segunda-feira, 9 de abril de 2012

O Papel da Mídia

A influência dos meios de comunicação de massa nas tomadas de decisão e posição da sociedade imprime-se num “Quarto Poder”, ente fiscalizador e de vida própria que parece englobar sob seus tentáculos os termos a que se referem à opinião pública.
Falamos cá dos veículos mais antigos, como o jornal impresso, rádio e as revistas magazine, bem como das novas tecnologias, quais a internet e suas redes sociais, por onde proliferam-se novas num volume de informação vertiginoso.
Mas a mídia tem que papel?
Como já foi dito, a fiscalização dos três poderes e intervenções quando se acha necessário, se limitado a isso fosse, poderia respaldar com um certo otimismo uma visão positiva dos mass media; no entanto a realidade nos mostra que não é bem assim que acontece.
De caso com o poder, os levantes informacionais tendem mais a uma manipulação sobre nossas vontades – com a invasão todos os dias em nossas casas de um noticiário completamente tendencioso – tendo estacionado nos valores humanos suas próprias referências.
Em sua missão de informar, a mídia perde-se em explorar a disponibilidade de tempo do espectador, produzindo informação a rodo, regurgitando e vomitando em cima da população muita vez algo completamente desnecessário; então, não cumprindo seu objeto, ainda em construção nos intestinos das academias, assistimos literalmente a uma provocação constante, um levante contra nossa inteligência.
O pior acontece quando acabamo-nos por sentirmo-nos culpados pelo consumo abusivo de tudo que passa na televisão, rádio, impressos e redes sociais como a internet em geral, isto é, quando não se revela a visão de crítica contra aquilo a desfilar como um eterno desfile de modas bem em frente aos nossos olhos.
Surge então, a premência de se filtrar aquilo que consome-se; a bem da verdade, resolver o que é bom para ver e o que não é. A decisão é real, temos (ainda) este controle, a saber, o de saber fazer uso daquilo tudo estando passando nas cortes informativas, onde moram os reis que regem sob um véu que os torna intocáveis; donos dos principais veículos.
O poder do povo está, ainda que resumido, a esta escolha.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

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