Ergue-se em Fortaleza talvez um empreendimento que tem contornos de sucesso.
Acerta o governo do Estado em receber a Companhia Siderúrgica do Ceará, investimento avassalador e responsável por uma maré de otimismo no que concerne ao seu reduto de caráter arregimentador com a promessa de dobrar o PIB cearense em dez anos.
Afora a obra em si, deve-se perceber a importância de uma empreitada industrial, na base de caráter metal-mecânico, a se alastrar pelos quatro cantos do Norte-Nordeste. Não somente pelos resultados imediatos, enquanto saiba-se, a promoção de empregos diretos e indiretos em quantidade – guardadas as devidas proporções – e qualidade, dignos de uma operação de grande porte, teremos a nosso favor uma indústria pesada a produzir aço em uma medida muito acima das quais qualquer especulação poderia arrematar.
Como visão desenvolvimentista, ornará a economia do Estado com a elevação das riquezas produzidas ao modo de resultar em inovações técnicas de produto e retorno consideráveis para a população, sendo os nossos cidadãos presenteados com uma revolução da indústria que nos promete elevar historicamente o status de metrópole, para Fortaleza, e federação, para o Ceará.
O otimismo em torno da Siderúrgica, que deve ser a maior de toda a região, não se justifica apenas por ser inédita sua edificação, a saber, de porte e dimensões jamais vistas, mas também pelo fato de não correr maiores riscos, como o de ser paralisada sua construção, haja vista as primeiras estacas já estarem fincadas, o que figurativamente significa um processo sem volta, ou seja, definitivo.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
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