quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Preparativos para a COPA

A escolha do Brasil para país sede da Copa do Mundo de Futebol no ano de 2014 já vem sendo motivo de muita reverberação por parte dos vários setores da sociedade bem antes de terminar mesmo o último evento, na Argentina em 2010. Para bem dizer, desde quando a seleção canarinho foi desclassificada, o que gerou, para nós brasileiros apaixonados pela pela pelota, a urgência de montarmos em nosso país uma Copa de respeito a qual está-se estimando, apesar dos entraves que não tardaram a surgir, seja a maior de todos os tempos.
Como tudo o que cá acontece, vemo-nos em pleno ano de 2012 com problemas graves como a paralisação de obras nos estádios, e inclusive no nosso Estado do Ceará, que terá na sua capital, Fortaleza, sede de jogos tanto da Copa das Confederações, a ocorrer em 2013 e do grande espetáculo do futebol, sendo até as competências da capital cearense para receber um número maior de jogos que mesmo a Cidade Maravilhosa que deteu-se a abrigar apenas o jogo da final para o caso da nossa seleção passar pela fase classificatória e vencer todos os adversários nas eliminatórias. Os
reclames de reformas incutidos no meio nacional, infelizmente, revela um efeito dominó: os sindicatos, sobrepujando o funcionalismo das empresas responsáveis pelas obras, estão de olho nas condições de trabalho por que passam os operários e reclamam de abusos e casos de desvalorização do operariado. Inclusive nas obras do estádio Castelão, em Fortaleza.
Incutindo algum otimismo, mesmo que, no exterior a FIFA – Federação Internacional do Futebol – faça pouco caso das condições que o país tem para sediar o maior espetáculo esportivo do planeta, que mobiliza rios de dinheiro por que passa também pelas mãos dos dirigentes das federações, mesmo da própria FIFA, o cerco de que armou-se nossos “cartolas” parece apontar um caminho relativamente tranquilo para a realização da Copa no Brasil. Resta saber se, no desenrolar dos fatos, teremos realmente a preocupação em “fazer bonito” e não deixar a desejar para o resto do mundo que nós somos capazes de comportar uma situação na qual vive o país um grande momento.

Pedro Costa
15 de fevereiro de 2012

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