segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Diagnóstico da Saúde

Em mais uma audiência pública, na Assembleia Legislativa do Ceará, deu-se a discutir a maneira do mais recente projeto governamental sobre o veto relacionado à concessão de contingente de profissionais médicos para cumprir quadro, especialmente, nos largos do interior, onde a profusão popular procura políticas que abracem as necessidades primárias por saúde. Elemento fundamental de um espólio, o diagnóstico da saúde, no Brasil uma pendência e uma desrazão, dado a como são tratados os que buscam por atendimentos quais de emergência, tratamento ou processos cirúrgicos, assina por – ao mínimo – insuficiente; é bem verdade as prerrogativas para um desenvolvimento nos programas os quais preveem investimentos mais pesados na área, por muito negligenciados, se postos em pauta, deveriam resultar através da conquista de espaço nas agendas dos políticos, no melhoramento e pronto atendimento das demandas. No entanto, à falta de pessoal, beirando a total inadimplência das leis em vigor, não pede apenas uma revisão quantitativa; mas, o preenchimento por cargos não apenas de médicos, também, enfermeiros, dentistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, etc.

Retinir o problema com a contratação de muitos e não bons, parece ter um efeito placebo; a sensação de assegurada a categoria com um número absoluto maior de agentes para o sumo rendar-se à procura por melhores hospitais, e, consequentemente, de mais médicos por número de habitantes, leva a entender que o problema está sendo resolvido – se, quando volta-se à realidade, essa incumbência deletéria, apenas responda por contratação, aumento de pessoal mas não por uma melhora qualitativa no serviço, por sinal, “garantido” à população pelos impostos pagos religiosamente no fim de cada mês; os (des)casos são inúmeros: falta de leitos, gente morrendo na fila de espera por transplante, falta de organização para o atendimento emergencial, corredores entupidos de gente passando mal; precisando urgentemente de socorro, afora ainda o pouco preparo dos profissionais para atender. As peculiaridades do Sistema Único de Saúde, um órgão ímpar sob quem está a maior demanda, por (ter de) ser público e de qualidade, agoniza um morre não morre e não comporta o número de casos que deveria resolver, desde consultas até realização de operações, em certas ocasiões necessárias.

O mal estado em que anda a saúde no Brasil, decerto aponta a várias conclusões, parecendo a maior delas, mais uma vez residir em que não tratamos com respeito aquele que devia ser nosso ponto nevrálgico, em uma palavra, os populares de classe menos abastada, os mais requerentes aos planos públicos, gente humildade de quem apenas decerto procede reintegrar-se ao meio com a integridade física e moral respeitada, a classe indigente, os pobres e famintos, por quem os olhares dos políticos passam atravessados, sem terem conhecimento da carga nali prostrada de potencial e, que se ali depositada fosse a vontade maior do quanto não é discutido e debatido sob as lentes do quarto poder, o qual aliás só compete com a desesperança do povo anunciando uma ditadura da beleza quando a maioria morre doente, de fome e sede, pretenderíamos a saudável noção de nação – estipule-se um prazo para quem não tem nada mais a perder, para que venham às ruas, e daí trabalhe-se com base nesse dado para proceder de modo razoável; assim vistos sob esta óptica mesma, talvez teremos uma resposta.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

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