eleição, até lá mais do que pesquisar, é a conquista de eleitores que corresponde à batalha real; o corpo a corpo, bem como os debates e a militância. Tudo atrelado ao momento circunstancial, evidentemente, pendendo mais ou menos de uma proposta a outra.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Uma Festa Familiar

Deu-se, no Teka’s Buffet, na noite de ontem (11/09), evento em prol da campanha a edil do ilustre Fábio Braga, apoiado pela ala Esquerda Socialista e apoiador do candidato Elmano de Freitas para prefeitura da capital cearense.
O meio ficou pequeno para tanta gente. Presentes, além dos representantes da “banda boa” do PSB – Sergio e Eliane Novais e suas representações -, figuras importantes no processo eleitoral político de Fortaleza, os convidados pagaram por seus lugares na festa mas com certeza não se arrependeram.
Com contornos de comício centrado na proposta dos representantes do poder da esquerda, a de dar continuidade ao programa eleitoral da atual prefeita, Luizianne Lins, o acontecimento marcou data como referência da organização em que encontra-se a ala dissidente socialista, ao contrário daquilo que muitos pregam.
Não houve espaço para derrotismo ou choro contido, festejou-se com toda pompa e com coerência de discurso e posicionamento, como bem protelaram os Novais em suas falas.
O clima era amigável e familiar. E a todos ficou a impressão da força destas pessoas que compõem cenário expressivo, a verdade nas colocações, a certeza de uma mudança possível dentro do modelo atual, e a humildade. Ali, estávamos todos a pontuar um feito histórico, a “depuração política”, por demais essencial para que entendamos em que pé a realidade pode se nos aproximar positiva e casuística.
Aproveitou-se a oportunidade para a comemoração do aniversário do vice de Elmano de Freitas, o doutor Mourão, também a presentear o público com mais um belo discurso. O candidato a prefeito não pôde comparecer por estar ocupado com futuras agendas e ter de ir ao fonoaudiólogo, mas deixou o recado na palavra de Mourão, refratando a importância de eleger Fábio.
Braga mostrou-se bastante à vontade e cumprimentou aos presentes indo de mesa em mesa, participando dos festejos quase como um coadjuvante, qualidade pouco vista na maioria dos políticos, a discrição. E foi bastante incisivo quanto a suas propostas para com o povo fortalezense, avaliando a dificultosa tarefa de vínculo edil como uma conquista por votos em que cada cidadão atingido por suas competências é de extremo primor para a vitória final.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Ansiedade Política

Com a proximidade da data das eleições, a ocorrerem a 07 de outubro do corrente ano, vivemos momentos de ansiedade política.
Em muito tempo não observamos uma vontade por parte da população da escolha para com seus candidatos por um país melhor. Entendo aqui as tribulações servirem em primeiro plano para uma escolha mais pensada e mais democrática. Os eleitores parecem ter ciência de para quem dirigirão seu voto e os representantes mostram simpatia com o processo, no lugar de subestimar a comunidade, pondo-a como alvo de suas metas, ou seja, o eleitor é mais respeitado, o que é maravilhoso em índices democráticos.
Não obstante, alguns retrocessos podem ser observados, ainda existem as promessas megalômanas e a demagogia que fere o orgulho do eleitorado. Por outro lado, a estabilidade dos discursos aponta um processo mais coerente e deliberativo. Os entraves mais baixos ficam relegados ao leu enquanto ninguém quer rastejar para pedir votos, mas o fazendo de modo categórico.
A ansiedade é devido a se, mesmo ocorrendo desta forma, a eleição não virará uma peça pregada naqueles que mais acreditam, e, portanto, são considerados ingênuos, distanciando a ética do terreno mais humano, próximo ao das massas, manobra eleitoral muita vez conquistada a custo de voto de cabresto. Quanto ao resultado final, só o tempo dirá.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Indícios de Democracia em Fortaleza

Debater é um princípio claro de democracia. Debater numa eleição é o efetivar-se de um dever, o cumprimento do voto, a execução de um direito. Em Fortaleza, é visto uma situação aparentemente inédita no que diz respeito à disputa eleitoreira; digo isto porque em cada debate organizado, retemos tanto do lado dos debatedores como dos espectadores uma coerência que perpassa e rompe com a barreira de um certo processo civilizatório.
Enquanto observamos os candidatos explanarem-se quanto ao fazer político, em busca de votos, é evidente para o olhar mais atento uma coerência dificilmente observada em outros palcos, onde foi outrora uma baixaria que levava o eleitor a desacreditar nos candidatos – pondo-os todos nos mesmo saco -, e na política mesma. Entretanto, ouvir nunca foi tão fácil. Pelo menos em Fortaleza, onde a classe operária regurgita sua opinião revelando-se pronta e eficaz em receptar as propostas, bem como a conversa dos políticos em questão. O número de pretendentes ao cargo de prefeito na capital cearense, têm sido, ao contrário do que poderia-se esperar em virtude de uma verossímil desorganização, reta e coerente. Coerência esta a deitar reflexos positivos enquanto posicionamento de proposições, e, os eleitores atêm-se à politicagem, não de forma denegrida, mas a uma persistente auscutagem e traz para si os dados que, processados revelarão para si, de modo opinioso aquele a quem deverão destinar seu voto.
Isto é raro, diga-se de passagem.
Ainda assim, interessante.
Enquanto à briga de arguição baixa que visa a comprometer o adversário com insultos, etc. - os prefeituráveis atêm-se a sua campanha, limitando-se ao possível terreno da camaradagem, muito propício ao desenvolvimento da democracia. Parabéns também ao público eleitor, e à disputa (acirrada), da qual nascem mais virtudes que defeitos; verdades que mentiras e confiança que falsidade. Esperemos, enquanto é-os dado quadro favorável, um desenvolvimento no campo, real, de caráter retilíneo, e, acima de tudo composto e plural, com a participação da sociedade como um todo e do cidadão em particular. Enfim, a vez da democracia parece ter finalmente fincado pés à realidade premente, não à de discursos e promessas inalcançáveis; da seriedade da competência e da civilidade.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

terça-feira, 28 de agosto de 2012

O Prejuízo do Mensalão

Afigura-se, com o julgamento tardio do mensalão, um prejuízo de grandes proporções para a base aliada.
Quer dizer, com as eleições municipais em voga, os candidatos do PT vêem-se complicados porquanto seu partido seja um dos alvos das investigações. Não dá para negar o fato de, por ocorrer o processo em consonância com o reconhecimento e posterior eleição de partícipes com sua base de apoio ligada ao Partido dos Trabalhadores, firmar-se aí uma situação delicada.
O observatório político desvanece ao verificar, em várias capitais, o desconhecimento de nomes que, ligados ao de Lula e Dilma, poderiam ter maior expressividade, não acontecendo tal devido, em parte, à posição de saia justa na qual encontram-se ambos os presidentes.
Saída, há.
É mister relegar mais embate em corpo-a-corpo, uma entrega maior e a utilização inteligente dos meios de comunicação de massa, na medida em que limitem-se pela ética política.
Do outro lado, beneficiam-se do cenário, a oposição e sua certeza de que os aliados perderam em força e talvez enxerguem caminho livre para galgar a volta ao poder.
É indefinido ainda. Com a familiarização do eleitor para com os representantes de seus líderes favoritos, o quadro pode vir a mudar, afinal nem só de pesquisas vive o convívio intermunicipal; a força dos situacionistas não deve outrossim ser subestimada e a permanência é uma variável a ser considerada.
Mais uma vez, apoiar-se em dados insubstanciais poderia incorrer em um erro grave, tanto de lado da situação como da oposição.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Das Greves que nos Assolam

A paralisação por greve é um direito instituído por lei.
Observa-se, no entanto, à procura de meios para fazer valer as demandas – principalmente dos servidores – pendentes de congelamento de salários, o grupo grevista meter os pés pelas mãos.
Teremos de relevar também serem necessárias tais agremiações, a partir das quais é resolvido o problema de baixas remuneração para um esforço trabalhista exagerado, e, ainda sob medida de tribulações sempre e a cada vez mais pesares no bolso do trabalhador.
O Brasil parou.
As exigências são de toda natureza e a classe sente-se inferiorizada. Não deveria ser ponto de convergência os reclames com o direto previsto em lei da facilitação ao trabalho como modo de valorizá-la?
Temos então os professores, feito os maiores pretendentes de um aumento salarial significativo. Vê-se, assim, as agruras intrínsecas à própria entidade representativa, no nosso caso, a ADUFC, a tornar o pleito em um imbróglio por mera disputa de poder.
A insatisfação é de todos os setores. As medidas não são tomadas relativas ao acordo definitivo que traria fim às manifestações.
Toda a universidade está em crise, isso é o resultado explicitado nas reuniões dos grevistas sempre insatisfeitos, o que não é de todo condenável, muito pelo contrário, é a execução de um direito.
Então, serve-nos as greves, para saibamos e tenhamos um raio-X da política partidária realizada em nossa volta, perceber este sintoma, é bastante delicado mas evidente como o é, a profilaxia mora dentro do próprio movimento, o qual não é nada condenável, oxalá agente explicitante da incapacidade de governar-se certos setores.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

terça-feira, 21 de agosto de 2012

As Novas Tecnologias

Há um frisson em torno dos novos aparatos tecnológicos aos quais está sendo dada uma preleção um tanto quanto inaudita e otimista em demasia. Esperar nas novas plataformas digitais uma saída para todos os problemas do cotidiano é, no mínimo, uma aposta alta em uma prática bastante volátil. Achar que nos novos meios de comunicação – principalmente os surgidos após a década de oitenta, a saber, a grande rede e seus derivativos, como os computadores pessoais – são uma revolução no sentido de interditar os apetrechos mais tradicionais, como o livro e mesmo o cinema, tornando-os defasados, é uma aposta furada.
Em que estes tecnocratas, os desenvolvedores de sistemas em algoritmos, de softwares cada vez mais complexos em suas linhas operacionais, mas que oferecem uma facilidade a mais evidenciada na maneira como podem ser utilizados, têm de tão especial para serem considerados a nova vanguarda artística do milênio? Se, apenas são nada mais do que grandes matemáticos investindo seu conhecimento em programação e na elaboração de tecnologias que apenas servem para serem superadas pelo próximo projeto? Evidente, a Web, as novas interfaces gráficas, as redes sociais digitais, etc., trouxeram para nós uma possibilidade ímpar, a de repousar-nos do esforço de ir atrás por força própria daquelas nuanças mais delicadas do trabalho humano.
Exagero me parece, entretanto, resguardar valores estrambólicos a tais empreendedores, se a arte de nosso milênio não escapa também de ser a mesma que na Idade Média, quando a pintura, a literatura, a música eram as maiores evidências de que a técnica pode, sim, aliar-se ao modus operandi do fazer artístico.
A mudança ocorrida de uns tempos pra cá, portanto, embora não possa ser medida com uma régua pequena, não anula as possibilidades que aqueles aos quais chamamos os verdadeiros artistas, gênios atormentados da estirpe de James Joyce, que inventou uma vertente lingüística sem precedentes e que avizinha-se aos prelos do terceiro milênio, criam-nos em seus itinerários tanto de entrega como de técnica mesma.
E, em último lugar, a vulnerabilidade da reverência às novas tecnologias, mostra-se bastante claramente na eleição de povos aos quais é legado o direito a tais. Pois, grosso modo, temos ainda muitas sociedades iletradas de cultura oral pelo mundo, e, se deles não podemos esperar que sejam técnicos, mas que sejam artísticos, então quem sabe a modalidade do fazer artístico não está apenas esperando a hora de mostrar-se ao nosso novo tempo?

Pedro Costa

Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

O Meu Governo

Os brasileiros, nos últimos anos, têm passado por lições de como governar. No governo FHC, com o empreendimento do plano real, estipulou-se que o país seria vendido em virtude de tantas privatizações, houve apagão e quem pagou a conta foi o povo. FHC ficou por dois mandatos com as rédeas da nação, propondo uma ordem de comando neoliberal e isso gerou várias críticas, mas ainda assim, o medo de uma bancarrota extinguiu-se com o fogo de seu sucessor. Luis Inácio Lula da Silva, um operário subiu ao palanque e gritou as vozes sindicalistas, sem um diploma universitário houve de brigar muito para chegar ao poder; uma vez eleito, caiu nas graças da população com programas como o bolsa-família e o fome zero, voltados para as classes menos favorecidas, além de possibilitar uma movimentação de extratos da sociedade; mobilidade esta foi capaz de tirar muita gente da miséria e a aposta otimista elevou bastantes famílias às castas superiores, permitido sendo isto por um programa de que legou frutos. Veio o mensalão, e mais uma vez todos caíram em desconfiança. Então aquele homem que veio do povo, e trazia a esperança como bandeira era corrupto, ou, dizendo de outro modo, o seu partido – justo o dos trabalhadores – estava permeado por entes corruptores. Vai-se aí junto com dinheiro na cueca e outras patifarias um sem número decepcionado com os seus governantes. Mas aí que o tempo passa, Lula elege a primeira mulher presidenta do Brasil, Dilma Roussef e cá estamos, com a limpeza da lama que voga nos bastidores e por debaixo dos panos, surge uma heroína com 77% de aprovação em seu mandato, que claro, é um continuísmo do de seu antecessor e padrinho, Lula e o brasileiro volta a ter confiança em si mesmo; neste ínterim a economia oscila e o país escapa por pouco de uma crise mundial, os protestos mundo afora têm contornos de revolução (americana, talvez) e surgem novos blocos além do G8, como os BRICS, formado pelos países emergentes e os holofotes voltam-se para nós. O resgate da memória é pauta de discussão, somos imantados ao passado da ditadura, lei de anistia, verdade e justiça, tudo num mesmo pacote. E o Brasil é uma potência ocidental do séc. XXI, deixamos de ser meros coadjuvantes para obter espaço próprio. O meu governo é o do presente, ser parte da máquina é também montá-la, portanto governá-la, e, assim é que devemos sentirmo-nos, como a peça que se retirada da engrenagem faz o país parar, o meu governo é para todos e cada um, é para quem sempre lutou e não teve sequer uma chance, é para os analfabetos que carecem de educação; os dependentes que precisam de tratamento, o meu governo é para a paz. Façamos valer o nosso governo, a nossa réstia de valores conquistados e transmitidos às próximas gerações, unamos força e façamos o que melhor é não apenas para si, mas para a coletividade. O meu governo é o seu também. O meu governo é presenciar o governo destes chefes políticos, mas é também observar o governo de todos nós, e gerir da importância individual o trabalho para que tenhamos uma sociedade mais igualitária, com menos pobreza, mais ações em prol das pessoas mais simples. É governar meu destino, e ser dono do meu direito; é fazer do dever a obrigação de cumpri-lo; é votar consciente. O meu governo passa por estas confluências todas e é revelado ao que eu me revelo de cara limpa. O meu governo é a luta constante por um mundo melhor. Governemo-nos!

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A Vantagem de uma Disputa Acirrada

Para os eleitores, ter dez nomes com candidatura impostada para o cargo maior do executivo municipal, pode vir a ser, uma grande vantagem. Apostando na lógica da disputa de que se quanto mais candidatos tivermos maior empenho teremos por conseqüência de cada um, por um prisma otimista, ou seja, partindo do princípios de que sejam honestos e comprometidos, o que levará ao afinamento de debate, veremos, enquanto conquista de eleitores, e, se o jogo manter-se limpo, uma discussão em prol de uma maior claridade do meio político que, na maioria das vezes é dotado de uma cortina de fumaça a esconder as verdadeiras razões promíscuas na briga pelo poder.
Mas, permaneçamos no sítio otimista e enveredemos pelos prados desta visão: ao eleitor deverá ser relegada a tarefa de escolha; até aí tudo bem! Nada fora da normalidade, e, no que estamos acostumados pairaríamos a falar mal dos políticos, colocando-os todos num mesmo saco, o dos corruptos. Por outro lado, a disputa prefeiturável, ainda ao ponto no qual se encontra, não esboçou contornos de falta de elegância por parte de quem candidatou-se e aí está com um discurso até afiado, para os padrões aos quais estamos acostumados; sem baixeza, ou leviandade, retesam o fio da navalha durante os debates, mas aí apostando em clareza e alto nível; é esse o lógico de se esperar para uma população cansada de ser enganada, como a vantagem de uma disputa acirrada.
Isso, até o primeiro turno ser decidido. Como muito provavelmente teremos o segundo, esperaremos que não escapem dos limites do bom debate, aqueles dois de quem deveremos retirar nosso futuro governante. No plano local, serviria assim o pleito de exemplo para o cenário global, ou seja, se da vantagem de ter-se vários candidatos emergir um diálogo mais sincero com as várias camadas populacionais a nível de município, que dirá no plano nacional e quiçá global. Esta é uma visão, e, é claro que pode ser refutada, mas com o observado até então, parece-nos não ser de todo um absurdo acreditar mais nas pessoas que deverão nos governar, seja nos meandros da micro como da macro política.

Pedro Costa

Universidade Federal do Ceará

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Olimpíadas

Essas foram as olimpíadas em que menos assisti.
Não sei se por desinteresse num dos maiores eventos esportivos mundiais, ou por terem sido dados outros interesses para minha pessoa, o fato é que não dei bola nem para o futebol, a paixão nacional. Talvez, o resultado inexpressivo do Brasil em suas várias competições tenham me deixado um tanto decepcionado. Ou, ainda, que os jogos olímpicos não seduzam mais como dantes.
Afora as exceções, tivemos um quadro comum de vitórias: EUA, China e Inglaterra, os maiores vencedores.
Ao que parece o fervor de informação trocada nas redes sociais está superando a excelência da televisão e isto prova estarmos vivendo outros tempos.
Devemos notar, claro, ainda apesar de tudo, o esporte ser uma grande vertente deste milênio, com a sua geração mais saudável e menos sedentária; por ironia, estes últimos enfiam-se em suas poltronas para assistir aos primeiros não entreterem ou ainda convencerem nas diversas modalidades.
Em 2016, teremos no Rio o grande acontecimento esportivo. Esperamos em nossos governantes planejamento para fazer disso uma festa do povo. A esperança nos esportes é uma verdade constante desde tempos imemoráveis. No entanto, as atenções se viram para outros acontecimentos, a saber, as crises nos países desenvolvidos, as novas nuances da política e o entorno frisson para as maravilhas da era de Aquário, tão cantada pelos poetas na década de 1960.
Tal distração pôs-nos a contenda das olimpíadas, e, o que assistimos foi apenas mais um “show” televisivo, menos interessante por sua desimportância que pelos índices de que vivemos uma nova Era.

Pedro Costa
Universidade Federal do Ceará

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Jornalismo e a Exigência do Diploma

Girou-se certa polêmica sobre a exigência do diploma de Comunicação Social, habilitação em jornalismo para o exercício da profissão de jornalista nos meios empregatícios relegados aos profissionais da área.
Durante algum tempo o trâmite da PET que regulamenta a profissão no senado, foi assunto gerador de debates e discussões. Regulamentado o mister, hoje com a aprovação da lei que exige a formação de jornalista para trabalhar em assessoria e/ou redação assim como nos demais prelos relacionados ao trabalho dos comunicadores em suas devidas áreas, a aprovação é vista como uma conquista; os demais empregados antes a trabalharem sem a necessidade de uma graduação, hoje teriam que passar pela triagem de uma universidade, a obtenção de um curso superior para tal.
À capacidade de ente qualquer da sociedade reverter em salário o serviço prestado sem a carência de um diploma, não se nega ser ponderável; ainda que, do ponto de vista regulamentar, favorecer uns em detrimentos de outros; os primeiros sendo privilegiados pois nunca precisaram do esforço estudantil, de participação por quatro anos numa faculdade regulamentada pelo MEC e os segundos prejudicados no sentido de terem tido de passar pela provação e ritos universitários para enfim poderem professar aquilo a que diz respeito o estabilishment do comunicólogo.
Logo, é comemorada a aprovação da PEC no Senado. Quem estudou para ser jornalista terá seu esforço premiado – ainda bastante retesado – podendo fazer-se valer sua ambição pela luta de ser um profissional da área, retratado com todas as suas benesses e privilégios.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Questões Polêmicas

O discurso político está em embate com questões relativas às práticas vivenciais ligadas ao que concerne o direito humano. Com a discussão a respeito, hoje, do politicamente correto e o papel da sociedade sobre determinados temas, o meio é cada vez mais inundado de uma problemática vigente e incorpórea, mas que traz à pauta certos assuntos por muito tempo tratados apenas por “debaixo dos panos” e que agora eclodem em uma necessidade de serem postos sobre a mesa e discutirem-nos.
A prática do aborto, a eutanásia, entre outras, são questões de interesse público, geralmente, relegadas à esfera política e religiosa. No que tange à primeira, discute-se se seria viável legalizar a interrupção da gravidez em alguns casos, quais o de relacionamento entre parentes; no caso de estupro e, de anencefalia; esta última tendo tido votação no senado e assegurado o direito da mulher de abortar o feto defeituoso -; à eutanásia segue-se a polêmica de se é certo (ou ético) permitir que um ser humano opte pela vontade de morrer em detrimento de uma vida “não digna”, ou seja, sem condições as mais razoáveis para dar continuidade a uma possível felicidade, para ser mais enfático. O casamento gay é outro ponto que tem dado o que falar, há quem ache o amor possível sobre todas as coisas, assim sendo permitido a pessoas do mesmo sexo a união civil e/ou religiosa; ainda o preconceito agindo como elemento dificultador.
O que é então o politicamente correto?
À primeira vista, é a ação que pretende julgo para temas tabus. Falar de racismo, de intolerância, etc. é mal visto por quem tem a visão tradicional ortodoxa, mas falar sobre isso pode ser uma maneira de, inclusive, amenizar as pressões que se exercem sobre quem se vê acometido de expressar a opinião sem ter de policiar-se o tempo inteiro. É outra polêmica, não há dúvida. Desembocar em processos de assédio moral, por exemplo, à praça do trabalho, é um índice de estar-se ainda apregoado ao valor pueril de que levar-se a sério é uma preocupação maior, no lugar de refrescar-se com uma liberdade, por sua vez só existente enquanto não se dê tanta trela a política feita nos moldes tradicionais – no sentido da castração e imposição irrestrita ao politicamente incorreto.
É evidente todas estas proposições darem-se a um plano generalizado, mas que se observadas e elucidadas sendo postas à luz da razão possam passar de um “problema” para a resolução do mesmo; e, tanto somente seria possível, não através de uma ampla discussão como se pensaria em essas instituições maiores e mais responsáveis – Estado e Igreja -, mas partindo-se da idiossincrasia individual do ser humano, à qual, vem-se atrelada já a predisposição para as dúvidas, e para a polêmica em si.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Direitos Humanos

Surpreende a competência relegada à deputada e presidente da Comissão de Direitos Humanos, Eliane Novais, no que se refere à condução dos processos relacionados à Comissão da Verdade e Lei da Anistia.
Observa-se, a cada reunião e audiência, um avanço significativo do meio, que conta com a participação de vários setores da sociedade – Aparecidos Políticos, Comissão 64-68, Caravana da Anistia, entre outros – e mantém um diálogo premente e frutífero para com a população.
Os esforços no sentido de postergar a um futuro próximo as decisões retiradas em compêndio das reuniões realizadas todas as quintas-feiras no Complexo das Comissões da Assembleia Legislativa do Ceará têm sido parte de um trabalho árduo realizado com a ajuda de todos.
É evidente o avanço pelo qual passa o poderio público, tais debates tendo sido bastante esclarecedores; no sentido de revelar um passado que insiste em ser encoberto e enlevar as políticas públicas para que os casos relacionados sejam esclarecidos e rememorados com o objetivo de fazer justiça e penalizar os culpados.
Os desenlaces são visíveis em todo canto, bem como reconhecidos num plano nacional, propostas sendo avaliadas e postas em trâmite assim não permitindo uma estagnação indesejada. Pendências ainda as há, porém está-se sendo feito o trabalho para o acatamento das mesmas e, posterior resolução a partir de envolvimento e responsabilidade daqueles que ali estão para – através de suas pessoas – dar voz a uma parte da população ainda a clamar para que sejam ponderadas as exigências de julgo dos responsáveis por desaparecimentos, tortura e mortes.
Entendido como um ato de grande importância, este viés político relacionado às lutas por memória, verdade e justiça no que se refere ao período dos anos de chumbo ainda promete gerir normas para resgate profundo dos acontecimentos nesse período; apreensão de causos aquietados pelo tempo, e, por fim, pena para quem ali agiu sob as competências do golpe de 64.
Em especial, devemos agradecer à deputada Eliane Novais, pela coragem de manter em plenária a Comissão da Memória, Verdade e Justiça; a Caravana da Anistia; entre outros projetos voltados à busca de um país que pagou por sua luta pela independência e liberdade, e que, agora, como poucos, traz à tona este período negro de nossa História, sempre desejando revelar a público os verdadeiros ocorridos e tendo nesse ponto, a clareza para saber o que fazer quando a verdade for finalmente revelada.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Eleições

Começam as lições de campanha. Cada candidato exibe, à sua maneira, o quanto poderá fazer pela cidade se eleito, os eventos para conseguir votos são espetáculos de caráter particular remetentes às personalidades de cada um. Uma platéia esclarecida – o novo eleitorado brasileiro – ouve atentamente. Tudo depende do convencimento, da segurança e da confiança em suas ideologias [dos candidatos]. Ninguém parece deixar por menos a tarefa de convencer a população de que merecem seus acalentos.
Um redemoinho se forma: são as instâncias sobre as quais parece estar-se fazendo a boa política. Por incrível que pareça, os brasileiros amadureceram, parecem mais interessados e mais conscientes de seu poder de escolha, todos em uma voz ainda que destoando quanto à opção final por quem os irá governar. Por esse lado, vai tudo bem, o problema é até que ponto os discursos inflamados e cheios de floreios não passam de uma máscara para o despreparo – não de todos -, de alguns. Ainda assim, o que nos envolve no que toca às eleições parece novo, intenciona valores, promove discussão, angaria razões para votar.
Longe de ser um tiro no escuro, a escolha eleitoral é um processo; dinâmico e preponderante em seu meio, o político. Fazer parte deste processo é imiuscar-se na democracia, também repaginar o passado para enxergar o presente e vislumbrar o futuro. Por outro lado, é uma dinâmica de que (felizmente) hoje todos somos parte. Salvaguardando os casos de corrupção, nem de longe resolvidos, resta-nos o fio da esperança de podermos, por fim, mudar.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Companhia Siderúrgica do Estado do Ceará

Ergue-se em Fortaleza talvez um empreendimento que tem contornos de sucesso.
Acerta o governo do Estado em receber a Companhia Siderúrgica do Ceará, investimento avassalador e responsável por uma maré de otimismo no que concerne ao seu reduto de caráter arregimentador com a promessa de dobrar o PIB cearense em dez anos.
Afora a obra em si, deve-se perceber a importância de uma empreitada industrial, na base de caráter metal-mecânico, a se alastrar pelos quatro cantos do Norte-Nordeste. Não somente pelos resultados imediatos, enquanto saiba-se, a promoção de empregos diretos e indiretos em quantidade – guardadas as devidas proporções – e qualidade, dignos de uma operação de grande porte, teremos a nosso favor uma indústria pesada a produzir aço em uma medida muito acima das quais qualquer especulação poderia arrematar.
Como visão desenvolvimentista, ornará a economia do Estado com a elevação das riquezas produzidas ao modo de resultar em inovações técnicas de produto e retorno consideráveis para a população, sendo os nossos cidadãos presenteados com uma revolução da indústria que nos promete elevar historicamente o status de metrópole, para Fortaleza, e federação, para o Ceará.
O otimismo em torno da Siderúrgica, que deve ser a maior de toda a região, não se justifica apenas por ser inédita sua edificação, a saber, de porte e dimensões jamais vistas, mas também pelo fato de não correr maiores riscos, como o de ser paralisada sua construção, haja vista as primeiras estacas já estarem fincadas, o que figurativamente significa um processo sem volta, ou seja, definitivo.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Inauguração do Comitê de Elmano de Freitas

Uma festa do povo.
Estas singelas palavras resumem a ópera que foi, na última sexta-feira (13/08), a inauguração do comitê do candidato do PT, Elmano de Freitas ocorrido na avenida da Universidade com a presença dos aliados e da militância.
Falaram eminências do poder público local em uma sequência de elocuções dirigidas de modo coerente, embora fervoroso e definitivo. Com o discurso ficou mais do que provado que a esquerda tem uma presença forte dentro do cenário e está preparada para o embate das eleições do dia 7 de outubro.
Em tom de alegria e descontração, mas sem perder a seriedade, o lançamento da campanha contou com a participação dos setores mais radicais da esquerda, além dos dissidentes da “banda boa” dos socialistas e da própria Luizianne, assim como do apoio do ex-governador Lúcio Alcântara, do PR, Eliane Novais, Eudes Xavier e o próprio Elmano.
Primou pelas falas, de propriedade e efervescência, o evento. A cada discurso uma salva de parte dos presentes; a cada brado, uma injeção de ânimo; a cada passo, a continuidade dada pelo povo interessado a princípio em eleger o seu candidato.
Pelo apurado, e como visto pelo porta-voz, Antônio Carlos do PT, admitindo o segundo turno, a batalha da campanha promete uma briga acirrada mas onde deve estar esta facção social bem preparada para tanto, com o apoio massivo da parte da população que deve agir no sentido de reverberar as vozes de quem ali falou de peito aberto e com sinceridade, sem medo de ser repreendido ou recuar perante as forças externas ao poder.
O resultado veremos nas urnas.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Cassação de Demóstenes

Dá-se cabo, após o silêncio no banco dos réus, do imbróglio que envolvia o senador do DEM, Demóstenes Torres, acusado de envolvimento com o bicheiro e contraventor, Carlinhos Cachoeira, com a cassação de seu mandato.
Após muito averiguado nas reuniões da CPI referente ao caso, a mudez do réu e de seus advogados foi vencida pela exigência do Conselho de Ética do Senado, de que fossem averiguadas as muitas horas de gravação nas quais eram negociadas, entre outras falcatruas, a compra de um partido político.
O desenrolar dos fatos foi positivo no sentido de dar exemplo para quem quiser seguir os passos dentro do crime de colarinho branco, além de ter sido uma acareação onde a lei foi observada com relevância, difícil de acontecer em casos desta natureza. Isso mostra um certo amadurecimento nos processos de punição em relação com a disposição dos políticos brasileiros para com a corrupção.

Pedro Costa

Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

terça-feira, 10 de julho de 2012

Ala Histórica do PSB apóia Elmano

Decidido no encontro da esquerda socialista ocorrido no último sábado 08/07 na Câmara dos Vereadores, o apoio da ala histórica do PSB ao candidato do PT, Elmano de Freitas, acata de vez com a posição do cerco marginal do partido socialista brasileiro contra a posição aristocrática do clã dos Ferreira Gomes.
Com a participação de Sergio e Eliane Novais, ficou-se acertado o caminho que será seguido pela dissidência, aparentemente, colocada ao lado do candidato petista bem como quando da primeira eleição de Luizianne Lins, quando o grupo de Sergio manteve-se ao lado da atual prefeita e pôde assistir à sua subida (à época) nas pesquisas derrubando candidatos como Moroni Torgan e implantando o primeiro de dois mandatos sucessivos em que Lins foi prefeita.
Certo modo, tal posicionamento era esperado haja vista não haver condições ideológicas para que a ala histórica do PSB demonstrasse simpatia para com o candidato do governo.
A partir do rompimento entre os Ferreira Gomes e Luizianne Lins, cada qual resolveu sair com seu candidato.
A esta altura temos dez candidatos para a disputa eleitoral com chances, ou seja, é quase impossível não haver aí o cenário do segundo turno, o que significa – afora o leque de opções sensíveis para o eleitor – que a briga será olho por olho e dente por dente; espere-se tudo nesta eleição, portanto surpreender-se com uma atitude de menor desfaçatez será muito difícil já que o poder parece ser a nova moeda de troca num campo de batalha desleal e competitivo.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Lula acorda com Maluf

A foto estampada nos veículos de comunicação em massa do presidente Lula apertando a mão de Maluf não mente. A recusa à socialista Luiza Erundina, que almejava o lugar de vice na chapa do petista Fernando Haddad, por pouco menos de dois minutos na televisão e no rádio, mostra uma vertente do pensamento lulista, dantes uma irresponsabilidade do que jogo político.
O vale-tudo da corrida eleitoral pelo pleito do maior colégio eleitoral do país demonstra o nível de fragmentação ao qual chega o antigo partidarismo; vivemos hoje uma política de indivíduos, com interesses diferentes e ideologias dispersas. Se é verdade que ninguém esperava da parte de Lula um ato com tal significação simbólica, também o é o fato dele – por deixar o caso tanto às claras e, aparentemente sem uma preocupação para com o impacto da ação no seu eleitorado – demonstrar segurança e transparecer ciência do efeito e das conseqüências de suas decisões.
Para a maioria, o ocorrido foi vergonhoso, e há quem ache do câncer recentemente enfrentado por Lula ter tido efeitos danosos para sua lucidez, tamanho absurdo que aparenta ser o acordo fechado com o famigerado Paulo Maluf.
Haddad avalia a situação com frieza e acredita não haver problema na união concordada. Sem fazer alarde, encara com naturalidade o fato de ser preciso fazer alianças – com quem quer que seja – na briga pelo poder.
À população em geral, que tem em Maluf um político de hábitos, no mínimo, questionáveis, a notícia foi recebida com choque. Ninguém esperava; mas, para a ala histórica do PT, esta decisão está dentro do repertório da retórica lulista, apontando alguns para um movimento errado, entretanto, já conhecido do caráter volátil do presidente.
De fato, o ocorrido deverá ser esquecido durante a campanha – ainda mais se se configurar uma vitória do PT em São Paulo. A movimentação é deveras de um dinamismo do qual nada podemos prever, apenas fazer inferências das ações eleitoreiras, em uma palavra, esperar demais dos políticos brasileiros, o nosso povo já sabe que não pode; então, resta apenas exercer o direito de voto da melhor maneira possível, medindo cada ação de cada candidato; observando para onde parece dirigir-se a dinâmica das eleições e procurar não remeter a uma decepção a escolha a ser realizada em outubro.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

Audiência Mobiliza Serviço Público

Em audiência pública realizada no Complexo das Comissões da Assembleia Legislativa do Ceará requerida pela deputada estadual Eliane Novais (PSB-CE), foi posto em vias de debate o papel da Aduana Brasileira na Defesa da Sociedade e da Indústria Nacional.
A discussão fluiu em espaço democrático onde foi dado voz aos inscritos que tiveram a oportunidade de se expressar em relação ao tema em questão. Ficou claro que o papel da Aduana veio desenvolvendo-se de alguns anos pra cá, com uma fiscalização maior da entrada de, por exemplo, contêineres de lixo que chegavam importados pelo país aos portos. Processos desta natureza, que, somente hoje são percebidos, já estariam a ocorrer há mais tempo; porém, apenas com a ampliação da qualidade investida no sistema alfandegário da Aduana puderam ser detectados e corrigidos, sendo todo esse lixo retornado para seus lugares de origem. Ainda, outros demais aspectos relacionados ao tema foram postos em questão e a discussão seguiu em tom mais ou menos ameno, destarte, esclarecedor.
Houve também o momento de respaldo ao serviço público, entrevias, afetado por uma política sistemática do Capitalismo de Estado, deixando reféns a população e os parlamentares e afluindo o modelo de predominância do Capital às demais instâncias.
Falou-se muito – durante a palavra dada aos inscritos – sobre a problemática que o Neoliberalismo, implantado inicialmente no governo de FHC, e (sob a visão dalguns) tendo sido dado continuidade nos governos atuais, os quais foram acusados de traírem a confiança do povo e de sua ideologia própria para adotar como parceiros inclusive as maiores produtoras de ônus capital, ou seja, as empresas multinacionais, às quais, também, fora legado uma parte do poder conquistado com o suor de tantos trabalhadores honestos.
A pauta encerrou-se sob aplausos com a determinação da deputada Eliane Novais, “amadrinhada” durante o evento, em manter em voga o Fórum Permanente em Defesa ao Serviço Público, servindo este de conselho para as futuras ações da parte de quem ainda será amalgamada à defesa dos interesses deste setor.

Pedro Costa

Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

sexta-feira, 15 de junho de 2012

A Última Hora

Do estamos diante no momento global atual?
Como apontam alguns estudos sociológicos, o homem teve seu período de permanência na Terra por um período muito reduzido. Aparentemente segundo tais paradigmas, a raça humana já nasceu condenada, ou seja, se o que fazemos hoje e que vai de encontro a uma expectativa maior de vida para nossa raça, é um perjúrio sem tamanho, apenas estamos a alimentar teses de que não estaremos mais aqui daqui a algum tempo.
Antes de nós, os dinossauros tiveram sua época. Não se sabe muito bem como, foram extintos, banidos da face do planeta para nunca mais retornarem, vivendo hoje apenas como fósseis; tesouros de arqueologia ou energia combustível, como queira. Claro, não possuíam a razão que detém os humanos de que poderiam fazer algo para, ao mínimo, prolongarem sua existência e foram arrebatados para sempre da Terra.
Ainda que tenhamos com nossos botões a responsabilidade de cuidarmos para também não desaparecermos, extinguirmo-nos a nós mesmos, e saibamos que cuidar para que isso não aconteça urge, parecemos mais confortáveis com a alienação de que nossa vida no planeta vá seguir independente de nós estarmos ou não atentos a esse quesito fundamental.
A verdade é que, se continuarmos a explorar as riquezas naturais da mãe-Terra, sem ocuparmo-nos também de repor aquilo que foi utilizado, ou melhor, denegrido, levado a nada, a não ser a peças artefactuais materiais, como o valioso dinheiro moeda, seja na figura de papel ou de um cartão de créditos, estaremos, pouco a pouco ou mesmo avassaladoramente, com o que distinguimos de nossa urgência no que tange à salvação da espécie, nos matando, literalmente.
Há bem da verdade, fomos dotados de uma capacidade de raciocinar, em outras palavras, detemos dentro de nós a capacidade de racionalizar, medir, ponderar. E tal faculdade passa-nos, a tal ponto, a ser fundamental para a bravata dos que ainda respiram por aqui e que não fazem parte de uma minoria que quer apenas ver o circo pegar fogo (não enganemo-nos, estes existem!).
Então é pensar. Por as cartas na mesa e, com vontade, e não de outra forma, buscar soluções para o problema que não tem tamanho. O trabalho de conscientização seja feito, o “cada qual faça sua parte” também, uni-vos, esta é a nossa última hora.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

Está Chegando a Hora

Com a aproximação das eleições, os ânimos parecem se acirrar. As coligações vão sendo feitas, alianças quebradas e a postulação de certos nomes que devem correr por uma vaga nas prefeituras e nas câmaras passam a surgir com maior ou menor força.
É justamente por esta época que os rebuliços vão tomando contorno de propostas e inicia-se a corrida pelos votos, onde se valem os candidatos de suas articulações para fazer valer ainda o que sobra de suas ideologias. O tranco é forte. O desgaste é grande. Mas o interesse é ainda maior. Motivo para arquitetar planos, e, bem por aí também é onde passa a chover promessas de mundos e fundos.
O eleitor que passa a vista pelo jornal ou tenta, ao mínimo, obter algum tipo de informação sobre seu candidato, deve atentar para o fato de sua escolha depender, a priori, de sua visão sobre o jogo político e não por conjunturas que transformam a disputa eleitoral em uma espécie de “campeonato” donde quem elege deve (mais que eleger) torcer para aquele ou aquela a quem mais lhe cai à simpatia. Haja ver-se, simpatizar com candidato não é nenhuma falha humana, mas não ir-se mais a fundo em procurar motivos para embasar a sua escolha – da natureza que forem – é dar margem a uma eleição falaciosa.
Virtudes e defeitos existem. A balança da Justiça deve vigorar, ainda que desacreditada. Cuide-se do voto como instrumento cabal de uma república democrática, e, a posterori, da fiscalização sobre os eleitos; para isso existe o ato de votar, uma vez dito como livre e catalisador (além de ferramenta da democracia) das mudanças tão almejadas no sentido de uma versão melhor dos políticos, estes, por sua vez, devendo buscar sempre a reciclagem de suas medidas no atendimento às demandas populacionais.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

terça-feira, 5 de junho de 2012

Corrida Acirrada

A escolha do secretário de educação de Fortaleza, Elmano Freitas (PT-CE) para a corrida eleitoral, reflete a vontade da prefeita, Luizianne Lins, de partir para a luta com um candidato próprio da legenda.
Ainda às voltas com o imbróglio em que se tornou a permanência ou não da aliança PT-PSB, entre município e estado, a população não mostrou opinião relativa à decisão. Com Elmano como pré-candidato, fica a dúvida de se o PSB deverá levantar candidatura própria ou concordar com o nome do secretário.
A delonga já dura meses e custa a paciência do eleitor. Cid ainda não decidiu quem lançar, mas, se mantida a coalisão, provavelmente deverá apoiar o candidato da prefeita; do contrário, não se sabe muito bem quem iria apontar o governador para as eleições para prefeito deste ano.
Outros candidatos compõem um quadro antigo, com figurinhas conhecidas da população, muitos inclusive concorreram em outras eleições, como é o caso do democrata Moroni Torgan, o eterno candidato da mudança.
Provavelmente, apenas em meados de junho é que irá conhecer-se por completo o cenário da disputa política que deverá ser das mais acirradas haja vista os concorrentes terem margem de votos relativamente abundantes, o que prometerá ao eleitor uma ampla gama de escolhas.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Rio +20

Para alguns especialistas, o planeta está esgotado. A Mãe-Terra tem seus recursos exauridos pela fúria incontida do homem que busca no meio uma forma de aumentar seu lucro capital. Quem sofre por demais com esta situação, parece serem os países mais pobres, onde a fome, a doença e a escassez de recursos básicos, como a água, é já uma realidade premente. O debate a ser realizado no Rio de Janeiro, pela Rio +20 girará em torno de um conceito novo embora corriqueiro, o de sustentabilidade. É possível crescer economicamente e simultaneamente preservar o ambiente? A resposta para tal pergunta, não se sabe ao certo. Será, entretanto, discutida entre vieses pessimistas, alguns, e otimistas, outros. De certo que se passando de um colóquio realmente incumbido de resolver a questão, ou seja, que não seja só mais um falatório onde os líderes mundiais vão para “bater ponto” e nada terem de compromisso com os valores reais envolvidos, devemos esperar instituírem-se missões, a, logicamente, partirem de início dos maiores consumidores, ainda os mesmos sendo também os maiores produtores e com maior capacidade para promover a divisão das riquezas. No entanto, dividir riquezas num capitalismo de Estado não é tarefa a que se aceite da noite para o dia, pois ninguém quer ter sua margem de lucro reduzida sob qualquer custo. Para que não se fique por tabelas as promessas feitas para o encontro, à guisa de lembrança do que foi a ECO 92, outro evento também realizado no Rio de Janeiro, onde muito se falou e pouco ficou acertado, a pressão dos países pobres e emergentes pela entrega do G-8, que deverá tomar posição igual ao daqueles, deverá ter no seu teor a seriedade esperada para uma retomada desta natureza.

Pedro Barreto Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará