quarta-feira, 3 de julho de 2013

Quando a Questão Somos Nós

Existe, ao que penso, um meio para burlar as sabotagens do inconsciente as quais nos tornam vaga massa de manobra política.

Esta solução mora nas cátedras, nos meios de ensino e nas posições que tomamos enquanto seres pensantes em relação a eles. Através do diálogo, a luta contra uma sistematização secular da educação, esta quem nos mostra o quanto podemos ser arrogantes diante de um conhecimento do qual achamos ter o pertencimento mais daquilo necessário, quando vamos além e provamos a nós mesmos estarmos invertendo um valor estatizado, acabando por dar com os burros n’água. Insisto, no entanto, morar na cadeia que promove ao ensino um grau elevado de saber sobre o mundo, a saída para nossos problemas.

Se, cada um, no lugar de avantajar as qualidades as quais sabemos termos por pertença, sairmos da região de conforto e partirmos para o enfrentamento; daremos um passo na direção de uma utopia possível, com o perdão de contradizer-me de antemão, basicamente estivo, este mesmo saber é, ainda, altivo, logo para alcançarmo-lo tenhamos de partir de baixo, admitindo a nossa própria ignorância.

Claro, a delonga e parvoíce disso é bastante. Mas não desvalida o argumento.

Por que então não buscar nos meios a conclusão de serem estes os maiores facilitadores para ações com fins quaisquer que sejam? Por que não administrar nossa ignorância em sabendo participar dela o desejo de aprender? E, se assim for, por que a escuridão ainda nos mete tanto medo; o de sair para o debate desarmado, dando a cara a tapa e aprendendo com quem escutamos inda sejam eles os mesmos contra os quais argumentamos?

Enfim, a crise é um tempo de bravatas, e, a bravata maior é quando a questão somos nós mesmos – logo que nos pomos sobre a lente do jugo alheio, permitimos que nos devassem e violem no quanto temos de mais sagrado. Esse aceitamento é doloroso, porém, necessário. Para saibamos subjugar nossas verdades às de outros que, tal como nós, estão pondo-se à evidência, e mais, se é certo não sabermos a moral sobre que nos apoiamos valer para outrem, imagine sabermos pelo que age sobre nós o mesmo valor moral!

Saiamos dos quartos escuros de nossas consciências, enfrentemos o meio por mais adverso que seja e vençamos se pomos sobre a mesa a jogada final de uma partida que já tem um vencedor; coragem para apostar quando o momento é desfavorável, e, serenidade para assumir quando erramos e guardarmos a aposta para um fim mais necessário.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

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