sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Despojos

Até que ponto as pesquisas revelam o caráter de um processo eleitoral? Em Fortaleza, a igualdade numérica dos votos de ambos os candidatos postulantes ao cargo maior do município, sob a terminologia de empate técnico derruba alguns mitos eleitoreiros, entre os quais, o de que se a pesquisa mostra uma verdade através de números, por que tantas vezes o seu resultado não bate com a realidade das urnas.

Roberto Cláudio e Elmano de Freitas disputam voto a voto. Provavelmente o vencedor ganhará por uma cabeça. Inda que o processo mostre igualdade parece-nos a nós eleitores os resultados das estatísticas estarem mais próximos de especulações, haja vista o observado em campo, enquanto nas mídias especializadas o observado são outras instâncias. O denotativo qualitativo de uma eleição não cabe em esquematização de preferências individuais, mas parte de uma junta coletiva, a ter sua origem nas massas e sobre a qual deverá erigir-se aquele que mais coerência tiver em seu programa. A oratória, o carisma, a experiência contam como pesos pesados na decisão final do eleitor; aos poucos este tornando-se em ente consciente na hora de exercer o direito de cidadania.

Os índices apresentados implicam apenas em uma aproximação, uma mensuração para se ter uma idéia – vaga, por sinal – e que serve como termômetro apenas no sentido de provocar a militância; de auferir valor à busca de votos. Política se faz na dinâmica do dia a dia, através de movimentos e revoluções; não com golpes e baixaria. E, ainda que estejamos frente a um entrave crítico, estas eleições nos servem para rever valores e quando passar, que os despojos nos sirvam de aprendizado para os prelos futuros.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade do Ceará

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