Com o páreo concorrido já no ano passado, as eleições começaram a solidificar-se dentro das campanhas dos muitos candidatos que começam a mostrar as asas. Não faltarão ataques dos dois lados; oposição e situação já encontram-se em pé de guerra. Enquanto o discurso dos partidos governamentistas cedem ao que eles dizem ser uma campanha do “eu sou, tu és”, os partidos do outro lado já verbalizam suas reclamações que diferem em muito do que é falado pelos aliados de Lula. Em pauta, a pré-candidata pelo PT e possível sucessora de Lula, a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef; José Serra pelo PSDB; Marina Silva do PV e o socialista Ciro Gomes correndo pelas beiradas.
Um já começa a atacar o outro, primeiro surgem as implicações dos tucanos e democratas que alegam ser Dilma apenas um fantoche nas mãos de Lula, ao que Ciro defende a petista, dizendo que o ex-presidente FHC, ao afirmar que Lula é o ventríloquo e a ministra um boneco, demonstra “inveja” em suas insinuações. Tanto está aberto o páreo que as já comuns em tempos de eleições intrigas reverberam nas casas dos poderes públicos.
Marina Silva ainda não apresentou um programa sólido de governo, apesar de já ter mostrado a cara na Televisão mostrando um pouco de sua história de luta ao lado de Chico Mendes, avisando aos quatro ventos que “perde a cabeça mas não o juízo”. O caso de Ciro já é diferente. O socialista enfrenta dificuldades em estabelecer sua candidatura para o cargo de presidenciável, ao que Lula e os demais petistas seus aliados, o prefeririam na disputa pelo governo de São Paulo, mas Ciro diz não abrir mão de concorrer ao executivo maior.
Sobrou o tucano José Serra, que parece ter estancado no meio da pista; sem resolver se entra de cabeça logo na disputa, acaba abrindo mão para que seus oposicionistas já se adiantem em fazer campanha. E, por fora disso tudo, corre também o presidente Lula, que ao que todos sabem, têm uma plataforma eleitoreira sólida no Nordeste (cerca de 30% dos eleitores votariam num mandato futuro dele) e, para muitos é passível de retorno ao governo do país em 2014.
Fortaleza, 10/02/2010
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