Um prato cheio para piadas de duplo sentido, no entanto, a rede sustentável, proposta da então verdista, e possível candidata à presidência da República, Marina Silva, mostra suas garras.
Do modo como conseguiu assinaturas de setores diversos, agora timbrada em papel a criação da Rede de Sustentabilidade, é um partido revestido de pele de causa social, até porque neste ponto, averiguando-se a conjuntura atual, a saber, da fragilidade em que se encontram o partidarismo e políticas de mesmo tom, a investida contra o status quo venha como uma estratégia que, quiçá, pode ser bem sucedida.
Por que isso seria bom para o país?
Muito bem. Dada a crise de desenvolvimento a envolver todo o sistema de lucro e capital, uma proposta desta envergadura, de partida revela-se um troco a quem nunca acreditou de políticas desta natureza (com a perdão do trocadilho), fomentarem discussão em âmbito nacional.
Outro viés é o de parecer apenas poder sair da bagagem pessoal da pré-candidata – ainda não queira Silva viabilizar o embate para a presidência antes do tempo – a gerência de pautas semelhantes às que defendeu como bandeira desde os tempos de ministra.
Enfim, concordata de tendência global, a rede de Marina, não é para pousar as intermitências de preguiçosos políticos, mas, existe na certeza de que nascem novas modalidades de fazeres varonis em um país onde a efervescência no debate ecológico não é apenas o único entrave.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
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