Às vias de segundo turno, a cidade de Fortaleza enfrenta um páreo
disputadíssimo, com o crescimento de contingente de votos do candidato Heitor Ferrer
ainda na primeira etapa das eleições, e a escolha para a cadeira de prefeito sendo
concorrida pelos partidos que vêm de uma aliança desfeita, tomados como pólos, a
corrida agora é de vitória por uma cabeça, cada voto sendo importante e o erro
provando-se uma possibilidade devastadora para qualquer um dos lados.
Os votos dos candidatos a nível de primeiro turno, ainda nada sabe-se a respeito
de onde eles virão e para quem competirão enquanto apoio. Não sendo dessa maneira
desprezados, pelo contrário, talvez fator decisório para quem ainda está no pleito. Ainda
havendo os votos desgarrados, de quem anda indeciso e não vê perspectiva num como
no outro; realidade não impensável embora um tanto triste. Acontece de agora quanto
ao peso partidário em voga, os apoiadores terem de mostrar a cara, e definido-se assim
uma evidente argumentação que – para este ponto onde não há quase máscaras a cair –
possibilitará ao eleitor enxergar através dos candidatos, isto devendo influenciar em seu
poder decisório.
Há também um pacto entre os candidatos para que a corrida ocorra de forma
limpa e sem ataques baixos, do modo como ocorreu ainda na etapa inicial, o que passa a
ser via de regra de grande valor arraigado ao cidadão no exercício de seu direito; esta
liberdade, só é benéfica enquanto observada e seguida enquanto princípio ético
conquistado e que não admite regresso.
Elmano de Freitas, o petista que saiu de índices pífios à liderança, congruente
aos ditames de seu partido enleva sua fala às classes mais populares, setores onde seu
voto foi grandemente conquistado, compete com o candidato das elites, Roberto
Cláudio evidentemente o pólo da máquina do Estado, mesmo que não admita ser tratado
desta maneira, fruto de uma manobra que partiu o PSB em dois e rompeu em
consonância com a prefeita Luizianne Lins.
Perceber ainda as patotas ligadas ao candidato Renato Roseno, emérito em sua
candidatura dispare dos meios políticos ortodoxos, mesmo sendo considerado radical,
saindo destas eleições como um nome forte para a proposta que aponta. Não por menos,
os índices inexpressivos do candidato do PC do B, Inácio Arruda e do tucano Marcos
Cals. O candidato Moroni perdeu toda a força de liderança nos primeiros acordes e
terminou em quarto, abaixo de Ferrer, a grande surpresa.
Para Fortaleza, uma condição: um eleito que dê conta de um processo nada
arbitrário onde política foi feita do modo enlevado e social, para um e para todos; o
reagrupamento de uma cidade que andava esfacelada, de um povo sábio; tem problemas
e exige alguém que faça por sua comunidade, em uma ação contínua e duradoura, o que
tem feito por tantos que já foram eleitos e que ainda virão.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
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