segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Tenso Despertar

Aportam os primeiros raios das eleições de 2014.

Por certo, ao reluzir o ano que chega, a mesma aurora sob quem às promessas se batizam nossas ações de para o ano, serve para jogar luz sobre as tendências dos políticos em fazerem-se objeto para as especulações, as quais já despontam nos clarins – efervescentes e promissoras.

Com o resultado do mensalão, a junta que uniu sob mesma bandeira a oposição, e as entidades de corpo social emergindo para polvilhar o meio com o trejeito de populares as divergências para com os poderosos; a retrospectiva de 2013 entoa seu cântico aos primeiros esvanecimentos de dezembro que entra.

Às contíguas manifestações que desde junho, feito um barril de pólvora, repaginaram nos jornais a ação de setores insatisfeitos da sociedade, devem perdurar – haja nunca cessarem por completo – apresentando a insatisfação popular emembrada com artífices politiqueiros, uma mistura, ao menos, inusitada de quem padecemos, ou como um mal menor, ou, por conseqüência dos desmandos da política.

Reverberar de como será o próximo ano, incluindo eleições e Copa do Mundo a rivalizarem atenção em solo brasileiro, tem sido o mais novo “brinquedo” da mídia global: nós, por acaso ou destino, somos agora o centro; dantes periferia colonial da então gigantesca metrópole portuguesa.

As apostas estão sendo feitas, a rodo.
Esperar pensando o futuro, seria hora de dizermos ter havido enfim aterrissado por cá, por estas bandas insalubres esta “nave desgovernada”? Bom, o governo atual vê-se por cima. A estabilidade, quem diz-se mantida, é o grande propulsor das turbinas onde voamos entretidos com os reclames dos reality shows à toda hora.

De governados a governantes, o povo brasileiro tem razões para mostrar esperança? Inda que esta se veja maquiada, os moradores presenciando as trevas da intransigência quando dos projetos para a nação passam por educação, segurança e saúde?

Ninguém a nós dará de mão beijada o quanto queiramos, muito ou pouco. Mas sabemos que estamos sendo vigiados, a pergunta é: será a nossa hora de mostrar para o mundo do que somos capazes; ou, apenas seremos mais um rostinho bonito no horário nobre?

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

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