terça-feira, 7 de maio de 2013

O Brasil que Incomoda

A adoção do termo BRICS para designar países em franca expansão econômica não é ao acaso um termo criado na vazão de uma falta de outras nações para cumprirem o sentido da expressão.

Tanto brasileiros como chineses e africanos do sul ou indianos e russos, tem entabelado nas castas detentoras do poder refratado à nova política global através de um meio translúcido, a saber, o desenvolvimento nas áreas de social agora têm posto em evidência países-potência, com certificado de garantia de que suas políticas públicas sejam ventos favoráveis ao desenvolvimento nas regiões onde são os representantes, os chamados “países do sul”.

À hegemonia global, este fato é simples e incomoda.

Teremos, ao conluio da crise sistemática com a delação do capitalismo atual quanto respaldo, uma base que mostra dilapidação em seus pilares , revertendo um antigo processo colonizador; uma representação do poderio das nações emergentes. É lógico que, para as potências imperialistas do século vinte, hoje o crescimento factual e competitivo ligados ao desenvolvimento dos BRICS, tange, ao que imposta-se, um ponto nevrálgico, em uma palavra, a virulência com que processam suas decisões, estas a promover nessas localidades um melhor meio de vida; uma diminuição dos índices de pobreza e um maior alcance cultural – este, um malogro para quem estivera por mais de um século, a decidir o destino destes países.

Não obstante, representativamente e concretamente, tais os BRICS posicionam-se e ganham terreno, para quem acostumara com a potencialidade econômica em sobrepô-la aos seus antigos subjugados, o jogo sendo virado no tabuleiro deles, não há como não erigir uma resposta, e, mesmo que às relações diplomáticas tudo pareça correr bem, na realidade existe uma vontade de que não cresçam, ou melhor, que vinguem livres suas competências, porém, de forma a não abalar a ordem pré-estabelecida.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

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