Reduz-se a pouco o mecanismo de segurança.
No lugar de servir ao povo, de efetivar-se como corpo da defesa pública, o contingente armado do Estado age em embate contra os manifestantes que acampam no Parque do Cocó, último recanto de verde em abundância ainda em Fortaleza; a contra-proposta dos revolucionários passou com o crivo de vários políticos, que por ali estiveram, a ganhar contornos de resistência com base concreta nos protestos realizados, os quais formam eco com os demais proliferando-se pelo país inteiro.
Ao observarmos a truculência como tem agido a polícia, no caso a militar – quem não teria por validação jurídica o poder de investir num ato de natureza contra um patrimônio federal -, servimo-nos da antiga e conhecida força do ato simbólico para transmitir aos governantes a insatisfação geral espalhada em focos, pontuando aqui e acolá, com pequenas mas marcantes vitórias; partindo do ponto de que é bastante importante um fato como o embargo da obra no Cocó.
Entre derrotas e vitórias, o aspecto de Revolução a respeito da elucidação das repercussões daquilo tido, inicialmente, como revolta simples de ser contida, têm nos mostrado com transparência que a indignação perante as maquinarias estatais que advertem por ditatoriais, fascistas e covardes; e, que agem em conluio com a corrupção e o desmando ferindo os direitos civis, mostra a capacidade que tem uma forma de poder de profanar a legislação com atos de natureza antiética.
Os reforços finalmente parecem ter chegado.
A política nossa de cada dia têm levado aos movimentos populares figuras de importância , pessoas públicas ajuntam-se às massas e emprestam ao manifesto sua carga de influência, a mídia, em parte, rende-se à crua verdade residente nos fatos, o quanto se oculta reverbera nas redes sociais ao ponto de todos (a menos que não queiram) se inteirarem; podendo assim abordar à sua maneira um modo de participar, seja pondo barracas entre as serras e as árvores, seja reivindicando nos bastidores das Casas do Povo; assembleias e câmaras.
Ganha o momento o contorno de revolucionário.
E o velho mote ainda vale, afinal: a luta continua.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
Nenhum comentário:
Postar um comentário