Para os eleitores, ter dez nomes com candidatura impostada para o cargo maior do executivo municipal, pode vir a ser, uma grande vantagem. Apostando na lógica da disputa de que se quanto mais candidatos tivermos maior empenho teremos por conseqüência de cada um, por um prisma otimista, ou seja, partindo do princípios de que sejam honestos e comprometidos, o que levará ao afinamento de debate, veremos, enquanto conquista de eleitores, e, se o jogo manter-se limpo, uma discussão em prol de uma maior claridade do meio político que, na maioria das vezes é dotado de uma cortina de fumaça a esconder as verdadeiras razões promíscuas na briga pelo poder.
Mas, permaneçamos no sítio otimista e enveredemos pelos prados desta visão: ao eleitor deverá ser relegada a tarefa de escolha; até aí tudo bem! Nada fora da normalidade, e, no que estamos acostumados pairaríamos a falar mal dos políticos, colocando-os todos num mesmo saco, o dos corruptos. Por outro lado, a disputa prefeiturável, ainda ao ponto no qual se encontra, não esboçou contornos de falta de elegância por parte de quem candidatou-se e aí está com um discurso até afiado, para os padrões aos quais estamos acostumados; sem baixeza, ou leviandade, retesam o fio da navalha durante os debates, mas aí apostando em clareza e alto nível; é esse o lógico de se esperar para uma população cansada de ser enganada, como a vantagem de uma disputa acirrada.
Isso, até o primeiro turno ser decidido. Como muito provavelmente teremos o segundo, esperaremos que não escapem dos limites do bom debate, aqueles dois de quem deveremos retirar nosso futuro governante. No plano local, serviria assim o pleito de exemplo para o cenário global, ou seja, se da vantagem de ter-se vários candidatos emergir um diálogo mais sincero com as várias camadas populacionais a nível de município, que dirá no plano nacional e quiçá global. Esta é uma visão, e, é claro que pode ser refutada, mas com o observado até então, parece-nos não ser de todo um absurdo acreditar mais nas pessoas que deverão nos governar, seja nos meandros da micro como da macro política.
Pedro Costa
Universidade Federal do Ceará
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