Para alguns especialistas, o planeta está esgotado. A Mãe-Terra tem seus recursos exauridos pela fúria incontida do homem que busca no meio uma forma de aumentar seu lucro capital. Quem sofre por demais com esta situação, parece serem os países mais pobres, onde a fome, a doença e a escassez de recursos básicos, como a água, é já uma realidade premente. O debate a ser realizado no Rio de Janeiro, pela Rio +20 girará em torno de um conceito novo embora corriqueiro, o de sustentabilidade. É possível crescer economicamente e simultaneamente preservar o ambiente? A resposta para tal pergunta, não se sabe ao certo. Será, entretanto, discutida entre vieses pessimistas, alguns, e otimistas, outros. De certo que se passando de um colóquio realmente incumbido de resolver a questão, ou seja, que não seja só mais um falatório onde os líderes mundiais vão para “bater ponto” e nada terem de compromisso com os valores reais envolvidos, devemos esperar instituírem-se missões, a, logicamente, partirem de início dos maiores consumidores, ainda os mesmos sendo também os maiores produtores e com maior capacidade para promover a divisão das riquezas. No entanto, dividir riquezas num capitalismo de Estado não é tarefa a que se aceite da noite para o dia, pois ninguém quer ter sua margem de lucro reduzida sob qualquer custo. Para que não se fique por tabelas as promessas feitas para o encontro, à guisa de lembrança do que foi a ECO 92, outro evento também realizado no Rio de Janeiro, onde muito se falou e pouco ficou acertado, a pressão dos países pobres e emergentes pela entrega do G-8, que deverá tomar posição igual ao daqueles, deverá ter no seu teor a seriedade esperada para uma retomada desta natureza.
Pedro Barreto Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
Nenhum comentário:
Postar um comentário