segunda-feira, 2 de abril de 2012

Comissão da Verdade

Com o propósito de fazer valer num país como o nosso, dito sem memória, movimentação no sentido de resgatar através de documentos e empreendimentos humanos a verdade por detrás dos anos de chumbo, que levaram à morte, desaparecimento e tortura diversos brasileiros, como presos políticos por mostrarem-se grupos estabelecidos contra o regime ditatorial implantado aqui entrementes após o Golpe Militar de 1964 até 1985, vem agora a Comissão da Verdade a restabelecer os padrões de anistia e resgate da memória destes que foram vitimados pelo sistema à época.
Sete nomes, dentre todos os vinte e sete estados, devem ser escalados para, em Brasília, com o apoio do Ministério da Secretaria de Direitos Humanos da presidência da Republica, tendo como ministra Maria do Rosário, formarão a frente de que resultará a proposta em questão, a saber, a de retomada, através das fontes à revelia de documentos históricos, do que ocorreu em verdade no período acima exposto; sendo realizadas reuniões locais na Assembleia Legislativa do Ceará, sob coordenadoria da responsável pela sua Comissão de Direitos Humanos, a deputada estadual Eliane Novais.
As reuniões ocorrem todas as quintas-feiras e trazem do depoimento de partícipes dos atos confrontais à ditadura, de seres humanos memoráveis os quais resistiram ao embate contra as forças da ditadura. Também o escritório Frei Tito de Alencar apreende ainda sob comando da deputada em questão, a rememoração e divulgação dos atos ocorridos sob o semblante ditatorial que cumpriram data nestes anos todos.
O objetivo principal é o de relembrar os que padeceram durante o regime militar dos anos de chumbo, e reiterar as causas pelas quais tantos remanesceram como desaparecidos, mortos ou vitimados de qualquer natureza brutal da qual a ditadura revelou-se o principal responsável. Os depoimentos revelam como que órgãos como Dops e Doi-Codi agiam com o intuito de debelar a insurreição da maioria dos jovens engajados na política que tencionaram a batalha contra o regime de ditadura que cobria o país naquela época.
Estão, portanto, sendo referendados os dados para que se consiga esclarecer os fatos ainda submersos durante este tempo todo, acobertados pelas autoridades e dos quais padecem as famílias das vítimas, além de reelaboradas as políticas de acordo por parte do governo federal no sentido de serem elucidadas todas as dúvidas a ainda encobrirem de mistério os ocorridos.
Sob esta égide, espera-se positivamente a ação no sentido de não descartar a revelia os acontecimentos, e fazer reverberar a voz do povo sempre a aclamar a liberdade que só poderá ser completamente conquistada com a revelação da verdade por trás da cortina de fumaça.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

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