quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Inverossimilhança das Pesquisas

Dentro do contexto global das eleições municipais de Fortaleza, a pesquisa representa o índice de eleitores por cada deputado. Até aí, estamos de acordo. Mas, com uma margem de erro duvidosa de três pontos percentuais para mais ou para menos, os institutos responsáveis pesam as intenções de votos em uma matemática suspeita.
Acreditar em pesquisas foi sempre uma aposta em uma lógica otimista em demasiado, crer que não há manipulação por parte de quem encomenda dados relativos à vontade pessoal do cidadão esbarra na sua inverossimilhança, a saber, colocar em andamento dentro da disputa o quesito “torcida”, a partir do qual muito se faz por encabeçar devido candidato em detrimento de outro, sendo tanto, modo para desvencilhar o movimento do votar em quem tem chance, no lugar de delegar o poder à quem poderia atender as expectativas de que dele se espera, neste sentido saber quem é o primeiro e o último em valores numéricos é mais um meio de mensuração aproximativa que uma realidade que corresponda à verdade dos fatos.
Ter este número com segurança só quando apurada a eleição, até lá mais do que pesquisar, é a conquista de eleitores que corresponde à batalha real; o corpo a corpo, bem como os debates e a militância. Tudo atrelado ao momento circunstancial, evidentemente, pendendo mais ou menos de uma proposta a outra.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

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