Estamos às vias de uma eleição que tem como fundamento a disputa entre setores partidários e uma força hegemônica ainda subscrita, que busca a chance de se estabelecer no poder.
A população não parece estar ciente – algo dela pelo menos – dos riscos de eleger-se uma casta reduzida aos panoramas particulares de uns poucos. É de notar-se aqui não estar a se falar em posicionamento pró ou contra qualquer dos lados da luta, mas de discorrer sobre o perigo que se observa na concretização de um projeto político baseado em uma única classe hegemônica.
Experiência vivida na História por várias ocasiões, isto significa a imputação a um único grupo a valoração transmitida através do voto e que mostra-se não de outra forma senão a de violência, no sentido de aplicação de forças em prol de uma seleta elite que, chegada uma vez aos postos almejados, não enganemo-nos, governarão para si e ninguém mais. Há aí inclusive a possibilidade de uma governança sem pudores, mobilizando os braços do Estado para atender a fins particulares e egoístas, ou seja, um retrocesso como o qual jamais visto.
É de se ter alertado antes. Agora que o pleito corre solto, a possibilidade de uma reviravolta nos valores conquistados à custa de tantas lutas pode, em um átimo, ser ruída e por-se-á então a nação de volta com os entornos duma nova ditadura.
Entrementes, ainda há as deflagrações de abusos, já durante o período eleitoreiro, mas camuflado e ainda sob forma branda. E, ao gestor situacional, resposta a esta mesma politicagem de outras épocas, cabe senão manter-se com suas propostas em limpeza de caráter e, ainda por cima sem desferir insultos ao adversário – o que tem sido um primor mister – fazer chegar ao povo, às grandes massas, a mensagem de esperança que tomou de conta desde a eleição de um metalúrgico para a presidência da república.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
Nenhum comentário:
Postar um comentário