sexta-feira, 30 de março de 2012

A Volta dos que não foram

Com o câncer de Lula curado – até onde a mídia nos permite saber -, fica à deriva sua representatividade. Agora, afirmando não marcar mais tantos compromissos, o que consistiria numa redução da agenda do ex-presidente, o seu poderio gera expectativas no meio onde entravam-se oposição e base aliada com a presidenta Dilma à frente, parecendo reger a orquestra da nova e emblemática política nacional.
Perder Lula por um tempo, se mostrou alguma cousa, foi que por tanto maior o gigante, maior a queda. E o Brasil sentiu. Este hiato provocou na vertente política nacional a certeza de que sem uma figura como a de Lula, amado pelo povo e difícil de ser deixado à parcas figurações de bastidores, a condução da nação, muita vez, ficou a ver navios.
Sua volta, como promessa de ressurreição do seu modo de gerir a máquina, ímpar e salutar, faz ressurgirem os relutantes que apostaram em sua decaída total. Mesmo como deve acontecer à nova composição nos quadros e cenários nos ditames, com uma presidenta que cobra pelo feito e não-feito, a volta do presidente deverá reacender a fagulha que outrora fez brilhar o país como a estrela símbolo de seu partido, o PT.
É esperar pra ver.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

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