E eis surgindo das instâncias superiores alguém eleito para domar as diferenças e apaziguar o quadro do preconceito, sob a égide de um cargo a si relegado para que o ser humano possa ser tratado com mais igualdade.
Esta pessoa, entretanto, define a raça negra como “descendentes amaldiçoados de Noé”; os homossexuais como escória e os aidéticos como “enfeitiçados”, sim e ainda ocupa o cargo ao qual foi designado ocupando, dentro da Igreja Evangélica, a posição de pastor.
Com certeza não é disso que precisamos.
De fato, em uma democracia, se o poder delega a outrem a escolha de algures para o cargo, é que se omitiu – gravemente, observamos – de uma responsabilidade sem tamanho, deixando ao léu a cadeira da presidência da Comissão de Direitos Humanos.
Mas que direitos humanos?
O caso é tão absurdo, de uma extravagância tão esdrúxula, que a sociedade assiste pasmada a subida ao poder do pastor Feliciano (PSC). Unidos, os indignados cidadãos brasileiros assistem a mais este abuso por parte de seus governantes. Inertes. Abismados.
Serve-se a máquina de uma valorosa democracia para justificar escolhas de tal irresponsabilidade, porém, isso não é valor algum; pelo contrário, uma pena, que cumpre o nosso digno povo, por talvez sempre o último a saber.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
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