quarta-feira, 23 de outubro de 2013

De Leilões e Bordões

Apelidaram o leilão de Libra, onde fora protagonista a Petrobrás brasileira, de privatização.

Ora, se não fosse feito logo algo do grande negócio que sabemos ser a exploração da nova camada de óleo encontrada sob águas nacionais, em aí propor-se o governo a faze-lo, mesmo sob ótica elegista, seríamos os primeiros no mundo a desperdiçar uma boa chance de crescermos como país e nação; no primeiro caso, adindo capital para enfrentar a crise que assola o globo como disse a presidenta, “uma bala na agulha”; no segundo, resultado da divisão de royalties para educação e saúde.

Ao discurso – também elegista – a quem tomou-se por neoliberal a decisão que para Dilma fora histórica, há uma ponta de inveja: queriam eles os opositores serem os a flamejar a queima do combustível nas plataformas sob a égide de seu partido – isto, em tratando-se de PSDB, pois da parte dos socialistas e Marina Silva (a outra mão oposicionista) as conversações dão-se mais ao nível de crítica intelectual, abordando não o feito, mas a maneira como se fez.

De fato, o assunto poderia ser mais aberto à população, com mais conversa e menos pompa; acontece que o próximo ano é de eleições, e é claro, o petróleo do pré-sal que fora obra de descoberta ainda no governo Lula, é hoje o carro-forte da presidenta. Isso prova o quanto a estratégia petista fez valer não apenas um bordão de esperança mas uma pensada manipulação da reintegração do país consigo mesmo, e assim, o ano que vem promete.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

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