Existe, ao que penso, um meio para burlar as sabotagens do inconsciente as quais nos tornam vaga massa de manobra política.
Esta solução mora nas cátedras, nos meios de ensino e nas posições que tomamos enquanto seres pensantes em relação a eles. Através do diálogo, a luta contra uma sistematização secular da educação, esta quem nos mostra o quanto podemos ser arrogantes diante de um conhecimento do qual achamos ter o pertencimento mais daquilo necessário, quando vamos além e provamos a nós mesmos estarmos invertendo um valor estatizado, acabando por dar com os burros n’água. Insisto, no entanto, morar na cadeia que promove ao ensino um grau elevado de saber sobre o mundo, a saída para nossos problemas.
Se, cada um, no lugar de avantajar as qualidades as quais sabemos termos por pertença, sairmos da região de conforto e partirmos para o enfrentamento; daremos um passo na direção de uma utopia possível, com o perdão de contradizer-me de antemão, basicamente estivo, este mesmo saber é, ainda, altivo, logo para alcançarmo-lo tenhamos de partir de baixo, admitindo a nossa própria ignorância.
Claro, a delonga e parvoíce disso é bastante. Mas não desvalida o argumento.
Por que então não buscar nos meios a conclusão de serem estes os maiores facilitadores para ações com fins quaisquer que sejam? Por que não administrar nossa ignorância em sabendo participar dela o desejo de aprender? E, se assim for, por que a escuridão ainda nos mete tanto medo; o de sair para o debate desarmado, dando a cara a tapa e aprendendo com quem escutamos inda sejam eles os mesmos contra os quais argumentamos?
Enfim, a crise é um tempo de bravatas, e, a bravata maior é quando a questão somos nós mesmos – logo que nos pomos sobre a lente do jugo alheio, permitimos que nos devassem e violem no quanto temos de mais sagrado. Esse aceitamento é doloroso, porém, necessário. Para saibamos subjugar nossas verdades às de outros que, tal como nós, estão pondo-se à evidência, e mais, se é certo não sabermos a moral sobre que nos apoiamos valer para outrem, imagine sabermos pelo que age sobre nós o mesmo valor moral!
Saiamos dos quartos escuros de nossas consciências, enfrentemos o meio por mais adverso que seja e vençamos se pomos sobre a mesa a jogada final de uma partida que já tem um vencedor; coragem para apostar quando o momento é desfavorável, e, serenidade para assumir quando erramos e guardarmos a aposta para um fim mais necessário.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
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