Em curso projetos que tratam da chamada “cura gay”, renitente de projeto em tramitação do então deputado pelo PSC, Marco Feliciano, que corre na Câmara, o mesmo que acusara os negros de uma herança maldita vinda de Noé numa interpretação no mínimo ortodoxa da Bíblia e que acredita que a aids é uma punição divina para a escolha de gênero; o mesmo que ainda, acha que o próprio Lord resolvera, à frio, encurtar aos 40 anos a vida do músico John Lennon, e, dos inócuos e divertidos componentes do grupo musical Mamonas Assassinas. De posse destas informações, a crítica apurou que Feliciano, por ocupar o cargo – algo de um absurdo incomensurável – de presidente da Comissão de Direitos Humanos Nacional, está revertendo o processo que ora voga no seio de uma sociedade a lutar por direitos e respeitos iguais para todos e de uma forma retrógrada e conservadora mina a posição de ativistas das minorias. No olho do furacão, tais minorias vêem-se acuadas, mas não se resignam a aceitar o status quo e militam em favor de um meio social mais igual e tolerante às diferenças, que deveriam ser aceitas não obstante etnia, gênero ou opção sexual; no entanto, é uma posição que apenas uns poucos dos nossos governantes abraçam como causa política, para em aceites, levadas a projetos para a proteção destes direitos, previstos na Constituição. Levar à desforra essa questão é o quanto está a fazer a parte da população crente de que com um movimento sólido, os prenúncios de um presente robusto por ter vencido guerras anteriores, mas de semelhantes aspectos, como a da ditadura a cassar direitos individuais de liberdade, no passado e refratadas as posições assumidas para o meio, pela mídia por exemplo, hoje, após entendida a mensagem, não mais comportam-se passivamente e reativam seus setores de ações, no sentido de acabar de uma por todas deliberações preconceituosas tendenciosas e arcabouçadas em dogmas mau interpretados.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
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