quinta-feira, 31 de maio de 2012

Dia Mundial sem Tabaco

Antigamente, quando o cigarro ainda era um sinônimo de charme e sensualidade, quando os atores hollywoodianos apareciam pitando e exalando fumaça em cenas cheias de romantismo, não era sequer discutido o mal que a droga fazia ao organismo.
Hoje, passados muitos anos, além de todas as mazelas fisiológicas que causa, o cigarro é apontado também como o vilão da ecologia; poluindo o ar, desmatando para a produção [do cigarro], interferindo no uso de agrotóxicos, provocando incêndios, entre outros fatores.
Um terço da população mundial fuma.
Na prática, o Dia Mundial sem Tabaco, é uma representatividade de um grupo majoritário – entre estes médicos, ambientalistas, setores da sociedade em geral – que já não tolera o fumo invadindo sua área de privacidade. Os fumantes são culpados das doenças dos outros, causando e acontecendo na saúde dos que não fumam, os ditos fumantes passivos.
Também é certo: quem gosta de fumar, ou tem dificuldade para largar o vício, sente-se encurralado, relegado a confins de áreas cada vez mais reduzidas onde ainda é permitido fumar. Um anestésico para os nervos o tabaco, mesmo envolto por centenas de substâncias maléficas ao organismo, provoca uma sensação de prazer e calma a quem o injeta, principalmente nos momentos de maior tensão. Além do mais, a indústria cigarreira promove milhões de empregos, além de ser responsável por grande parte da movimentação financeira dentro do comércio global.
Poderia ser apenas mais uma questão de gosto, se não tivesse se formado um cerco de repressão aos fumantes. Cada vez mais as pessoas sentem-se incomodadas e inclusive excluem-nos dos grupos sociais, fazendo-os procurarem lugares remotos para aliviar as tensões sob o prazer causado pela injeção instantânea de nicotina.
Além dos males causados, o fumo é de uma dependência maior que de drogas ilícitas como a cocaína e a heroína e, mesmo que a maior porta aberta para a embriagues, o lícito álcool.
Fica então a lembrança, a caso de cada um caber escolher entre o passageiro mas proeminente prazer de incendiar um cigarro quando o stress aperta, e o cuidado de ter uma vida cada vez mais saudável. O necessário, como em todas as ocasiões, é a do respeito pela opção de quem a faz.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

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