segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Das Greves que nos Assolam

A paralisação por greve é um direito instituído por lei.
Observa-se, no entanto, à procura de meios para fazer valer as demandas – principalmente dos servidores – pendentes de congelamento de salários, o grupo grevista meter os pés pelas mãos.
Teremos de relevar também serem necessárias tais agremiações, a partir das quais é resolvido o problema de baixas remuneração para um esforço trabalhista exagerado, e, ainda sob medida de tribulações sempre e a cada vez mais pesares no bolso do trabalhador.
O Brasil parou.
As exigências são de toda natureza e a classe sente-se inferiorizada. Não deveria ser ponto de convergência os reclames com o direto previsto em lei da facilitação ao trabalho como modo de valorizá-la?
Temos então os professores, feito os maiores pretendentes de um aumento salarial significativo. Vê-se, assim, as agruras intrínsecas à própria entidade representativa, no nosso caso, a ADUFC, a tornar o pleito em um imbróglio por mera disputa de poder.
A insatisfação é de todos os setores. As medidas não são tomadas relativas ao acordo definitivo que traria fim às manifestações.
Toda a universidade está em crise, isso é o resultado explicitado nas reuniões dos grevistas sempre insatisfeitos, o que não é de todo condenável, muito pelo contrário, é a execução de um direito.
Então, serve-nos as greves, para saibamos e tenhamos um raio-X da política partidária realizada em nossa volta, perceber este sintoma, é bastante delicado mas evidente como o é, a profilaxia mora dentro do próprio movimento, o qual não é nada condenável, oxalá agente explicitante da incapacidade de governar-se certos setores.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

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