segunda-feira, 6 de maio de 2013

Aceitar as Diferenças

Em curso projetos que tratam da chamada “cura gay”, renitente de projeto em tramitação do então deputado pelo PSC, Marco Feliciano, que corre na Câmara, o mesmo que acusara os negros de uma herança maldita vinda de Noé numa interpretação no mínimo ortodoxa da Bíblia e que acredita que a aids é uma punição divina para a escolha de gênero; o mesmo que ainda, acha que o próprio Lord resolvera, à frio, encurtar aos 40 anos a vida do músico John Lennon, e, dos inócuos e divertidos componentes do grupo musical Mamonas Assassinas. De posse destas informações, a crítica apurou que Feliciano, por ocupar o cargo – algo de um absurdo incomensurável – de presidente da Comissão de Direitos Humanos Nacional, está revertendo o processo que ora voga no seio de uma sociedade a lutar por direitos e respeitos iguais para todos e de uma forma retrógrada e conservadora mina a posição de ativistas das minorias. No olho do furacão, tais minorias vêem-se acuadas, mas não se resignam a aceitar o status quo e militam em favor de um meio social mais igual e tolerante às diferenças, que deveriam ser aceitas não obstante etnia, gênero ou opção sexual; no entanto, é uma posição que apenas uns poucos dos nossos governantes abraçam como causa política, para em aceites, levadas a projetos para a proteção destes direitos, previstos na Constituição. Levar à desforra essa questão é o quanto está a fazer a parte da população crente de que com um movimento sólido, os prenúncios de um presente robusto por ter vencido guerras anteriores, mas de semelhantes aspectos, como a da ditadura a cassar direitos individuais de liberdade, no passado e refratadas as posições assumidas para o meio, pela mídia por exemplo, hoje, após entendida a mensagem, não mais comportam-se passivamente e reativam seus setores de ações, no sentido de acabar de uma por todas deliberações preconceituosas tendenciosas e arcabouçadas em dogmas mau interpretados.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

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