Lula veio.
De costume, escreveria uma lauda mais ou menos, tratando dos ditames aos quais responderam as altas cúpulas do PT (Partido dos Trabalhadores) que a Lula o trouxeram às vias de um segundo turno disputadíssimo à nossa Fortaleza.
Sim, de costume, também postaria a benevolência com a qual os fortalezenses esperaram por duas horas num sol de rachar até a chegada do líder político; reforçaria com argumentos irrefutáveis ser ele a referência maior à qual estaremos dados por força de um filho do povo; retrataria a importância deste momento para o pleito municipal, e provavelmente fecharia com um construto resumido do que havia acabado de falar. De costume.
No entanto, quando o presidente iniciou – e, justo quando -, houve um fenômeno dado apenas à natureza sua beleza e imprevisibilidade: uma arrevoada de pombos, em conjunto, ganhou os ares da Praça do Ferreira; a princípio passou-se despercebido, mas com insistência irreprimível, voltaram e em nuvem pasmaram os presentes, encantados, espantados, mistificados.
Às passaradas que a política nos apronta, fica este ato dantesco para a reflexão.
Pedro Barreto Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
Nenhum comentário:
Postar um comentário