quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Rumo à Oposição

Com a derrocada do PT em Fortaleza, silenciou a voz da prefeita.

Onde se vê gente do partido dos trabalhadores, faltam ânimo e coragem.

Do outro lado, as comemorações do prefeito eleito, Roberto Cláudio; a parceria
direta com o governo, e o anúncio de Ciro Gomes de uma possível aposentadoria.

Quem até então fazia frente aos vencedores, agora está estagnado ao corpo da
oposição. O PT, fora oposição durante anos, antes de subir ao poder. Resta saber se
ainda se lembra de como o fazer. As coligações do segundo turno foram poucas, quase
pífias; Férrer e Roseno tendo ficado em cima do muro. Inácio apoiara Cláudio, e
Moroni, naturalmente, também.

Deu no que deu. Mesmo com a vinda do presidente Lula.

Gostaria de saber, se como em campanha defendia-se, se Elmano, Luizianne e os
demais petistas espalhados por cá, aprenderam, também, a ser oposição “como Lula
ensinou?” Se não muito, algo será necessário desse saber político para, simplesmente,
manter-se no jogo.

O partido (dos trabalhadores) envolveu-se na campanha ao ponto de esquecer-se
de defender o patrimônio partidário que vai além de suas ideologias: sua posição como
atuante; responsável por perder [a eleição] não teve o cuidado de manter uma
retaguarda, um apoio a que recorrer no caso de o pior vir a acontecer, como se sucedeu.

Terão ainda os timoneiros no legislativo a capacidade de enfrentar como
opositores um governo hegemônico como os Ferreira Gomes conseguiram instituir ao
quadro regional – e, que se não forem barrados, levarão ao nível nacional?

É preciso uma injeção de forças aos que despencaram de tão alto.

Pedro Costa

Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

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