quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

O que explode na mídia

Sobre os últimos estágios do que emborcara o acinte midiático, a respeito da morte do cinegrafista atingido por um rojão de quando realizava trabalho durante uma manifestação, permeara a partir da defesa do jovem acusado de realizar o “disparo” e à quem a confissão do ato fora expedida no mais recente dos clarins, o recebimento por parte do réu de uma quantia de R$ 150,00 advinda de um suposto agente de nome sequer conhecido pelo agressor; e, de fato, explorado o assunto ao mais de suas conseqüências, indo às páginas jornalescas como às mensagens televisivas e à Web em geral, vem a trazer algumas inferências daí sugeridas feito a exploração exacerbada de um acontecimento enquanto documentado à exaustão, talvez, pelo vitimado reconhecidamente pertencer tecitura mesma que lhe cose a perspectiva de crime hediondo; isto, para além, pode, e deve, ser entendido de uma maneira só mas à duas perspectivas: a primeira, o causo midiático proposto onde englobara o papel de denúncia e fiscalização do poder dos media, a repercutir arrazoado enclaustro condenando de pronto a ação mas elevando sua dimensão a um grau inaudito se observarmos incidentes de igual ou maior atrocidade pululando diariamente no noticiário quotidiano, lógico é também pouco valer este intenso movimento em torno da morte de um dos seus como exemplo para o que todos os dias pautam os mesmos veículos noticioso, não incorporado aqui o desvelo ou a indiferença perante o dito acontecimento; e, segundamente, a respeito das manifestações, parece claro existir um fator extraordinário pendente de uma falta total de angariação das propriedades relativas aos recentes recortes da realidade onde impõe-se parte da população a lutar por direitos interposta a um regime de terror real propalado por instâncias que, se pouco são conhecidas, muito o são quando sabidas das teorias políticas da atualidade, a saber, da existência de maquinismos relativos à corrupção dos movimentos legítimos da vontade popular. O caso emblemático deste cinegrafista deve sim ser observado em todo seu âmbito, como um bom aluno, pela sociedade que, dentro dos limites cá observados, de proteção da dignidade humana e do desbanco da vontade corriqueira em detrimento de um pequeno grupo acintoso e reacionário ao recalque das elites, representados por pequenas aglutinações financiadas e barateadas a envolverem os mais vulneráveis num projeto terrorista e este deve ser combatido, investigando-se as origens e as repercussões de cada fato isoladamente, para sejam-se endereçados pontualmente e se não estudados para tomar-se uma atitude, evitados e repudiados como crimes contra a humanidade.

Pedro Costa

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