Une-se, no sentido "caviar" da palavra, a esquerda que acha que está acima de bem e mal: olhe e veja bem, não convivo com esquerdistas desde a muito, nem simpatizo muito com o termo cunhado na França de Proust; muito embora, assisto aos noticiários e, menos leio aos jornais veiculados na mídia virtual, mais do quanto gostaria, mas enfim, estou por dentro do passeio fantástico e o espetáculo visual ainda que em textos escritos elaboradíssimos, cheios de requinte, e que até incomodam-me, menos pelo pedantismo, mais pela divergência com a realidade dos fatos, exposta, essa mesma esquerda às vezes até amedronta-me, suposta radical e que de radical não tem nada. Bom, senão vejamos, é curricular é fato consumado que o ex-presidente Lula gora louros no exterior, e até aí tudo bem; fabuloso, digno, honroso, meritório - capacidade de articular e carisma, o homem tem, sem baixar o calão faz discursos homéricos através deste Brasil, mas aquilo onde mais ainda me é estranho, foge de mim conquanto tenteia-me é este calar-se irritado diante de quase tudo, só não de tudo porque temos que encarar a luz e pôr em termo a verdade, de bom grado e ainda uma eloquência seria bem-vinda, quanto ao que acontece nos vaza pelas mãos, e nos escorre entre os dedos, a situação muda, o quadro é outro, completamente diferente, farto de habitar na verdade o espírito humano eleva-se e foge ao corpo como à sensação de quando reza-se com fervor, inclusive para que as coisas melhorem, meticulo e, tal e qual, meu argumento final é, esperança AINDA é a forma de otimismo mais desejada, do servo, do rei, etc, etc. Lindo! Por outro lado, tapar os ouvidos e a boca, em bom português, ser cúmplice, isso me irrita. É bastante. Dá-se uma forma real a uma realidade que simplesmente não existe - esta defeituosa esperança, está esperança de pé-quebrado a mim me deixa irritado, jamais lutarei pela força diante das palavras, se não nem estaria aqui, até esta hora, debruçado sobre meu teclado e redigindo minhas doidices. O povo aguenta calado muito do que é o quanto dele mais e mais é o esperado. Espere, ou aja, o povo nos confunde com sua ânsia inevitável pelo futuro do país, e mesmo que o povo não seja burro, é , em sua maior parte, ignorante, não sabe o que faz ou diz, e, acatar a este cego contentamento numa obra da direita, eu não concordo, faz-me rir este ímpeto de desbravadores, está pureza exacerbada, tal como entende que está sob o poder de si mesmo o povo, só que não, ninguém tem o poder senão os políticos que fazem esse país chamado Brasil, não nego: a política de oposição comeu poeira há muito tempo, assim como o partidarismo eleitoreiro (o que poucos sabem); porfim, a luta continua e desgraça pouca é bagagem.
Pedro Costa
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