sexta-feira, 15 de junho de 2012

Está Chegando a Hora

Com a aproximação das eleições, os ânimos parecem se acirrar. As coligações vão sendo feitas, alianças quebradas e a postulação de certos nomes que devem correr por uma vaga nas prefeituras e nas câmaras passam a surgir com maior ou menor força.
É justamente por esta época que os rebuliços vão tomando contorno de propostas e inicia-se a corrida pelos votos, onde se valem os candidatos de suas articulações para fazer valer ainda o que sobra de suas ideologias. O tranco é forte. O desgaste é grande. Mas o interesse é ainda maior. Motivo para arquitetar planos, e, bem por aí também é onde passa a chover promessas de mundos e fundos.
O eleitor que passa a vista pelo jornal ou tenta, ao mínimo, obter algum tipo de informação sobre seu candidato, deve atentar para o fato de sua escolha depender, a priori, de sua visão sobre o jogo político e não por conjunturas que transformam a disputa eleitoral em uma espécie de “campeonato” donde quem elege deve (mais que eleger) torcer para aquele ou aquela a quem mais lhe cai à simpatia. Haja ver-se, simpatizar com candidato não é nenhuma falha humana, mas não ir-se mais a fundo em procurar motivos para embasar a sua escolha – da natureza que forem – é dar margem a uma eleição falaciosa.
Virtudes e defeitos existem. A balança da Justiça deve vigorar, ainda que desacreditada. Cuide-se do voto como instrumento cabal de uma república democrática, e, a posterori, da fiscalização sobre os eleitos; para isso existe o ato de votar, uma vez dito como livre e catalisador (além de ferramenta da democracia) das mudanças tão almejadas no sentido de uma versão melhor dos políticos, estes, por sua vez, devendo buscar sempre a reciclagem de suas medidas no atendimento às demandas populacionais.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

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