Do estamos diante no momento global atual?
Como apontam alguns estudos sociológicos, o homem teve seu período de permanência na Terra por um período muito reduzido. Aparentemente segundo tais paradigmas, a raça humana já nasceu condenada, ou seja, se o que fazemos hoje e que vai de encontro a uma expectativa maior de vida para nossa raça, é um perjúrio sem tamanho, apenas estamos a alimentar teses de que não estaremos mais aqui daqui a algum tempo.
Antes de nós, os dinossauros tiveram sua época. Não se sabe muito bem como, foram extintos, banidos da face do planeta para nunca mais retornarem, vivendo hoje apenas como fósseis; tesouros de arqueologia ou energia combustível, como queira. Claro, não possuíam a razão que detém os humanos de que poderiam fazer algo para, ao mínimo, prolongarem sua existência e foram arrebatados para sempre da Terra.
Ainda que tenhamos com nossos botões a responsabilidade de cuidarmos para também não desaparecermos, extinguirmo-nos a nós mesmos, e saibamos que cuidar para que isso não aconteça urge, parecemos mais confortáveis com a alienação de que nossa vida no planeta vá seguir independente de nós estarmos ou não atentos a esse quesito fundamental.
A verdade é que, se continuarmos a explorar as riquezas naturais da mãe-Terra, sem ocuparmo-nos também de repor aquilo que foi utilizado, ou melhor, denegrido, levado a nada, a não ser a peças artefactuais materiais, como o valioso dinheiro moeda, seja na figura de papel ou de um cartão de créditos, estaremos, pouco a pouco ou mesmo avassaladoramente, com o que distinguimos de nossa urgência no que tange à salvação da espécie, nos matando, literalmente.
Há bem da verdade, fomos dotados de uma capacidade de raciocinar, em outras palavras, detemos dentro de nós a capacidade de racionalizar, medir, ponderar. E tal faculdade passa-nos, a tal ponto, a ser fundamental para a bravata dos que ainda respiram por aqui e que não fazem parte de uma minoria que quer apenas ver o circo pegar fogo (não enganemo-nos, estes existem!).
Então é pensar. Por as cartas na mesa e, com vontade, e não de outra forma, buscar soluções para o problema que não tem tamanho. O trabalho de conscientização seja feito, o “cada qual faça sua parte” também, uni-vos, esta é a nossa última hora.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
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