quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Menor Problema

Insurgente do paraíso das almas, o toque de recolher da criatividade encontrou sua imagem refletida nos desmandes públicos de autoridades sem calão para tanto. Os subvertidos do hoje, acuados pelos proletários que acham-se o forno da Revolução e ao saírem de suas casas, muito ingenuamente achando que vão salvar o planeta, reverenciam a práxis da inutilidades ativista. É verdade. Os combatentes hoje, levam para as ruas os ensejos de um tempo onde a pedida por liberdade deveria estar-se configurando através de ações menos insólitas; quais as distribuições de livros, de material artístico a quem condizem uma realidade muito própria do período no qual vivemos e do qual faríamos melhor e mais competente para com nossas angústias pessoais, através de ações como essas. Despertar um país, para quem não sabe, está muito longe de sair às ditas “manifestações” em favor de um ou outro argumento político; é, isto sim, captar a derivada e complexa atuação de si no e para com o fazer político. Se, hoje, longe dos aritméticos anos de chumbo, aonde a matemática era salvar a minoria elitista em detrimento da sublevação da massa operária, podemos articular em um breve debate, as nossas opiniões a respeito de qualquer coisa: ora, por que deixar que ímpetos heroístas arrastem-nos, multidões, ao pleito a que descem os poderosos para em fornalhas heréticas depravar a vontade de um povo de tornar-se nação? Por que motivo, atribuir ao passado uma luta inglória, e negar que direitos foram conquistados, e, mais – também nossa maior atribuição política – mantermo-nos presidentes deste poder adquirido enquanto potência, se este pode explodir em livros e não necessariamente requisitados às palavras de ordem de, por exemplo, “Acabou o Amor!”

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

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