terça-feira, 5 de novembro de 2013

Percalços de um Novo Norte para a Política Nacional

Enveredou-se o fazer político como há muito não se via por sítios revelados dantes desconhecidos e se tratando de horizontes a nau brasileira aportada em porto seguro agora lança-se em uma nova aventura pelos mares da mudança, hoje uma constante dinâmica onde os passageiros desta embarcação, o povo brasileiro, é guiado sem bússola pelas intempestivas águas a desembocarem nas próximas eleições em 2014.

O fato consumado, a saber, a desportos o incognoscível, vive de especulação sobre os rumos que, à insurgência de bastantes partidos, assume a face da velha burocracia de parecer ao cidadão o voto um tiro de canhão no escuro; há aí prática a qual revelou-se preocupante de estagnar o processo eleitoral, o eleitor na simples desfunção em omitir-se à prática democrática do voto, nas últimas apostas a roleta aprazida ao zero da banca, por quê no entanto nada ganhara a política “banqueira”, com a intenção provocativa que o duplo sentido invoca, um volume grande de eleitores visaram a nulidade de sua escolha, e, se preferível for, abandonara de vez o barco pois que descrédito fora dado aos populares de direito ditos seus representantes, provocando tensão nas ciências políticas em assistirem da proa os marinheiros jogando-se ao mar.

A elevada quota de partidos, mesmo como a também grande paritarização dos ministérios, aponta para um aparente desgoverno na instância pré-eleita dos metrificados hangares que seguram as velas partidárias, em se não atuando para um processo ideológico, revertendo o curso na mancha oceânica do fisiologismo. Por quantas despatriações perde-se de vista no descontrole do leme governamental a função do Estado, e, com os motins dos revoltosos “Black Blocks”, o capitão frige em medo de não conseguir guiar para a terra, acionando nos poderes medidas emergenciais, as quais desempregadas no lamento da tripulação ao ver de longe as caudalosas ondas da política externa, apenas servem para manter o curso, muito embora não saiba-se por onde irá parar.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade do Ceará

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